Pensadores Brasileiros       

Anúncios
Procure o livro dos seus pensadores favoritos na Livraria Cultura!

Add to Technorati Favorites




domingo, outubro 26, 2008

A Farsa sobre a Depressão de 1929

A Farsa sobre a Depressão de 1929
Artigo resgatado do extinto blog do Centro de Mídia Independente do Socialismo Caviar, postado em 23/out/2003.


Para os esquerdinhas e os tolos que acreditam neles, a Depressão de 1929 teria sido por culpa do capitalismo liberal. Com seu viés anti-capitalista, eles repetem o mesmo besteirol de sempre alegando a "especulação" e o "consumismo desenfreado" como causas da depressão, e citam o "crash" da bolsa de valores, o que é obviamente errado. O "crash" foi meramente o marco inicial da depressão.

Eis os fatores principais que antecederam e que causaram a Depressão:

Em 1913, Woodrow Wilson colocou 20% do Manifesto Comunista em prática com a implementação do imposto de renda progressivo. No mesmo ano, com a promessa demagógica de estabilizar a economia e "resolver os problemas monetários", Wilson criou o banco central (estatal), o Federal Reserve Bank, ou Fed. Essa era a idéia tipicamente socialista de uma instituição ligada ao estado para o planejamento e controle central da economia.


Traduzindo a Nota original:  "Esta certifica que foi depositado no tesouro dos Estados Unidos da América. Certificado de Prata. Um dólar de prata. Pagável ao portador sob demanda." Assim a população sabia que a nota representava um bem tangível e podia recebê-lo dando a nota em troca.         Nota do Fed:  "Esta nota é moeda obrigatória para 1 dólar. Vai-se pagar ao portador 1 dólar" Mas dólar de quê? Essa omissão é relevante. Em vez de pagar um dólar de prata, pagava-se com outra nota.
Acima: (Clique para abrir em janela separada.) A nota de
1 dólar (a de cima) foi impressa em 1899 e era na verdade
um certificado que comprovava que o portador era
proprietário de uma certa quantia em prata. A segunda
nota (a de baixo) foi impressa em 1917 para substituir a
primeira e já não representava nenhuma propriedade
material. Reparem nos dizeres de uma e de outra.
(Clique aqui para traduzir.)
Até então, em vez das notas do banco central, os americanos usavam moedas de ouro e prata como meio de transação. O governo não emitia nada além de notas promissórias, assim como os bancos privados. O governo tomava emprestado da população as moedas de ouro e prata e emitia uma nota, isto é, um contrato prometendo pagar a quantia devida. Os bancos aceitavam os depósitos dos clientes e emitiam notas para eles. A nota dizia mais ou menos "pague-se ao portador desta nota a quantidade x de metal". As notas então eram negociadas e serviam como meio de troca pois a promessa era geralmente cumprida.

Durante todas as eras, os governos usaram seu poder violento para roubar os povos - confiscando os pertences através da desvalorização da moeda. Nos dias de hoje, os governos roubam da população através da emissão arbitrária de notas e forçando todo mundo a aceitar papéis de valor fictício. Na Idade Média, os reis recebiam os impostos do povo em ouro, limavam as moedas para extrair um pouco do ouro em pó e passavam as moedas adiante como se elas ainda tivessem o mesmo valor de antes. O rei mandava cunhar novas moedas quando acumulasse ouro em pó o suficiente e ninguém podia recusar as moedas adulteradas.

A nota do governo não era dinheiro, era apenas uma promessa de pagamento. Se o governo emitisse muitas notas e as pessoas começassem a suspeitar de que as notas emitidas por um banco ou pelo governo não seriam honradas, elas ficariam desvalorizadas, isto é, as pessoas aceitariam as notas somente com um desconto sobre o valor impresso tendo em vista o risco maior de não receber o valor impresso. Se um banco emprestasse mais dinheiro do que seus correntistas tivessem depositado, as pessoas desconfiariam e poderiam tentar sacar todas ao mesmo tempo, quebrando o banco. Assim, o mercado, isto é, a população automaticamente impunha um limite sobre o endividamento do governo e os empréstimos bancários e todos eram livres para aceitar ou não as moedas de metal ou notas do governo ou dos bancos.

Nos Estados Unidos do início do século as pessoas eram livres para recusar ou aceitar qualquer moeda e o resultado disso foi a melhor economia na história da humanidade. O século 19 foi o mais próspero de todos os tempos. Não havia imposto de renda, havia poucos regulamentos, não havia seguro social, nem barreiras imigratórias ou alfandegárias e muito menos um esquema de política socialista. Ao ouvirem isso, socialistas sempre tentam engrupir os outros fazendo a comparação desonesta com o século 20, dizendo que o século 19 era de miséria com péssimas condições de trabalho e que os operários e suas crianças trabalhavam mais de 8 horas por dia.

O correto é, obviamente, comparar com o século anterior. Antes, essas famílias operárias viviam na pobreza mais abjeta, sem ter abrigo e o que comer, em nível sub-humano. Somente depois da industrialização, a população européia cresceu 300% em relação à época pré-industrial, quando a expectativa de vida era de apenas 30 anos. Toda conversa fiada marxista contra o capitalismo é derrubada com um simples fato: na época da revolução industrial, a população da Inglaterra mais do que dobrou - o que significa que centenas de milhares de crianças que teriam morrido de fome, doença e má nutrição em épocas anteriores, conseguiram sobreviver até a idade adulta. Antes da industrialização capitalista, um casal teria que gerar cerca de 20 filhos para ter a esperança de que pelo menos um ou dois sobrevivessem até a maturidade.

