Pensadores Brasileiros       

Anúncios
Procure o livro dos seus pensadores favoritos no Submarino!

Procure o livro dos seus pensadores favoritos na Livraria Cultura!

Add to Technorati Favorites


Arquivos
Posts anteriores
- Socialismo gera decadência em Dubai
- Agora é oficial: aquecimento global é uma farsa
- Incentivos sob a escravidão
- Mises, a respeito de Bolhas e Crises
- Como um ateu passou a crer por causa do Ahmadineja...
- Credo esquerdista
- Porque eu não sou mais um esquerdista débil mental...
- O Robô do Barbeiro
- What zombies are like... (com quem os zumbis se pa...
- 30 perguntas e respostas acerca da defesa da vida

Histórico
2002-11-10
2006-11-12
2006-11-19
2006-11-26
2006-12-03
2006-12-10
2006-12-17
2006-12-24
2006-12-31
2007-01-07
2007-01-14
2007-03-18
2007-03-25
2007-04-01
2007-04-08
2007-04-15
2007-04-22
2007-04-29
2007-05-06
2007-05-13
2007-05-20
2007-05-27
2007-06-03
2007-06-10
2007-06-17
2007-06-24
2007-07-01
2007-07-08
2007-07-15
2007-07-22
2007-07-29
2007-08-05
2007-08-12
2007-08-19
2007-08-26
2007-09-02
2007-09-09
2007-09-16
2007-09-23
2007-09-30
2007-10-07
2007-10-14
2007-10-21
2007-10-28
2007-11-04
2007-11-18
2007-11-25
2007-12-09
2007-12-16
2007-12-23
2007-12-30
2008-01-06
2008-01-20
2008-01-27
2008-02-03
2008-02-10
2008-03-02
2008-03-09
2008-04-06
2008-05-11
2008-05-18
2008-05-25
2008-06-08
2008-06-22
2008-07-13
2008-07-20
2008-07-27
2008-08-03
2008-08-10
2008-08-17
2008-08-24
2008-08-31
2008-09-07
2008-09-14
2008-09-28
2008-10-05
2008-10-12
2008-10-26
2008-11-09
2008-11-16
2009-01-04
2009-01-11
2009-01-18
2009-01-25
2009-02-01
2009-02-08
2009-02-15
2009-02-22
2009-03-01
2009-03-08
2009-03-15
2009-03-22
2009-03-29
2009-04-12
2009-04-19
2009-05-10
2009-11-08
2009-11-15
2009-11-22
2009-12-06

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Socialismo gera decadência em Dubai

Ahmed al-Atar, 23 anos:
"Esse é o melhor lugar do mundo par ser jovem! O governo paga por sua educação até o nível de PhD. Você ganha uma casa de graça quando se casa! Você ganha tratamento de saúde grátis, e se o daqui não for bom o bastante, eles te dão dinheiro para se tratar no exterior. Você não tem que pagar nem mesmo pelo serviço telefônico. Quase todo mundo tem uma empregada, uma babá, e um chofer. E nós nunca pagamos impostos. Você não queria ter nascido Emirati?"

Segundo ele, a crise de crédito não afeta a maioria dos emiratis pois eles trabalham para o governo e há estabilidade no emprego - só é demitido quem faz algo incrivelmente ruim.


Ahmed não se importa com a falta de liberdade política sob o estado socialista dos Emirados Árabes Unidos:
"Vai ser muito difícil você encontrar um Emirati que não apóie o sheikh Mohammed... não porque tenhamos medo, mas porque realmente o apoiamos. Ele é um grande líder. Basta olhar!" se referindo ao conforto e às facilidades de consumo no país.

Nem todos Emiratis concordam. Sultan al-Qassemi, 31 anos, colunista da imprensa de Dubai e colecionador de arte:
"As pessoas aqui estão se tornando bebês gordos e preguiçosos! O estado-babá está indo longe demais. Nós não fazemos nada sozinhos! Porque nenhum de nós trabalha no setor privado? Porque uma mãe e um pai não tomam conta de seu próprio filho?"

