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quarta-feira, junho 09, 2010

Sex And The City 2 - duas críticas hilárias

O primeiro crítico é Mark Kermode, da BBC Radio 5, que prometeu que não ia fazer um rant e acabou fazendo. Ele tem razão - o filme é muito ruim - mas as expressões que ele usa e sua indignação são hilárias.

Kermode é da esquerda caviar (e canta a L'Internationale) e reclama principalmente que o filme celebra as feministas como mulheres vazias e materialistas obcecadas com consumismo.

Esquerdistas têm por hábito se queixar da decadência, da corrupção e dos problemas que foram criados por seus próprio companheiros ideológicos da geração anterior. Se os esquerdistas não tivessem tanto atacado e destruído a moralidade da sociedade, um filme inane como esse jamais teria sido realizado.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/8712211.stm

O segundo crítico é tão contundente e desbocado - Lindy West, do site The Stranger - que você quase que agradece por "Sex And The City 2" existir e ser tão ruim e poder se deleitar com o nível de abuso e escracho que a Lindy dirige ao filme.

http://www.thestranger.com/seattle/burkas-and-birkins/Content?oid=4132715

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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Socialismo gera decadência em Dubai

Ahmed al-Atar, 23 anos:
"Esse é o melhor lugar do mundo par ser jovem! O governo paga por sua educação até o nível de PhD. Você ganha uma casa de graça quando se casa! Você ganha tratamento de saúde grátis, e se o daqui não for bom o bastante, eles te dão dinheiro para se tratar no exterior. Você não tem que pagar nem mesmo pelo serviço telefônico. Quase todo mundo tem uma empregada, uma babá, e um chofer. E nós nunca pagamos impostos. Você não queria ter nascido Emirati?"

Segundo ele, a crise de crédito não afeta a maioria dos emiratis pois eles trabalham para o governo e há estabilidade no emprego - só é demitido quem faz algo incrivelmente ruim.


Ahmed não se importa com a falta de liberdade política sob o estado socialista dos Emirados Árabes Unidos:
"Vai ser muito difícil você encontrar um Emirati que não apóie o sheikh Mohammed... não porque tenhamos medo, mas porque realmente o apoiamos. Ele é um grande líder. Basta olhar!" se referindo ao conforto e às facilidades de consumo no país.

Nem todos Emiratis concordam. Sultan al-Qassemi, 31 anos, colunista da imprensa de Dubai e colecionador de arte:
"As pessoas aqui estão se tornando bebês gordos e preguiçosos! O estado-babá está indo longe demais. Nós não fazemos nada sozinhos! Porque nenhum de nós trabalha no setor privado? Porque uma mãe e um pai não tomam conta de seu próprio filho?"

Mas a realidade dos estrangeiros em Dubai é bem pior do que os Emiratis alegam. Muitos imigrantes oriundos de países como Filipinas e Bangladesh vão à Dubai sob patrocínio de agências de emprego que cobram uma taxa do candidato (geralmente uma quantia de seis vezes o valor do salário prometido).

Quando chegam, já endividados, o salário é de menos de 1/4 do que lhes foram prometido e o passaporte é confiscado já no aeroporto pela empresa. Há milhares de imigrantes vivendo em péssimas condições de saneamento e moradia, trabalhando 14 horas diárias sob o sol do deserto. Eles não podem retornar ao seu país de origem porque essas empresas - que em sua maioria, de um jeito ou de outro, são do governo - detêm os passaportes e os forçam a trabalhar. Greves são proibidas e reprimidas pela polícia.


Até mesmo os Emiratis mais liberais como al-Qassemi reagem com irritação diante dessas denúncias:
"As pessoas no Ocidente estão sempre reclamando de nós. (debochando) 'Porque vocês não tratam os animais melhor? Porque vocês não têm melhores anúncios de xampú? Porque vocês não tratam os empregados melhor?'...
Quando eu vejo jornalistas Ocidentais nos criticando - vocês não percebem que estão atirando no próprio pé? O Oriente Médio será bem mais perigoso se Dubai acabar. Nossa exportação não é petróleo, é esperança. Os egípcios ou libanêses ou iraquianos pobres crescem dizendo - eu quero ir pra Dubai. Nós somos muito importantes na região. Nós estamos mostrando como ser um país muçulmano moderno. Nós não temos fundamentalistas aqui. Os europeus não deveriam se vangloriar com a nossa derrocada. Vocês deveriam se preocupar... Vocês sabem o que vai acontecer se esse modelo falhar? Dubai vai cair pro mesmo caminho do Irã, o caminho islamista. ...
Ouça. Minha mãe costumava ir ao poço para pegar um balde de água todas as manhãs. No dia de seu casamento, ela ganhou uma laranja de presente porque nunca tinha comido uma. Dois de meus irmãos morreram quando eram bebês porque o sistema de saúde não existia ainda. Não nos julgue."


Quase todos os Emiratis se justificam usando a ameaça de islamismo como chantagem. Todo iman é indicado pelo governo e todo sermão é controlado para mantê-lo "moderado".

Existe uma minúscula minoria de Emiratis dissidentes. Segundo Mohammed al-Mansoori:
"Os ocidentais vêm aqui e vêem os shopping centers e os arranha-céus e pensam que somos livres. Mas essas empresas e esses prédios altos - são para quem? Isso é uma ditadura. A família real pensa que é dona do país, e o povo são seus servos. Não há liberdade aqui."

Al-Mansoori fez denúncias sobre violações dos direitos humanos em Dubai para a Human Rights Watch e a BBC:
"Eu fui levado pela polícia secreta e me disseram:  cale a boca, ou você vai perder seu emprego e seus filhos ficarão desempregados para sempre. Me confiscaram minha licensa de advogado e meu passaporte. Eu fui para a lista negra e meus filhos também. Os jornais estão proibidos de escrever sobre mim. ...
A maioria das companhias são do governo, então elas se opõem às leis de direitos humanos porque vai reduzir suas margens de lucro. É do interesse delas manter os trabalhadores como escravos."

Há apenas um grupo em Dubai que realmente tem maior "liberdade":  os gays, que se encontram em clubes para dançar, usar ecstasy e se encontrarem, mesmo que oficialmente, a homossexualidade seja oficialmente proibida e punível com 10 anos de prisão. Segundo um árabe gay:
"Dubai é o melhor lugar do mundo para os gays! Nós estamos vivos. Nós podemos nos encontrar. Isso é mais do que a maioria dos gays na Arábia podem fazer. A polícia pode invadir o clube mas eles só nos dispersam porque têm mais o que fazer."

Saleh, um soldado do exército saudita: 
"Na Arábia Saudita, é difícil ser hetero quando se é jovem. As mulheres são mantidas à distância então todo mundo só faz sexo gay. Mas eles só querem fazer sexo com meninos - 15 a 21 anos. Eu tenho 27 então sou muito velho agora. Eu preciso encontrar gays de verdade, então aqui é o melhor lugar. Todos os gays árabes querem viver em Dubai."

Segundo alguns, esse sistema socialista atrai incompetentes:
"Todas as pessoas que não conseguiram ser bem sucedidas em seus países acabam aqui, e de repente ficam ricas e são promovidas para muito acima das suas habilidades e se gama de quão boas elas são. Eu jamais encontrei tanta gente incompetente em cargos de direção como aqui. É absolutamente racista. Eu já tive moças filipinas trabalhando pra mim e fazendo o mesmo trabalho de uma moça européia, mas ela é paga 1/4 do salário. As pessoas que realmente fazem o trabalho são pagas uma ninharia enquanto esses gerentes incompetentes recebem 40 mil libras esterlinas por mês."


E como em todo regime socialista, Dubai é uma catástrofe ecológica e de desperdício. A cidade, em pleno deserto, mantém gramados irrigados, piscinas e até uma montanha artificial congelada para a prática de esqui com neve de verdade.

Numa cidade cuja principal indústria é o turismo, a água das praias é imunda, segundo conta uma funcionária de um hotel, em sigilo: 
"A qualidade da água ficava cada vez pior. Os hóspedes começaram a observar esgoto não tratado, preservativos usados, toalhas sanitárias usadas flutuando. Os exames encomendados pelo hotel revelaram que a água estava 'cheia de matéria fecal e bactérias numerosas demais para contar'. Em teoria, o esgoto era levado em caminhões para fora da cidade, mas na realidade os caminhões estavam em filas de 3 a 4 dias nas estações de tratamento e o esgoto acabava sendo despejado sem tratamento pelas tubulações fluviais em direção ao mar."

Essa funcionária desistiu de reclamar diante das ameaças anônimas:  "Pare de falar mal de Dubai, ou seu visto será cancelado e você será deportada."

"O que eu aprendi de Dubai é que as autoridades não dão a mínima para o ambiente. Eles estão bombeando toxinas para o mar, sua principal atração turística. Se houver problemas ambientais no futuro, eu já digo agora como eles vão lidar com isso - negar que está acontecendo, encobrir e continuar do jeito que está até um desastre total."

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Condensado do artigo de Johann Hari, "The Dark Side of Dubai"

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sábado, março 28, 2009

30 perguntas e respostas acerca da defesa da vida

Dificilmente as alegações dos abortistas e proponentes da eutanásia/eugenia atingem nível intelectual, mas de qualquer forma, eis alguns argumentos para usar no caso de alguem querer propôr ou justificar "cientifica ou filosoficamente" o assassinato de crianças no útero, dos deficientes e dos idosos.

1) O que significa a defesa da vida e por que eu deveria me importar com isso?
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O princípio fundamental do movimento em defesa da vida é que todos os seres humanos, em especial as crianças em gestação, merecem viver e não podem ser mortos para a conveniência de outras pessoas ou para exploração comercial (cosméticos, embriões congelados, pesquisas com células-tronco, economia das verbas de saúde, etc.). Isso vai além de dizer que deveríamos evitar o aborto ou se certificar de que os progenitores deram consentimento para uso do embrião.

Queremos dizer que os nascituros têm o *direito* à vida no útero como qualquer outro ser humano possui esse direito fora dele. O mesmo vale para os deficientes e pacientes terminais. A negação desse direito para os nascituros, doentes e deficientes baseada em seu estágio de desenvolvimento ou grau de incapacidade física ou mental deveria ser chamada de darwinismo ou eugenia, já que propõe que seres humanos sejam descartados por serem supostamente inferiores ou incapazes.

A seguir algumas citações que confirmam o darwinismo como proposta eugênica de eliminação de seres humanos:
"Entre os selvagens, os fracos de corpo e mente são logo eliminados. Nós, civilizados, fazemos o possível para evitar essa eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados, os doentes; instituímos leis para proteger os pobres... Isso é altamente prejudicial à raça humana."
"No futuro, não muito longínquo, se medido em termos de séculos, num determinado ponto as raças humanas civilizadas terão exterminado e substituído quase por completo as raças selvagens em todo o mundo."

