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sábado, novembro 24, 2007

Hitler era um esquerdista

Hitler era um esquerdista


Hitler era de esquerda. "Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições." Adolf Hitler (discurso de Primeiro de Maio de 1927, citado por Toland, 1976)

Como todo esquerdista, Hitler não tinha nenhum interesse em teoria econômica e, assim que foi eleito, apagou todo o vestígio de liberalismo destruindo o federalismo e aumentando o alcance do estado. Emitiu decretos abolindo as assembléias estaduais, seus símbolos e bandeiras e reduzindo os estados à meras divisões administrativas do governo central e criou cerca de 42 agências para regular a vida da sociedade: Ministério da Educação, Gabinetes regular e secreto, Conselho de Defesa do Reich, Ministério das Finanças, Ministério dos Alimentos, Ministério da Economia, etc.

Em 1935, Hitler já havia colocado todos os empregos sob o controle exclusivo do governo, determinando o salário e quem iria trabalhar e impedindo demissões e mudanças de emprego. Sob o slogan "O interesse comum antes de si!", os trabalhadores eram punidos com multas e prisão por faltas.

Só isso já bastaria para desmentir a propaganda mentirosa da esquerda que diz que Hitler teria alguma coisa a ver com capitalismo ou liberalismo, mas há muitas outras evidências esmagadoras.

O socialista Keynes expressou seu endosso ao método nacional-socialista na introdução da edição alemã de seu livro "Teoria Geral do Emprego, Juro e Moeda" em 1936: "A teoria da produção agregada, que é o ponto deste livro, pode ser muito mais facilmente adaptada às condições de um estado totalitário do que a teoria de produção e distribuição colocadas sob condições de livre competição e um alto grau de laissez-faire."

Políticas ao estilo keynesiano foram implantadas pelo governo nacional-socialista para inflacionar a moeda e financiar obras públicas. Bancos foram obrigados a aceitar os títulos emitidos pelo governo e a vasta burocracia de Hitler criou programas de agricultura tabelando os preços e isolando os produtores do mercado, além de impedir a venda de fazendas.

Similar ao socialismo soviético, foi inaugurado o Plano Quadrienal de Goering, decretando protecionismo, controle de importações, congelamento de preços e salários e grandes projetos estatais para a obtenção de matéria-prima de guerra. Com a emissão abundante de Reichmarks e a manipulação do câmbio oficial, Hitler construiu sua máquina de guerra.

Empresários foram afogados em papelada burocrática e eram obrigados a produzir e aceitar preços conforme as ordens do estado, além de arcarem com impostos extorsivos e serem forçados às "contribuições especiais" para o partido. Empresas com capitalização abaixo de $40 mil foram extintas e o governo nacional-socialista proibiu a criação de qualquer empresa com capital abaixo de $2 milhões, o que acabou com um quinto de todas as empresas alemãs.

A cartelização da indústria foi tornada obrigatória e o Ministério da Economia tinha o poder de formar novos cartéis e forçar duas firmas a se juntarem. A Câmara de Comércio do Reich promoveu um labirinto legal e a corrupção sistemática, comandando centenas de associações, que por sua vez distribuíam um dilúvio de decretos e leis.

O governo nacional-socialista baniu a posse de armas pelo cidadão comum e confiscou-as; tentou eliminar os símbolos cristãos das escolas e lugares públicos; atacou e eliminou tradições locais conservadoras; arregimentou a diversão pública supervisionando desde o futebol até os concertos de ópera; e decidiu o currículo e os livros oficiais e os professores só podiam lecionar com licença estatal.

Talvez o maior legado que o nacional-socialismo deixou para a esquerda caviar tenha sido a doutrina de "culpa coletiva", através da qual, a esquerda exige indenizações raciais e difama cristãos, judeus e tantos outros. A política de culpa coletiva está de volta com a ação afirmativa, essa característica principal dos debates atuais de ética política e que favorece um grupo de "vítimas declaradas oficiais" contra o grupo de alegados algozes.

Hitler se reuniu com o Mufti para combinar uma forma de aniquilar os judeus.
Acima: Hitler se reuniu com o Mufti de Jerusalém (tio de
Yasser Arafat) em 1941 para combinar o aniquilamento
dos judeus.
Em todos os países do mundo, os movimentos esquerdistas exigem protecionismo em nome do nacionalismo e desenvolvimento, exigem controles de preços e subsídios, exigem maior controle central sobre a educação e esquemas de redistribuição de riquezas. Essas assim chamadas "causas progressistas" não passam de políticas anti-liberais e anti-capitalistas que foram postas em prática na década de 30 por parte de governos socialistas fracassados e que causaram tirania, guerra, genocídio, atraso e ressentimento.

Ludwig von Mises, em seu livro "Human Action", nos lembra que os nacional-socialistas usavam a palavra "judeu" como sinônimo de "capitalista". Infelizmente, são bem poucos os que consideram necessário aprender lições com o passado.

Abaixo estão as 25 propostas do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães - que compunha a plataforma nazista. Ela inclui medidas que efetivamente redistribuem renda e confiscos de guerra, distribuição (obrigatória) de lucros em grandes indústrias, nacionalização de trustes, criação das pensões de seguro social estatais (conforme Roosevelt e Getúlio Vargas fizeram em seus respectivos países), e educação estatal. Essa é uma prova que demonstra claramente que Hitler era um esquerdista.

