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domingo, fevereiro 22, 2009

Fazendo apologia da vida em 5 minutos ou menos

Como defender a visão a favor da vida em 5 minutos ou menos


Suponha que você tenha 5 minutos para defender a visão a favor da vida entre amigos e colegas. O que devo dizer? Devo usar argumentos puramente racionais ou apelos mais emocionais (mostrando instrumentos de curetagem e os fetos desmembrados por eles)? E como explicar a questão do aborto de uma forma simples para aqueles que pensam que é complicado demais?

Eis como defender a vida em 3 passos simples:


1) Esclareça a questão. 

Os defensores da vida afirmam que a legalização do aborto é uma injustiça por tirar a vida de um ser humano indefeso. Isso explica de forma simples a controvérsia ao focalizar a atenção na questão principal:  o ser humano não-nascido tem o direito de viver? Se tem, matá-lo para o benefício dos outros é um crime. É tratar um ser humano distinto, com seu próprio valor moral inerente, como nada mais do que uma coisa descartável. De outra forma, se o bebê não-nascido não fosse humano, matá-lo por qualquer motivo seria apenas como extrair um dente.

Em outras palavras, argumentos baseados em "escolha" e "privacidade" não chegam nem perto da questão principal. Quem apoiaria uma mãe que matasse seu filho nascido em nome do "direito de escolha"? É óbvio que se o não-nascido é humano como os bebês e crianças de colo, não podemos matá-los em nome da escolha da mesma forma que não se pode matar uma criança de colo. Novamente, esse debate é condensado em apenas uma única questão:  o que (ou quem) é o não-nascido?

Nesse ponto, alguns podem reclamar de que a comparação não é válida - que matar um feto é moralmente diferente de matar uma criança de colo. Mas isso é o ponto! Os não-nascidos, como as crianças de colo, também fazem parte da família humana? Essa é a questão que importa.

Lembre aos abortistas que você é vigorosamente "pró-escolha" quando se trata de uma mulher decidir inúmeros bens morais. Você apóia o direito da mulher em escolher seu médico, seu marido, seu emprego, sua religião, para citar algumas escolhas que você reconhece como um direito das mulheres. Mas algumas escolhas são erradas, como a de matar um ser humano inocente simplesmente porque eles estão indefesos e são vistos como um impecilho (1). Não, não devemos permitir esse tipo de escolha.

2) Defenda a vida com ciência e filosofia.

Cientificamente, sabemos que desde os estágios primários de desenvolvimento, os não-nascidos são seres humanos distintos, vivos e integrais. Os melhores livros de embriologia confirmam isso (2). Antes de propor o aborto, o ex-presidente da mega-organização abortista Planned Parenthood, Dr. Alan Guttmacher, se declarava perplexo quando via alguém, ainda mais seus colegas de profissão médica, questionarem se o embrião seria um ser humano. Em seu livro Life in the Making, ele escreveu: "Isso tudo é tão simples e evidente que é difícil imaginar uma época em que não fizesse parte do conhecimento comum. (3)"

Filosoficamente, podemos dizer que embriões são menos desenvolvidos que os bebês nascidos (ou crianças de colo) mas essa diferença não é moralmente relevante como os abortistas parecem acreditar.

Considere a alegação de que a capacidade de auto-consciência desenvolvida confere um valor aos seres humanos. Note que isso não é um argumento, mas apenas uma afirmação arbitrária. Porque seria necessária essa capacidade de auto-consciência? E por que um grau específico de desenvolvimento (ex.:  atividade cerebral) seria decisivo? Essas são perguntas que os abortistas não têm como responder adequadamente.

Em poucas palavras, não há diferença moralmente significativa entre o embrião que você uma vez foi e o adulto que você é agora. Diferenças de tamanho, nível de desenvolvimento, ambiente e grau de dependência não são relevantes para que pudéssemos dizer que você não tinha direitos enquanto embrião mas tem direitos hoje.