O título completo do famoso livro de Darwin, que os abortistas fazem questão de omitir, era "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life", livro que foi sucesso de vendas na Alemanha logo antes da ascensão do nazismo.

Os defensores da vida tentam estender o círculo social de respeito e compaixão para os membros indefesos da nossa própria espécie, incluindo os nascituros, os quais também são capazes de sentir dor e medo. Quando tentamos fazer isso, vários de nós chegam à conclusão de que não podemos apoiar o aborto e a eutanásia.

Quaisquer áreas de discordância em potencial não desmentem os princípios que unem os defensores da vida:  compaixão e preocupação com a dor e o sofrimento dos humanos indefesos e responsabilidade perante Deus.

Um dos principais objetivos desta pequena lista de perguntas e respostas é endereçar algumas "justificativas" comuns que surgem quando o assunto é aborto. Tais "justificativas" ajudam a despistar algumas consciências, mas esta lista tenta mostrar que elas não servem como desculpa para o assassinato de crianças no útero, de deficientes ou doentes terminais.
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2) O que exatamente são direitos e que direitos podemos dar aos nascituros?
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Há uma interpretação bem clara de "direitos" que é plausível e nos permite evitar controvérsias e artifícios e desvios de retórica (erística).

Um "direito" é a conseqüência de um imperativo moral. Se devemos nos abster de executar um ato em relação a um ser, então esse ser tem o "direito" de que o ato não seja executado sobre ele.

Por exemplo, se nossa consciência nos diz que não devemos assassinar o próximo, então o próximo tem o direito de não ser assassinado. Essa interpretação de direitos é, de fato, intuitiva e a maioria das pessoas podem entender e concordar prontamente com ela.
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3) Esses grupos de defesa da vida não são hipócritas de clamar direitos para os nascituros e serem contra os direitos dos homossexuais, minorias e pobres?
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Os argumentos hipócritas são usados de várias maneiras. A maneira mais comum é a que segue:
"É hipocrisia clamar direitos para um feto mas não para um criminoso condenado à morte (ou direitos para homossexuais, minorias, pobres, etc), portanto, fetos não devem ter direitos."
Um argumento falacioso assim não necessita muita análise para ver como ele é completamente inválido.

Primeiro, alguém pode dizer que a proposta A (nascituros têm direito à vida) implica que a proposta B (criminosos têm direito à vida) é verdadeira. Se uma pessoa propõe A e não propõe B, mesmo se essa pessoa pudesse ser considerada hipócrita, isso não torna a proposta A necessariamente falsa. O que esse argumento tenta fazer é questionar a credibilidade da pessoa, mas não assegura nada quanto à validade da proposta A.

Segundo, a alegação de hipocrisia é frequentemente infundada. No exemplo acima, há base para se distinguir fetos e criminosos (culpados condenados à morte não têm sua vida terminada por mera conveniência como é o caso dos fetos inocentes), então a acusação de hipocrisia é infundada.

Finalmente, a acusação de hipocrisia pode ser reduzida na maioria dos casos ao simples darwinismo. Por exemplo, a dita frase pode ser reescrita assim:
"É hipocrisia clamar pelos direitos de um deficiente físico mas negá-los a um criminoso, portanto, deficientes físicos não possuem direitos."
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4) Que direito têm os defensores da vida de impôr suas crenças nos outros?
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Há uma diferença grande entre imposição de um ponto de vista e meramente fazer propaganda dele. Pessoas que apóiam a vida certamente não estão impondo suas opiniões no mesmo sentido que, digamos, a Inquisição Espanhola impôs sua visão de mundo.

Nós, contudo, sentimos o dever moral de apresentar nossas idéias ao público, e frequentemente aos nossos amigos e conhecidos. Há grandes precedentes para isso:  protestos contra a escravidão, protestos contra guerras, condenação do racismo, etc. Algumas pessoas podem ainda notar que a imposição mais grave é a do abortista ou proponente da eutanásia sobre suas vítimas inocentes e indefesas.

"Se a liberdade existe, ela significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir."
- George Orwell (escritor)

"Eu nunca infernizo as pessoas. Eu só digo a elas a verdade e elas acham que as estou infernizando."
- Harry S. Truman (trigésimo-terceiro presidente americano)
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5) Os direitos das crianças no útero não seriam apenas mais uma bobagem Cristã?
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É ridículo achar que uma idéia possa ser invalidada apenas rotulando-a de "bobagem Cristã".
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6) Dar direitos aos nascituros não significa diminuir o direito das mulheres?
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Todas as mulheres já foram nascituras, portanto os direitos das crianças no útero são direitos das futuras mulheres.
Na China, o aborto é legalizado e forçado pelo Estado e as meninas são as maiores vítimas de aborto. De acordo com as estatísticas do próprio governo comunista em 2004, nascem 117 meninos para cada 100 meninas que escapam do aborto.
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7) Hitler não era de direita e, portanto, contra o aborto?
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Isso é o mesmo que dizer que Hitler era pró-Judeu e, portanto, nem sequer pode ser levado à sério.

Embora Hitler encorajasse as mulheres "arianas" a terem muitos filhos, quando os nazistas chegaram ao poder em 1933, uma das primeiras medidas de Hitler foi legalizar o aborto. Em 1935, a Alemanha fazia 500 mil abortos por ano com uma população de 65 milhões. O aborto também foi adotado com a expressa finalidade de redução das populações "indesejáveis" em todos os territórios ocupados pelos nazistas e Hitler disse que executaria pessoalmente qualquer um que se opusesse ao aborto.

O aborto sempre esteve intimamente associado ao nazismo e sua eugenia racista e, de fato, a mentalidade que defende ambas as idéias é a mesma. O aborto tem como vítimas um número desproporcional de minorias e desfavorecidos, especialmente as crianças negras no Ocidente e as meninas na Ásia.

Margaret Sanger, a fundadora da organização abortista atualmente conhecida como Planned Parenthood, era uma proponente da eugenia forçada, segregação racial, aborto, imoralidade sexual e controle de natalidade.

Algumas citações de sua autoria:
"O controle de natalidade deve nos levar finalmente à uma raça mais limpa."
"Deveríamos contratar 3 ou 4 ministros de côr, preferivelmente com formação em serviço social e personalidades atraentes. A abordagem educacional mais bem sucedida com os negros é através do apelo religioso. Nós não queremos que saibam que nós queremos exterminar a população negra."
"A esterilização eugênica é uma necessidade urgente... Devemos prevenir a multiplicação dessa gente ruim."
"A Eugenia é... o caminho mais adequado e direto para a solução dos problemas raciais, políticos e sociais."
"O próprio controle de natalidade, frequentemente denunciado como violação da lei natural, não é nada mais do que uma facilitação do processo de eliminação dos inaptos, da prevenção do nascimento de defeituosos ou daqueles que se tornarão defeituosos."
"O desequilíbrio entre a taxa de natalidade dos inaptos e os aptos é a maior ameaça atual à civilização... o problema mais urgente hoje é como limitar e desencorajar a hiper-fertilidade dos mentalmente e fisicamente defeituosos."
"A campanha pelo controle de natalidade não tem meramente valor eugênico, mas é praticamente idêntico aos objetivos finais da Eugenia."
"Nosso fracasso em segregar os imbecis que estão aumentando e multiplicando... um peso morto de escória humana... uma classe de seres humanos incessantemente crescente, que jamais deveriam ter nascido."
Essas foram apenas algumas palavras da maior figura do abortismo, racismo, eugenia e controle de natalidade, Margaret Sanger, fundadora da organização milionária Planned Parenthood.

Nos Estados Unidos, os negros são 12% da população mas, absurdamente, 37% dos bebês abortados são negros. Uma a cada duas gestantes negras aborta sua criança sob o incentivo da organização abortiva-racista Planned Parenthood. O aborto contra crianças negras chega ao ponto de o reverendo Clenard Childress afirmar que "o lugar mais perigoso para um negro é no útero de sua mãe negra."
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8) As ditaduras direitistas e os facistas (militares, Pinochet, Franco, Mussolini) não eram contra o aborto?
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O problema com esse argumento é simples:  pessoas ruins e pessoas boas podem ambas acreditarem em coisas verdadeiras e corretas. Ou em outras palavras, só porque uma pessoa fez uma coisa errada (Fascismo, ditadura), isso não significa que todas as suas crenças sejam erradas.

Alguns poucos exemplos são suficientes para demonstrar isso. Os nazistas adotaram campanhas contra o cigarro. Por causa disso, deveríamos incentivar o tabagismo?

Pensadores em épocas antigas rejeitavam a idéia de libertação dos escravos e o fim da discriminação dos negros. Por acaso, isso significa que eles estavam errados em respeitar e conceder liberdade para outros grupos?

Tecnicamente, esse argumento é classificado como sofisma "ignoratio elenchus", ou seja, argumentação a partir de pontos irrelevantes.
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9) Não existe certo ou errado com relação à moral de cada um;  eu tenho a minha e você tem a sua, ok?
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Essa postura, conhecida como relativismo moral, é bem antiga e tem sido moda desde a virada do século XX, quando os relatos dos costumes de sociedades de outras regiões chegaram à Europa. Segundo esse relativismo, as proposições morais não são mais que declarações de uma opinião pessoal e, portanto, não teriam valor absoluto.

O principal problema com essa idéia é que os relativistas não têm como denunciar práticas execráveis como o racismo. Com que base eles vão condenar (se é que condenam) as idéias de Hitler de pureza racial? Será que deveríamos acreditar que ele estava falando uma verdade moral quando advogava a Solução Final?

Além da incapacidade de rejeitar como erradas as práticas de outras sociedades, os relativistas não podem contra-argumentar nem mesmo com aqueles que participam da mesma sociedade. Eles não podem repreender nem mesmo alguém que, por exemplo, se propuser a fabricar ração canina com carne humana vinda de pessoas mantidas em cativeiro, se esse alguém achar que isso seja moralmente justificável.

De fato, os relativistas não podem adotar o conceito de progresso moral da sociedade, já que eles não têm uma base para julgar o progresso moral. Nem mesmo faria sentido perguntar a um relativista moral sua opinião com relação a questões morais como a eutanásia, o infanticídio, ou o uso de fetos humanos em pesquisas.

Diante desses argumentos, os relativistas algumas vezes argumentam que a verdade moral é baseada nas crenças de uma sociedade, e essa verdade não seria nada mais do que a reflexão dos costumes ou hábitos de uma sociedade. Matar fetos seria aceitável, eles diriam, porque a maioria das pessoas pensam que é aceitável.

Evidentemente, eles não possuem um fundamento firme. Deveríamos portanto aceitar que a escravidão era justa antes da abolição e injusta depois? Será que todas as decisões morais poderiam ser decididas por pesquisa de opinião publica?

