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- Pq. esquerdistas odeiam Rocky Balboa? - Marxismo cultural anti-Cristão - Entrevista c/ Yuri Bezmenov - Para ler o Pato Donald - Bertrand De Jouvenel terça-feira, março 08, 2011Fé de Offício de Imperador do BrasilFé de Offício de Imperador do Brasil. Creio em Deus. Fez-me a reflexão sempre conciliar as suas qualidades infinitas: Previdencia, Omnisciencia e Misericordia. Possuo o sentimento religioso: innato ao homem, é despertado pela contemplação da Natureza. Sempre tive fé e acreditei nos dogmas. O que sei, devo-o, sobretudo, á pertinácia. Reconheço que sou muito somenos no que é relativo aos dotes da imaginação, que posso bem apreciar nos outros. Muito me preoccuparam as leis sociaes; e não sou o mais competente para dizar a parte que de continuo tomei em seu estudo e applicação. Sobretudo me interessei pelas questões economicas, estudando com todo o cuidado as pautas das alfandegas no sentido de proteger as industrias naturaes até o periodo do seu prospero desenvolvimento. Invariavelmente propendi para a instrucção livre, havendo sómente inspecção do Estado quanto á moral e á hygiene, devendo pertencer a parte religiosa ás familias e aos ministros das diversas religiões. Pensei tambem no estabelecimento de duas Universidades, uma no Norte e outra no Sul, com as faculdades e institutos necessarios e portanto apropriados ás differentes regiões, sendo o provimento das cadeiras por meio do concurso. Igreja livre no Estado livre; mas isso quando a instrucção do povo pudesse aproveitar de taes instituições. Estudei com cuidado o que era relativo á moeda corrente e se prendia a questão dos bancos. Quanto a legislação sobre privilegios, oppuz-me aos que se ligam á propriedade literaria, sustentando assim as opiniões de Alexandre Herculano, antes que ele as tivesse manifestado. Cautelosa e insistentemente estudei questões de immigração sobre a base da propriedade e o aproveitamento das terras, explorações para o conhecimento das riquezas naturaes, navegação de rios e differentes vias de communicação. Pensava na installação de um observatorio astronomico, moldado nos mais modernos estabelecimentos desse genero. Segundo as minhas previsões e estudos, poderia ser superior ao de Nice. Cogitei sempre em todos os melhoramentos para o exercito e a marinha, affim de que estivessemos preparados para qualquer eventualidade, embora contrario ás guerras. Buscava assim evita-las. Preoccuparam-me seriamente os estudos de hygiene publica e particular, de modo a nos livrar das epidemias; e isso sem grande vexame para as populações. Acompanhava-me sempre a idéia de ver o Brasil que me é tão caro, o meu Brasil, sem ignorancia, sem falsa religião, sem vicios e sem distancias. Para mim, o homem devia ser regenerado e não supprimido; e por isso muito estudava a penalidade, tomando grande parte no que se fez relativamente a prisões e pesanto todas as questões modernas, que tendiam a seu melhoramento. Procurei abolir a pena capital, tendo-se encarregado o Visconde de Ouro-Preto de apresentar ás Camaras um projecto para a abolição legal da mesma pena. Pacientemente compulsava todos os processos para a commutação da pena ultima : quando não encontrava base para isso, guardava-os, sendo a incerteza já uma pena gravissima para os réos. Muito me esforcei pela liberdade das eleições e, como medida provisoria, pugnei pela representação obrigada do terço, preferindo a representação uninominal de circulos bem divididos; pois o systema, ainda por ora impraticavel, deve ser o da maioria de todos os votantes de uma nação. Conselho de Estado, organisado o mais possivel como o da França, reformando-se a Constituição, para que pudesse haver direito administrativo contencioso. Provimento de 1. lugar da magistratura por concurso perante tribunal judiciario para formar lista dos mais habilitados, onde o governo pudesse escolher; concurso também para os lugares de administração; categorias de presidencias para que se preparassem os que deviam rege-las, conforme a importância de cada uma. Trabalhei muito para que só votasse quem soubesse lêr e escrever, o que suppõe riqueza moral e intellectual, isso é, a melhor. Sempre procurei não sacrificar a administração á política. Cogitava da construção de palacios para os ramos legislativo e judiciario e para a administração, para bibliotheca e exposições de differentes especies, para conferencias publicas. Nunca me descuidei da sorte physica do povo, sobretudo em relação a habitações salubres e a preço commodo e á sua alimentação. Nunca deixei de estudar um só projecto, discutindo com