Mas a realidade dos estrangeiros em Dubai é bem pior do que os Emiratis alegam. Muitos imigrantes oriundos de países como Filipinas e Bangladesh vão à Dubai sob patrocínio de agências de emprego que cobram uma taxa do candidato (geralmente uma quantia de seis vezes o valor do salário prometido).

Quando chegam, já endividados, o salário é de menos de 1/4 do que lhes foram prometido e o passaporte é confiscado já no aeroporto pela empresa. Há milhares de imigrantes vivendo em péssimas condições de saneamento e moradia, trabalhando 14 horas diárias sob o sol do deserto. Eles não podem retornar ao seu país de origem porque essas empresas - que em sua maioria, de um jeito ou de outro, são do governo - detêm os passaportes e os forçam a trabalhar. Greves são proibidas e reprimidas pela polícia.


Até mesmo os Emiratis mais liberais como al-Qassemi reagem com irritação diante dessas denúncias:
"As pessoas no Ocidente estão sempre reclamando de nós. (debochando) 'Porque vocês não tratam os animais melhor? Porque vocês não têm melhores anúncios de xampú? Porque vocês não tratam os empregados melhor?'...
Quando eu vejo jornalistas Ocidentais nos criticando - vocês não percebem que estão atirando no próprio pé? O Oriente Médio será bem mais perigoso se Dubai acabar. Nossa exportação não é petróleo, é esperança. Os egípcios ou libanêses ou iraquianos pobres crescem dizendo - eu quero ir pra Dubai. Nós somos muito importantes na região. Nós estamos mostrando como ser um país muçulmano moderno. Nós não temos fundamentalistas aqui. Os europeus não deveriam se vangloriar com a nossa derrocada. Vocês deveriam se preocupar... Vocês sabem o que vai acontecer se esse modelo falhar? Dubai vai cair pro mesmo caminho do Irã, o caminho islamista. ...
Ouça. Minha mãe costumava ir ao poço para pegar um balde de água todas as manhãs. No dia de seu casamento, ela ganhou uma laranja de presente porque nunca tinha comido uma. Dois de meus irmãos morreram quando eram bebês porque o sistema de saúde não existia ainda. Não nos julgue."


Quase todos os Emiratis se justificam usando a ameaça de islamismo como chantagem. Todo iman é indicado pelo governo e todo sermão é controlado para mantê-lo "moderado".

Existe uma minúscula minoria de Emiratis dissidentes. Segundo Mohammed al-Mansoori:
"Os ocidentais vêm aqui e vêem os shopping centers e os arranha-céus e pensam que somos livres. Mas essas empresas e esses prédios altos - são para quem? Isso é uma ditadura. A família real pensa que é dona do país, e o povo são seus servos. Não há liberdade aqui."

Al-Mansoori fez denúncias sobre violações dos direitos humanos em Dubai para a Human Rights Watch e a BBC:
"Eu fui levado pela polícia secreta e me disseram:  cale a boca, ou você vai perder seu emprego e seus filhos ficarão desempregados para sempre. Me confiscaram minha licensa de advogado e meu passaporte. Eu fui para a lista negra e meus filhos também. Os jornais estão proibidos de escrever sobre mim. ...
A maioria das companhias são do governo, então elas se opõem às leis de direitos humanos porque vai reduzir suas margens de lucro. É do interesse delas manter os trabalhadores como escravos."

Há apenas um grupo em Dubai que realmente tem maior "liberdade":  os gays, que se encontram em clubes para dançar, usar ecstasy e se encontrarem, mesmo que oficialmente, a homossexualidade seja oficialmente proibida e punível com 10 anos de prisão. Segundo um árabe gay:
"Dubai é o melhor lugar do mundo para os gays! Nós estamos vivos. Nós podemos nos encontrar. Isso é mais do que a maioria dos gays na Arábia podem fazer. A polícia pode invadir o clube mas eles só nos dispersam porque têm mais o que fazer."

