Pensadores Brasileiros       

Anúncios
Procure o livro dos seus pensadores favoritos na Livraria Cultura!

Add to Technorati Favorites


Arquivos
Posts anteriores
- Qual é o idiota mais chato?
- MST em poucas imagens
- Direitos humanos sob a ótica esquerdista
- Não são urnas que melhoram os governos. É o influx...
- Pensamentos/excrementos esquerdistas
- Cocômunistas ou bostinhas?
- Um mês faz uma enorme diferença para a Rússia e a ...
- O Gênio da Lâmpada Estatal
- Estado-babá no Brasil
- Cartun do Flatuff

Histórico
2002-11-10
2006-11-12
2006-11-19
2006-11-26
2006-12-03
2006-12-10
2006-12-17
2006-12-24
2006-12-31
2007-01-07
2007-01-14
2007-03-18
2007-03-25
2007-04-01
2007-04-08
2007-04-15
2007-04-22
2007-04-29
2007-05-06
2007-05-13
2007-05-20
2007-05-27
2007-06-03
2007-06-10
2007-06-17
2007-06-24
2007-07-01
2007-07-08
2007-07-15
2007-07-22
2007-07-29
2007-08-05
2007-08-12
2007-08-19
2007-08-26
2007-09-02
2007-09-09
2007-09-16
2007-09-23
2007-09-30
2007-10-07
2007-10-14
2007-10-21
2007-10-28
2007-11-04
2007-11-18
2007-11-25
2007-12-09
2007-12-16
2007-12-23
2007-12-30
2008-01-06
2008-01-20
2008-01-27
2008-02-03
2008-02-10
2008-03-02
2008-03-09
2008-04-06
2008-05-11
2008-05-18
2008-05-25
2008-06-08
2008-06-22
2008-07-13
2008-07-20
2008-07-27
2008-08-03
2008-08-10
2008-08-17
2008-08-24
2008-08-31
2008-09-07
2008-09-14
2008-09-28
2008-10-05
2008-10-12
2008-10-26
2008-11-09
2008-11-16
2009-01-04
2009-01-11
2009-01-18
2009-01-25
2009-02-01
2009-02-08
2009-02-15
2009-02-22
2009-03-01
2009-03-08
2009-03-15
2009-03-22
2009-03-29
2009-04-12
2009-04-19
2009-05-10
2009-11-08
2009-11-15
2009-11-22
2009-12-06
2009-12-13
2010-01-10
2010-04-04
2010-04-11
2010-04-18
2010-05-23
2010-05-30
2010-06-06
2010-06-20
2010-10-10
2010-10-17
2010-11-07
2010-11-21
2010-11-28
2011-02-06
2011-02-27
2011-03-06
2011-03-20
2011-07-17
2011-09-04
2011-09-25
2011-12-18
2014-02-09
2014-02-16
2014-02-23
2014-03-02
2014-03-09
2014-03-16


segunda-feira, dezembro 07, 2009

Socialismo gera decadência em Dubai

Ahmed al-Atar, 23 anos:
"Esse é o melhor lugar do mundo par ser jovem! O governo paga por sua educação até o nível de PhD. Você ganha uma casa de graça quando se casa! Você ganha tratamento de saúde grátis, e se o daqui não for bom o bastante, eles te dão dinheiro para se tratar no exterior. Você não tem que pagar nem mesmo pelo serviço telefônico. Quase todo mundo tem uma empregada, uma babá, e um chofer. E nós nunca pagamos impostos. Você não queria ter nascido Emirati?"

Segundo ele, a crise de crédito não afeta a maioria dos emiratis pois eles trabalham para o governo e há estabilidade no emprego - só é demitido quem faz algo incrivelmente ruim.


Ahmed não se importa com a falta de liberdade política sob o estado socialista dos Emirados Árabes Unidos:
"Vai ser muito difícil você encontrar um Emirati que não apóie o sheikh Mohammed... não porque tenhamos medo, mas porque realmente o apoiamos. Ele é um grande líder. Basta olhar!" se referindo ao conforto e às facilidades de consumo no país.

