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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Heroismo: soldados que lutaram contra a tirania - parte 5

Audie Murphy

Filho de camponeses pobres, o texano Audie Murphy aprendeu a atirar com rifle ao caçar pequenos animais para alimentar a família. Ele comentava com seu amigo Dial, "Bem, se eu não acertar no que eu mirar, minha família não terá o que comer hoje."

Aos 16 anos de idade, Audie Murphy se inscreveu para ser fuzileiro naval em 1942 mas ele era muito franzino e foi alvo de chacota por sua pouca estatura. Depois ele se inscreveu para a Força Aérea e eles também o recusaram. Então ele se inscreveu no Exército, e eles decidiram que sempre podiam usar mais um soldado raso para absorver o fogo inimigo. No entanto, ele não tinha muita resistência e uma vez chegou a desmaiar durante o treinamento. Eles tentaram transferí-lo para a cozinha. Contudo, ele insistiu que queria lutar, então enviaram-no para o turbilhão do combate.

Durante o combate aos italianos em Marrocos, ele foi promovido a cabo por sua perícia como atirador, mas ao mesmo tempo ele contraiu malária, doença que o levou ao hospital várias vezes durante a guerra.
Durante a invasão à Itália em Salerno, Murphy foi emboscado por alemães durante uma patrulha, mas liderou seus soldados ao ponto de rechaçar o ataque e capturar vários inimigos, o que resultou numa promoção a sargento.

Em 1944, ele foi enviado ao sul da França na operação Dragão-Bigorna, onde artilheiros inimigos fingiram que iam se render e mataram o melhor amigo de Murphy. Furioso, ele liquidou todos os inimigos nas metralhadoras e depois as usou para derrubar o resto deles num raio de 90 metros, incluindo dois outros grupos de artilheiros com metralhadoras e vários franco-atiradores. Os aliados o condecoraram e o promoveram a comandante de pelotão.

Cerca de um ano depois, sua companha recebeu ordens de defender a região de Colmar, mesmo que só restassem 19 homens (de um total inicial de 128) e dois anti-tanques M-10.
Os alemães vieram em superioridade numérica e 6 tanques. Como os reforços não viriam tão cedo, Murphy e seus soldados se esconderam numa trincheira e mandaram os M-10, que foram destruídos.

Então, esse jovem de 1,65 m de altura e com malária usou toda a sua munição contra os alemães enquanto seus soldados se retiravam para um bosque sob fogo inimigo. Depois Murphy correu para um dos M-10 semi-destruídos, subiu na metralhadora calibre .50 e começou a derrubar todos os inimigos em volta. O M-10 estava pegando fogo com um tanque cheio de combustível e estava para explodir a qualquer momento.

Ele continuou durante quase uma hora até ficar sem munição, então, mesmo com a perna ferida, correu de volta para o seu pelotão e com seus soldados organizou um contra-ataque que evitou que os alemães conquistassem a cidade de Holtzwihr. Ainda antes de completar 21 anos, Murphy já havia sido condecorado com um total de 33 medalhas incluindo medalhas da Bélgica e da França e uma medalha de honra.

Depois da guerra, ele ficou com Síndrome de Estresse Pós-Traumático padecendo de insônia, depressão e pesadelos de guerra e foi medicado com anti-depressivos. Quando ficou viciado no medicamento, em vez de entrar num programa gradual, ele parou de tomar o anti-depressivo de uma vez só, se trancando num quarto de hotel durante uma semana e esperando passar a dependência química.

Nos anos posteriores, Murphy escreveu sua autobiografia To Hell and Back (Ida e Volta do Inferno) que foi muito popular e virou um filme cujo sucesso só seria superado 20 anos depois (pelo filme Jaws). Murphy tornou ator de sucesso com 44 filmes (33 deles foram faroeste), depois dono de fazendas, criador de cavalos e homem de negócios.

Em 1971, durante o feriado de lembrança dos soldados americanos, Murphy faleceu quando seu avião particular colidiu com uma montanha. A cerimônia de seu funeral foi presidida pelo veterano condecorado da Segunda Guerra e futuro presidente George H. W. Bush.

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Heroismo: soldados que lutaram contra a tirania - parte 4

Alvin York


Alvin York era de uma família de fazendeiros pobres no Tennessee. Poucos anos antes da guerra, York era um bebedor inveterado e propenso a brigas de bar.