A conclusão é que existe uma verdade moral (se fosse de outra forma, a moral se tornaria vazia e sem poder prescritivo). Assim, aqueles que rejeitam os males da escravidão, discriminação racial e preconceito de gênero e aqueles que denunciam os males do darwinismo e defendem a vida têm muito em comum.
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10) Mas se os embriões forem criados exclusivamente para uso em pesquisas; o que há de errado nisso ?
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Essa questão parece ser uma versão mais disfarçada da frase "Mas nós queremos ter remédios, abortar, etc, então o que há de errado nisso?" A idéia de que um ato, por ser intencional, possa ser eximido moralmente é totalmente ilógica.

Mas pior que isso, talvez seja o fato de que tal crença é perigosa pois pode servir de justificativa para algumas práticas universalmente condenadas. Para ver como é isso, considere a seguinte frase baseada na questão:  "escravizar crianças pode ser justificável desde que nós as criemos para nosso uso."

Deste modo, não seria possivel um argumento desse ser usado para defender um grupo de senhores de escravo, que criam e escravizam humanos e justificam isso dizendo "mas eles foram criados para serem nossos escravos"? Os nazistas não poderiam ter defendido sua matança dizendo "mas nós os juntamos para matá-los"?

A vida humana tem um valor inerente, um valor que não aumenta ou diminui dependendo dos interesses de outras pessoas. Os experimentos de laboratório efetivamente reduzem os seres ao status de ferramentas descartáveis, para serem usados e jogados fora em benefício de outros. Aqueles que duvidam disso deveriam pensar nas implicações desse ponto de vista para os próprios humanos.

"Que moral vergonhosa e digna de párias é essa que se nega a reconhecer a essência eterna que existe em toda a criatura vivente e brilha com significância inescrutável para que todos os olhos capazes de ver o sol!"
- Arthur Schopenhauer (filósofo)
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11) Se o embrião não vai viver mesmo, porque então não podemos usá-lo?
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O assassinato de nascituros para obter suas células-tronco, por exemplo, é feita sob pedido (através da demanda do mercado), e com o apoio financeiro (através do pagamento) dos consumidores finais. Essa cumplicidade é indisfarçável. A sociedade não admite inocência daqueles que compram mercadorias roubadas só por "eles não terem cometido o roubo".

O uso de embriões desincentiva a busca da cura por outros meios melhores e fará com que surja uma monstruosa indústria de fabricação de humanos para consumo medicinal.
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12) As crianças abortadas não estão sendo poupadas de uma vida de sofrimento?
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Quem pergunta isso supõe três coisas:
Primeiro, supõe que as crianças abortadas estariam irremediavelmente destinadas ao sofrimento.
Segundo, assume que essas crianças prefeririam morrer do que viver com seu sofrimento.
E terceiro, finge crer que os abortistas estariam visando o interesse das crianças que eles estão para abortar.
Todas as três suposições são absolutamente incorretas.

É bem dificil dizer que, de alguma maneira, as crianças abortadas estejam sendo "poupadas". Elas não são poupadas sequer de mutilação durante o aborto, sendo normalmente retiradas do útero esquartejadas.

Os escravos viviam uma vida de sofrimento. Pela argumentação dos abortistas, deveriam tirar a vida dos escravos?
Ninguém em seu juízo perfeito aceita uma argumentação dessas.

Uma variação do tema "aborto beneficia suas vítimas" é a de que essa prática impede a super-população, o que salvaria os nascituros de morrerem de fome (algum abortista poderia dizer "uma curetagem é preferivel a morrer lentamente de fome" e ser levado à sério?).

A Rússia é um dos países que mais aborta e isso não melhorou em nada a situação deles - pelo contrário, é um país em vias de extinção.

A humanidade já passou inúmeros períodos de fome e peste. Por acaso deveria ter sido extinta naquela época para que ninguém mais sofresse de doença e fome? Milhares de seres humanos morrem de fome a cada dia. Deveriamos aceitar a idéia dos abortistas e matar as vítimas da fome de uma vez? Obviamente que não.
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13) A moral é uma construção puramente intelectual (nascituros não têm capacidade para compreender a moral) e isso significa que aplicar moral aos nascituros não faz sentido. Os nascituros não se importam conosco, então porque deveríamos nos importar com eles?
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Essa opinião de que deveriamos dar direitos apenas àqueles que forem capazes de respeitar os nossos direitos, é conhecida como argumento da reciprocidade.

Você andando numa rua não tem meios de agir reciprocamente em relação a uma pessoa desconhecida que passou pela mesma rua minutos antes. Assim, seria moralmente aceitável, sob essa visão, que aquela pessoa deixasse uma casca de banana ou uma armadilha que ferisse o próximo que passasse por ali?

A falha desse argumento pode ser facilmente demonstrada fazendo uma substituição simples:  bebês e crianças pequenas não compreendem a moral, isso significa que aplicar nossa moral às criancas não faz sentido? Claro que faz.
Nós evitamos a morte de crianças e bebês pelas mesmas razões que evitamos a morte de adultos. É irrelevante que eles não sejam capazes de conceitualizar um sistema moral e seus benefícios.

A distinção relevante é formalizada pelo conceito de "agentes morais" e "pacientes morais" (papéis morais ativo e passivo). Um agente moral é um individuo que possui a habilidade de conceitualização para lidar com princípios morais e usá-los para tomar suas decisões, e tendo tomado uma decisão, têm o livre arbítrio para agir de acordo com sua decisão moral. Por essa habilidade, é justo que os agentes  morais sejam responsabilizados pelos seus atos. O agente moral no paradigma humano é o homem ou a mulher adulta normal.

Pacientes morais, pelo contrário, não possuem as capacidades que os agentes morais têm e assim não podem ser responsabilizados pelos seus atos de maneira justa. Contudo, eles ainda possuem a capacidade de viver e portanto ainda são objetos de consideração pelos agentes morais.

Os bebês, as crianças pequenas, os deficientes mentais, os loucos e os bebês no útero são exemplos de pacientes morais.
Dado que os bebês não-nascidos são pacientes morais, eles fazem parte do universo de consideração moral, e portanto faz sentido ter a mesma consideração moral com os nascituros que temos com os humanos.
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14) Sua esposa está sob gravidez de risco. Qual você pediria ao médico para salvar:  sua esposa ou o bebê?
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Isso não informa nada sobre a validade de quaisquer princípios morais. A escolha de quem salvar não diz nada a respeito do que é certo ou errado. Eu poderia decidir salvar minha esposa com risco para o meu filho(a), mas isso não significaria que eu poderia abortar. Além disso, os abortos realizados não são devido à gravidez de risco.
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15) Um feto não é apenas um aglomerado de células?
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Ninguém pode afirmar isso de forma honesta. A diferença entre um feto e um aglomerado de células - como o que se extrai para testes de laboratório - é gigantesca.

Mesmo quando um aglomerado de células se multiplica, ele só se torna uma aglomerado maior. Mas as células do feto são únicas, se multiplicam, diversificam e formam as estruturas incríveis do organismo humano.

Um feto não é um aglomerado aleatório de células, é um ser vivo que contém toda a fisiologia e anatomia que formarão um homem ou uma mulher - e todo abortista sabe disso perfeitamente. Portanto, a pergunta fica desmascarada como uma vergonhosa tentativa desonesta.

Além disso, já ficou estabelecido que os fetos sofrem com o aborto. Certas respostas fisiológicas, como batimentos cardíacos acelerados e a existência de um sistema nervoso central confirmam esse fato.

Também importa o aspecto de que o feto está a caminho de ser um indivíduo comum e que o aborto, portanto, prejudica esse indivíduo.
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16) Não seria melhor que uma pessoa em coma morresse?
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Se uma pessoa está em coma, é possível que em um certo tempo, ela pode se recuperar - a pessoa sempre tem o potencial de voltar à consciência novamente. Por acaso, essa pessoa perde os direitos enquanto está em coma?
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17) Se os defensores da vida estão tão preocupados com a matança dos fetos, porque eles não adotam crianças?
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A falácia "ad hominem" significa literalmente "ataque o homem" (ou pessoa). Portanto, o ataque ad hominem é ataque à pessoa que apresenta um argumento em vez de atacar o argumento em si.

Em vez de lidar com o que a pessoa está dizendo, os abortistas atacam a própria pessoa. Isso é uma péssima forma de raciocínio porque no final das contas, o argumento não é refutado. Portanto, quando os abortistas julgam, ridicularizam, insultam ou caluniam o defensor da vida como pessoa, ele não ataca os argumentos em defesa da vida.

Assim, uma falácia ad hominem comum pode ser condensada na seguinte afirmação:  A menos que o defensor da vida esteja disposto a ajudar a criar as crianças que ela não quer ver abortadas, ela não tem o direito de impedir uma mulher de abortar.

Essa é uma afirmação que seria bizarra como princípio de ação moral. Por um lado, deixa uma questão sem resposta ao assumir que os não-nascidos não seriam totalmente humanos. Esses mesmos abortistas não condenariam o assassinato de uma criança mesmo se os pais dela chegassem para eles dizendo:  "A menos que vocês adotem nossos três filhos agora, vocês não têm o direito de nos impedir de matá-los." Obviamente, se os abortistas se recusarem a adotar essas crianças, isso não seria justificativa para os pais delas matarem-nas. Portanto, tudo depende apenas de o não-nascido ser humano.

Em segundo lugar, pense em todas as aberrações que poderiam ser facilmente derivadas de tal distorção de princípio moral: a menos que eu esteja disposto a me casar com a esposa de meu vizinho, eu não posso impedí-lo de espancá-la;  a menos que eu esteja disposto a adotar a filha do meu vizinho, eu não posso denunciar sua mãe por maltratá-la;  a menos que eu esteja disposto a contratar os ex-escravos, eu não posso condenar a escravidão...

É verdadeiro que qualquer um que defenda a vida tem uma obrigação moral de ajudar aqueles que necessitam, especialmente mães solteiras e órfãos (e há organizações dedicadas à essa tarefa para demonstrar que nós defensores da vida praticamos aquilo que pregamos).

No entanto, não há nexo lógico que implique que essa obrigação moral torne o aborto um bem só porque indivíduos que defendem a vida não estejam envolvidos em tal causa em um determinado momento.
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18) A teoria ética de contrato moral não demonstra que os nascituros não têm direitos ?
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O contrato moral é uma teoria ética que tenta caracterizar nossa moralidade por meio de acordos mutuamente benéficos, ou contratos. Por exemplo, ela explicaria nossa recusa em agredir-mo-nos uns aos outros dizendo que teríamos um contrato implícito:  "você não me agride e eu não vou agredir você".

A relevância do contrato moral para os direitos dos não-nascidos vem da suposição de que os nascituros são incapazes de participar de tais contratos, acompanhada da alegação de que os direitos somente podem ser concedidos àqueles que podem participar desses contratos. A grosso modo, isso quer dizer que nascituros não poderiam ter direitos porque eles não teriam a capacidade racional de consentir com um contrato que exigisse que eles respeitassem os direitos alheios.