Entre 1800 e 1850, os salários dobraram e, entre 1850 e 1900, dobraram novamente apesar de a população britânica ter aumentado 4 vezes - um aumento de riqueza de 1600% - com uma melhor dieta, novas bebidas, novas especialidades e vocações. Depois de cerca de 5 milênios de miséria, os seres humanos finalmente descobriram como a riqueza poderia ser produzida de uma maneira sistemática e contínua. Pela primeira vez na história, a indústria capitalista deu chance de sobrevivência às massas.


Traduzindo a Nota original:  "Certificado de ouro. Esta certifica que foi depositado no tesouro dos Estados Unidos da América 50 dólares em moedas de ouro pagável ao portador sob demanda."         Nota do Fed:  "Nota do Federal Reserve. Os Estados Unidos da América vão pagar ao portador sob demanda 50 dólares" Novamente, o bem tangível deixou de ser especificado e assim o valor da nota passou a ser baseado em uma ficção.
Acima: (Clique para abrir em janela separada.) A antiga
nota de 50 dólares era um certificado que dava ao
portador a propriedade de uma quantia em ouro. A nota de
baixo foi impressa posteriormente pelo Federal Reserve
Bank e não faz menção a nenhum valor tangível como a
primeira. (Clique aqui para traduzir.)
Mas a partir da década de 20, o recém-criado Fed passou a emitir notas sem o correspondente depósito em ouro e inflacionou o dólar em 60%, criando uma bolha de valorização das ações em bolsa que estourou no fim da década. Essa intervenção governamental inflacionária faz com que a taxa de juros fique artificialmente baixa provocando expansão do crédito.

Naquela época não havia meios de informação velozes como há hoje. O Fed aumentava a quantidade de moeda impunemente pois não saía nos jornais e poucos ficavam sabendo. A maioria só podia observar os efeitos temporários na economia, não cogitava de onde estaria vindo todo aquele dinheiro em circulação e concluía que os investimentos de toda a economia estavam resultando em prosperidade.

Investimentos como a abertura de empresas, filiais, compra de novas máquinas e contratação de mais pessoal são decisões que são tomadas considerando um conjunto de possíveis acontecimentos futuros e levando em conta o risco de prejuízo. Quando um investimento não dá certo, ele não se justifica e tem de ser liquidado para que o capital possa ser empregado em outras atividades mais produtivas e saldar as dívidas. Isso é algo que todo empreendedor tem que levar em conta quando investe.

Com uma menor taxa de juros, o crédito fica fácil e a percepção do risco é menor pois caso o investimento não dê certo, juros menores serão pagos e o prejuízo será menor. Se a taxa de juros é forçada pelo governo para um nível mais baixo do que o vigente naturalmente no mercado, a percepção do risco fica deturpada e o dinheiro mais "fácil" é alocado para investimentos que não seriam justificáveis sob uma taxa de juros mais alta.

Com a inflação e instabilidade subseqüentes, o banco central fica obrigado a aumentar os juros. Os investimentos que eram "justificáveis" em um ambiente de juros baixos são liquidados em observância ao novo cenário de juros altos. Em 1928 e no início de 1929, o Fed aumentou as taxas de juros e o processo de liquidação começou. Entre 1929 e 1933, com suas políticas erráticas, o Fed contraiu o volume de dinheiro em circulação em um terço. O crash foi uma tremenda incompetência do governo e não falha do mercado. Aconteceu o que sempre acontece com os governos: mais problemas foram criados porque o governo interviu ainda mais na vida da sociedade para tentar resolver os problemas resultantes de outra interferência do governo.

Os períodos anteriores de contração econômica, em 1907 e 1920, se resolveram em apenas um ano sem praticamente nenhuma interferência do governo. A depressão de 1920 foi enfrentada pelo então presidente Warren Harding, que cortou gastos federais e impostos sob o slogan "menos governo nos negócios". Com isso ele conseguiu debelar a depressão em apenas um ano. Mas a mentalidade vigente em 1929 era a de que "o governo tem que fazer alguma coisa".

Na Grã-Bretanha, o chanceler britânico Neville Chamberlain tomou medidas opostas às dos Estados Unidos e desvalorizou a libra, cortou salários do setor público em 10%, se recusou a impor subsídios à agricultura e as tarifas de seu governo foram as menores entre as maiores economias do mundo. O resultado foi que na década de 30 a Grã-Bretanha teve considerável crescimento econômico e desempenho muito superior a de todos os seus parceiros apesar da queda no comércio exterior.

Mais recentemente, o Japão enfrentou uma dura recessão de crescimento zero durante toda a década de 90 causada pelo aumento extraordinário dos gastos do governo e déficit público, além da recusa a deixar quebrar as empresas que constituíram maus investimentos. Em reflexo, o índice mercado acionário japonês caiu para um quinto do seu topo. Mas com a chegada do primeiro ministro Junichiro Koizumi em 2001, que seguiu mais ou menos o caminho de Chamberlain, os gastos públicos foram reduzidos e já houve recuperação econômica.

Outra economia que vem se recuperando é a Rússia (na época em que este artigo foi escrito, em outubro de 2003). O colapso de 1998 envolveu o sistema bancário corrupto e a bolsa caiu mais de 90%, mas Vladimir Putin conseguiu estabilizar a moeda reduzindo os gastos públicos e instituindo um imposto de renda não-progressivo de 13% fixos, trazendo para a legalidade muitos comerciantes da economia informal e recuperando mais da metade das perdas de 1998-99.

Apenas quando há propriedade privada segura, moeda estável, governos liberais, mercados e pessoas livres para fazer seus próprios negócios é que há possibilidade de investir para o futuro.

Marcadores: , , , , ,



postado por PBR às      

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial







Voltar a Pensadores Brasileiros