Pense na abreviação "TELG" como lembrete dessas diferenças não-essenciais:  Tamanho, Estágio de desenvolvimento, Lugar e Grau de dependência (4).

Tamanho:  é verdade que os embriões são menores que bebês e adultos, mas por que isso seria relevante? Pergunte ao abortista se ele realmente está disposto a afirmar que pessoas maiores são mais humanos do que as menores? Homens têm tamanho maior que as mulheres mas isso não significa que eles têm mais direitos. Tamanho não tem nada a ver com valor.

Estágio de desenvolvimento:  é verdade que embriões e fetos são menos desenvolvidos que eu e você. Mas novamente, por que isso seria relevante? Meninas de 4 anos são menos desenvolvidas que meninas de 14 anos. Por que crianças de idade maior deveriam ter mais direitos que seus irmãos menores? Algumas pessoas pensam que a auto-consciência é o que distingue um humano de outro seres. Mas se isso fosse verdadeiro, os recém-nascidos não poderiam ser qualificados como seres humanos com valor. Bebês de 6 semanas não têm a capacidade de realizar funções mentais humanas, como as pessoas em coma, sob sono e aquelas com mal de Alzheimer.

Localização:  o lugar onde você está não diz nada a respeito de quem você é. Será que o seu valor muda quando você atravessa a rua ou muda de posição? Se não, como é que o translado de apenas 8 polegadas do útero para o meio exterior mudaria subitamente a natureza essencial do não-nascido de não-humano para humano? Se os não-nascidos já não fossem humanos, meramente mudar sua localização não aumentaria nem diminuiria seu valor.

Grau de dependência:  se a viabilidade nos tornasse humanos, então todos os que dependem de insulina ou medicamento para os rins não teriam valor e poderíamos nos livrar deles. Gêmeos que nasceram ligados e compartilham o mesmo sangue e os mesmos órgãos não teriam direito à viver.

Resumindo, é bem mais razoável argumentar que, embora os seres humanos sejam imensamente diferentes com respeito às habilidades, capacidades e graus de desenvolvimento, eles são iguais porque têm uma natureza humana em comum.

3) Desafie os abortistas a serem intelectualmente honestos.

Faça perguntas difíceis. Quando os abortistas dizem que o nascimento é o que faz o não-nascido se tornar humano portador de direitos, pergunte "Como é que uma mera mudança de lugar, de dentro do útero para fora do útero, mudaria a natureza essencial do bebê?" Se eles disserem que o desenvolvimento do cérebro ou consciência nos torna humanos, pergunte se eles concordariam com o defensor da eugenia Joseph Fletcher, que disse que aqueles com QI menor que 20 ou 40 deveriam ser considerados como meras coisas? Se não, por que?

É verdade que algumas pessoas ignoram os argumentos científicos e filosóficos por trás da visão pró-vida e tentam justificar o aborto meramente com base em seu próprio interesse. Esse é o comportamento dos preguiçosos. Lembre aos abortistas de que se eles realmente se importassem com a verdade, eles seguiriam a trilha dos fatos corajosamente onde quer que ela os levasse, não importando o quanto isso custasse para os seus interesses particulares.

--- Adaptado do artigo de Scott Klusendorf

Bibliografia:
1) Gregory Koukl, Precious Unborn Human Persons (Lomita: STR Press, 1999) pág. 11.

2) Veja os livros:  T.W. Sadler, Langman’s Embryology, 5th ed. (Philadelphia: W.B. Saunders, 1993) pág. 3; Keith L. Moore, The Developing Human: Clinically Oriented Embryology (Toronto: B.C. Decker, 1988) pág. 2; O’Rahilly, Ronand and Muller, Pabiola, Human Embryology and Teratology, 2nd ed. (New York: Wiley-Liss, 1996) pp. 8, 29.

3) A. Guttmacher, Life in the Making: The Story of Human Procreation (New York: Viking Press, 1933) pág. 3.

4) Stephen Schwarz, The Moral Question of Abortion (Chicago: Loyola University Press, 1990) pág. 18.

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