Contudo, a teoria do contrato moral não oferece uma descrição realista do nosso comportamento e motivação morais. Imagine que perguntemos a uma pessoa comum por que ela pensa que é errado roubar seu vizinho. Será que ela responderia que "ela não roubando vai evitar que o vizinho a roube depois" ? Provavelmente não, em se tratando de uma pessoa com escrúpulos. Nem tampouco ela iria responder que ela e o vizinho possuem um acordo implícito para não roubarem um do outro.

Similarmente, nós não ensinamos às crianças que a razão pela qual elas não devem roubar seja porque assim os outros não vão roubá-las. E quando uma pessoa arrisca sua própria vida para salvar o filho de um estranho, essa pessoa não estaria fazendo isso como resultado de uma obrigação contratual. Certamente, quando alguém faz isso, é em resposta à aflição de alguém e não um resultado de obediência a um contrato.

Outros sugerem que crianças recebem um conjunto de "direitos reduzidos" para protegê-las delas mesmas. O problema então é que a redução dos direitos das crianças no útero está completamente fora de proporção. Se não é aceitável o uso de crianças para vivissecção sob a justificativa de terem menos direitos que um adulto, por que deveríamos permitir o extremo abuso que é o aborto sobre as crianças não nascidas.

Novamente, vem ao caso o exemplo da pessoa andando numa rua sem ter meios de agir reciprocamente em relação a uma pessoa desconhecida que passou pela mesma rua minutos antes. Assim, seria moralmente aceitável, sob a teoria de contrato moral, que aquela pessoa deixasse uma armadilha que ferisse o próximo que passasse por ali? E se uma pessoa renunciasse sua participação em quaisquer contratos morais implícitos e assim declarasse que estaria justificada em fazer o que bem entendesse?

Em suma, a teoria do contrato moral falha porque:
a) não representa o nosso comportamento e motivações no mundo real
b) permite que contratos injustos possam ser criados
c) não explica o porquê de concedermos direitos àqueles que não têm capacidade de participar de contratos
d) teria consequências impossíveis de resolver de forma prática.

A teoria do contrato moral então é demonstradamente uma teoria fracassada. É apenas uma teoria que alguns abortistas podem achar conveniente para negarem direitos aos não-nascidos.
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19) Há problemas mais urgentes do que os direitos dos fetos, tais como a pobreza, as crianças fora do útero que estão abandonadas, sem educação, etc;  você não tem nada melhor a fazer?
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Essa questão assume que é mais importante ajudar os nascidos do que ajudar os não-nascidos. Alguns caracterizariam isso como um argumento darwinista (veja a questão 1).

É comum invocar a noção utilitária de que a vida dos nascidos é mais preciosa e argumentar que há maior sofrimento e perda associada com a crueldade e negligencia com crianças e adultos do que com os nascituros. Isso levaria a acreditar que seria melhor empregarmos nossas energias lutando exclusivamente por outras causas humanitárias em vez de defender a vida dos bebês não-nascidos, doentes terminais e deficientes. No entanto, mesmo aceitando essa noção, há razões importantes para empregarmos nosso tempo e energia na questão dos não-nascidos.

O aborto é altamente nocivo para as mulheres. As que fazem aborto têm taxas elevadas de problemas psicológicos incluindo depressão, ansiedade, comportamentos suicidas e uso de drogas. O Dr. David Fergusson apóia o acesso irrestrito ao aborto e se descreve como "ateu racionalista e pró-escolha", mas em estudo promovido pelo governo da Nova Zelândia reconhece que o aborto é um procedimento médico-cirúrgico comum que tem reações adversas e os problemas de saúde mental se seguem ao aborto e não o contrário.

A defesa das crianças não-nascidas também é altamente benéfico para os demais humanos porque resultaria numa defesa dos valores familiares e o apoio à compaixão com os nascituros tem toda a probabilidade de render dividendos sob a forma de maior compaixão com os demais humanos.

O movimento em defesa da vida *é parte* do movimento pelos direitos humanos. A base na qual os direitos do não-nascido se fundamenta é a mesma base dos direitos humanos. Assim, aqueles envolvidos com o movimento em defesa da vida são parceiros na luta pelo respeito aos direitos humanos - os direitos da mulher, das minorias, etc... Esse movimento é construído com a mesma "argamassa" moral que o movimento dos direitos humanos.
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20) Há regiões em que o nascimento de crianças diminui a disponibilidade de alimentos;  como alguém resolveria isso sem o aborto?
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A defesa da vida não é utilitarista e a vida das crianças não-nascidas deve ser defendida ainda que isso custasse mais.

No entanto fica óbvio que é muito mais caro no longo prazo financiar o envio, treinamento e equipagem de um abortista do que enviar insumos agrícolas e treinar fazendeiros.

Nos custos devem ser computado os fatos:
- toda pessoa que se torna abortista profissional é um médico a menos para salvar vidas e curar doentes;
- toda pessoa abortada é uma pessoa a menos que iria contribuir para a economia de inúmeras formas;
- aborto não resolve nada a longo prazo, pelo contrário, só complica;
- um aborto pode variar de $370 a $3000 dependendo do tempo de gravidez;
- os custos de cuidados psicológicos à gestante diante das seqüelas do aborto.

Dennis Howard, presidente do grupo pró-vida Movement for a Better America, pesquisou o impacto econômico do aborto desde 1995 e concluiu que os 50.5 milhões de abortos desde 1970 custaram aos Estados Unidos cerca de 35 TRILHÕES de dólares em PIB. Se forem incluídos os bebês perdidos através de métodos contraceptivos, pílulas abortivas e esterilização o custo sobe para 70 TRILHÕES.

Esse custo ocorre sob a forma de perda de produtividade com menor número de trabalhadores contribuindo para a sociedade, menor contribuição para os governos locais, estaduais e federal que passam a ter menos recursos para pagar educação, saúde e segurança pública e também menor contribuição para o sistema de previdência social, que está à perigo de quebrar por ser financiado por uma proporção menor de trabalhadores em relação ao número de aposentados.

A abordagem de Howard é mais conservadora do que a usada por agências do governo, como a agência ambiental EPA, que calcula 7.8 milhões de dólares por vida humana, e que se fosse calculado no custo dos abortos chegaria a um total de $390 TRILHÕES.

Steven Mosher, presidente do Population Research Institute afirmou em 2007 que "Quando você olha para as projeções que demonstram que nossa população está rapidamente envelhecendo nas próximas décadas, quando você vê nossa economia e programas do governo como o Seguro Social sob risco de quebra, pode ver que a taxa anual de natalidade de 0.9% não é o suficiente."
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21) Mas não foi comprovado que a legalização do aborto reduziu o número de crimes nos Estados Unidos?
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Essa alegação infundada foi publicada por Steven Levitt em seu livro Freakonomics e postulava que a taxa de criminalidade poderia ser reduzida com a legalização do aborto.

Essa teoria se baseia em duas premissas:
1) crianças não desejadas seriam mais propensas ao crime e
2) o aborto legalizado levaria a uma redução no número de filhos não desejados

Os abortistas assim acabam afirmando que a criminalidade diminuiu porque os "futuros criminosos" foram executados ainda no útero. Que conveniente!

Levitt atribuiu a diminuição na delinqüência juvenil nos anos 90 ao fato de que as taxas de aborto aumentaram nos anos 70, mas na verdade ele cita 3 outros fatores antes de citar esse:  o aumento do policiamento, aumento da captura e prisão de criminosos e término da epidemia de crack. O autor documentou todos os 3 fatores em seu livro, enquanto que o último que é propalado pelos abortistas figura apenas como sugestão desacompanhada de dados.

Primeiramente, é óbvio que correlação de dois eventos não implica que um seja a causa de outro. Portanto, o aumento do aborto não é comprovado como causador da redução da criminalidade meramente por um evento ter acontecido depois do outro.

Os abortistas se aproveitam da coincidência do evento Row vs Wade com os seguintes fatores de redução da criminalidade:  leis mais rígidas, prisões, maiores sentenças, pena de morte (que quadruplicou dos anos 80 para os 90), porte de arma, tolerância zero e o crescimento econômico. Foram esses os principais fatores que reduziram a criminalidade nos anos 90.

Segundo, dois economistas do Fed descobriram furos graves nos dados usados pelos autores do Freakonomics. Além disso, os autores do Freakonomics omitiram qualquer distinção entre o número de abortos na década de 70 e a de 90.

Tampouco sequer levaram em conta o efeito que o aborto tem nos pais da criança abortada - um homem que tem filhos é menos propenso a cometer crimes do que um homem sem filhos. Portanto, logo de início o aborto tem como efeito o aumento da criminalidade.

Conforme demonstrado por John Lott Jr em seu livro Freedomnomics, a liberação do aborto também aumenta a criminalidade por induzir os jovens a praticar sexo frivolamente achando que se houver gravidez indesejada, vai ser fácil resolver com um aborto.

Quando chega a gravidez, muitas mães não têm coragem de abortar. A criança nasce e cresce sem um ambiente familiar sadio e sem o pai e isso pode levar à maior delinquência. O aumento do número de crianças nascidas fora de um ambiente familiar é maior do que a redução do número de crianças indesejadas, então, há aumento líquido de condições favoráveis à criminalidade.

Outras questões importantes frisadas por John Lott Jr:

1) Se o aumento dos abortos fizesse a criminalidade cair, faria cair primeiro com relação aos criminosos mais jovens e gradualmente até os mais velhos. Nos EUA, ao contrário, a criminalidade começou a cair entre os mais velhos e caiu gradualmente até chegar nos mais jovens.

2) A proporção de assassinatos cometidos por aqueles que seriam os primeiros "beneficiários" na idade em que completaram 14-17 anos foi 3.6 vezes maior do que a proporção de assassinatos cometidos por rapazes que nasceram antes da legalização do aborto, em 1966 a 1970. Ou seja, a proporção de assassinatos cometidos por aqueles que nasceram DEPOIS de Roe vs Wade, entre 1975 e 1979 é maior que os assassinatos cometidos por aqueles que nasceram ANTES de Roe vs Wade, entre 1966 e 1970 (ambos os grupos tendo a mesma faixa de idade de 14 a 17 anos).

Se o aborto realmente diminuísse a criminalidade, 14 a 17 anos depois da liberalização a proporção de crimes cometidos nessa faixa de idade seria menor pois menos crianças indesejadas escaparam da onda de abortos ocorrida 14 a 17 anos antes.

Aconteceu o contrário:  os jovens pós-abortismo cometeram ainda mais crimes do que as gerações anteriores, portanto, se o mesmo critério do Freakonomics fosse usado deveríamos concluir que o aborto provoca mais crimes.
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22) Sem aborto, como teríamos as vacinas benéficas obtidas a partir de células de fetos abortados?
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Elas são vacinas contra varíola (Acambis), ebola (Crucell), gripe (Vaxin, MedImmune), hepatite (Glaxo, Merck), HIV, sarampo, varicela, caxumba e rubéola (Merck), Pólio e Raiva (Aventis) e septicemia (Eli Lilly).

