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sexta-feira, junho 25, 2010

Patriotismo ou 'patriotice'?

Patriotismo ou 'patriotice'?
Artigo de Ronaldo Mendes

É Copa do Mundo! Nunca e em nenhum outro momento tantos brasileiros se unem com uma única missão: torcer para o Brasil ser campeão mundial de futebol. Talvez se usássemos essa mesma empolgação coletiva, essa mesma força, garra e energia para transformar o Brasil num país campeão mundial de combate à fome e à miséria, ao analfabetismo e ao desemprego, à violência e, sobretudo, à corrupção, tivéssemos uma alegria maior e mais duradoura do que aquela que temos a cada gol marcado pela seleção durante os jogos da Copa. Sim, pois há uma sensação de bem-estar interior presente nos corações de cada brasileiro, mas ela desaparece ao mesmo tempo em que termina a participação do Brasil no Mundial.

"Se o Brasil ganhar ou perder, o que objetivamente muda em nossa realidade?"
O país inteiro está tomado de verde amarelo. Nós, literalmente, vestimos a camisa e declaramos o nosso patriotismo (ou seria "patriotice"?). Orgulhosamente, proclamamos o nosso amor pelo país e pelo futebol. Parece-me, inclusive, que não há um outro motivo que mereça tanta atenção e mobilização - nem mesmo as enchentes que dizimaram vidas, casas e esperança de milhares de pessoas do Nordeste brasileiro. Definitivamente, as nossas atenções não estão voltadas para acontecimentos que realmente importam e que são responsáveis por trazer reais mudanças para a vida de cada cidadão. Certamente, estamos muito mais preocupados com o desempenho de Kaká, de Lúcio, de Luis Fabiano ou de qualquer outro jogador em campo, do que com o (mau) desempenho dos nossos políticos no Congresso. Cobramos dos craques muito mais ação, garra, agilidade e vigor do que de quem realmente deveríamos. Enquanto discutimos a atuação dos jogadores na Copa, políticos corruptos "atuam" nos cofres públicos, defraudando-os.

Concordo plenamente que o sentimento de patriotismo, e não o de "patriotice", deveria fazer parte da vida de todos nós brasileiros, ainda que fosse de quatro em quatro anos. Não apenas na Copa do Mundo, mas, principalmente, nas eleições presidenciais. Poucos meses separam estes dois eventos, tempo suficiente para se perceber que toda aquela empolgação e entusiasmo deram lugar à inércia e à indiferença, e aqueles que batiam no peito e diziam ter orgulho de serem brasileiros agem, na maioria das vezes, com descaso e insensatez no exercício da cidadania ao votarem. No dia 3 de outubro, não vestem verde e amarelo e não vão às ruas declarar todo seu ufanismo e amor à pátria.

"No dia 3 de outubro, [as pessoas] não vestem verde e amarelo e não vão às ruas declarar todo seu ufanismo e amor à pátria"
Não quero dizer com isso que assistir à Copa do Mundo e, especialmente, aos jogos da seleção brasileira seja o fim do mundo ou um pecado mortal. Mas seria interessante descobrir que diferença isso faz em nossas vidas. Qual a contribuição concreta disso? Se o Brasil ganhar ou perder, o que objetivamente muda em nossa realidade? No "jogo da vida", ganhar ou perder significa muito mais que mera alegria ou decepção passageiras. Este "jogo" dura muito mais que 90 minutos e não tem tempo determinado para acabar. Como está sendo o nosso desempenho neste "campeonato"? Esses, sem dúvida, são questionamentos que toda pessoa deveria se fazer. Que falhe o time brasileiro na missão de trazer a taça do hexa para o Brasil, mas que não falhemos nós na missão de conquistar a taça da esperança, da paz e do amor.

Publicada em 24/06/2010 às 15h56m, no Globo

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