os seus autores e procurando esclarecer-me. O meu dia era todo ocupado no serviço publico, e jamais deixei de ouvir e fallar a quem quer que fosse. Lia todas as folhas e jornaes da capital e alguns das provincias para tudo conhecer por mim quanto possível, mandava fazer e fazia extractos nos das provincias dos factos mais importantes que se ligavam á administração, com a idéia constante de justiça a todos. Assistia a todos os actos publicos para poder ver e julgar por mim mesmo. Em extremo gostei do theatro dramatico e lyrico, cogitando sem cessar da idéia de um theatro nacional. Nunca me esqueci da Academia de Bellas Artes, pintura, esculptura, desenho e gravura, e fiz o que pude pelo Lycêo de Artes e Officios. Desejava estabelecer maior numero de dioceses, conforme comportasse o território, assim como differentes seminarios. Sempre me interessei pelas expedições scientificas, desde a do Ceará, que publicou trabalhos interessantes, lembrando-me agora da de Agassiz e de algumas que illustraram nossos patricios no continente europêo. Presidia ultimamente a commissão encarregada do Codigo Civil e esperava que, em pouco tempo, apresentasse ella trabalho digno do Brasil. Pensava na organização de um instituto scientifico e litterario, como o da França, utilisando para isso alguns estabelecimentos de instrucção superior que já possuíamos; e para isso encarreguei o Dr. Silva Costa e outros de formarem projecto de estatutos. Sempre procurei animar palestras, sessões, conferencias scientificas e litterarias, interessando-me muito pelo desenvolvimento do Musêu Nacional. O que ahi fez o Dr. Couty tornou esse estabelecimento conhecido na Europa; muitos dos trabalhos do Musêu são hoje citados e applaudidos. Preoccuparam-me as escolas praticas de agricultura e zootechnia. Dei toda a attenção ás vias de communicação de todas as especies no Brasil, tendo feito, além de outros, estudo especial dos trabalhos do engenheiro Hawkshaw relativos aos melhoramentos da barra do Rio Grande do Sul. Do mesmo modo, tudo quanto se referia a estabelecer a circulação do Brasil por agua desde o Amazonas até ao Prata e dahi ao São Francisco, da fóz para o interior, ligando-se por estradas de ferro a região dos Andes ás bacias do Prata e Amazonas. Oxalá pudesse a navegação por balões aerostaticos tudo dispensar e, elevando-se bem alto assim como a submarina aprofundando-se bastante, nos livrassem ambas das tempestades. São, porém, devaneios... Nas preoccupações scientíficas e no constante estudo é que acho consolo e me preservo das tempestades moraes... Dom Pedro de Alcantara. Cannes, 23 de abril de 1891. O Sr. Visconde de Taunay, a propósito da Fé de Offício, fez esta declaração : " Eis o que recebi de Sua Magestade o Senhor Dom Pedro II e entrego á publicidade, como um dos documentos mais bellos, mais sinceros e honrados da história do Brasil." Visconde de Taunay. Rio de Janeiro, 27 de maio de 1891. Fonte: Pedro II. Visconde de Taunay. Segunda edição. Companhia Editora Nacional. 1938. 248 pp. A Fé de Offício se encontra publicada nas pp. 193-200. A citação do Visconde de Taunay à p. 203. Documento publicado na comunidade do Orkut "Estudos Católicos Monárquicos" Marcadores: brasil, história, monarquia postado por Fernando às 7:39 PM Tweet quarta-feira, abril 14, 2010Mais sobre o socialismo em Dubaio artigo anterior "Socialismo e Decadência em Dubai", o consultor de empresas formado no MIT, Keith Yost, conta como foi sua estadia em Dubai a trabalho, em artigo de 4 partes.The city of tomorrow (A cidade do amanhã) - Keith foi trabalhar em Dubai em julho de 2009, ganhando cerca de 150 mil dólares ao ano pelo Boston Group. Nessa parte ele conta como ficou impressionado com a cidade no início e como foi se decepcionando depois. Welcome to your caste (Bemvindo à sua casta) - Na segunda parte, Keith conta como em Dubai há 3 castas: os emiratis nativos no topo, os expatriados do Ocidente no meio e os expatriados do Oriente pisoteados por ambos. Também conta como é viver numa ditadura socialista: grampos telefônicos, proibição de sair do país, sob os caprichos dos funcionários estatais - uma vida sem direitos garantidos onde você só escapa relativamente ileso se for considerado insignificante. The story BCG offered me $16,000 not to tell (A estória pela qual o Boston Group ofereceu 16 mil dólares para não contar) - Keith conta como foi a experiência surreal de trabalhar na burocracia sufocante das empresas estatais do Emirado, que apenas imitavam a aparência de empresas de sucesso. Keith descobriu que seria pago apenas para criar slides e manipular os números de modo a confirmar