As 25 propostas do programa do Partido Nacional SOCIALISTA foram compostos por Adolf Hitler e Anton Drexler e foram divulgadas publicamente em 24 de fevereiro de 1920 "para uma multidão de quase 2 mil e cada uma das propostas foi aceita com aprovação jubilante." ("Mein Kampf", volume II, capítulo I). Hitler explicou seus propósitos no quinto capítulo do segundo volume de Mein Kampf.

O programa do novo movimento foi sumarizado em uns poucos princípios diretivos, vinte e cinco ao todo. Eles foram criados para dar, primariamente ao homem do povo, um esboço dos objetivos do movimento. Eles são um credo político, o qual de um lado serve para recrutar para o movimento e por outro lado une e mantém os recrutados unidos por uma obrigação reconhecida por todos.
Hitler queria ter uma comunidade de interesses mútuos que desejasse sucesso mútuo em vez de uma que fosse dividida pelo controle do dinheiro ou por valores diferentes.

O INTERESSE COMUM ANTES DO INTERESSE PRÓPRIO - ESSE É O ESPÍRITO DO PROGRAMA.
QUEBRANDO A ESCRAVIDÃO DO INTERESSE - ESSE É O NÚCLEO DO NACIONAL SOCIALISMO.
Com essa declaração de intenções, Hitler traduziu sua ideologia em um plano de ação que provaria sua popularidade junto ao povo alemão nos anos seguintes. Para muitos, o rompimento abrupto com a tradição da política como era praticada no mundo ocidental foi um grande choque por sua natureza anti-conservadora e sua visão dos problemas emergentes nas democracias ocidentais.

"O programa do Partido dos Trabalhadores Alemães é projetado para ser de curta duração. Os líderes não têm intenção de, uma vez que os objetivos tivessem sido alcançados, estabelecer novos objetivos, meramente para artificialmente aumentar o descontentamento das massas e assim garantir a continuação do Partido.

  • 1) Exigimos a união de toda a Alemanha em uma Grande Alemanha com base no direito de auto-determinação nacional.

  • Esquerda explora o chauvinismo nacionalista.
    Acima: Esquerda explora o chauvinismo nacionalista.

  • 2) Exigimos a igualdade de direitos do povo alemão em transações com outros países, e a revogação do tratado de Versailles e Saint-Germain.
    [Os esquerdistas também querem revogar acordos de comércio internacional e dívidas não pagas com o FMI.]


  • 3) Exigimos terra e território (colônias) para alimentar nosso povo e colonizar com nosso excedente de população.


  • 4) Apenas membros da nação podem ser cidadãos do Estado. Apenas aqueles de sangue alemão, qualquer que seja seu credo, podem ser membros da nação. De conformidade, nenhum judeu pode ser membro da nação.
    [Os atuais militantes de esquerda ampliaram o antigo ódio aos judeus para incluir os americanos também.]


  • 5) Os não-cidadãos podem viver na Alemanha apenas como visitantes e devem se sujeitar às leis para estrangeiros.
    [Isso lembra o chauvinismo nacionalista recentemente fomentado pelos esquerdistas com relação ao aluguel da base de Alcântara.]


  • 6) O direito ao voto no governo e legislação do Estado deve ser desfrutado apenas por cidadãos do Estado. Nós portanto, exigimos que todas as posições oficiais, de qualquer tipo, seja no Reich, ou nos estados ou nas menores localidades, deve ser ocupado por ninguém mais do que cidadãos. Nós nos opomos ao costume parlamentar corrompedor de preencher os postos meramente de acordo com considerações partidárias, e sem referência ao caráter das habilidades.


  • 7) Nós exigimos que o Estado tenha como principal dever prover o sustento de seus cidadãos. Se não for possível alimentar toda a população, estrangeiros (não-cidadãos) devem ser deportados do Reich.
    [Similarmente, o presidente Lula afirmou que o Brasil deveria parar de exportar alimentos para apenas alimentar a população local.]


  • 8) Toda a imigração não-alemã deve ser impedida. Nós exigimos que todos os não-alemãos que entrarem na Alemanha após 2 de agosto de 1914 sejam ordenados que saiam do Reich doravante.


  • 9) Todos os cidadãos devem ter direitos e deveres iguais.


  • 10) Deve ser o primeiro dever de todo cidadão realizar trabalho mental ou físico. As atividades do indivíduo não devem colidir com o interesse geral, mas devem proceder da estrutura da comunidade e ser para o bem geral.
    [... a típica supremacia do coletivo sobre o indivíduo tão pregada pelos socialistas.]


  • Getúlio Vargas, tal qual Hitler, com sua mão<br />imunda. Foi ditador fascista, criou leis <br />trabalhistas e encargos sociais que <br />atrasaram o desenvolvimento do país e depois <br />se suicidou.
    Acima: Getúlio Vargas, tal qual Hitler, com sua mão
    imunda, foi ditador, criou leis trabalhistas e encargos
    sociais que atrasaram o desenvolvimento do país e
    depois se suicidou.
    Portanto exigimos:

  • 11) A abolição da renda que não for obtida por trabalho. A quebra da escravidão dos juros.
    [Organizações "Não-Governamentais" (hein?) como a ATTAC e propostas como a taxa Tobin são direcionadas contra todos os proprietários que fazem operações financeiras e são oriundos da velha implicância esquerdista movida por inveja contra os que trabalham e obtêm sua renda através de finanças.]


  • 12) Em vista dos enormes sacrifícios de vida e da propriedade exigida de uma nação durante guerras, o enriquecimento pessoal obtido através da guerra deve ser considerado crime contra a nação. Portanto exigimos o confisco implacável de todos os lucros de guerra.


