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quinta-feira, outubro 25, 2007

A idéia falsa de que o aborto reduziria a criminalidade

O Governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), evoca o livro Freakonomics dos autores Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que defendem a tese de que o aborto reduziria a criminalidade. Cabral propõe a legalização do aborto como forma de conter a violência no Rio de Janeiro: "Interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal."

Cabral fez uso de 2 das inúmeras falácias esquerdistas: a primeira é a de que o pobre seria automaticamente propenso ao crime e a segunda é a de que o aborto diminui a criminalidade ao executar os "futuros criminosos" ainda no útero.

Esses hipócritas ainda dizem ser contra a pena de morte. Para eles, matar um adulto criminoso é violação dos direitos humanos, mas matar uma criança completamente inocente ainda no útero - retalhando-a ainda viva ou com uma injeção letal em sua cabeça - eles gostam.

Essa teoria de que o aborto elimina possíveis criminosos é completamente furada. Já foi refutada, entre outros, pelos economistas John Lott e John Whitley em seu paper "Abortion and Crime: Unwanted Children and Out-of-Wedlock Births".

John Lott é autor de vários livros pró-liberdade (More Guns, Less Crime: Understanding Crime and Gun Control Laws) e um deles desbanca a teoria pró-abortista e várias outras: "Freedomnomics: Why the Free Markets Work And Other Half-Baked Theories Don't"

A liberação do aborto e a mudança cultural que ela traz favorece o aumento da criminalidade. Ela induziu os jovens a praticar sexo frivolamente achando que se ocorresse uma gravidez indesejada, seria fácil resolver com um aborto. Mas quando chega a gravidez, muitas mães não têm coragem de abortar, então essas crianças nascem e crescem sem um ambiente familiar sadio e sem o pai. É evidente que isso leva à maior delinquência.

O efeito líquido da liberação do aborto é que mais crimes são cometidos do que quando o aborto era proibido. O aumento do número de crianças nascidas fora de um ambiente familiar é maior do que a redução do número de crianças indesejadas que cometeriam crimes. Portanto, com a liberação do aborto há um aumento líquido das condições favoráveis à criminalidade.

Nos EUA a criminalidade disparou imediatamente depois dos anos 60 com a liberação dos costumes, da qual o aborto faz parte. Só quando a sociedade reagiu com leis mais rígidas, prisões, sentenças maiores, pena de morte, porte de arma e tolerância zero, além do crescimento econômico, é que a criminalidade foi reduzida nos anos 90.

Outros furos graves na tese abortista ficam claros para quem dedicar alguns minutos à pesquisa do tema:

1) Se o aumento dos abortos fizesse a criminalidade cair, faria cair primeiro com relação aos criminosos mais jovens e assim gradualmente até os mais velhos. Mas nos EUA, foi ao contrário: a criminalidade começou a cair entre os mais velhos e caiu gradualmente até os mais jovens.

2) O número de assassinatos cometidos por aqueles que seriam os primeiros "beneficiários" (nasceram depois de Roe vs Wade, no auge do abortismo entre 1975 e 1979) na idade em que completaram 14-17 anos foi 3.6 vezes maior do que o número de assassinatos por rapazes de 14 a 17 anos que nasceram antes da legalização do aborto, em 1966 a 1970.
(debate na revista Slate)
(Comentário sobre o livro Freakonomics)

3) A correlação de dois eventos (legalização do aborto e diminuição da criminalidade) não significa que um seja causa do outro forçosamente. Há infinitos eventos simultâneos que não têm relação nenhuma entre si e há infinitos pares de eventos simultâneos que podem ser ambos causados por outros fatores.

4) Dois economistas do Fed descobriram furos graves nos dados usados pelos autores do Freakonomics.

5) Os autores do Freakonomics se omitiram de fazer qualquer distinção entre o número de abortos na década de 70 e a de 90.

6) Eles também não levaram em conta o efeito que o aborto tem [b]nos pais da criança abortada[/b] - um homem que tem filhos é menos propenso a cometer crimes do que um homem sem filhos. Portanto, o aborto tem como efeito imediato o aumento da criminalidade.

Olavo de Carvalho está certo quando fala que a esquerda é perversa e mentirosa até a medula. Quando algum argumento da esquerda tem aparência razoável, é praticamente certo que eles não estão falando toda a verdade e estão omitindo ou deturpando algum dado crucial. E quando o argumento cai na boca de algum bestalhão da mídia ou da política no Brasil, é porque já foi refutado anos atrás.




Comentários de Luís Afonso Assumpção sobre o assunto
Comentário de Luís Afonso Assumpção sobre o erro apontado pelos economistas da Federal Reserve de Boston
Comentários de Luís Afonso Assumpção demonstrando o absurdo da tese abortista

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