Além dessas vacinas não serem propriamente "benéficas" devido a inúmeros riscos - como, por exemplo, o da presença de material genético em mutação - o uso de tecidos de crianças abortadas é completamente desnecessário.

Há vacinas comercialmente disponíveis que são fabricadas a partir de células de rins e embriões de animais sem necessidade de uso de cadáveres de crianças humanas abortadas.

Também, os tecidos de crianças abortadas para pesquisa de vacinas foram de bebês abortados nos anos 60. Os bebês abortados não são "matéria-prima" para vacinas.

Vale acrescentar que a rubéola é uma doença infantil não letal para crianças acima de 3 meses de concebida. Já haviam 2 vacinas contra a rubéola no mercado e os japoneses isolaram o vírus meramente passando um cotonete na garganta de uma criança infectada. Portanto, fica evidente que a vacina contra rubéola usando um bebê abortado surgiu apenas com o intuito de fabricar uma justificativa para a pesquisa em fetos humanos.

Com o questionamento sobre as vacinas, o abortista quer implicar que haveria uma cumplicidade moral, como se ser beneficiário incidental de um crime fosse igual a ser cúmplice. A realidade é que ser beneficiário de um ato imoral pregresso não é necessariamente errado. Todos somos beneficiários de erros e crimes dos antepassados.

Nos casos de vacinas existentes derivados de experimentos em embriões, o mal já foi feito. Não haveria nada a ganhar em recusar o tratamento se a empresa que fabrica a vacina já parou de usar mais embriões humanos.
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23) É praticamente impossível eliminar o aborto. Mesmo proibido, ainda haverão mulheres que abortarão.
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Sim, isso é tão difícil quanto eliminar todos os crimes cometidos pelo ser humano.
Por essa lógica, não deveríamos tentar impedir criminosos de assassinar outras pessoas, já que é praticamente impossível eliminar o assassinato.
Portanto, essa alegação não justifica uma "temporada de caça aos nascituros".

Um objetivo razoável, diante da realidade atual, é impedir que o aborto seja legalizado. Isso bloquearia grande parte do problema.
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24) E os espermatozóides e óvulos? Eles também têm direitos?
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Um espermatozóide e um óvulo são apenas células que transportam material genético. O indivíduo humano só surge quando o material genético de ambos tipos de células é reunido e combinado durante a concepção.
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25) Os nascituros são abortados tão rapidamente que eles não sentem nenhuma dor e nem sabem que estão sendo abortados. Portanto, o que há de errado com o aborto?
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Essa opinião só pode ser aceita por aqueles que ainda não tomaram conhecimento dos métodos de aborto e da reação da criança prestes a ser assassinada.

Os nascituros lutam por suas vidas à medida que sentem a agonia do medo da morte. Somente as pessoas que nunca viram um aborto poderiam dizer que esses nascituros não sentiriam terror e dor ou não estariam cientes de que estão sendo mortos.
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26) Como voce justifica perdermos os avanços médicos que salvariam vidas humanas com a proibição do uso de embriões?
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Da mesma maneira que justificamos a não-realização de experimentos forçados em humanos nascidos, como por exemplo, em deficientes mentais. Os avanços médicos que salvam vidas não podem ser atingidos a qualquer custo. Devemos entender que existem ganhos que são obtidos da maneira errada, e que os frutos em potencial do uso de embriões humanos se enquadram nisso.

Essa questão também devia ser considerada um insulto velado à criatividade e à capacidade dos cientistas. Embora humanos nunca estiveram em Plutão, os cientistas têm colhido muita informação a seu respeito. Porque tais proezas científicas não seriam repetidas em outros campos?
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27) Não há circunstâncias em que não há alternativas ao uso de embriões?
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Essas circunstâncias não existem. As pesquisas com células de adultos estão sendo bem sucedidas enquanto que não há nenhum resultado significativo com células de embriões.

E mesmo que houvessem circunstâncias sem alternativa ao uso de embriões, a resposta sucinta seria:  "E daí?"

A sociedade está contente o bastante em ignorar o conhecimento que seria adquirido à custa de obrigar grupos humanos indefesos a serem testados, e isso inclui crianças, os mentalmente retardados, idosos e doentes. Isto é, uma decisão moral prévia foi tomada para excluir esses indivíduos da experimentação, e deixar de considerar qualquer conhecimento potencial derivado desta maneira.

Da mesma forma que as justificativas oferecidas pelos nazistas nos campos de concentração eram moralmente ilícitas, assim também são todos e quaisquer benefícios que possam advir da experimentação em embriões.
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28) Mas e se os nascituros se beneficiarem também, isto é, através de um avanço na medicina neonatal?
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A imoralidade das violações do direitos à vida não é atenuada pela alegação de que as vítimas e beneficiários são da mesma classe.
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29) Mas não é verdade que os nascituros abortados vão direto para o céu/paraíso? Não estaríamos fazendo um favor a eles ao impedí-los de sofrerem e serem julgados?
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Para cada criança abortada, há dezenas de almas penduradas por um fiapo diante do abismo:  a mãe, as pessoas que a encorajaram a fazer aborto, os doutores e enfermeiros abortistas, todos os que cooperaram material ou intelectualmente com a obra macabra.

A certeza é que aqueles que abortam, ajudam a abortar ou tentam justificar o aborto com tais ironias estão sob iminência de receber castigo eterno.
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30) Poderia fazer um breve resumo de Quem é Quem no movimento em defesa da vida?
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Dr. Bernard Nathanson - ex-médico abortista responsável por mais de 75 mil crianças mortas, mas que se arrependeu depois da invenção da ultra-sonografia na década de 70, que o permitiu observar as crianças não-nascidas. Em 1984, ele filmou o documentário The Silent Scream, que mostrou um aborto da perspectiva de ultra-sonografia. Seu segundo documentário lida com os abortos tardios. Ele também afirma que as estatísticas de abortos ilegais que ele citava quando ainda era abortista eram todas mentirosas. Dr. Nathanson se converteu ao Catolicismo.

Susan B. Anthony - proeminente ativista pela igualdade, direitos civis e sufrágio feminino, que no entanto, rejeitava o aborto.

Nat Hentoff - colunista de esquerda que rejeita o aborto e que, por isso, foi boicotado pelos colegas da redação da The Village Voice onde ele trabalhava há 50 anos.

Norma McCorvey - ou Jane Row da disputa legal "Roe vs Wade", que queria abortar seu bebê e alegou ter sido estuprada, mas que hoje afirma que mentira sob manipulação de seus advogados. McCorvey se converteu ao Cristianismo, depois Catolicismo, e passou a defender a vida.

Flip Benham - pastor e ativista pró-vida da Operation Save America, foi quem levou Norma McCorvey a reconsiderar sua opinião sobre o aborto e esteve envolvido em várias manifestações pró-vida, sendo preso em várias delas.

Dr. C. Everett Koop - foi um cirurgião geral do governo americano (mais ou menos um ministro da saúde) que escreveu The Right to Live, The Right to Die, sobre aborto, infanticídio e eutanásia. Depois escreveu, com Francis Schaeffer, What Ever Happened to the Human Race?, denunciando o aborto como prostituição da medicina. O presidente Reagan havia encomendado a ele um relatório sobre os efeitos nocivos do aborto nas gestantes, mas ele havia jurado exercer seu cargo com isenção, além de não querer tornar a causa pró-vida em interesse utilitário ao caracterizar o aborto como problema de saúde da gestante e não da criança.

Dr. John C. Willke - presidente do National Right to Life Committtee, que ajudou a liderar o movimento em defesa da vida nos anos 80.

Gianna Jessen - ativista pela vida e cantora, sobrevivente de um aborto. Gianna nasceu prematuramente e com atrofia e problemas de locomoção.

Sarah Smith - ativista pela vida e sobrevivente do aborto que matou o irmão dela. Sarah nasceu com vários problemas físicos.

Wendy Wright - vice-presidente do Concerned Women for America, ativista que trouxe atenção para os riscos da droga abortiva RU-486 e para o fato de que a pesquisa com células de embriões não deram resultados.

Francis Schaeffer - pastor presbiteriano que ajudou a fazer surgir entre os evangélicos um retorno ao ativismo político contra o aborto e o humanismo secularista no final dos anos 70.

Randall Terry - ativista e músico pró-vida que fundou a organização Operation Rescue e foi preso mais de 40 vezes em protestos contra clínicas de aborto. Foi porta-voz dos pais de Terri Schiavo.

Terri Schiavo - sofreu de estado vegetativo persistente durante 15 anos e foi motivo de disputa judicial entre seus pais, que queriam que ela continuasse a receber suporte médico, e seu ex-marido Michael Schiavo, que queria que seus tubos de alimentação fossem retirados para que ela morresse de uma vez.

Eluana Englaro - uma mulher italiana que sofreu um acidente e ficou em estado vegetativo persistente durante 17 anos até que seu pai pediu que seus tubos de alimentação fossem retirados para que ela morresse. As autoridades inicialmente se recusaram, mas foram compelidas pelo poder judiciário.

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FINALMENTE ...
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31) Eu li esta lista de perguntas e respostas e não fiquei convencido. Nascidos são nascidos, fetos são fetos;  porque é tão difícil enxergar isso?
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Então explique:
O que há de errado com o canibalismo?
O que há de errado com a escravidão?
O que há de errado com o preconceito racial?
O que há de errado em matar crianças e doentes mentais?
O que há de errado com os experimentos nazistas em humanos?

Os defensores da vida podem responder a essas questões de forma consistente e imediata. Você não pode.

Suas respostas envolvem qualidades que, se você for objetivo, podem ser aplicadas aos nascituros.
Por exemplo, os experimentos dos nazistas eram errados porque suas vítimas eram nascidas, ou porque elas foram mortas e prejudicadas?

Não é difícil ver que nascidos são nascidos e fetos são fetos. O que é difécil enxergar é como essa frase possa ser considerada algo mais do que uma redundância vazia.

Se há diferenças relevantes que justifiquem diferenças no tratamento, quais são? Os abortistas têm falhado repetidamente em basear as diferenças no tratamento dos nascidos versus não-nascidos.

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sábado, março 07, 2009

Texto recomendado: As mulheres eram felizes e não sabiam

As mulheres eram felizes e não sabiam

Trechos em destaque:

"mulher não foi feita para pegar no pesado. Isso é coisa para homens !  Eu, infelizmente, só descobri isso depois dos 30 e aí já era tarde. Lá estava eu, com a obrigação de ser “moderna”???????"


"Hoje, mulher nenhuma desmaia, porque se for dentro de um ônibus vai ficar esparramada no chão, porque em tempos de pós-modernidade, sumiram os cavalheiros. E pensar que fomos nós mulheres que começamos esse processo de extinção!"


