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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Heroismo: soldados que lutaram contra a tirania - parte 4

Alvin York


Alvin York era de uma família de fazendeiros pobres no Tennessee. Poucos anos antes da guerra, York era um bebedor inveterado e propenso a brigas de bar.

"Eu andava em más companhias e deixei o conselho de meu pai e minha mãe e me viciei em bebida, jogo e bancava o espertalhão... Eu costumava beber muita Moonshine(*). Eu gastava todo meu salário no jogo semana após semana. Eu costumava ficar fora de casa até tarde. Eu tive muitas brigas de rua."
(* bebida alcóolica fabricada clandestinamente)

Quando seu melhor amigo morreu numa das brigas, ele ficou abalado e decidiu aceitar o Senhor Jesus como salvador, abandonando a bebida, o jogo e as brigas. 

Assim, York tentou se esquivar do alistamento militar na Primeira Guerra em 1917 mas sua objeção foi recusada.

"Eu queria seguir ambos [a Bíblia e o dever militar]. Mas eu não podia, Eu queria fazer o que era certo... Se eu fosse para a guerra e lutasse e matasse, de acordo com o meu entendimento da Bíblia, eu não seria um bom Cristão."

No quartel, o comandante de companhia e o comandante de batalhão, ambos Cristãos, debateram essa preocupação de York e o convenceram de que havia base bíblica para a participação na guerra. O capitão Danforth citou Ezequiel 33-6:
"Mas se o sentinela vê a espada vir e não toca a trombeta, e o povo não for avisado, e a espada vier e derrubar uma pessoa qualquer dentre eles, ela será levada em sua iniquidade; mas seu sangue eu  cobrarei das mãos do sentinela."

Um ano depois, ele foi um dos homens escolhidos para se infiltrar e tomar uma posição fortificada de metralhadoras que protegiam uma linha de trem alemã em território francês. Quando estavam capturando alguns soldados, eles foram detectados pelo inimigo, que os metralhou derrubando 9 dos colegas de York.
Os que sobreviveram tinham que cuidar do inimigo capturado e não acompanharam York, que então ficou sozinho diante de 32 metralhadoras.

Como ele disse em seu diário: "Eu não tive tempo para me esconder atrás de uma árvore ou arbusto, eu não tive nem mesmo tempo de abaixar. Eu não tive tempo e nem sabia o que fazer exceto ver aqueles artilheiros alemães e tentar o melhor que eu podia. Toda a vez que eu via um alemãe, eu o derrubava. No início eu atirava deitado; igual atiramos nos alvos nas partidas de tiro nas montanhas do Tennessee; e era quase a mesma distância. Mas os alvos eram maiores. Eu não podia errar uma cabeça ou corpo de alemão naquela distância. E eu não errei. Além do mais, não era hora de errar de jeito nenhum. 
Haviam mais de 30 deles em ação contínua e toda a vez que eu via um alemão, eu o derrubava. Todo o tempo eu fiquei gritando para eles desistirem. Eu não queria matar mais do que eu era forçado. Mas era ou eu ou eles. E eu tentei o melhor que eu podia."

Depois que ele derrubou os primeiros 20 e tantos inimigos, um tenente alemão juntou 5 soldados e tentou derrubá-lo pelo flanco. York puxou seu Colt .45 (que só tinha 8 projéteis) e derrubou-os todos.

"No meio da batalha, um oficial alemão e 5 homens pularam de uma trincheira e iam me atacar com baionetas. Eles estavam a 23 metros e corriam depressa. Eu só tinha meio pente no meu rifle; mas minha pistola estava boa. Eu troquei rápido e derrubei-os também.
Eu derrubei o sexto homem primeiro, depois o quinto, o quarto e o terceiro, e assim por diante. É assim que caçávamos perus selvagens na minha terra. Você veja, nós não queremos que os que vêm na frente saibam que estamos matando os de trás, e eles continuam a vir até que derrubamos todos eles. É claro que eu não tinha tempo de pensar naquilo. Eu acho que eu fiz aquilo naturalmente. Eu sabia, também, que se os da frente vissem, ou se eu os derrubasse, os de trás iam parar e atirar em mim."

O tenente Paul Vollmer, vendo que York ainda estava ileso e só aumentava o número de baixas alemãs, se ofereceu para dar ordens à sua unidade para que se rendessem, oferta prontamente aceita por York.


Cerca de 130 soldados alemães, incluindo 4 oficiais, vieram caminhando na direção do batalhão de York. O tenente Woods, superior de York, pensou que era um contra-ataque alemão até que ele viu York apresentando os prisioneiros. Quando o oficial estupefato perguntou quantos eram, York respondeu "Honestamente, eu não sei, senhor."

Três meses mais tarde, York havia sido promovido a sargento e condecorado, e seu general de divisão o perguntou:  "York, como você conseguiu aquilo?"

Alvin York: "Senhor, não foi poder humano. Um poder mais alto que o do homem me guiou e zelou por mim e me mostrou o que fazer."
O general abaixou sua cabeça, pôs a mão no ombro de York e disse, solene:  "York, você está certo."


Alvin York: “Não há dúvida no mundo sobre o fato do poder divino atuando ali. Nenhum outro poder sob o céu poderia tirar um homem daquela situação. Homens morreram à direita e à esquerda de mim; e eu era o maior e mais exposto deles. Mais de 30 metralhadoras estavam disparando apontadas para mim, de uma distância de cerca de 23 metros. Quando você tem Deus com você, você leva a melhor o tempo todo.

Depois da guerra, York casou-se e teve 7 filhos. Ele voltara com a idéia de prover os jovens do Tennessee com meios de educação básica, então, com a renda de um filme sobre sua vida (estrelado por Gary Cooper), ele dedicou seu tempo a criar uma escola de agricultura e uma escola bíblica. York também ajudou a criar a guarda estadual do Tennessee, vindo a falecer aos 77 anos, em 1964.


FONTES:
The Sgt. York Discovery Expedition
Wikipedia
The Legends and Traditions of the Great War
The Diary of Alvin York

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