  • 13) Exigimos a nacionalização de todas as empresas que se formaram em corporações (trustes).
    [Estatização sempre foi uma proposta da esquerda. Todos os regimes esquerdistas "nacionalizam" (confisca) a propriedade alheia, especialmente as empresas estrangeiras.]


  • 14) Exigimos participação nos lucros para os trabalhadores em grandes empresas industriais.
    [Outra idéia de cunho socialista. Ou seja, o empreendedor capitalista deixa de ter sua justa recompensa por ter assumido os riscos do empreendimento (pois obviamente não há a correspondente participação nos prejuízos).]


  • 15) Exigimos o desenvolvimento extensivo da seguridade para a velhice.
    [Programas estatais de aposentadoria acarretam corrupção, confisco do trabalhador e encargos sociais que desestimulam a criação de empregos e são propostas socialistas. No Brasil, foram implementadas pelo ditador Getúlio Vargas e até hoje são defendidas pelos esquerdistas.]


  • 16) Exigimos a criação e manutenção de uma classe média segura, a comunalização imediata das grandes lojas de departamentos e seu aluguel à preços baratos para pequenos comerciantes, e que a última consideração seja dada para todos os pequenos comerciantes nas ordens do Estado e dos municípios.
    [O confisco da propriedade das grandes empresas para redistribuição "comunal" e tabelamento de preços de aluguel são propostas socialistas. Ao mencionar "classe média", Hitler visava uma nomenklatura ligada ao estado.]

  • MST, o braço armado do PT, exige reforma agrária.
    Acima: MST, o braço armado do PT, exige reforma agrária.

  • 17) Exigimos reforma agrária adequada às nossas necessidades nacionais, a aprovação de uma lei para a expropriação de terras para fins comunitários sem compensação; a abolição do arrendamento de terras, e a proibição da especulação com terras.
    [Reforma agrária com expropriação e severa limitação do direito de propriedade - isso é socialismo puro.]


  • 18) Exigimos a condenação implacável às atividades contrárias ao interesse comum. Criminosos comuns, usurários, especuladores, exploradores, etc., devem ser punidos com morte, qualquer que seja seu credo ou raça.
    [Propor pena de morte para especuladores e pessoas que cobram mais caro por seus serviços é outra demonstração cabal de socialismo.]


  • 19) Exigimos que o direito romano, que serve a uma ordem mundial materialista, seja substituída pela lei comum alemã.
    [Todo socialista é inimigo do cumprimento das leis segundo a tradição dos direitos individuais. Na lei alemã a que Hitler se refere, o povo como um todo estava acima do indivíduo e da propriedade, que eram protegidos pelo sistema que vige sob os governos liberais. Sob o sistema jurídico proposto por Hitler de "bem estar coletivo acima do ganho individual", as leis já não eram seguidas estritamente conforme escritas, mas eram "interpretadas" pelos juízes segundo a "função social". A semelhança com as propostas e vereditos recentes segundo a "função social" não é mera coincidência.]


  • 20) O Estado deve considerar uma reconstrução abrangente do nosso sistema nacional de educação (com o objetivo de abrir a possibilidade de educação superior e consequente obtenção de avanço para todos alemães capazes). O currículo de todos os estabelecimentos educacionais devem ser dispostos de acordo com as necessidades da vida prática. O objetivo da escola deve ser dar ao aluno, começando com o primeiro sinal de inteligência, a compreensão da nação do Estado (através do estudo dos assuntos cívicos). Nós exigimos a educação das crianças bem dotadas de pais pobres, qualquer que seja sua classe ou ocupação, sob as custas do Estado.
    [O socialismo sempre buscou currículos impostos pelo estado em vez de decididos pela população através do mercado.]


  • 21) O Estado deve assegurar que os padrões de saúde sejam elevados protegendo as mães e os filhos, proibindo trabalho infantil, promovendo força física através de legislação tornando compulsória a prática de esporte e ginástica, e pelo apoio extensivo aos clubes de treino físico da juventude.
    [Para a alegria dos esquerdinhas naturebas!]


  • 22) Exigimos a abolição do exército mercenário e a fundação de um exército do povo.
    [Serviço militar obrigatório é uma tradição socialista desde a revolução francesa.]


  • Esquerdistas do MST apóiam o extermínio de judeus civis inocentes.
    Acima: Esquerdistas do MST apóiam o extermínio de judeus civis inocentes.
  • 23) Exigimos guerra legal à mendacidade política deliberada e sua disseminação na imprensa. Para facilitar a criação de uma imprensa nacional alemã, nós exigimos:

    • a) que todos os editores e colaboradores dos jornais em linguagem alemã devem ser membros da nação;

    • b) que nenhum jornal estrangeiro seja veiculado sem expressa autorização do Estado. Eles não devem ser impressos em língua alemã;

    • c) que os não-alemães sejam proibidos por lei de participarem financeiramente ou de influenciar os jornais alemães, e que a penalidade por descumprimento dessa lei seja a supressão do jornal, e a deportação imediata dos não-alemães envolvidos. A publicação de jornais que não for conduciva ao bem estar nacional deve ser proibida. Nós exigimos a condenação legal de todos cujas tendências na arte e na literatura corrompam a vida nacional, e a supressão dos eventos culturais que violam essa exigência.

