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segunda-feira, setembro 24, 2007

A ciência precisa dos hereges condenados pela militância do aquecimento global

O texto de Freeman Dyson desafia o dogma histérico do aquecimento global e cita duas heresias do astrônomo Tommy Gold que foram provadas corretas apesar da oposição dos experts. Freeman Dyson é professor de Física no Institute for Advanced Study, em Princeton e já publicou vários livros sobre matemática, astronomia e ciência em geral.

A seguir, alguns trechos:

"Minha primeira heresia é dizer que toda essa celeuma sobre aquecimento global é um exagero grotesco. Eis me aqui em oposição à irmandade sagrada dos peritos em modelagem de clima e a multidão de cidadãos iludidos que acreditam nos números preditos pelos modelos de computador. É claro, eles dizem, que eu não tenho formação em meteorologia e portanto não sou qualificado para falar disso. Mas eu estudei os modelos de clima e sei o que eles podem fazer.

Os modelos resolvem equações de dinâmica dos fluidos, e eles descrevem muito bem os movimentos dos fluidos da atmosfera e dos oceanos. Mas eles são péssimos em descrever as nuvens, a poeira, as reações químicas e a biologia de áreas como fazendas e florestas. Eles não chegam nem perto de descrever o mundo em que vivemos. O mundo real é misturado, obscuro e cheio de coisas que não compreendemos ainda. É muito fácil para um cientista se acomodar num prédio com ar condicionado e rodar modelos de computador, do que vestir roupas de trabalho e medir o que realmente está acontecendo lá fora nos pântanos e nas nuvens. É por isso que os experts em modelagem de clima acabam acreditando em seus próprios modelos."

"O público não gosta muito dos cientistas que dizem, 'Sinto muito, mas não sabemos'. O público prefere escutar os cientistas que respondem às questões com confiança e que fazem previsões confiantes do que vai acontecer em resultado das atividades humanas. Então acontece que os experts que falam publicamente sobre questões politicamente delicadas tendem a falar com mais clareza do que eles pensam. Eles fazem previsões confiantes acerca do futuro e acabam acreditando em suas próprias previsões. Suas previsões se tornam dogmas que eles não questionam. O público é levado a acreditar que os dogmas científicos da moda são verdadeiros, e às vezes acontece de eles estarem errados. É por isso que precisamos de hereges que questionem os dogmas.

Como cientista, eu não tenho muita fé em previsões. A ciência é organizada de maneira imprevisível. ... Quando eu faço previsões, eu não falo como cientista. ... Seu propósito é imaginar o que pode acontecer em vez de descrever o que vai acontecer. ... Os dogmas vigentes podem estar corretos, mas eles ainda precisam ser desafiados."

"Não há dúvida de que partes do mundo estão ficando mais quentes, mas o aquecimento não é global. ... os problemas estão sendo exagerados grosseiramente. Eles tiram dinheiro e atenção dos outros problemas que são mais urgentes e mais importantes, tais como pobreza, doenças infecciosas, educação e saúde pública, a preservação das criaturas viventes na terra e nos oceanos, para não citar problemas fáceis de resolver como a construção de diques em torno da cidade de New Orleans."

"Os efeitos físicos vistos nas mudanças de precipitação, nuvens, ventos e temperatura são enganosamente chamados de "aquecimento global". Em ar húmido, o efeito do dióxido de carbono no transporte da radiação é desprezível porque o transporte da radiação térmica é anulada pelo efeito estufa do vapor de água que é muito maior. ... O efeito de aquecimento do dióxido de carbono é maior onde o ar é frio e seco, mais no ártico em vez de nos trópicos, principalmente nas montanhas em vez de nas planícies, mais no inverno em vez de no verão, e principalmente de noite em vez de dia. ... representar o aquecimento local através de uma média global é enganoso."

"A razão fundamental pela qual o dióxido de carbono na atmosfera é criticamente importante para a biologia é que há bem pouco dele. Um campo de milho crescendo em plena luz solar do meio-dia usa todo o dióxido de carbono a até um metro do solo em 5 minutos. Se o ar não estivesse constantemente em movimento pelas correntes de convecção e pelos ventos, o milho pararia de crescer. Certa de um décimo de todo o dióxido de carbono na atmosfera é convertido em biomassa a cada verão e devolvido à atmosfera a cada inverno. É por isso que os efeitos da queima de combustível fóssil não podem ser separados dos efeitos no crescimento e mortalidade das plantas."

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