"Eu andava em más companhias e deixei o conselho de meu pai e minha mãe e me viciei em bebida, jogo e bancava o espertalhão... Eu costumava beber muita Moonshine(*). Eu gastava todo meu salário no jogo semana após semana. Eu costumava ficar fora de casa até tarde. Eu tive muitas brigas de rua."
(* bebida alcóolica fabricada clandestinamente)

Quando seu melhor amigo morreu numa das brigas, ele ficou abalado e decidiu aceitar o Senhor Jesus como salvador, abandonando a bebida, o jogo e as brigas. 

Assim, York tentou se esquivar do alistamento militar na Primeira Guerra em 1917 mas sua objeção foi recusada.

"Eu queria seguir ambos [a Bíblia e o dever militar]. Mas eu não podia, Eu queria fazer o que era certo... Se eu fosse para a guerra e lutasse e matasse, de acordo com o meu entendimento da Bíblia, eu não seria um bom Cristão."

No quartel, o comandante de companhia e o comandante de batalhão, ambos Cristãos, debateram essa preocupação de York e o convenceram de que havia base bíblica para a participação na guerra. O capitão Danforth citou Ezequiel 33-6:
"Mas se o sentinela vê a espada vir e não toca a trombeta, e o povo não for avisado, e a espada vier e derrubar uma pessoa qualquer dentre eles, ela será levada em sua iniquidade; mas seu sangue eu  cobrarei das mãos do sentinela."

Um ano depois, ele foi um dos homens escolhidos para se infiltrar e tomar uma posição fortificada de metralhadoras que protegiam uma linha de trem alemã em território francês. Quando estavam capturando alguns soldados, eles foram detectados pelo inimigo, que os metralhou derrubando 9 dos colegas de York.
Os que sobreviveram tinham que cuidar do inimigo capturado e não acompanharam York, que então ficou sozinho diante de 32 metralhadoras.

Como ele disse em seu diário: "Eu não tive tempo para me esconder atrás de uma árvore ou arbusto, eu não tive nem mesmo tempo de abaixar. Eu não tive tempo e nem sabia o que fazer exceto ver aqueles artilheiros alemães e tentar o melhor que eu podia. Toda a vez que eu via um alemãe, eu o derrubava. No início eu atirava deitado; igual atiramos nos alvos nas partidas de tiro nas montanhas do Tennessee; e era quase a mesma distância. Mas os alvos eram maiores. Eu não podia errar uma cabeça ou corpo de alemão naquela distância. E eu não errei. Além do mais, não era hora de errar de jeito nenhum. 
Haviam mais de 30 deles em ação contínua e toda a vez que eu via um alemão, eu o derrubava. Todo o tempo eu fiquei gritando para eles desistirem. Eu não queria matar mais do que eu era forçado. Mas era ou eu ou eles. E eu tentei o melhor que eu podia."

Depois que ele derrubou os primeiros 20 e tantos inimigos, um tenente alemão juntou 5 soldados e tentou derrubá-lo pelo flanco. York puxou seu Colt .45 (que só tinha 8 projéteis) e derrubou-os todos.

"No meio da batalha, um oficial alemão e 5 homens pularam de uma trincheira e iam me atacar com baionetas. Eles estavam a 23 metros e corriam depressa. Eu só tinha meio pente no meu rifle; mas minha pistola estava boa. Eu troquei rápido e derrubei-os também.
Eu derrubei o sexto homem primeiro, depois o quinto, o quarto e o terceiro, e assim por diante. É assim que caçávamos perus selvagens na minha terra. Você veja, nós não queremos que os que vêm na frente saibam que estamos matando os de trás, e eles continuam a vir até que derrubamos todos eles. É claro que eu não tinha tempo de pensar naquilo. Eu acho que eu fiz aquilo naturalmente. Eu sabia, também, que se os da frente vissem, ou se eu os derrubasse, os de trás iam parar e atirar em mim."

O tenente Paul Vollmer, vendo que York ainda estava ileso e só aumentava o número de baixas alemãs, se ofereceu para dar ordens à sua unidade para que se rendessem, oferta prontamente aceita por York.