  • 24) Exigimos liberdade para todas as denominações religiosas no Estado, desde que elas não ameacem sua existência e não ofendam os sentidos morais da raça alemã. O Partido, como tal, defende o Cristianismo positivo, mas não se compromete com nenhuma denominação particular. Ele combate o espírito judaico-materialista dentro e fora e está convencido de que nossa nação pode atingir saúde permanente apenas com base no princípio: o interesse comum antes do interesse próprio.
    [Longe de pregar a caridade cristã, Hitler defendia o coletivismo.]


  • 25) Para colocar esse programa em execução integral, nós exigimos a criação de um poder estatal central forte para o Reich; a autoridade incondicional do Parlamento político central sobre o Reich inteiro e suas organizações; e a formação de Corporações baseadas no território e na ocupação para o propósito de executar a legislação geral aprovada pelo Reich nos vários estados alemães.
    [Poder estatal centralizado, estado forte, anti-federalização, "comissários do povo" - tudo isso pertence ao socialismo.]

Os líderes do Partido prometem trabalhar implacavelmente - sacrificando suas próprias vidas se necessário - para traduzir esse programa em ações.

- traduzido do programa do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães e da página Hitler was a Leftist.

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quinta-feira, novembro 22, 2007

Diferenças entre esquerdistas, socialistas e comunistas

Se descontarmos a ignorância do comunista típico e seu uso da ideologia como pretexto para extravasar suas frustrações íntimas, percebemos que existe uma diferença entre esquerdismo, socialismo e comunismo.

O que há de comum entre eles é o fascismo. "Fascistas" é uma palavra bastante adequada aos esquerdistas. Fascista é aquele que defende o domínio do estado em tudo e é isso o que os esquerdistas pregam.

Mas o esquerdista, quando xinga alguém de "fascista", não quer saber do significado dessa palavra, ele só quer usá-la para ofender e expressar seu ódio. Pelo mau uso, as palavras acabam perdendo o poder de definir aquilo que se quer expressar e o discurso perde o sentido para os leigos.

A palavra "comunista" é outra que tem duplo sentido: tanto pode se referir ao marxismo cultural quanto àquela ideologia que prega o fim da propriedade privada e do estado. Por isso é que os leigos não entendem quando se diz que Lula é comunista. "Lula comunista??? Que absurdo!" e desconsideram o resto da mensagem, não entendendo que o que se quis dizer é que Lula é um prócer do marxismo cultural.

Existe diferença entre esquerdismo, socialismo e comunismo. Comunistas e socialistas são esquerdistas e todo comunista é socialista. Mas há uns poucos esquerdistas que não são socialistas e há vários socialistas que não são comunistas. Como? Por exemplo, um socialista fabiano não é comunista.

Para ver isso melhor basta imaginar que em uma caixa com o rótulo "esquerdismo (marxismo cultural)", dentro dela há outras caixas menores e uma dessas tem o rótulo "socialismo". E dentro da caixa socialismo, há outras caixas e uma delas com o rótulo "comunismo".

Um verdadeiro comunista deseja o fim da propriedade privada para que haja igualdade (assim eles dizem) mas também pregam o fim do estado.

São idéias contraditórias pois o fim da propriedade privada só pode ser conseguido pelo monopólio do poder de coerção e quem quer que monopolize essa coerção se torna o estado de fato - um estado perverso que em vez de garantir a liberdade e o direito de propriedade, garante o roubo e a tirania. Logo, comunismo é algo que jamais pode existir e vai ser apenas um pretexto para a tomada de poder. O comunismo é absurdo - mas há quem deseje o absurdo e não se dê conta disso.

Em vista disso, no sentido estrito da palavra, o PCB e o PC do B não são comunistas, são meramente fascistas (defendendo, por exemplo, a reestatização da Vale do Rio Doce e a ampliação das relações com regimes totalitários como os da China, Cuba, Vietnã e Coréia do Norte). Contudo, o PCB e o PC do B fazem parte do "comunismo" no sentido amplo da palavra, isto é, do marxismo cultural.

Já o socialista considera o estado como agente ideal para conseguir a igualdade. É claro que há socialistas que falam uma coisa e desejam outra, mas a intenção declarada do socialista é fazer todas as propriedades pertencerem ao estado e este daria aos cidadãos um controle bastante limitado sobre elas.

Também há os que se dizem comunistas, mas são socialistas. Se, por exemplo, Fidel Castro se diz comunista, ele está mentindo. Ele pode ser socialista e fascista, mas comunista não, pois o ditador cubano admite a existência do estado. Fidel é "comunista" somente no sentido amplo: Fidel, assim como Guevara, é um ícone do marxismo cultural.

O esquerdista é mais ou menos aquele que é "do contra" e que prega a frouxidão ou relativismo moral, ou seja, o desprezo às regras de conduta moral. Ele pode não dar a mínima para o socialismo, mas ele rouba, trapaceia, mata, é promíscuo, quer coisas para si sem dar nada em troca, diz que tudo é relativo, etc.

Exemplo? É bem possível que uma abortista não dê a mínima ou ignore completamente a igualdade que os socialistas e comunistas pregam. Também é possível que vários desses militantes da hegemonia gay não queiram o fim da propriedade.

Esses tipos de abortistas e militantes gays são esquerdistas, mas não são necessariamente socialistas e nem tampouco comunistas. Mas todos eles fazem parte do "comunismo", isto é, do marxismo cultural.

Assim, o esquerdismo é uma postura genérica de negação da moral, o socialismo é uma postura de negação da moral, porem mais direcionada contra a propriedade e o indivíduo. E o comunismo é uma postura de negação moral que dá ênfase na negação da propriedade, do indivíduo e também do estado.