Saleh, um soldado do exército saudita: 
"Na Arábia Saudita, é difícil ser hetero quando se é jovem. As mulheres são mantidas à distância então todo mundo só faz sexo gay. Mas eles só querem fazer sexo com meninos - 15 a 21 anos. Eu tenho 27 então sou muito velho agora. Eu preciso encontrar gays de verdade, então aqui é o melhor lugar. Todos os gays árabes querem viver em Dubai."

Segundo alguns, esse sistema socialista atrai incompetentes:
"Todas as pessoas que não conseguiram ser bem sucedidas em seus países acabam aqui, e de repente ficam ricas e são promovidas para muito acima das suas habilidades e se gama de quão boas elas são. Eu jamais encontrei tanta gente incompetente em cargos de direção como aqui. É absolutamente racista. Eu já tive moças filipinas trabalhando pra mim e fazendo o mesmo trabalho de uma moça européia, mas ela é paga 1/4 do salário. As pessoas que realmente fazem o trabalho são pagas uma ninharia enquanto esses gerentes incompetentes recebem 40 mil libras esterlinas por mês."


E como em todo regime socialista, Dubai é uma catástrofe ecológica e de desperdício. A cidade, em pleno deserto, mantém gramados irrigados, piscinas e até uma montanha artificial congelada para a prática de esqui com neve de verdade.

Numa cidade cuja principal indústria é o turismo, a água das praias é imunda, segundo conta uma funcionária de um hotel, em sigilo: 
"A qualidade da água ficava cada vez pior. Os hóspedes começaram a observar esgoto não tratado, preservativos usados, toalhas sanitárias usadas flutuando. Os exames encomendados pelo hotel revelaram que a água estava 'cheia de matéria fecal e bactérias numerosas demais para contar'. Em teoria, o esgoto era levado em caminhões para fora da cidade, mas na realidade os caminhões estavam em filas de 3 a 4 dias nas estações de tratamento e o esgoto acabava sendo despejado sem tratamento pelas tubulações fluviais em direção ao mar."

Essa funcionária desistiu de reclamar diante das ameaças anônimas:  "Pare de falar mal de Dubai, ou seu visto será cancelado e você será deportada."

"O que eu aprendi de Dubai é que as autoridades não dão a mínima para o ambiente. Eles estão bombeando toxinas para o mar, sua principal atração turística. Se houver problemas ambientais no futuro, eu já digo agora como eles vão lidar com isso - negar que está acontecendo, encobrir e continuar do jeito que está até um desastre total."

---
Condensado do artigo de Johann Hari, "The Dark Side of Dubai"

Marcadores: , , , , , , , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Terça-feira, Novembro 24, 2009

Agora é oficial: aquecimento global é uma farsa

Agora está desmascarada a farsa graças à hackers (ou alguém infiltrado) que baixaram mais de 156 Mb de dados da Unidade de Pesquisa Climática (CRU) da universidade de East Anglia na Inglaterra.

Os dados incluem emails extremamente comprometedores e que revelam como os dados que apóiam a tese de aquecimento global foram completamente fabricados.

Alguns trechos dos emails capturados revelam:

* os truques usados para mascarar o declínio nas temperaturas:

"I've just completed Mike's Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd from 1961 for Keith's to hide the decline.

* os esforços para manipular os dados até que eles se conformassem à vigarice do aquecimento global:
"I really wish I could be more positive about the Kyrgyzstan material, but I swear I pulled every trick out of my sleeve trying to milk something out of that."

* a frustração deles em ver que alguns dados, por mais que fossem manipulados, ainda não serviriam para "provar" o aquecimento global:
"I don't think it'd be productive to try and juggle the chronology statistics any more than I already have"
"The fact is that we can't account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can't."


* Em um dos documentos, 47 dos 91 modelos climáticos assumem que o dióxido de carbono atmosférico aumentaria à uma taxa de 1% ao ano, quando na verdade, durante os últimos 33 anos, a taxa foi medida em 0.4% ao ano.


* Um dos arquivos encontrados tem o título "Regras do Jogo" (RulesOfTheGame.pdf) e descreve os métodos usados para convencer o público da "crise".