a "análise" feita pelos emiratis, mesmo sabendo que traria prejuízos de bilhões de dólares. Dispatches from the collapse (Noticiários do colapso) - Na última parte, Keith sumariza os erros da monarquia socialista de Dubai: investir não para o progresso, mas para manter um status. Os Emirados teriam investido melhor seus lucros do petróleo se, em vez de enterrar o capital em turismo e bens industriais, tivessem investido em educação. O resultado é que o capital humano é muito pobre e será muito fácil Dubai desaparecer do mapa. Keith compara Dubai com outro lugar semi-destruído pelo socialismo: Detroit, uma cidade que já foi rica, e hoje a vegetação já invadiu e tomou conta de certos bairros abandonados da cidade. Há casas em Detroit sendo vendidas por 1 dólar. Marcadores: burocracia, ditadura, economia, história, islam, monarquia, oriente médio, socialismo, trabalho postado por Fernando às 8:48 PM Tweet segunda-feira, dezembro 07, 2009Socialismo gera decadência em DubaiAhmed al-Atar, 23 anos: "Esse é o melhor lugar do mundo par ser jovem! O governo paga por sua educação até o nível de PhD. Você ganha uma casa de graça quando se casa! Você ganha tratamento de saúde grátis, e se o daqui não for bom o bastante, eles te dão dinheiro para se tratar no exterior. Você não tem que pagar nem mesmo pelo serviço telefônico. Quase todo mundo tem uma empregada, uma babá, e um chofer. E nós nunca pagamos impostos. Você não queria ter nascido Emirati?" Segundo ele, a crise de crédito não afeta a maioria dos emiratis pois eles trabalham para o governo e há estabilidade no emprego - só é demitido quem faz algo incrivelmente ruim. Ahmed não se importa com a falta de liberdade política sob o estado socialista dos Emirados Árabes Unidos: "Vai ser muito difícil você encontrar um Emirati que não apóie o sheikh Mohammed... não porque tenhamos medo, mas porque realmente o apoiamos. Ele é um grande líder. Basta olhar!" se referindo ao conforto e às facilidades de consumo no país. Nem todos Emiratis concordam. Sultan al-Qassemi, 31 anos, colunista da imprensa de Dubai e colecionador de arte: "As pessoas aqui estão se tornando bebês gordos e preguiçosos! O estado-babá está indo longe demais. Nós não fazemos nada sozinhos! Porque nenhum de nós trabalha no setor privado? Porque uma mãe e um pai não tomam conta de seu próprio filho?" Mas a realidade dos estrangeiros em Dubai é bem pior do que os Emiratis alegam. Muitos imigrantes oriundos de países como Filipinas e Bangladesh vão à Dubai sob patrocínio de agências de emprego que cobram uma taxa do candidato (geralmente uma quantia de seis vezes o valor do salário prometido). Quando chegam, já endividados, o salário é de menos de 1/4 do que lhes foram prometido e o passaporte é confiscado já no aeroporto pela empresa. Há milhares de imigrantes vivendo em péssimas condições de saneamento e moradia, trabalhando 14 horas diárias sob o sol do deserto. Eles não podem retornar ao seu país de origem porque essas empresas - que em sua maioria, de um jeito ou de outro, são do governo - detêm os passaportes e os forçam a trabalhar. Greves são proibidas e reprimidas pela polícia. Até mesmo os Emiratis mais liberais como al-Qassemi reagem com irritação diante dessas denúncias: "As pessoas no Ocidente estão sempre reclamando de nós. (debochando) 'Porque vocês não tratam os animais melhor? Porque vocês não têm melhores anúncios de xampú? Porque vocês não tratam os empregados melhor?'... Quando eu vejo jornalistas Ocidentais nos criticando - vocês não percebem que estão atirando no próprio pé? O Oriente Médio será bem mais perigoso se Dubai acabar. Nossa exportação não é petróleo, é esperança. Os egípcios ou libanêses ou iraquianos pobres crescem dizendo - eu quero ir pra Dubai. Nós somos muito importantes na região. Nós estamos mostrando como ser um país muçulmano moderno. Nós não temos fundamentalistas aqui. Os europeus não deveriam se vangloriar com a nossa derrocada. Vocês deveriam se preocupar... Vocês sabem o que vai acontecer se esse modelo falhar? Dubai vai cair pro mesmo caminho do Irã, o caminho islamista. ... Ouça. Minha mãe costumava ir ao poço para pegar um balde de água todas as manhãs. No dia de seu casamento, ela ganhou uma laranja de presente porque nunca tinha comido uma. Dois de meus irmãos morreram quando eram bebês porque o sistema de saúde não existia ainda. Não nos julgue." Quase todos os Emiratis se justificam usando a ameaça de islamismo como chantagem. Todo iman é indicado pelo governo e todo sermão é controlado para mantê-lo "moderado". Existe uma minúscula minoria de Emiratis dissidentes. Segundo