O esquerdismo, o socialismo e o comunismo não têm existência própria e se definem apenas pela negação de algo que já existe. Portanto essa foi uma tentativa de delimitar coisas que são contraditórias por elas mesmas e é claro que essa não é uma explicação perfeita e leva em conta apenas alguns aspectos.

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quarta-feira, novembro 21, 2007

A parábola dos macacos de Jane Goodall

A parábola dos macacos de Jane Goodall

Muitos conhecem a primatologista Jane Goodall pelos seus estudos sobre os macacos. Um dos hábitos dela era dar guloseimas para os chimpanzés que ela estudava. Porém, ela observou que os macacos brigavam entre si por essas guloseimas.

Um esquerdista concluiria a partir disso que a competição por recursos escassos levaria os humanos inevitavelmente ao conflito de classes. Mas tentemos entender melhor o que acontece com os macacos por meio de uma parábola (não! não é y=x2 !).

Uma tribo de macacos vagava na selva.

(Segundo os esquerdistas, seriam chimpanzés marxistas em busca de seus objetivos coletivos, mas a realidade é que eles agem individualmente: cada macaco consome a fruta que ele mesmo teve o trabalho de coletar.)

Alguns macacos são mais hábeis em encontrar bananas do que os outros e assim têm uma dieta melhor. Outros macacos são melhores em encontrar mangas e se contentam com elas. Apesar de uns poucos símios terem dificuldades em encontrar toda a comida que desejam, a grande maioria satisfaz suas necessidades alimentares individualmente e vivem em grupo para se protegerem das feras que habitam a selva e suprirem sua necessidade de convivência.

Aí chega a Jane Goodall com uma penca de bananas.

(Ela, com seus estudos, interferência na sociedade macacal e suas políticas de redistribuição de bananas, poderia ser considerada como uma analogia do Estado.)

Assim, a Jane jogou um cacho de bananas no meio da macacada e - caramba! - eles começaram a competir pelas bananas do mesmo modo que competiam pelas frutas mais espalhadas que encontravam por si próprios. Os chimpanzés mais fortes amealharam para si o 'brinde' da Jane e os demais continuaram a ter que procurar frutas na selva do jeito que sempre fizeram.

Como Jane é "boazinha", ela pensou em continuar a jogar um monte de bananas até que a macacada toda ficasse saciada. Mas havia um problema: de onde ela ia tirar tanta fruta?

(Segundo a utopia Esquerdista, as bananas cairiam do céu - mas nós sabemos de onde as bananas saem: da própria selva. Seria impossível à Jane importá-las da Guatemala.)

Ela poderia ir catar bananas por si mesma e dar aos primatas, mas nada garante que ela seria mais capaz de achar bananas do que um macaco médio. Além disso, a própria Jane também tinha que comer uma boa quantidade de bananas para sobreviver naquela selva distante.

Então o que a Jane fez para realizar seu desejo altruísta de dar bananas aos símios ?

Bem, ela havia notado que alguns chimpanzés coletavam mais bananas do que eram capazes de comer. E esses macacos experts em coleta de bananas normalmente escondiam as bananas excedentes. Às vezes, elas eram comidas nos dias seguintes, e em outras vezes, as bananas excedentes apodreciam.

Ocasionalmente, alguns dos macacos mais ricos em banana permitiam que outros macacos 'desbananados' compartilhassem um pouco de suas bananas. Mas aos olhos de Jane, isso pareceu insuficiente, muito injusto e ineficaz. Para ela era óbvio que certos macacos possuíam mais bananas do que precisavam, e ela também precisava de bananas para poder realizar seu projeto altruísta.

Então Jane começou a pegar as bananas dos esconderijos dos macacos mais bem sucedidos acumulando rapidamente boas quantidades da fruta. Como ela também tinha fome, ela comia algumas das bananas que estavam estocadas em sua tenda - bananas essas que foram colhidas pelos símios mais produtivos e confiscadas por Jane.

Lembrando sua experiência prévia ao atirar o cacho no meio dos primatas, ela passou a escolher para quem dar bananas. Diariamente, os chimpanzés que encontravam menos bananas esperavam em frente à tenda de Jane para a sua ração diária. Eles pegavam as bananas e saíam da clareira para consumí-las sossegadamente. Para Jane, essa era uma idéia para macaco nenhum botar defeito.

Entretanto, esses macacos que não eram tão espertos quanto a primatologista, também não eram nem um pouco burros. Não demorou muito até que alguns dos macacos medianamente hábeis em catar bananas na selva descubriram o esquema da Jane Goodall. Alguns deles passaram a esperar a ração diária em frente à tenda onde vivia Jane.

Com seus meios rudimentares de comunicação, os chimpanzés divulgavam a existência dessa nova fonte mais fácil de sustento. A cada dia, mais e mais chimpanzés esperavam em frente à tenda para receber as bananas matinais.

Jane poderia dar bananas estritamente de acordo com a necessidade de sobrevivência de cada macaco, mas por ser humana, ela tinha certas predileções entre os macacos da tribo. Alguns pareciam mais 'fofinhos', outros inspiravam maior compaixão e ainda outros tendiam a fazer gracinhas quando recebiam as bananas, para o deleite de Jane. A esses, Jane dava um pouquinho mais de bananas.

Seu esquema continuou a funcionar com aparente sucesso - até que surgiram problemas.

Parecia que mais e mais macacos estavam aparecendo em frente à tenda para a distribuição de bananas. E não apenas isso: Jane parecia descobrir mais e mais motivos para dar mais bananas para certos macacos em vez de outros.