Mais informações em:
- Climategate
- Global Economic Trend Analysis
- Climate Depot

Links para baixar os arquivos:
Junk Science (rápido)
File dropper
RapidShare (demorado)
A Swedish server (direto)
Warwick Hughes
Megaupload (demorado)
Via torrents (Mininova)
URL Original (era um FTP na Rússia, já tiraram do ar)

Site de busca completa (não precisa baixar arquivos):
http://www.eastangliaemails.com/

Marcadores: , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Incentivos sob a escravidão

Comentário de Dennis M.:

"... Mais ou menos um ano depois da queda do muro de Berlin, eu estava fazendo um treinamento nos arredores de Haia para gestores de toda a Europa. Um deles era um gerente do lado livre da Alemanha, que havia indicado em seus comentários que ele tinha família do lado comunista também e que ficou muito feliz quando o muro foi derrubado.

Eu fiz questão de me sentar do lado dele no jantar e ganhei uma grande lição de história. Eu lhe perguntei quanto tempo ele achava que levaria para a Alemanha ficar verdadeiramente unificada, e eu fiquei chocado quando ele disse: um mínimo de 50 anos.

Então ele explicou como os habitantes do lado comunista pensavam que aqueles no lado livre seriam na verdade milionários e como eles ficaram como crianças numa loja de doces quando visitaram suas famílias no lado livre.

Eles não enxergavam o fato de que ele vivia numa casa modesta e tinha 2 carros, pois eles olhavam as coisas como se ele estivesse vivendo em um castelo...

De qualquer modo, ele me contou uma história de um amigo que trabalhava numa concessionária da Mercedes Benz e que contratou um mecânico que tinha muitos anos de experiência no lado comunista do muro. Ele disse que praticamente o mecânico trabalhou 2 semanas e desistiu.

Você veja, no lado comunista um carro chegava na oficina para reparos, o mecânico diagnosticaria o problema, faria a requisição das peças necessárias, então tiraria uma soneca, talvez até um dia de folga até que as peças chegassem e pudessem ser instaladas.

Ele ficou chocado quando diagnosticava o problema, requisitava as peças, e depois era instruído para trabalhar imediatamente no próximo automóvel; ele nunca havia feito aquilo antes. Ele rapidamente passou a reclamar de estar sobrecarregado; em toda a vida dele nunca havia trabalhado tanto, e então finalmente ele se demitiu, achando que o processo todo era absurdo.
...

Engraçado, mas há poucos anos antes, eu li uma coleção de livros de John Jakes, começando por "Norte e Sul", que era sobre os eventos que levaram à Guerra Civil Americana. Uma citação do livro realmente resumiu tudo para mim.

Um dos personagens perguntou a um amigo quem ele achava que ganharia se a guerra acontecesse, e ele, sem hesitar, disse que o norte ganharia por causa de seu mercado de trabalho.

Sua perspectiva era de que, no norte, os trabalhadores trabalhavam para avançar sua situação e poderiam se beneficiar dos frutos de seu trabalho, e a produtividade era boa; enquanto no sul, a fonte de trabalho primária eram escravos que só se empenhavam o suficiente para evitar os açoites.

Eu pensei sobre isso várias vezes e em como isso se aplica até os dias de hoje.

Quando não há incentivo para avançar, como no capitalismo, então não demora muito para a motivação ser fazer o mínimo possível para meramente se manter. Parece que os ambientes de trabalho que baseiam o salário no tempo de casa se encaixam nisso muito bem..."

Marcadores: , , , , , , , , , , , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Mises, a respeito de Bolhas e Crises

"A bolha produz empobrecimento. Mas ainda mais desastrosas são suas decorrências morais. Ela torna as pessoas desanimadas e indiferentes. Quanto mais otimistas elas estavam sob a prosperidade ilusória da bolha, maior é seu desespero e revolta.
O indivíduo sempre está pronto para atribuir sua boa sorte à sua própria eficiência e considerá-la uma recompensa bem merecida por seu talento, aplicação e probidade. Mas os revezes ele sempre cobra das outras pessoas, e, mais que tudo, da absurdidade das instituições sociais e políticas.
Ele não culpa as autoridades por terem insuflado a bolha. Ele as condena pelo colapso inevitável. Na opinião do público, maior inflação e maior expansão do crédito são os únicos remédios contra os males que a inflação e a expansão do crédito causaram."