Nem todos Emiratis concordam. Sultan al-Qassemi, 31 anos, colunista da imprensa de Dubai e colecionador de arte:
"As pessoas aqui estão se tornando bebês gordos e preguiçosos! O estado-babá está indo longe demais. Nós não fazemos nada sozinhos! Porque nenhum de nós trabalha no setor privado? Porque uma mãe e um pai não tomam conta de seu próprio filho?"

Mas a realidade dos estrangeiros em Dubai é bem pior do que os Emiratis alegam. Muitos imigrantes oriundos de países como Filipinas e Bangladesh vão à Dubai sob patrocínio de agências de emprego que cobram uma taxa do candidato (geralmente uma quantia de seis vezes o valor do salário prometido).

Quando chegam, já endividados, o salário é de menos de 1/4 do que lhes foram prometido e o passaporte é confiscado já no aeroporto pela empresa. Há milhares de imigrantes vivendo em péssimas condições de saneamento e moradia, trabalhando 14 horas diárias sob o sol do deserto. Eles não podem retornar ao seu país de origem porque essas empresas - que em sua maioria, de um jeito ou de outro, são do governo - detêm os passaportes e os forçam a trabalhar. Greves são proibidas e reprimidas pela polícia.


Até mesmo os Emiratis mais liberais como al-Qassemi reagem com irritação diante dessas denúncias:
"As pessoas no Ocidente estão sempre reclamando de nós. (debochando) 'Porque vocês não tratam os animais melhor? Porque vocês não têm melhores anúncios de xampú? Porque vocês não tratam os empregados melhor?'...
Quando eu vejo jornalistas Ocidentais nos criticando - vocês não percebem que estão atirando no próprio pé? O Oriente Médio será bem mais perigoso se Dubai acabar. Nossa exportação não é petróleo, é esperança. Os egípcios ou libanêses ou iraquianos pobres crescem dizendo - eu quero ir pra Dubai. Nós somos muito importantes na região. Nós estamos mostrando como ser um país muçulmano moderno. Nós não temos fundamentalistas aqui. Os europeus não deveriam se vangloriar com a nossa derrocada. Vocês deveriam se preocupar... Vocês sabem o que vai acontecer se esse modelo falhar? Dubai vai cair pro mesmo caminho do Irã, o caminho islamista. ...
Ouça. Minha mãe costumava ir ao poço para pegar um balde de água todas as manhãs. No dia de seu casamento, ela ganhou uma laranja de presente porque nunca tinha comido uma. Dois de meus irmãos morreram quando eram bebês porque o sistema de saúde não existia ainda. Não nos julgue."


Quase todos os Emiratis se justificam usando a ameaça de islamismo como chantagem. Todo iman é indicado pelo governo e todo sermão é controlado para mantê-lo "moderado".

Existe uma minúscula minoria de Emiratis dissidentes. Segundo Mohammed al-Mansoori:
"Os ocidentais vêm aqui e vêem os shopping centers e os arranha-céus e pensam que somos livres. Mas essas empresas e esses prédios altos - são para quem? Isso é uma ditadura. A família real pensa que é dona do país, e o povo são seus servos. Não há liberdade aqui."

Al-Mansoori fez denúncias sobre violações dos direitos humanos em Dubai para a Human Rights Watch e a BBC:
"Eu fui levado pela polícia secreta e me disseram:  cale a boca, ou você vai perder seu emprego e seus filhos ficarão desempregados para sempre. Me confiscaram minha licensa de advogado e meu passaporte. Eu fui para a lista negra e meus filhos também. Os jornais estão proibidos de escrever sobre mim. ...
A maioria das companhias são do governo, então elas se opõem às leis de direitos humanos porque vai reduzir suas margens de lucro. É do interesse delas manter os trabalhadores como escravos."