E pior ainda: os primatas mais produtivos em coletar bananas pareciam estar cada vez mais desencorajados. Ao voltar aos seus esconderijos, encontravam menos bananas do que haviam guardado e perdiam a motivação. Resultou que cada vez mais desses macacos começaram a coletar bananas apenas o suficiente para as suas necessidades imediatas.

Uns poucos ainda eram motivados por um espírito competitivo para se esforçar ainda mais para buscar bananas; mas eles não conseguiam suprir as legiões crescentes de primatas sustentados pela distribuição de Jane.

Até que um dia começou a faltar bananas para Jane distribuir.

Ela pensou por um momento em comer menos bananas, mas rapidamente descartou a idéia. Afinal de contas, ela tinha que continuar forte para cuidar de seus macacos menos favorecidos.

Jane não viu outra escolha senão diminuir as rações diárias dos macacos. E
eles não gostaram nem um pouco disso. Já haviam se acostumado àquela qualidade de vida macacal e agora se empurravam e agrediam quando compareciam em frente à tenda de Jane, tentando obter as poucas bananas grátis disponíveis.

Às vezes, a luta era para valer, e o barulho da macacada era ensurdecedor. Jane ficou muito preocupada e até assustada com esses macacos, que se antes pareciam complacentes, agora estavam 'com a macaca'.

Um casal de macacos notou que as bananas grátis já não estavam abundantes como eram antes e voltaram a coletar por conta própria. Mas ainda um grande contingente de macacos comparecia diariamente em frente à tenda em histeria. Alguns dos mais agressivos, que se acostumaram com bananas grátis, passaram a satisfazer seus desejos roubando as bananas dos macacos que ainda coletavam por conta própria.

Jane pensou em desistir, porém, levando em conta a situação de revolta dos macacos, não tinha escolha senão se conformar ao mesmo regime de sempre: distribuindo cada vez menos bananas para os macacos mais escandalosos e persistentes.

As bananas, em si, não foram o recurso escasso que causou toda aquela 'selvageria' entre os macacos.

As bananas 'grátis' fornecidas pela bondosa Jane Goodall é que foram o pivô de tudo."

Fim da parábola.

Próximo episódio: Jane decide devolver duas bananas para os macacos produtivos como forma de "incentivo".

FONTE: desconhecida.

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terça-feira, novembro 20, 2007

Richard Dawkins teve uma idéia: Ateus são os novos gays

Richard Dawkins teve uma idéia (prendam o nariz!): os ateus deverão seguir o exemplo dos gays e sua militância.

Há 4 anos atrás, ele sugeriu que os ateus escolham um novo nome para eles: "bright". Os gays antigamente eram conhecidos apenas como homossexuais e escolheram "gay" (alegre) porque era uma palavra positiva (e disfarçava o fato de que muitos gays são, na realidade, emocionalmente suscetíveis, deprimidos e alguns até rancorosos).

Então Dawkins quer que chamemos os ateus de "brights" (brilhantes) porque soa mais alegrinho e esperto, além de refletir o alto conceito que eles têm de si mesmos. Até mesmo o ateu mais idiota do vilarejo vai poder se enquadrar numa tradição de ciência e filosofia se chamando de "bright".

Dawkins também sugeriu que os ateus saíssem do armário igual os gays.

Depois virão os grupos de direitos dos ateus gritando contra a ateufobia, ação afirmativa concedendo um percentual dos cargos públicos e vagas em universidades para ateus e uma parada anual de ateus com carros alegóricos e danças.

Como disse Dinesh D'Souza, uma causa ruim merece um líder ruim mesmo.

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segunda-feira, novembro 19, 2007

Exemplos da teoria do Seleitorado e Coalizão Vitoriosa

Tomando como exemplo os ditadores Kim Jong Il, Robert Mugabe (Zimbabwe), Saddam Hussein e Ferdinand Marcos (Filipinas), Mesquita observou que todos eles conseguiram se manter no poder por vários anos e até décadas mesmo tendo contribuído para o empobrecimento de seus respectivos países porque eles e seus comparsas asseguraram seu próprio enriquecimento - o ditador extraía recursos públicos para si e para recompensar privadamente seus comparsas que o protegiam de ser derrubado.

O sistema político criado por Lênin - coalizão pequena em um seleitorado grande - era de eleições fraudulentas e uma pessoa tinha uma chance muito pequena de se filiar ao Partido (que compreendia 10% da população) e ganhar benefícios como o direito a entrar na fila para a compra de apartamento e carro (o sonho Soviético, em contraste com o American Dream). Esse sistema é o mais vantajoso para quem está no poder pois cada membro da coalizão é facilmente substituído e sai barato manter a lealdade. Por exemplo, quando Gorbachev chegou ao poder, ele substituiu cerca de 95% dos membros do Politburo em um ano, colocando os mais leais a ele.

Esse sistema permite que uma maior parte da receita fique à disposição do líder, que pode empregá-la em projetos beneficentes ou não. Lee Kuan Yew, da Singapura, foi um desses autocratas que teve boas idéias e que, mesmo com todas as intervenções governamentais, criou boas políticas e fez sua sociedade prosperar: atraiu investimentos externos com impostos baixos e educação e combateu a corrupção governamental (é o quarto país menos corrupto, atrás de Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia). Deng Xiaoping - outro desses autocratas - transformou a China em uma potência econômica.