Cerca de 130 soldados alemães, incluindo 4 oficiais, vieram caminhando na direção do batalhão de York. O tenente Woods, superior de York, pensou que era um contra-ataque alemão até que ele viu York apresentando os prisioneiros. Quando o oficial estupefato perguntou quantos eram, York respondeu "Honestamente, eu não sei, senhor."

Três meses mais tarde, York havia sido promovido a sargento e condecorado, e seu general de divisão o perguntou:  "York, como você conseguiu aquilo?"

Alvin York: "Senhor, não foi poder humano. Um poder mais alto que o do homem me guiou e zelou por mim e me mostrou o que fazer."
O general abaixou sua cabeça, pôs a mão no ombro de York e disse, solene:  "York, você está certo."


Alvin York: “Não há dúvida no mundo sobre o fato do poder divino atuando ali. Nenhum outro poder sob o céu poderia tirar um homem daquela situação. Homens morreram à direita e à esquerda de mim; e eu era o maior e mais exposto deles. Mais de 30 metralhadoras estavam disparando apontadas para mim, de uma distância de cerca de 23 metros. Quando você tem Deus com você, você leva a melhor o tempo todo.

Depois da guerra, York casou-se e teve 7 filhos. Ele voltara com a idéia de prover os jovens do Tennessee com meios de educação básica, então, com a renda de um filme sobre sua vida (estrelado por Gary Cooper), ele dedicou seu tempo a criar uma escola de agricultura e uma escola bíblica. York também ajudou a criar a guarda estadual do Tennessee, vindo a falecer aos 77 anos, em 1964.


FONTES:
The Sgt. York Discovery Expedition
Wikipedia
The Legends and Traditions of the Great War
The Diary of Alvin York

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Heroísmo: soldados que lutaram contra a tirania - Parte 3

Jack Churchill


O capitão Jack Malcolm Thorpe Fleming Churchill, nascido em Hong Kong, mais conhecido como "Fighting Jack Churchill" ou "Mad Jack", foi um soldado britânico na Segunda Guerra e um aficcionado por aventuras e coisas escocêsas.

Ele ficou notório por lutar armado com arco e flecha e uma espada "claymore" (uma espada larga de dois gumes, tipicamente medieval). Ele dizia que "um oficial que vai para o combate sem sua espada não está vestido apropriadamente."


Homem de espírito livre e atraído pelo perigo, quando a Polônia foi invadida pela Alemanha nazista ele se ofereceu como voluntário para incursões de ataque (unidades de commandos) sem nem mesmo saber o que essa atividade implicava. Em maio de 1940, Churchill comandou o histórico regimento Manchester e fez uma emboscada à uma patrulha alemã na França iniciando o ataque com uma flecha certeira no peito de um sargento alemão - Jack foi o único soldado britânico a derrubar um inimigo com um arco e flecha durante a Segunda Guerra.

Em 1941, ele liderou duas companhias em ataque a uma guarnição alemã na costa da Noruega. Na hora do desembarque, na proa do transporte, ele tocava uma marcha em sua gaita de foles. Assim que o transporte estava para aterrar, Jack, de espada em punho, pulou nas águas e correu em direção às baterias alemãs - a expedição terminou com a demolição de todos os recursos alemães e a captura de 100 prisioneiros.

Em Salerno, Itália, depois de uma invasão anfíbia seguida de combate de atrito com pesadas baixas, Churchill liderou um ataque norturno arriscado devido à inferioridade numérica e posição descoberta, conseguindo render 136 soldados nazistas. Churchill havia ordenado sua equipe que avançasse em colunas aos gritos de "Commando!", o que na escuridão, deixou confusos os alemães pois os gritos pareciam partir de todos os lados.


O oficial com boina ao centro apontando é Sir Bernard
Montgomery. Atrás e à direita, está Jack Churchill
com sua espada claymore na cintura.
Mas isso não era o bastante para ele. Acompanhado do cabo Ruffell, eles avançaram até o povoado e se infiltraram sem serem descobertos pelo inimigo. Uma sentinela após a outra foi rendida em silêncio e sem um único tiro, somente pela intimidação de uma espada "claymore". Jack amarrou o pescoço de uma sentinela com seu cinto e a usava para enganar e capturar as demais sentinelas. No final da noite, Churchill e Ruffell retornaram com um total de 42 prisioneiros, várias metralhadoras e um morteiro, o que resultou na condecoração Distinguished Service Order.

