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segunda-feira, abril 23, 2007

Fatos pouco conhecidos sobre um ídolo do movimento pacifista: Gandhi



Gandhi
Gandhi é tido como um herói, um grande líder e ídolo do movimento pacifista - praticamente um santo.

No entanto, essa imagem glamurosa não é um retrato preciso de quem foi Gandhi.

Embora tenha se tornado famoso pelo seu pacifismo - ahimsa, ele serviu no exército imperial britânico em 3 guerras, ganhou uma medalha, foi condecorado sargento e até se ofereceu como voluntário na Primeira Guerra Mundial (mas não pode participar devido à uma doença).

Contudo, durante a Segunda Guerra Mundial, Gandhi escreveu uma carta ao povo britânico, pregando a rendição aos Nazistas. Gandhi protestou furiosamente contra a persistência da Inglaterra diante das primeiras vitórias nazistas: "Esse massacre deve parar. Vocês estão perdendo; se persistirem, isso vai resultar em maior derramamento de sangue. Hitler não é um homem mau."

Mais tarde, quando o Holocausto foi revelado, Gandhi criticou os Judeus que fugiram ou resistiram, dizendo ao seu biógrafo Louis Fisher: "Os Judeus deveriam ter se oferecido em sacrifício. Eles deveriam ter se jogado no mar a partir dos precipícios. Suicídio coletivo teria sido heroismo."

Quando os japoneses invadiram Burma (hoje chamada de Myanmar), havia a possibilidade de que o Eixo invadisse a Índia. Devido ao fato de o Eixo estar ajudando um amigo de Gandhi a organizar um exército que expulsaria os inglêses do país, Gandhi declarou que seria melhor deixar os japoneses tomar o quanto quisessem da Índia e que a melhor forma de resistir seria "fazer eles se sentirem indesejados".

No campo pessoal, Gandhi também era esquisitíssimo. Ele tinha obsessão com as excreções do corpo - dava excessiva atenção às latrinas de seu ashram, praticava enemas compulsivamente e bebia a própria urina - e se opunha à tecnologia moderna, inclusive a medicina. Ele não quis que sua esposa tomasse penicilina injetável, mas, no entanto, aceitou ser tratado com quinino quando contraiu malária e aceitou ser operado de apendicite.

Ele não permitiu seus filhos terem uma educação formal e tentou forçar neles suas idéias esquisitas sobre o sexo: ele pregava que os casais só deveriam ter relações 3 ou 4 vezes... na vida inteira. Ele creditava seus "poderes espirituais" à sua habilidade de evitar a ejaculação. Já septuagenário, ele fazia com que as belas meninas locais dormissem nuas ao lado dele para "provar" seu celibato.

Em vista de tudo isso, o movimento pacifista certamente tem todo o direito de tomar Gandhi como seu ícone.

Uma exposição interessante de algumas virtudes de Gandhi e de seu lado mais obscuro é feita no livro de Robert Grenier, "The Gandhi Nobody Knows".

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postado por PBR às      

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