-Ludwig von Mises, "Human Action", 1949

Marcadores: , , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Quarta-feira, Maio 13, 2009

Como um ateu passou a crer por causa do Ahmadinejad

Um vídeo interessante do Pajamas TV: um agnóstico/ateu finalmente passou a crer em Deus depois de confrontado com a existência do mal durante a orgia de anti-semitismo que foi a conferência de Durban II da ONU com a participação do presidente iraniano Ahmadinejad.

http://www.pjtv.com/video/PJTV_Daily/How_Ahmadinejad_Made_Me_a_Believer/1859/6834/


Roger Simon é ex-esquerdista e autor de "Blacklisting Myself: Memoir of a Hollywood Apostate in the Age of Terror".

Marcadores: , , , , , , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Quinta-feira, Abril 23, 2009

Credo esquerdista


A Crença Esquerdista

Sou esquerdista porque sou muito irresponsável para ter uma arma, e eu sei que a polícia da minha cidade é tudo o que preciso para me proteger de assassinos e ladrões.

Sou esquerdista porque eu adoro o fato de que eu posso me casar com quem eu quiser. Eu decidi que vou casar com o meu cachorro.

Sou esquerdista porque eu acredito que os lucros das companhias de petróleo em 4% são obscenos, mas os impostos do governo no litro da gasolina a 15% não são.

Sou esquerdista porque eu acredito que o governo vai saber gastar o dinheiro do meu salário melhor do que eu.

Sou esquerdista porque liberdade de expressão é boa desde que não desagrade ninguém.

Sou esquerdista porque quando a guerra do Iraque terminar, eu vou confiar em que os terroristas vão parar de matar porque agora os Estados Unidos se comportarão bem.

Sou esquerdista porque eu acredito que as pessoas que não conseguem prever se vai chover na Sexta-Feira podem prever que as calotas polares vão derreter em 10 anos se não largarmos os automóveis e andarmos de charretes.

Sou um esquerdista porque eu acredito que as empresas não deveriam manter os lucros para si mesmas. Elas precisam só zerar o balanço e dar o resto para o governo para redistribuição da maneira como eles decidirem.

Eu sou esquerdista porque eu acredito que juízes esquerdistas precisam reinterpretar/reescrever a Constituição todo dia para ajudar os radicais que jamais conseguiriam ter seus interesses aprovados pelos eleitores.

Um esquerdista tem que acreditar que os proprietários de armas são maus porque defendem os direitos do cidadão, enquanto as ONGs são boas porque defendem os direitos do bandido.

Um esquerdista tem que acreditar que o mesmo professor que é incapaz de ensinar alunos de quarta série a ler está de alguma maneira qualificado para ensinar essas mesmas crianças sobre sexo.

Eu sou um esquerdista porque minha cabeça está tão enfiada no meu rabo, que é muito difícil eu ter algum outro ponto de vista.

"Um esquerdista é uma pessoa que doa tudo o que ela não tem."

- Tirado do blog Politics and Finance

Marcadores: , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Sexta-feira, Abril 17, 2009

Porque eu não sou mais um esquerdista débil mental

David Mamet, colunista do Village Voice (revista esquerdista) explica "Porque eu não sou mais um esquerdista débil mental"

Mamet recebeu indicações para o Oscar como roteirista dos filmes O Veredito e Manobras na Casa Branca (Wag the dog), escreveu comentários sobre a Torá e The Wicked Son, um ensaio sobre anti-semitismo e auto-ódio Judeu.

Abaixo seguem trechos do artigo publicado no Village Voice:

"...
Eu escrevi uma peça sobre política... sobre a polêmica entre pessoas de duas visões opostas. A discussão da peça era entre um presidente que era corrupto, aceitava suborno e agia em interesse próprio, mas era realista, e seu assessor que escrevia seus discursos e era esquerdista, lésbica e socialista-utópica.