Há apenas um grupo em Dubai que realmente tem maior "liberdade":  os gays, que se encontram em clubes para dançar, usar ecstasy e se encontrarem, mesmo que oficialmente, a homossexualidade seja oficialmente proibida e punível com 10 anos de prisão. Segundo um árabe gay:
"Dubai é o melhor lugar do mundo para os gays! Nós estamos vivos. Nós podemos nos encontrar. Isso é mais do que a maioria dos gays na Arábia podem fazer. A polícia pode invadir o clube mas eles só nos dispersam porque têm mais o que fazer."

Saleh, um soldado do exército saudita: 
"Na Arábia Saudita, é difícil ser hetero quando se é jovem. As mulheres são mantidas à distância então todo mundo só faz sexo gay. Mas eles só querem fazer sexo com meninos - 15 a 21 anos. Eu tenho 27 então sou muito velho agora. Eu preciso encontrar gays de verdade, então aqui é o melhor lugar. Todos os gays árabes querem viver em Dubai."

Segundo alguns, esse sistema socialista atrai incompetentes:
"Todas as pessoas que não conseguiram ser bem sucedidas em seus países acabam aqui, e de repente ficam ricas e são promovidas para muito acima das suas habilidades e se gama de quão boas elas são. Eu jamais encontrei tanta gente incompetente em cargos de direção como aqui. É absolutamente racista. Eu já tive moças filipinas trabalhando pra mim e fazendo o mesmo trabalho de uma moça européia, mas ela é paga 1/4 do salário. As pessoas que realmente fazem o trabalho são pagas uma ninharia enquanto esses gerentes incompetentes recebem 40 mil libras esterlinas por mês."


E como em todo regime socialista, Dubai é uma catástrofe ecológica e de desperdício. A cidade, em pleno deserto, mantém gramados irrigados, piscinas e até uma montanha artificial congelada para a prática de esqui com neve de verdade.

Numa cidade cuja principal indústria é o turismo, a água das praias é imunda, segundo conta uma funcionária de um hotel, em sigilo: 
"A qualidade da água ficava cada vez pior. Os hóspedes começaram a observar esgoto não tratado, preservativos usados, toalhas sanitárias usadas flutuando. Os exames encomendados pelo hotel revelaram que a água estava 'cheia de matéria fecal e bactérias numerosas demais para contar'. Em teoria, o esgoto era levado em caminhões para fora da cidade, mas na realidade os caminhões estavam em filas de 3 a 4 dias nas estações de tratamento e o esgoto acabava sendo despejado sem tratamento pelas tubulações fluviais em direção ao mar."

Essa funcionária desistiu de reclamar diante das ameaças anônimas:  "Pare de falar mal de Dubai, ou seu visto será cancelado e você será deportada."

"O que eu aprendi de Dubai é que as autoridades não dão a mínima para o ambiente. Eles estão bombeando toxinas para o mar, sua principal atração turística. Se houver problemas ambientais no futuro, eu já digo agora como eles vão lidar com isso - negar que está acontecendo, encobrir e continuar do jeito que está até um desastre total."

---
Condensado do artigo de Johann Hari, "The Dark Side of Dubai"

Marcadores: , , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                1 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quarta-feira, novembro 18, 2009

Incentivos sob a escravidão

Comentário de Dennis M.:

"... Mais ou menos um ano depois da queda do muro de Berlin, eu estava fazendo um treinamento nos arredores de Haia para gestores de toda a Europa. Um deles era um gerente do lado livre da Alemanha, que havia indicado em seus comentários que ele tinha família do lado comunista também e que ficou muito feliz quando o muro foi derrubado.

Eu fiz questão de me sentar do lado dele no jantar e ganhei uma grande lição de história. Eu lhe perguntei quanto tempo ele achava que levaria para a Alemanha ficar verdadeiramente unificada, e eu fiquei chocado quando ele disse: um mínimo de 50 anos.

Então ele explicou como os habitantes do lado comunista pensavam que aqueles no lado livre seriam na verdade milionários e como eles ficaram como crianças numa loja de doces quando visitaram suas famílias no lado livre.

Eles não enxergavam o fato de que ele vivia numa casa modesta e tinha 2 carros, pois eles olhavam as coisas como se ele estivesse vivendo em um castelo...