Na Iugoslávia, Churchill e sua equipe receberam a tarefa de ajudar os guerrilheiros partisanos a capturar uma fortificação alemã de nome Ponto 622. Jack tomou a dianteira e atacaram no escuro entre arame farpado e minas. Apenas 6 sobreviveram, a metade ficou ferida e só tinham munição em suas pistolas. Por fim, um morteiro os atingiu e só Churchill sobreviveu.

Quando sua munição acabou, ele começou a tocar sua gaita de fole e acabou atordoado por uma granada. Os alemães o capturaram.

Apesar das ordens de Hitler para que executassem todos os comandantes e seus guerrilheiros, o capitão Thuener disse à Churchill:  "Você é um soldado como eu. Me nego a seguir as ordens desses carniceiros da Gestapo para que o matemos. Direi que não recebi ordem nenhuma de executá-lo."

Durante a guerra, Churchill teve a oportunidade de retribuir pessoalmente a decência, honradez e profissionalismo de Thuener ao arrancá-lo das garras dos comunistas russos que iam enviá-lo a um gulag para prisioneiros alemães.

Crendo que Jack tinha algum parentesco com o primeiro ministro inglês, os alemães o enviaram à Sarajevo e dali o transportaram em um avião para Berlin. Ao aterrissar, Jack tentou provocar um incêndio no avião com um cigarro e uns papéis que haviam ali. Depois da confusão, ele alegou inocência a um irritadíssimo oficial da Luftwaffe, dizendo que o oficial do exército que o custodiava estava fumando e lendo revista.

Quando viram que ele não tinha nada a ver com Winston Churchill, o levaram para um campo de concentração no norte. Em Sachsenhausen, ele conseguiu escapar por uma vala de escoamento, mas foi recapturado. Felizmente, durante um apagão, ele escapou do campo de concentração austríaco para o qual ele foi transferido mas ele já havia perdido dois anos em cativeiro.

Jack então fugiu para a Itália, sobrevivendo à base de legumes "liberados" das fazendas pelo meio do caminho. Oito dias e 240 quilômetros depois Jack encontrou as tropas americanas que estavam avançando. Ele viria depois a gracejar com a intervenção americana na guerra:  "Se não fosse por aqueles malditos ianques, nós poderíamos ter continuado a guerra por mais 10 anos!"

Pouco tempo depois da guerra, com 40 anos de idade, Jack foi para a Palestina como paraquedista. Em 1948, na iminência da declaração de independência de Israel, com 12 soldados sob o seu comando e pouquíssimos recursos, ele tentou proteger uma caravana de ambulâncias, ônibus e caminhões médicos de Hadassah com dezenas de civis sob ataque de centenas de terroristas árabes. Depois do massacre, Jack coordenou a evacuação de 700 doutores, estudantes e pacientes israelenses do hospital Hadassah em Jerusalém.

Uma década depois, Jack adotou o surfe como hobby e se aposentou, sendo o primeiro a surfar a maré do rio Severn em uma prancha projetada por ele mesmo. Jack costumava deixar perplexos os passageiros e maquinistas do trem no qual ele andava diariamente, pois arremessava sua maleta pela janela pouco antes de chegar a estação. Eles não sabiam que ele jogava a maleta no quintal de sua casa que dava fundos para a linha do trem e isso o poupava de ter de carregá-la.

Esse último arqueiro inglês, que trilhou os campos de guerra na França liquidando os inimigos da Grã Bretanha com um arco feito de teixo espanhol, faleceu pacificamente em sua residência na primavera de 1996.

FONTES:
O Último Arqueiro
Damn Interesting
WWII History Magazine
Dogs of War

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Coréia do Norte usa pessoas como pixels

Durante suas férias na Ásia em 2007, Paul Koontz (vice-presidente para marketing da Netscape) aproveitou a ocasião e levou seus filhos para visitar a capital da ditadura comunista da Coréia do Norte como turista.

É um lugar parado no tempo, onde o tema principal é o ressentimento contra o Ocidente, a suposta esperança de reunificação das duas Coréias e uma fachada de ordem (como demonstrado pela guarda de rua direcionando o trânsito inexistente).