A peça, uma comédia, é uma disputa entre razão e fé, ou talvez entre a visão conservadora (ou trágica) e a visão liberal (ou perfeccionista). O presidente conservador nessa peça crê que todas as pessoas tentam levar sua vida e que a melhor maneira para o governo facilitar isso é desimpedir o caminho, já que os abusos e fracassos inevitáveis desse sistema (a economia de mercado livre) são menores que aqueles da intervenção governamental.

Eu mantive a visão liberal por várias décadas, mas creio ter mudado de idéia.

Como criatura dos anos 60, eu aceitava como artigo de fé que o governo era corrupto, que as empresas exploravam e que as pessoas eram geralmente, no fundo, boas.

Esses preceitos se entranharam ao longo dos anos como preconceitos cada vez mais impraticáveis. Por que eu digo impraticável?
Porque embora eu ainda mantivesse essas crenças, eu já não as aplicava em minha vida. Como eu sei disso? Minha esposa me disse.

Nós estávamos no carro escutando a rádio NPR (rádio estatal americana). Eu sentia meu rosto se contraindo e as palavras começando a se formar na minha mente: Cale a boca. "?" ela antecipou. Seu resumo curto e elegante, como sempre, me despertou para uma verdade mais profunda: eu tenho ouvido a NPR e lido as várias publicações de opinião durante anos, sentindo ora raiva, ora surpresa. E mais: eu descobri que estava referindo-me a mim mesmo por anos como um "esquerdista débil-mental", e à rádio NPR como "National Palestinian Radio".

Isso é, para mim, a síntese dessa visão de mundo com a qual eu agora me vejo desiludido: a de que tudo está sempre errado.

Mas em minha vida, um exame breve revelou, tudo não era sempre errado, e nem foi e nem está sempre errado na comunidade na qual eu vivo, ou em meu país. Além disso, não era sempre errado nas comunidades anteriores nas quais eu vivi, e nas classes das quais eu fiz parte várias vezes.

E, eu imaginava, como pude gastar décadas pensando que eu achava que tudo estava sempre errado ao mesmo tempo em que eu achava que as pessoas eram basicamente boas? Qual dos dois era verdadeiro?
Eu comecei a questionar aquilo que eu realmente achava e descobri que eu não acho que as pessoas no fundo sejam boas; de fato, essa visão da natureza humana tem servido de base para a minha literatura nos últimos 40 anos. Eu acho que as pessoas, em circunstâncias de estresse, podem se comportar como suínos, e que isso, na verdade, não é apenas o assunto principal, mas o único assunto dos dramas.

Eu observei que a cobiça, ganância, inveja, preguiça e seus companheiros estavam deixando o mundo na poeira, mas que todavia, as pessoas em geral conseguem viver um dia após o outro; e que nós, nos Estados Unidos, vivemos um dia após o outro em circunstâncias bem privilegiadas e maravilhosas - que nós não temos sido e jamais fomos os vilões que o mundo e alguns de nossos cidadãos retratam, mas que somos uma composição de indivíduos normais (cobiçosos, gananciosos, em duplicidade, corruptos, inspirados - em suma, humanos) vivendo sob um pacto espetacularmente efetivo chamado de Constituição, e com sorte de tê-la.

Pois a Constituição, em vez de sugerir que todos se comportem divinamente, reconhece que, ao contrário, as pessoas são suínas e vão aproveitar todas as oportunidades para subverter qualquer acordo em busca daquilo que elas consideram seu interesse próprio.

Com essa finalidade, a Constituição separa o poder do estado naqueles 3 poderes que, para a maioria de nós, é a única coisa da qual nos lembramos depois de 12 anos na escola.

A Constituição, escrita por homens que tinham alguma experiência de governo real, assume que o chefe do executivo vai tentar assumir poderes de rei, que o Parlamento vai armar esquemas para vender o patrimônio público e que o judiciário vai se considerar olimpicamente acima dos demais e fazer tudo o que puderem para melhorar (destruir) a operação dos dois outros poderes. Então a Constituição coloca os poderes uns contra os outros, na tentativa não de atingir uma estabilidade mas de permitir as correções constantes e necessárias para impedir que um poder obtenha poder demais e por muito tempo.