Já Mao Zedong, com seu "Grande Salto para a Frente" (que foi para trás) foi tenebroso para a China e Nikita Khrushchev foi tão ruim que forçado pela KGB a se aposentar - suas políticas prejudicaram a economia Soviética, causaram vergonha internacional durante a crise dos mísseis em Cuba e o esfriamento nas relações com a China.




Uma das coisas que os autocratas parecem ter aprendido desde o fim da guerra fria é que eles podem usar a economia de mercado e o crescimento econômico que os mercados proporcionam como mecanismo para sua sustentação no poder. Os autocratas de hoje conseguem manter a aparência de democracia ao permitir eleições, porém controlando a mídia e impedindo a oposição de se reunir.

Hosni Mubarak conseguiu se eleger com 70% dos votos no Egito controlando a coisa mais importante nas eleições: o direito de contar os votos.

A China bloqueou o acesso ao Google em inglês, forçou a Microsoft a bloquear o uso de palavras como "liberdade" e democracia" no seu serviço de blogs e vem restringindo toda a atividade na internet até o ponto de criar uma polícia especializada.

Na Rússia, Putin colocou todas as redes de televisão sob estrito controle governamental e arquitetou a prisão e processo de Mikhail Khodorkovsky, um de seus mais proeminentes críticos.

Na Venezuela, Hugo Chávez impôs uma nova lei que o permite banir notícias de violência contra protestos ou perseguição do governo e suspender as licensas de teledifusão de empresas de mídia que violem uma longa lista de regulamentos genéricos e vagos.

No Vietnã, o governo impôs controles estritos sobre organizações religiosas e rotulou os líderes de grupos religiosos não-autorizados (incluindo a Igreja Católica, os Menonitas, e alguns Budistas) como subversivos.

Para caracterizar um país como democrático, é preciso determinar 3 coisas. As pessoas estão livres para se reunir? Se a resposta é não, então não se trata de um processo democrático. A mídia é livre para divulgar o que quiser? Se a resposta é não, então não estamos observando um processo democrático. E se as urnas não são contadas por entidades imparciais apartidárias e mecanismos neutros, então não temos um processo democrático.

Grande porcentagem dos países que se dizem democráticos não atendem a um ou mais desses requisitos. A Rússia, por exemplo, pode ter uma contagem honesta dos votos, mas Putin controla a imprensa e os meios de informação. Nesse aspecto, nem o Japão é democrático porque sua mídia só obtém informações das mãos do governo, não há jornalismo independente.

Para compreender como os regimes autoritários conseguem esse controle, é necessário entender primeiro o conceito de coordenação estratégica. Esse conceito é o de um conjunto de atividades através das quais as pessoas adquirem poder político em uma determinada situação. Tais atividades incluem a disseminação de informação, o recrutamento e organização de membros da oposição, a escolha de líderes e o desenvolvimento de uma estratégia viável para aumentar o poder do grupo e influenciar a política.

Os bens públicos podem ser divididos em bens padrão e bens de coordenação. Os bens padrão são estradas, transporte, defesa nacional, ensino primário, casas populares, saúde e saneamento básicos, bens esses que não colocam os líderes autocratas em risco. Os bens de coordenação são a liberdade de se reunir, liberdade de imprensa e de expressão e a educação superior: bens que podem criar ameaças para a permanência de um líder autocrata porque permitem uma coordenação estratégica da oposição.

Bueno de Mesquita estima que a liberdade de reunião diminui em 86% a probabilidade de que o autocrata continue por mais um ano no poder, se o líder cometer o "erro" de permitir essa liberdade. Permitir a liberdade de imprensa e assegurando os direitos civis reduz as chances em 15 a 20% de que um governo autocrático sobreviva por mais um ano.

Cada um dos casos enumerados envolve a restrição dos bens de coordenação - os bens públicos que afetam criticamente a possibilidade de coordenação dos oponentes políticos, mas que têm impacto relativamente pequeno no crescimento econômico.

Cuba é um exemplo clássico disso. É muito comum apontar que em Cuba há medicina gratuita e alfabetização. Em consequência, Fidel Castro é o ditador com maior longevidade no poder (46 anos). Ele e seus comparsas vivem incomparavelmente melhor do que o cubano comum, como milionários.




Apesar das expectativas, a China não vem se liberalizando politicamente. Deng Xiaoping foi exilado politicamente por suas idéias de reforma econômica e foi chamado ao poder apenas quando as tragédias monumentais do "Grande Salto para a Frente" e a revolução cultural de Mao ameaçaram a sustentação da economia e do fluxo de receita necessário para manter o Partido Comunista no poder. Eles precisavam de algo novo para revitalizar seu domínio do poder e esse algo novo eram as idéias que foram desacreditadas quando Deng Xiaoping fora exilado dois anos antes.

Ele conseguiu um crescimento enorme na China, o que levou os intelectuais a pensarem que a China rapidamente evoluiria para um país democrático pois "o aumento da classe média a permitiria exigir participação no governo". Vinte e oito anos depois e o Partido Comunista continua sendo o único árbitro de todas as políticas; seus membros continuam a desfrutar de todos os privilégios; a corrupção continua à uma proporção crescente e por aí vai. As políticas econômicas proveram um mecanismo para evitar as pressões para democratização.

Nos próximos anos, o Partido pode ter que enfrentar alguns desafios à sua permanência no poder. Nas províncias costais, o custo trabalhista tem subido o suficiente para que algumas das fábricas se mudassem da China para outros países com maior vantagem nesse aspecto. A China tem tentado mudar a para uma produção de tecnologia mais alta, como automóveis, o que exige trabalhadores mais qualificados. Isso significa que um maior número de pessoas deverá ter acesso à educação superior, além dos filhos dos membros do Partido. Essas serão pessoas provavelmente com maior acesso à informação.