"Ando pensando até em fundar uma ONG, em defesa da libertação da mulher. Libertar dessa obrigação absurda, de TER que dividir despesas com um sujeito que a mãe natureza equipou com músculos fortes. Feitos justamente para o trabalho pesado e que não tem variações hormonais. Que nem sangram mensalmente!"

Ver também os artigos 
Um Retorno ao Cavalheirismo 
Cavalheirismo e Masculinidade Cristã
Por que os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa?

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domingo, novembro 16, 2008

Os piores livros do século 20

Os piores livros do século 20:

A revista conservadora Human Events e o Intercollegiate Studies Institute (ISI) ambos criaram suas listas dos livros mais perniciosos do século 20. Útil para saber como e porquê chegamos até esse ponto, e para conhecer o arsenal dos esquerdistas.

Eis a lista, segundo a classificação da Human Events:

1) O Manifesto Comunista - Karl Marx e Freidrich Engels

Resultou no Império do Mal Soviético, seus gulags e a fome ukraniana.

2) Mein Kampf - Adolf Hitler

Resultou na Alemanha nacional-socialista e o genocídio dos campos de concentração.

3) Citações do Presidente Mao (Livro Vermelho) - Mao Zedong

Resultou na China comunista, seus laogais e a Revolução Cultural genocida.

4) Relatório Kinsey (Comportamento Sexual no Macho Humano) - Alfred Kinsey

Eleito o terceiro pior na lista do ISI. Livro de um zoologista picareta que tentou dar credibilidade científica à promiscuidade e desvios sexuais, considerando-os normais e chegando até mesmo a sugerir que sexo entre adultos e crianças seria benéfico.

5) Democracia e Educação - John Dewey

Eleito o quinto pior na lista do ISI. Um livro que rejeitou a religião tradicional e os padrões absolutos de moral, fez dos meios um objetivo e propôs que a educação fosse direcionada para a aquisição de habilidades em vez de educar para a formação de caráter, resultando nas péssimas escolas públicas que hoje corrompem os jovens.

6) O Capital - Karl Marx

O livro que previu a destruição do capitalismo e falhou miseravelmente.

7) A Mística Feminina - Betty Friedan

Um livro que denegriu mães que não trabalham fora e cuidam da casa, caracterizando a vida no lar como um "campo de concentração".

8) Curso de Filosofia Positivista - Auguste Comte

Livro que negou a existência e atuação de Deus no mundo, propondo a "sociologia" onde o ser humano sozinho, através da ciência, determinaria seus rumos.

9) Além do Bem e do Mal - Freidrich Nietzsche

Outro livro atacando a fé em Deus, propondo em seu lugar que os homens fossem guiados amoralmente por sua "vontade de poder".

10) Teoria Geral do emprego, juros e dinheiro - John Maynard Keynes

Receita de bolo para a expansão eterna do governo na vida das pessoas.

Na lista dos piores eleitos pelo ISI, figuram:

1) Atingindo a Maioridade em Samoa - Margaret Mead

Autora feminista - não confundir com a mega-abortista eugenista Margaret Sanger - que prometeu aos liberais que o paraíso da promiscuidade sexual existia e funcionava bem numa ilha do Pacífico.

2) Comunismo Soviético: Uma Nova Civilização - Sidney e Beatrice Webb

O casal de propagandistas soviéticos que mentiu adoidado para fazer o Império do Mal parecer que estava dando certo.

4) O Homem Unidimensional - Herbert Marcuse

Livro contendo apologia das depravações sexuais e que serviu como ponto de partida teórico dos anos 60 e do pós-modernismo.

6) A Personalidade Autoritária - Theodor Adorno

Clássico Ad-Hominem. Adorno tentou demonstrar "cientificamente" que todas as idéias contrárias às dele eram fruto de desequilíbrio psicológico.


Depois destes, os demais livros citados são um verdadeiro zoológico das idéias estapafúrdias e totalmente despidas de evidências comprovantes em toda a história humana.
Em geral, são livros que:

- caracterizam todos os impulsos nobres como mera defesa de interesses econômicos,
- colocam o corpo e seus impulsos libidinosos (ou não) acima da alma e do espírito,
- defendem a sexualidade sem moralidade e sem emoções,
- denigrem o Ocidente e, especialmente, os Estados Unidos,
- defendem e justificam genocidas comunistas,
- promovem racismo dos negros contra quem não é negro,
- promovem alarmismo ecológico ou malthusiano,
- atacam a fé em Deus através de teologia de libertação, sofismas e evangelhos apócrifos,
- à guisa de ajudar os pobres, defendem o crescimento e a intromissão estatal na vida das pessoas,
- memórias e biografias mentirosas,
- propaganda de entorpecentes,
- defendem a puerilidade, frivolidade e leviandade em geral,
- defendem a suscetibilidade e os litígios,
- defendem o relativismo intelectual e moral,
- defendem o marxismo,
- promovem a eugenia através do aborto,
- promovem o pacifismo que cede a tiranos genocidas,
- atacam a racionalidade,
- defendem a violência e o terrorismo.

Mais Menções Desonrosas: Paul Ehrlich (A Bomba Populacional), Lênin, John Stuart Mill (Utilitarismo), Skinner, Georges Sorel, Herbert Croly, Darwin, Michel Foucault, Ralph Nader (histeria anti-capitalista), Simone De Beauvoir, Antonio Gramsci, Rachel Carson (histeria ambientalista), Frantz Fanon, Sigmund Freud, Charles Reich e Clube de Roma.


FONTES:
Human Events
Intercollegiate Studies Institute (ISI)

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quarta-feira, novembro 28, 2007

Abortismo é obra da eugenia e é esquerdista

Uma das maiores imundícies esquerdistas - e é bom expôr para que todos saibam.

O abortismo é obra da eugenia, que é obra esquerdista.

A proposta de eugenia foi criada por Sir Francis Galton, primo de Charles Darwin, que encantou-se com "A Origem das Espécies" e decidiu pesquisar a relação das habilidades humanas com a hereditariedade. Em seu livro de 1883, "Inquiries in Human Faculty and its Development", ele propôs o primeiro esquema eugênico, recomendando o incentivo monetário às famílias de pessoas brilhantes cujos filhos se casassem cedo.

Suas pesquisas deram origem aos primeiros testes de inteligência, avanços na estatística e o método de identificação usando impressões digitais.

Mas o movimento pela eugenia logo passou a recomendar a esterilização dos "burros" e mentalmente deficientes, e nos EUA do início do século XX, acabou por tomar como alvo os mais pobres em vez de apenas os menos capacitados.

Uma das pioneiras desse tipo de eugenia foi a militante socialista Margaret Sanger, fundadora da American Birth Control League, que mais tarde se tornou a Planned Parenthood. Sanger esteve em contato com todo o tipo de entidades nefastas, como a militância feminina dentro da Klu-klux-klan e o antropólogo nazista Eugen Fischer.

Sanger promovia a idéia de "higiene racial" através de "eugenia negativa", em contraste com a "eugenia positiva" proposta por Sir Galton. Para ela, a multiplicação dos "incapazes" era a "maior ameaça atual à civilização" e sugeria ao Congresso que fosse criado um departamento especial para estudar os problemas da população a fim de aumentar o nível e a inteligência geral da população.

Seus pronunciamentos eram eivados de racismo: "Quanto mais descemos na escala do desenvolvimento humano, menor controle sexual observamos. Diz-se que o Australiano aborígene, a espécie de humano mais inferior conhecida, apenas um degrau mais alto que um chipanzé em termos de desenvolvimento do cérebro, tem tão pouco controle sexual que somente a força policial o impede de buscar satisfação sexual em público." (do seu livro de 1920, "What Every Girl Should Know").

Em seu livro de 1932, ironicamente intitulado "A Plan for Peace", Sanger argumentava por "Uma política rígida e severa de esterilização e segregação para aquela categoria de população cuja progenia já esteja contaminada ou cuja hereditariedade é tal que características indesejáveis possam ser transmitidas à prole."

Sanger via no controle de natalidade um meio de impedir crianças "disgênicas" de nascerem. Em breve vários líderes do movimento eugênico começaram a clamar pela eutanásia dos "inaptos". William Robinson defendia o envio de crianças para a câmara de gás: "A melhor coisa seria aplicar gentilmente o clorofórmio a essas crianças ou dar uma dose de cianeto de potássio".

Quando a Alemanha nazista adotou os princípios da eugenia para criar a "raça mestre" germânica, Sanger se omitiu de denunciar publicamente o programa racista e anti-semita dos nazistas.

Como um programa governamental de extermínio de crianças causou muita repugnância, Sanger propôs que o "controle" fosse feito individualmente e assim esboçou a fachada do "direito de escolha": "Mantemos que uma mulher possuidora de um conhecimento adequado de suas funções reprodutivas é quem melhor pode julgar o momento e as condições sob as quais sua criança será trazida ao mundo. Nós ainda mantemos que é seu direito, independente de todas as outras considerações, determinar se ela terá a criança ou não, e quantas crianças ela terá se ela optar em se tornar mãe... Somente através de uma maternidade livre e auto-determinada poderá se estabelecer uma estrutura inabalável de melhoria racial." (artigo "Birth Control and Racial Betterment" publicado em "The Birth Control Review" nro. 3)

Fica evidente que o "direito de escolha" fora proposto pela primeira líder do movimento abortista moderno como forma de "melhoria racial" e não como defesa dos direitos da mulher (matar os filhos).

Embora qualquer abortista de hoje omita essa informação, mesmo sendo abortista, Sanger via o aborto como algo ruim: "ninguém pode duvidar que há vezes em que um aborto é justificável... os abortos se tornarão desnecessários quando os cuidados forem tomados para prevenir a concepção. A prevenção é a única cura para os abortos". (de "Family Limitation", de 1916)

Em sua autobiografia publicada em 1938, ela escreveu palavras bem claras quanto ao que é o aborto: "Para cada grupo explicamos o que era a contracepção; que o aborto era a maneira errada - não importa o quão cedo era feito, era tirar uma vida; que a contracepção era a melhor maneira, a mais segura - ele levava um pouco mais de tempo e incômodo, mas valia a pena no longo prazo, porque a vida ainda não tinha começado."

As palavras sinceras da maior patrocinadora do abortismo reconhecem que aborto é tirar uma vida e que a vida começa na concepção. Fica assim comprovada mais uma fraude na história do abortismo: os abortistas de hoje apenas pregam uma mentira, que nem mesmo a fundadora desse movimento acreditava, para avançar o assassinato de crianças.

Mais sobre o histórico de fraudes do movimento abortista:

Cabeça de Abortista

Escolha o Adjetivo

Lógica de Abortista

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terça-feira, setembro 04, 2007

A Hegemonia Petista explicada: Marxismo cultural anti-cristão

Texto baseado numa transcrição da palestra do Pe. Paulo Ricardo
(A transcrição não foi revisada pelo autor.)