É algo brilhante. Pois, abstratamente, podemos visualizar uma perfeição olímpica de seres perfeitos na sede de governo trabalhando para os seus empregadores, o povo. Mas qualquer um que já tenha participado de uma reunião de governo local em que seu interesse estivesse em jogo percebe a gana de se livrar de toda a conversa fiada e partir para a violência.

Eu descobri não apenas que eu não confiava no governo atual (isso não era surpresa), mas que uma revisão imparcial revelou que as falhas do presidente - que eu, como bom esquerdista, considerava um monstro - eram pouco diferentes das do presidente que eu reverenciava.

Bush nos levou ao Iraque, JFK ao Vietnã. Bush roubou as eleições na Flórida; Kennedy roubou em Chicago. Bush expôs um agente da CIA; Kennedy deixou centenas deles para morrerem na Baía dos Porcos. Bush mentiu sobre seu serviço militar; Kennedy aceitou um prêmio Pulitzer por um livro escrito por Ted Sorenson. Bush estava de conluio com os Saudis, Kennedy com a Máfia. Ó.

E eu comecei a questionar meu ódio às "Corporações" capitalistas - o ódio que eu descobri que era apenas o outro lado da minha sede pelos bens e serviços que elas prestavam e sem os quais eu não podia viver.

E eu comecei a questionar minha desconfiança contra os "Militares Malvados" da minha juventude, os quais, eu vi, eram feitos de homens e mulheres que realmente arriscam suas vidas para proteger o resto de nós de um mundo muito hostil. Os militares estão sempre certos? Não. E nem o governo e nem as corporações - eles são apenas painéis diferentes dos vários grupos distintos que formam o amálgama do nosso país. São esses grupos todos infalíveis, livres da possibilidade de ingerência, corrupção e crime? Não, e nem eu nem você. Então, assumindo essa visão trágica, a questão não era "É tudo perfeito?" mas "Como poderia ser melhor, quanto custaria e de acordo com qual definição de 'melhor'?" Colocadas dessa forma, as coisas me pareceram estar indo bem.

Estaria eu falando como membro das "classes privilegiadas"? Mas as classes nos Estados Unidos são móveis, não estáticas, que é a visão marxista. Isto é, imigrantes vieram e continuam a vir para cá sem dinheiro e podem (e conseguem) ficar ricos; o nerd ganha um trilhão de dólares; a mãe solteira, sem dinheiro e ignorante da língua inglêsa, envia seus dois filhos para a faculdade (minha vó). Por outro lado, os ricos e os filhos deles podem ir à falência; a hegemonia das ferrovias foi apropriada pelas companhias aéreas, e aquela das redes de comunicação o foram pela internet; e o indivíduo pode e provavelmente vai mudar de status mais de uma vez durante sua vida.

E quanto ao papel do governo? Bem, resumidamente, tendo a formação que eu tive e a época em que vivi, eu pensava que o governo era uma coisa muito boa, mas fazendo uma avaliação daquelas coisas que me afetavam e nas coisas que eu observo, é muito difícil para eu ver um exemplo onde a intervenção do governo levou a algo que não fosse aborrecimento.

Mas se o governo não deve intervir, como que nós, meros seres humanos, vamos resolver as coisas?

Eu pensei e li, e percebi que eu sabia a resposta e ela era esta: nós conseguimos resolver as coisas. Como eu sei? Pela experiência. Eu tomo o meu próprio caso como exemplo - tire o diretor de uma peça e qual o resultado? Geralmente uma diminuição das brigas, um período de ensaios mais curto e uma produção melhor.

O diretor, em geral, não causa brigas, mas sua presença faz com que os atores inventem e façam alegações para apelar à autoridade - isto é, eles deixam de lado o objetivo principal (atual no papel para a audiência) e passam a fazer política com o objetivo de ganhar status e influência fora do objetivo.