Os comunistas vêm tentando contornar isso com uma educação exclusivamente orientada à tecnologia e com um controle rígido dos mecanismos de busca e fluxo de informações na Internet. Eles já aprenderam com os eventos na Praça Tiananmen, há 18 anos atrás, que eles não têm muito a perder se partirem para a repressão. Houveram consequências econômicas duraram apenas umas poucas semanas pois os investidores estrangeiros preferem estabilidade mesmo que seja sob uma ditadura comunista - eles não têm interesse em mudar o governo para um regime democrático, eles só querem receber o retorno de seu investimento.




Nos últimos 2 anos, têm havido maiores hostilidades verbais contra os EUA partindo do Irã e da Venezuela. Ahmadinejad começou como prefeito de Teerã e não era visto como um político de destaque até então. A criação de armas nucleares passou a ser a forma com que ele subtrai a atenção do seleitorado à situação econômica precária do Irã e garante sua permanência no poder. O Irã vinha perdendo seu prestígio como exportador de fundamentalismo islâmico em parte pela ascensão da Al Qaeda, e uma bomba nuclear restauraria a proeminência do Irã na região.

Antes de ser eleito, Hugo Chávez foi um golpista que fracassou, mas passou alguns anos criando uma plataforma populista. Infelizmente, algumas pessoas confundem eleições com democracia. Chávez, assim como Putin na Rússia, entenderam que é possível ter eleições sem se preocupar em perdê-las desde que eles controlem o que a mídia divulga e impeçam as pessoas de se reunirem para protestar contra o que eles vêm fazendo.

Hugo Chávez tomou o controle da mídia na Venezuela e fez com que a publicidade que seus opositores têm seja zero ou negativa, e ao mesmo tempo vem garantindo a sua permanência no poder através de re-eleições fraudulentas. Se isso não der certo, Hugo Chávez reverterá para sua postura golpista inicial com o apoio dos militares de sua coalizão, como fizera o presidente do Turcomenistão que se declarou presidente vitalício.

Tanto Chávez como Ahmadinejad estão podendo fazer isso graças à renda do petróleo - eles podem aumentar a receita sem ter que aumentar os impostos sobre o trabalho. E como seus países ainda assim têm problemas, é melhor e mais fácil colocar a culpa em uma entidade externa - o alvo típico é os EUA. "Por que vivemos na miséria? Por causa das coisas terríveis que os EUA fazem." "Por que o povo na União Soviética é pobre? Por causa das políticas agressivas dos EUA." A culpa nunca é do próprio governo.

Chávez aponta a culpa para fora do país porque há bastante problemas na economia da Venezuela fora da economia do petróleo. Idem para o Irã - o padrão de vida tem declinado consideravelmente desde a revolução de Khomeini. Ahmadinejad não gostaria que os iranianos pensassem que a causa dos problemas é o jeito com que os mullahs têm governado - ele precisa do apoio desses mullahs (coalizão vitoriosa) para permanecer no poder. Como ele controla a mídia, ele consegue divulgar a idéia de que os EUA são uma ameaça e estão forçando o governo iraniano a desviar recursos para se defender.

Como as forças militares americanas estão sendo utilizadas no seu limite no Iraque e no Afeganistão, Ahmadinejad, como líder autocrata que é, propenso à guerra diante de riscos mais altos, crê que os EUA não são uma ameaça muito grande. Os EUA certamente poderão bombardear, o que provocará um ataque retaliatório provavelmente em pontos vulneráveis em Israel e no Iraque. Além disso, Ahmadinejad tem como exemplo a Coréia do Norte, que conseguiu fabricar um artefato nuclear impunemente. O único perigo que Ahmadinejad enxerga é seu rival Hashemi Rafsanjani, que caracteriza as políticas de Ahmadinejad como irresponsáveis para seu próprio benefício eleitoral.




A ajuda externa não funciona exatamente de acordo com seu alegado propósito: ajudar países a saírem da pobreza. O governo doador concede ajuda externa com o objetivo de comprar certas concessões políticas do país receptor. Por exemplo, a ditadura cleptocrata do Zaire (Mobutu Sese Seko) recebia ajuda externa para combater a ameaça comunista vinda da Angola em guerra civil, o Egito recebe ajuda externa para se amenizar com os EUA e o Paquistão recebe ajuda externa para colaborar na perseguição aos terroristas. Essa ajuda é usada pelo líder para manter a coalizão leal a ele e portanto contribui para a manutenção no poder de pessoas que não estão interessadas no bem nacional.




Um déspota ou ditador tem maior probabilidade de ser deposto nos primeiros 2 anos de governo, quando ele ainda não teve tempo de aprender a manter o fluxo de receita e benefícios em favor dos seus comparsas da coalizão ou não teve tempo de persuadí-los de que ele é um líder capaz de beneficiá-los. Uma vez que esse prazo de 2 anos é ultrapassado, a vasta maioria dos ditadores se mantêm no cargo até seu falecimento.

As exceções a isso são os líderes autocratas sobre os quais se sabe que estão com uma doença terminal. Foi o que aconteceu com o xá do Irã (foi descoberto que ele tinha câncer), Mobutu Sese Seko do Zaire (câncer), Ferdinand Marcos das Filipinas (lupus). Uma vez que se descobre que um autocrata está com doença terminal, a coalizão que dependia dele para obter as benesses e a receita do país




Fonte:
Development and Democracy

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