MARXISMO CLÁSSICO VERSUS MARXISMO CULTURAL


O marxismo cultural faz questão de não ser identificado com o marxismo clássico.
O marxismo cultural não apenas é uma cultura anti-cristã, como também tenta ludibriar as pessoas fazendo passar idéias anti-cristãs como cristãs. Por exemplo, a idéia de paz mundial sem Cristo, simbolizada pelo logotipo da cruz invertida e com os braços quebrados.

A democracia precisa de uma base moral, de respeito mútuo onde possam conviver juntos a esquerda e a direita. Mas devido ao marxismo cultural, as coisas mudaram de tal maneira que o que antes era esquerda, virou centro; o que antes era a ultra-esquerda, virou a esquerda atual; e o que era direita, praticamente desapareceu do cenário político.

O manifesto comunista de Marx convocava os trabalhadores proletários de todo o mundo para que se unissem e se revoltassem contra os grandes proprietários. Sob esse perspectiva, Marx previa um grande conflito em toda a Europa em que os "trabalhadores oprimidos" atacariam os "patrões opressores" segundo os interesses de sua classe econômica.

Contudo, o conflito ocorreu mas não como fora previsto pelos marxistas. A Primeira Grande Guerra começou em 1914 e durou até 1919. O Kaiser alemão dizia "não há mais partidos, somos todos alemães" e trabalhadores se voltaram contra trabalhadores de outros países, cada um defendendo os "interesses de seus patrões".

Em 1917, a revolução bolchevique deu uma esperança aos marxistas, embora todas as outras tentativas de revolução comunista fracassaram.

Em 1919, a revolução Espartacista em Berlin, com Karl Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Spartacus, fracassou.

Também em 1919, houve o governo do Soviete de Munich, cujo governo provisório não conseguiu atrair o apoio dos trabalhadores.

Na Hungria, o governo provisório de Bela Kun, do qual participava o filósofo Georg Lucács, também fracassou.

Na Itália houve a revolta sindicalista em Turim, que também fracassou.

Esses fracassos consistiram num grande problema teórico para o marxismo: por que a realidade não segue a teoria? Um cérebro normal rejeitaria a teoria se ela não é compatível com a realidade, mas o cérebro marxista não é normal: se a realidade não confirma a teoria, pior para a realidade!

Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.

A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.

Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã.

No entanto, isto criou um cisma no marxismo. No Ocidente, começou-se a lutar por uma outra espécie de marxismo diferente do marxismo ortodoxo que era praticado no Oriente, por trás da Cortina de Ferro.

O MARXISMO CULTURAL


Maurice Merleau-Ponty, um filósofo francês, cunhou a expressão "marxismo ocidental" para designar esse outro marxismo heterodoxo e herético aos olhos dos comunistas russos. Stalin odiava os comunistas do Ocidente por não aceitarem as ordens de Moscow apesar de também serem marxistas.

Vários filósofos e escritores famosos no Ocidente pertenceram a esse marxismo ocidental. Ernst Bloch (importante influência na revolução estudantil européia), Walter Benjamin, Jean Paul Sartre, Louis Althusser, Jürgen Habermas (que uma vez debateu com o então cardeal Ratzinger).

Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise da teoria marxista (por que a realidade não estava seguindo a teoria?) que vinha desde 1919. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács. Felix Weil vinha de uma família rica e gastou o dinheiro do pai criando e sustentando financeiramente o Instituto Para a Pesquisa Social em Frankfurt em 1924: a famosa Escola de Frankfurt.

Esse grupo tinha como intenção inicial usar o nome "Instituto Marx-Engels", espelhando o instituto de mesmo nome em Moscow, mas decidiram que no Ocidente eles teriam maior vantagem em não se identificar como marxistas. Esse instituto editou o primeiro volume da Edição Geral das Obras de Marx e Engels (MEGA - Marx-Engels-Gesamtausgabe) simultaneamente ao instituto de Moscow.

Esses jovens ricos estudavam a sociedade alemã para descobrir como funcionava o pensamento ocidental e descobrir como destruí-lo. Com a ascenção de Hitler ao poder e sua perseguição aos judeus e aos marxistas, eles fugiram para os Estados Unidos.

Uma das principais características dos marxistas culturais é que eles não querem saber de luta armada, mas querem ocupar espaços para pregar suas doutrinas em universidades, na mídia, nas igrejas ou em qualquer lugar onde haja discurso.

Vários destes pensadores, sem se identificarem como marxistas, se infiltraram e conseguiram lecionar em universidades americanas. Deles, merecem destaque Teodor Adorno, Herbert Marcuse e Max Horkheimer, que foram lecionar na Universidade de Columbia, em Nova York. Horkheimer e Adorno voltaram à Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial e fizeram muitos discípulos. Marcuse trabalhou para a CIA (então chamada de OSS) em projetos de propaganda anti-nazista e depois mudou-se para a Califórnia. Na época em que explodiu a revolução estudantil de 1968, ele lecionava na Universidade de San Diego.

Marcuse influenciou enormemente a cultura do Ocidente, mudando o pensamento marxista ocidental para uma espécie de casamento intelectual entre Marx e Freud. Os marxistas queriam uma revolução e para isso precisavam de gente revoltada. A revolta dos trabalhadores, explorada pelo marxismo clássico, era comprovadamente insuficiente. Era preciso encontrar mais gente revoltada. Marcuse descobriu a juventude e as pessoas reprimidas sexualmente.

O discurso então se tornou: "a sociedade capitalista" - isto é, ocidental - "é uma sociedade repressora. Ela oprime as pessoas, reprimindo-as sexualmente. Você não pode exercer sua sexualidade livremente. Revolte-se!" Eles queriam acabar com a moral cristã mas não confessavam suas intenções.

A pregação marxista passou a defender a liberação da sexualidade, aborto, homossexualismo e divórcio, chamando o casamento monogâmico de "moral burguesa" (codinome para moral cristã).

Erich Fromm, Cornelius Castoriadis (teve papel na revolução estudantil em Paris), Michel Foucault (uma das primeiras vítimas da AIDS por ser drogado e homossexual bastante promíscuo) e Herbert Marcuse foram as maiores influências nas universidades. Quando a revolução estudantil de 1968 eclodiu, Marcuse, Foucault, Castoriadis e outros estavam em Paris insuflando os estudantes.

Em Hollywood, os marxistas também trabalhavam para acabar com a "moral burguesa". Vinte e poucos deles foram denunciados pelo senador Joseph McCarthy mas ele acabou sendo vítima do patrulhamento ideológico.

Depois da queda do muro de Berlin, o Código Venona foi descoberto nos arquivos da KGB e foi revelado que haviam não apenas vinte, mas mais de cem marxistas trabalhando em Hollywood sob ordens da KGB. O livro "Venona Code" explica esses fatos históricos em detalhes.

Em 1955, Marcuse escreveu "Eros e Civilização", livro muito divulgado nas universidades e que se tornou a "bíblia" da revolução Hippie. Segundo seu discurso, a sociedade capitalista gera a guerra e a repressão sexual, portanto, "faça amor, não faça guerra".

"Paz e amor, bicho!" Para ter coragem de des-reprimir, os jovens, que ainda foram criados em famílias cristãs, precisaram tomar drogas para conseguirem praticar perversões sexuais (a "liberação sexual"). Com isso veio Woodstock e o protesto contra a guerra do Vietnã. Os jovens e os transviados serviriam como combustível para o motor da nova revolução marxista.

NO BRASIL...


Em 1964, o Brasil era um país muito conservador, com uma sociedade capaz de realizar a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em protesto contra a iminente revolução de João Goulart, que colocara o país rumo à uma ditadura comunista no estilo cubano.

Com a doutrinação através das novelas da Rede Globo - entre várias outras ocupações de espaços na mídia - isso mudou. Haviam muitos comunistas trabalhando nas Organizações Globo e outros órgãos da grande mídia brasileira. Roberto Marinho reagia contra o regime militar e protegia os comunistas da Globo: "Dos meus comunistas cuido eu." Deles, os mais notáveis - Dias Gomes e Janete Clair - dominaram a década de 70 com suas novelas.

Na biografia de Dias Gomes, "Apenas Um Subversivo" (à venda no Submarino), ele conta que pregou o divórcio - era tabu naquela época - na sua novela "Verão Vermelho" (1970). Na sua segunda novela, "Assim na Terra como no Céu" (1970), ele atacou o celibato clerical. Na novela "Roque Santeiro", em 1975 (mas que foi impedida pelo governo militar), ele atacou o Cristianismo.

Em "Roque Santeiro", o padre Albano (da teologia de libertação) e o padre Hipólito (supostamente conservador) discutem diante da estátua do Roque Santeiro, que havia morrido e se tornado mártir. Sob o protesto de padre Albano, o padre Hipólito vendia santinhos do Roque Santeiro e tentava encobrir o fato de que Roque Santeiro não havia morrido. Esta era a mensagem de Dias Gomes, traduzida: "O Cristianismo cria falsos mitos e é necessário denunciar esses mitos para impedí-los de se aproveitarem do povo."

O governo militar não tinha idéia do marxismo cultural. Mandavam revistar a casa de Dias Gomes em busca de armas e livros ensinando guerrilha e não encontravam nada. Só foram descobrir algo quando, sob escuta telefônica, Dias Gomes explicou o suas intenções ao amigo Nelson Werneck Sodré: "Mas a Censura vai deixar passar?" "... Assim passa. Esses militares são muito burros!" Essa conversa foi descrita no livro de Artur Xexéo, "Janete Clair, a Usineira de Sonhos". Assim que o governo soube da mutreta, a Censura baniu "Roque Santeiro" e justificou: "A novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja".

O general Golbery do Couto e Silva, com sua "teoria da panela de pressão", foi um dos maiores responsáveis pelas desgraças que acontecem nas universidades brasileiras. "Toda panela de pressão deve ter uma válvula." A válvula que ele deu de bandeja para os marxistas foram as universidades.

Embora houvessem agentes do governo militar assistindo as aulas dos marxistas nas universidades, estes podiam pregar tudo, desde que não tocassem em assunto de luta armada e reforma agrária. Eles tiveram toda a liberdade para falar de aborto, divórcio, sexo livre pois isso não era identificado como marxismo. Hoje as universidades estão completamente desmontadas em termos de cultura cristã, se tornando máquinas anti-cristãs disfarçadas, acusando os conservadores e denunciando sua "moral burguesa" (cristã) e seu "pensamento retrógrado" (cristão).

O politicamente correto é obra marxista. Ele foi criado por eles para tentar convencer as pessoas de que as convicções morais cristãs seriam viciadas e de que seria necessário tornar todo mundo igual.

No 7 de Setembro, uma data que deveria ser de comemoração de patriotismo, a CNBB, parte da igreja brasileira dominada pela Teologia da Libertação, criou o "Grito dos Excluídos". Os "excluídos" são uma categoria criada por Pierre Bourdieu para perpetuar a idéia do conflito de classes.