Mohammed al-Mansoori: "Os ocidentais vêm aqui e vêem os shopping centers e os arranha-céus e pensam que somos livres. Mas essas empresas e esses prédios altos - são para quem? Isso é uma ditadura. A família real pensa que é dona do país, e o povo são seus servos. Não há liberdade aqui." Al-Mansoori fez denúncias sobre violações dos direitos humanos em Dubai para a Human Rights Watch e a BBC: "Eu fui levado pela polícia secreta e me disseram: cale a boca, ou você vai perder seu emprego e seus filhos ficarão desempregados para sempre. Me confiscaram minha licensa de advogado e meu passaporte. Eu fui para a lista negra e meus filhos também. Os jornais estão proibidos de escrever sobre mim. ... A maioria das companhias são do governo, então elas se opõem às leis de direitos humanos porque vai reduzir suas margens de lucro. É do interesse delas manter os trabalhadores como escravos." Há apenas um grupo em Dubai que realmente tem maior "liberdade": os gays, que se encontram em clubes para dançar, usar ecstasy e se encontrarem, mesmo que oficialmente, a homossexualidade seja oficialmente proibida e punível com 10 anos de prisão. Segundo um árabe gay: "Dubai é o melhor lugar do mundo para os gays! Nós estamos vivos. Nós podemos nos encontrar. Isso é mais do que a maioria dos gays na Arábia podem fazer. A polícia pode invadir o clube mas eles só nos dispersam porque têm mais o que fazer." Saleh, um soldado do exército saudita: "Na Arábia Saudita, é difícil ser hetero quando se é jovem. As mulheres são mantidas à distância então todo mundo só faz sexo gay. Mas eles só querem fazer sexo com meninos - 15 a 21 anos. Eu tenho 27 então sou muito velho agora. Eu preciso encontrar gays de verdade, então aqui é o melhor lugar. Todos os gays árabes querem viver em Dubai." Segundo alguns, esse sistema socialista atrai incompetentes: "Todas as pessoas que não conseguiram ser bem sucedidas em seus países acabam aqui, e de repente ficam ricas e são promovidas para muito acima das suas habilidades e se gama de quão boas elas são. Eu jamais encontrei tanta gente incompetente em cargos de direção como aqui. É absolutamente racista. Eu já tive moças filipinas trabalhando pra mim e fazendo o mesmo trabalho de uma moça européia, mas ela é paga 1/4 do salário. As pessoas que realmente fazem o trabalho são pagas uma ninharia enquanto esses gerentes incompetentes recebem 40 mil libras esterlinas por mês." E como em todo regime socialista, Dubai é uma catástrofe ecológica e de desperdício. A cidade, em pleno deserto, mantém gramados irrigados, piscinas e até uma montanha artificial congelada para a prática de esqui com neve de verdade. Numa cidade cuja principal indústria é o turismo, a água das praias é imunda, segundo conta uma funcionária de um hotel, em sigilo: "A qualidade da água ficava cada vez pior. Os hóspedes começaram a observar esgoto não tratado, preservativos usados, toalhas sanitárias usadas flutuando. Os exames encomendados pelo hotel revelaram que a água estava 'cheia de matéria fecal e bactérias numerosas demais para contar'. Em teoria, o esgoto era levado em caminhões para fora da cidade, mas na realidade os caminhões estavam em filas de 3 a 4 dias nas estações de tratamento e o esgoto acabava sendo despejado sem tratamento pelas tubulações fluviais em direção ao mar." Essa funcionária desistiu de reclamar diante das ameaças anônimas: "Pare de falar mal de Dubai, ou seu visto será cancelado e você será deportada." "O que eu aprendi de Dubai é que as autoridades não dão a mínima para o ambiente. Eles estão bombeando toxinas para o mar, sua principal atração turística. Se houver problemas ambientais no futuro, eu já digo agora como eles vão lidar com isso - negar que está acontecendo, encobrir e continuar do jeito que está até um desastre total." --- Condensado do artigo de Johann Hari, "The Dark Side of Dubai" Marcadores: arábia saudita, democracia, direitos humanos, ditadura, europa, história, imigração, iraque, monarquia, oriente médio, sexo, socialismo postado por Fernando às 1:51 AM Tweet segunda-feira, dezembro 17, 2007Site Recomendado: José Bonifácio - Obra Completa“No tempo de revolução, julgam os homens vulgares por contrários todos os que não querem ser cúmplices de seus desatinos e por inimigos declarados os que estranham seus excessos e crimes.”Cientista, administrador, político, estadista, pensador e Patriarca da Independência. Aqui você encontra os textos mais importantes de José Bonifácio. Marcadores: brasil, conservador, conservadorismo, história, josé bonifácio, liberalismo, liberdade, monarquia postado por Fernando às 1:21 PM Tweet |