Outro bom documentário sobre a insanidade desse regime opressivo:

The Vice Guide to North Korea




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domingo, fevereiro 15, 2009

Heroísmo: soldados que lutaram contra a tirania - Parte 2

Yogendra Singh Yadav

Yogendra Singh Yadav era membro de um batalhão de granadeiros no exército da Índia durante o conflito Kargil. O Paquistão havia invadido a belíssima região montanhosa de Kashmir com paramilitares e terroristas em 1999.

O Paquistão levou a pior e quase pôs em execução seu plano secreto de ataque nuclear à Índia, mas o plano chegou ao conhecimento do então presidente Bill Clinton, que advertiu severamente contra tal ato. O conflito e a consequente derrota levou Pervez Musharraf ao poder através de um golpe de estado e a reaproximação entre Índia e Estados Unidos.

A missão do batalhão de Yadav era subir a "Colina do Tigre" (na verdade, uma montanha escarpada a 16 mil pés acima do nível do mar) e neutralizar 3 casamatas no topo. Yadav, com apenas 19 anos, se ofereceu para participar da equipe que iria subir ao topo da escarpa gelada e amarrar cordas para o resto do batalhão subir.

Durante 3 noites, à temperaturas de até 15 graus negativos, a equipe de 25 soldados escalou a montanha e quando estavam a 50 metros do final da subida, uma pedra foi acidentalmente deslocada, alertando o inimigo paquistanês, que a 10 metros acima deles abriu fogo com granadas e rifles. Metade do esquadrão morreu ou teve que voltar. Yadav, apesar de ter sido alvejado 3 vezes na virilha e nos ombros, continuou a escalar a montanha com mais 6 soldados.

Quando atingiram o topo uma hora depois, uma das casamatas disparou contra eles com metralhadoras. Yadav e seus colegas correram de encontro à saraivada de projéteis. Yadav jogou uma granada, matando 4 inimigos e eles neutralizaram o resto da casamata.

Nessa altura, o inimigo mandou uma força de 10 soldados. Oito deles foram derrubados por Yadav e seus colegas. Dois paquistaneses voltaram para alertar a segunda casamata, que, em seguida, enviou 100 paquistaneses contra a primeira casamata ocupada por Yadav. Os sete conseguiram matar 35 inimigos, mas só restou Yadav vivo no final do ataque.

Os soldados paquistaneses dispararam contra os corpos dos indianos para assegurar que não haviam sobreviventes. Yadav ficou inconsciente ao levar 15 disparos na perna, braços, coxas e outras partes do corpo. Os paquistaneses coletaram as armas dos indianos mas esqueceram a granada que estava no bolso de Yadav.

Yadav então recuperou a consciência e jogou sua granada num soldado. A explosão fez com que o corpo do soldado caísse no meio do acampamento dos paquistaneses, que pensaram que estavam sob novo ataque do exército indiano.

Yadav pegou um rifle Peeka de um soldado morto e abriu fogo, derrubando 5 paquistaneses. Ele ouviu os demais falando pelo telefone de campanha, recebendo ordens de retirada da Colina do Tigre e de atacar a base indiana a 500 metros abaixo.

A esta altura, Yadav havia perdido muito sangue e, com dificuldade, se arrastou até um canal de escoamento. Ele desceu a tubulação e em 5 minutos e 400 metros depois, conseguiu avisar seu comandante dos planos do inimigo. O comandante indiano conseguiu proteger a base e eliminar todos os inimigos com a informação de Yadav.

Por sua bravura, ele ganhou o Param Vir Chakra, a mais alta condecoração militar na Índia, concedida à "mais rara da rara bravura que está além do chamado do dever e que na vida normal é considerada impossível".

Ela foi concedida apenas 21 vezes, sendo 14 delas concedidas postumamente. Yadav também foi tido como morto por confusão com um homônimo, mas descobriram a tempo que ele estava vivo e num hospital em Nova Delhi, se recuperando de uma perna e braços quebrados e várias perfurações. O governo de Uttar Pradesh também o presenteou com um terreno em Ghaziadbad.

FONTES:
Seven-hour battle that won India, Tiger Hill
Army orders inquiry into PVC blunder
Exército Indiano
Legacies of Kargil
India empowered

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