Em Ibiúna, em 1968, foi realizado um congresso da UNE, sob a liderança dos atuais políticos de esquerda que estão no governo e na oposição. Os marxistas Aldo Rebelo (PC do B), José Serra (PSDB) e José Dirceu (PT), todos eles dos partidos em atual hegemonia, estavam nesse congresso.

No Brasil atual, dominado por este marxismo cultural, praticamente só existem partidos de esquerda. Todos eles tentam impôr e favorecer a sexualidade promíscua, o aborto e o homossexualismo, bem como o conflito racial e a histeria ecológica.

O PT chama o PSDB de direita, mas o PSDB não é direita. Ele está à direita do PT mas ainda é de esquerda. O PSOL acusa o PT e o governo Lula de não serem mais de esquerda, mas isso significa apenas que o PSOL está ainda mais à esquerda do que o PT.

A direita brasileira já não existe mais sob a forma de partidos, mas como os marxistas precisam de um inimigo imaginário, por isso usam o DEM - o antigo PFL, um partido criado para se opor ao regime militar e que foi tomado por oportunistas - como espantalho e saco de pancadas, um partido de oposição medíocre, subserviente e facilmente manipulável.

Essa hegemonia esquerdista é mantida em grande parte graças ao patrulhamento ideológico.

Se alguém ousar denunciar as trapaças dos marxistas, eles usam a tática proposta por Lênin: cair em cima da vítima coletivamente, fazendo inúmeras acusações.

"Você é agente da CIA, você é burguês, você é da elite branca, você é homofóbico, você é um louco" - todas as acusações e calúnias possíveis e imagináveis são usadas tendo como objetivo intimidar as demais pessoas para que elas não ousem concordar com quem denunciou as trapaças dos marxistas culturais.


A meta é fazer com que os outros tenham medo e pensem duas vezes antes de falar ou denunciar as mesmas coisas - esse é o patrulhamento ideológico.




Ver também:
O figurino de Dona Marta

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segunda-feira, junho 11, 2007

Parada gay em SP recebe vasto patrocínio do estado

Muitos órgãos estatais estão defendendo o uso sexual das extremidades do aparelho digestivo.

Patrocínio do estado

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quarta-feira, maio 23, 2007

Pensando em Pornografia

Esse artigo foi da época do funk do Tigrão - parecia que a sociedade brasileira não tinha chegado tão baixo e rasteiro até então. Época em que o pessoal novato em internet ainda ficava enviando emails com fotos da Playboy, piadinhas e outros artefatos pornográficos.

A Pornografia não corrompe, ela é a própria corrupção.
[Trechos do artigo de Roger Scruton]


ALGUNS de nós ainda nos lembramos com nostalgia do início dos anos 60, quando as pessoas ainda tinham noção da diferença entre pornografia e arte erótica, e quando livros e filmes eróticos só passavam pela censura se alguém pudesse provar seu valor artístico. Tudo mudou muito rapidamente, de acordo com o poeta Philip Larkin:

"O intercurso sexual começou
em mil novecentos e sessenta e três.
Entre o fim do banimento de Chatterley
E o primeiro LP dos Beatles."

Mas ainda, mesmo que hábitos permissivos tenham se espalhado rapidamente pela sociedade, quebrando tabus e uniões conjugais, as pessoas ainda tinham sensibilidade para distinguir entre arte e pornografia, e não havia objeções às leis que proibiam imagens de sexo explícito.

Como muitas distinções intuitivamente óbvias, a diferença que existe entre o erótico e a pornografia não é fácil de explicar. Se diz que a pornografia é obscena, enquanto a arte erótica é meramente sugestiva. Mas o que é obscenidade ? O teste mais antigo definido pelo Ato de Publicações Obscenas de 1959 e 1964 (EUA) diz que alguma obra é obscena se tende a depravar e corromper aqueles que a virem.

Mas esse teste é questionável, já que procura a obscenidade apenas nos efeitos de uma obra e não na obra em si. Mais do que isso, os júris não são nada competentes para prever os efeitos de se assistir um filme ou ler uma novela, e são facilimente convencidos por aqueles que apresentam a pornografia como uma "válvula de escape" saudável para sentimentos que poderiam explodir de maneiras mais perigosas.

O fato é que o desejo de assistir cenas explícitas de cobiça carnal é em si depravado. Não é que os filmes explícitos tenham tendência de corromper: eles são a própria corrupção. Na esfera sexual, essa corrupção consiste na exibição do apetite sexual separado dos relacionamentos que o redimem.

Justificar vídeos pornográficos alegando que eles não tornam as pessoas piores é como justificar o combate entre gladiadores alegando que ele não transforma as pessoas em assassinos. O que estava errado no circo romano é precisamente que ele incentivava as pessoas a assistí-lo. O mesmo acontece com a pornografia.

Um trabalho de arte erótica como o 'Maja Desnuda' de Goya não é obsceno. O modelo de Goya não é exibido como um corpo feminino oferecendo seus favores em um estado de desejo impessoal. Ela é mostrada como uma pessoa, que poderia oferecer seus favores, mas que deve ser abordada com o devido respeito. Imaginar seus abraços é também imaginar seu amor. Não há nada indecente ou doentio nisso, nada demais do que imaginar o amor entre Romeu e Julieta.

O propósito da arte erótica não é aumentar o desejo impessoal, mas nos levar a simpatizar com uma paixão sexual que é direcionada de uma pessoa para a outra, e que é redimida pelo relacionamento que existe entre elas. Claro que se você pensar que nos relacionamentos sexuais nada existe além do prazer, e que tudo que acontece entre dois adultos é moralmente aceitável, então não vai enxergar nada de errado com a pornografia.

E se você pensa dessa maneira, vai ficar difícil entender o valor enorme que as pessoas dão ao amor sexual, o papel central que ele desempenha em nossas vidas, ou o medo e alarme com que se vê sua profanação. Vai deixar de entender os tormentos do ciúme, a alegria do amor retribuído, ou os sacrifícios feitos por pura fidelidade.

Vai ficar difícil explicar o porquê do estupro ser um crime mais sério do que o roubo, o porquê da pedofilia ser perversa, o porquê do assédio sexual ser mais do que um incômodo e o porquê da prostituição ser degradante. Não vai ver o fato crucial do sexo: que ele não é apenas uma função animal mas uma escolha existencial, que envolve liberdade, personalidade e ideais morais para aquele que o pratica.

Nós gostaríamos que as crianças fossem protegidas da obscenidade e da cobiça dos adultos porque acreditamos que elas não estão prontas para o sexo - mesmo quando já são capazes de praticá-lo. Esse conceito de "estar pronto" demonstra que nós não aceitamos a visão que a indústria da pornografia quer nos impingir, de que o sexo não é algo mais sério do que fazer cócegas.

Ao contrário, nós sabemos que o sexo é a coisa mais séria que fazemos, uma coisa que pesa muito nas emoções. O sexo prematuro é um sexo imaturo; e sexo imaturo é o que a pornografia oferece - sexo sem o comedimento do amor adulto. E uma vez que as pessoas contraem o hábito do sexo imaturo, elas ficam imaturas. Nessas pessoas, a capacidade de amar é sacrificada, e com ela, a esperança de um consolo duradouro e verdadeiro.

Quando o sexo é desmoralizado - como é feito na pornografia - ele cessa de ser uma força interpessoal em volta da qual nossas vidas se congregam. As pessoas que experimentam o sexo dessa maneira, portanto, ficam à deriva, de um relacionamento para o outro, ao mesmo tempo que continuam intimamente solitárias.

E você só pode fazer isso, é claro, apenas se for sexualmente atraente. Para a maioria dos viciados em pornografia, as cenas que ela exibe são substitutos das aventuras sexuais, e causa neles uma fantasia masturbatória, sendo que a fonte mais importante de sentimento generoso é voltada para o próprio indivíduo e se atrofia.

Nós não devemos fingir que a liberação sexual dos anos 60 não aconteceu. No entanto, há uma linha divisória entre tolerância e indecência, e que deve ser traçada claramente e defendida legalmente. Nos EUA, a pornografia é protegida por lei, como uma liberdade constitucional. O resultado é que temos uma cultura na qual a licença e o litígio sexual florecem lado a lado.

Mulheres suspeitam cada vez mais dos homens e ficam dispostas a processá-los em juízo ao menor vislumbre de abuso e assédio. Quando os homens começam a ver o sexo do jeito que a pornografia encoraja, as mulheres ficam sem sua arma mais importante: elas não podem mais se caracterizar como um ser precioso, já que sua sexualidade foi roubada e exibida na tela e no papel, como uma mercadoria impessoal.

Essa redução da sexualidade para um produto de consumo coloca em risco muitas das coisas que dão a uma mulher a confiança em seus sentimentos sexuais: amor, compromisso, casamento e um pai responsável para seus filhos. A fúria do feminismo norte-americano transparece um consciência de que a sexualidade feminina foi subtraída de seu objetivo natural e realização social.

O resultado disso, como qualquer um que passou por uma universidade sabe, foi o colapso de confiança entre os sexos. Jovens são ensinadas que o sexo não é diferente do chocolate ou da maconha: uma forma de lazer rápido que é aceitável se o seu metabolismo agüentar.

Ao mesmo tempo, elas aprendem que os homens são todos "estupradores", e que ele não têm disposição de receber a mulher como um ser querido, já que podem obter seus favores à força ou por enganação. O ódio resultante aos homens é também um medo deles - mais que tudo, um medo de da atitude de desmerecimento da sexualidade feminina, que transforma qualquer mulher em uma espécie de máquina hidráulica e que assume um "direito" de posse sem o dever de tratar carinhosamente.

E certamente não é por acaso que o aumento da pornografia coincide com o alarme da população contra a pedofilia. Ambas são ataques à inocência. Ambas causam a demolição do processo pelo qual o sentimento sexual se acumula até ser liberado como amor.

Ambas substituem o desejo erótico - o desejo pelo outro como um indivíduo - e põe em troca uma "cócegas" generalizada. A pornografia e a pedofilia são formas de desmoralização do ato sexual. De fato, a pornografia é a maneira mais efetiva de recrutar crianças para o mundo da cobiça, e é parte do repertório padrão dos pedófilos.

Ao mesmo tempo, a tirania da visão liberal do mundo é tamanha, que as pessoas ficam relutantes em dizer que a pornografia é danosa aos adultos da mesma maneira a pedofilia é danosa às crianças. Tendo chegado tão longe no caminho da tolerância, as pessoas pensam: como resistir ao próximo estágio?

O que as pessoas devem reconhecer, contudo, é que a pornografia é em si um problema. Deveríamos deplorar que as pessoas sejam encorajadas a assistir sexo como um mero espectador de esportes, sem nenhum envolvimento para os participantes.

FONTE: The Sunday Telegraph (jornal britânico) 21/maio/2000

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