Se um ônibus quebra no meio da noite em local isolado, os passageiros podem se comportar como num drama mal feito, mas logo entram em acordo sobre o que fazer. Cada um deles, instantaneamente, acrescenta à solução o que ele consegue contribuir. E por que? Cada um quer, e de fato, precisa contribuir - colocando como ingrediente de um cozido aquilo que cada um tem para atingir o objetivo maior, bem como adquirir status na comunidade recém-formada. E assim é que funciona.

Veja também que a maior das escolas, o sistema de júri, onde cada um traz nada além de seus próprios preconceitos, e, através de deliberação, chegam à uma solução que não é perfeita, mas é uma solução aceitável para a comunidade - uma solução com a qual a comunidade pode conviver.

Antes das eleições, o meu rabi estava sendo muito criticado. A congregação era exclusivamente esquerdista, e ele, um auto-intitulado independente (leia-se "conservador"), e o rebanho estava ficando insatisfeito. Por que? Porque a) ele jamais discutia política; e b) ele ensinava que a qualidade do discurso político tinha que ser melhorada primeiro - que a lei Judaica ensina que cabe a cada pessoa ouvir a outra.

Então eu, como vários da congregação liberal, comecei, a contragosto, tentar fazer isso. E ao tentar, eu reconheci que eu tinha essas duas perspectivas sobre os EUA (sua política, governo, corporações e militares). Uma era a de um estado onde tudo estava magicamente errado e devia ser imediatamente corrigido a qualquer custo; e a outra - o mundo no qual eu operava no dia a dia - era feita de pessoas, a maioria das quais estavam tentando maximizar seu conforto de maneira razoável ao tentar conviver bem uns com os outros (no trabalho, no mercado, na sala do júri, nas estradas e até nas reuniões escolares).

E eu percebi que era chegada a hora de eu professar a minha participação naqueles Estados Unidos em que eu escolhi viver, aquele país que não era uma sala de aula, mas um mercado livre.

"Ahá", você diria, e com razão. Eu comecei a ler não apenas a economia de Thomas Sowell (nosso maior filósofo contemporâneo) mas também Milton Friedman, Paul Johnson e Shelby Steele, e uma série de escritores conservadores, e descobri que concordava com eles: uma compreensão do mundo de mercado livre mescla mais perfeitamente com a minha experiência do que com aquela visão idealística que eu chamava de esquerdismo.

E ao mesmo tempo, eu estava escrevendo minha peça sobre um presidente corrupto, astucioso e vingativo (como eu assumo que todos eles sejam) e eu dei a esse presidente fictício um assessor para discursos que era, em sua visão, um "esquerdista débil-mental", bem parecido com o que eu era; e ao longo da peça, eles tinham que trabalhar juntos. E eles eventualmente chegaram a um entendimento humano do processo político. Como eu creio tentar fazer, e creio ter conseguido, vou tentar resumir nas palavras de William Allen White.

White foi, por 40 anos, o editor do Emporia Gazette, um jornal rural em Kansas, e um comentarista político proeminente e poderoso. Ele era um grande amigo de Theodore Roosevelt e escreveu o melhor livro que eu já li sobre a presidência. É chamado "Masks in a Pageant", e ele delineia o perfil de presidentes desde McKinley a Wilson, e eu o recomendo sem ressalvas.

White era um homem de mente muito lúcida, e ele conhecia a natureza humana como poucos. (Como Twain escreveu, se você precisa compreeder o homem, gerencie um jornal rural.) White sabia que as pessoas precisavam tanto progredir como conviver, e que elas sempre trabalhavam ora para um ou para o outro objetivo e que o governo deveria mais provavelmente desimpedir o caminho e deixá-las atuar. Entretanto, ele acrescentava, há essa coisa do liberalismo, e ele pode ser resumido à essas palavras tristes: "... mas apesar disso ..."

..."

Marcadores: , , , , , , , , , , ,



postado por PBR às
                0 Comentários                 Links para esta postagem

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Voltar a Pensadores Brasileiros