De qualquer modo, ele me contou uma história de um amigo que trabalhava numa concessionária da Mercedes Benz e que contratou um mecânico que tinha muitos anos de experiência no lado comunista do muro. Ele disse que praticamente o mecânico trabalhou 2 semanas e desistiu.

Você veja, no lado comunista um carro chegava na oficina para reparos, o mecânico diagnosticaria o problema, faria a requisição das peças necessárias, então tiraria uma soneca, talvez até um dia de folga até que as peças chegassem e pudessem ser instaladas.

Ele ficou chocado quando diagnosticava o problema, requisitava as peças, e depois era instruído para trabalhar imediatamente no próximo automóvel; ele nunca havia feito aquilo antes. Ele rapidamente passou a reclamar de estar sobrecarregado; em toda a vida dele nunca havia trabalhado tanto, e então finalmente ele se demitiu, achando que o processo todo era absurdo.
...

Engraçado, mas há poucos anos antes, eu li uma coleção de livros de John Jakes, começando por "Norte e Sul", que era sobre os eventos que levaram à Guerra Civil Americana. Uma citação do livro realmente resumiu tudo para mim.

Um dos personagens perguntou a um amigo quem ele achava que ganharia se a guerra acontecesse, e ele, sem hesitar, disse que o norte ganharia por causa de seu mercado de trabalho.

Sua perspectiva era de que, no norte, os trabalhadores trabalhavam para avançar sua situação e poderiam se beneficiar dos frutos de seu trabalho, e a produtividade era boa; enquanto no sul, a fonte de trabalho primária eram escravos que só se empenhavam o suficiente para evitar os açoites.

Eu pensei sobre isso várias vezes e em como isso se aplica até os dias de hoje.

Quando não há incentivo para avançar, como no capitalismo, então não demora muito para a motivação ser fazer o mínimo possível para meramente se manter. Parece que os ambientes de trabalho que baseiam o salário no tempo de casa se encaixam nisso muito bem..."

Marcadores: , , , , , , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, março 14, 2009

Uma das melhores animações sobre a crise de crédito

Embora essa animação deixe de fora os principais responsáveis pela crise: governos (Carter e Clinton com seu "Community Reinvestment Act") e legisladores Democratas (Barney Frank et caterva) e ativistas da ultra-esquerda (ACORN et caterva) forçaram os bancos a emprestar dinheiro para quem não podia pagar - é uma boa explicação do aspecto econômico da crise.


The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.


Abaixo uma reportagem demonstra como os Democratas, capitaneados por Barney Frank, rechaçaram todas as advertências de Bush e McCain e as medidas preventivas que teriam reduzido a intensidade da crise.



Marcadores: , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, agosto 09, 2008

A saber sobre a invasão da Rússia à Geórgia

O presidente da Georgia havia declarado um cessar-fogo unilateral e em termos bastante conciliatórios, em 7 de agosto.

Os rebeldes é que se aproveitaram disso para intensificar os ataques às vilas dos geórgios, atingindo os civis. A Georgia foi forçada a responder.

Há apenas 2.8% de russos na Ossetia do Sul, e mesmo assim, a maioria deles nasceu na Ossetia da Georgia e apenas adquiriram cidadania russa. A desculpa da Rússia é completamente esfarrapada.

A Ossetia é apenas um pretexto para o mau perdedor comunista tentar revidar a derrota que ele sofreu no início desse ano para o Ocidente: Kosovo ficou independente e Putin teve que engolir, não pode fazer nada até agora.

Óleo e Gás do Mar Cáspio

Mais um motivo material por trás dos ataques russos: petróleo e gás natural.

A Ossetia é uma região meramente agrícola com apenas 70 mil habitantes.

A importância estratégica dessa região é que há um oleoduto que passa pela Georgia vindo do Mar Cáspio no Azerbaijão (estimado ser a terceira maior reserva mundial).

http://en.wikipedia.org/wiki/Baku-Tbilisi-Ceyhan_pipeline

Esse oleoduto transporta 1 milhão de barris por dia (mais de 1% do total diário mundial) para a Europa.

É um oleoduto que permite ao mundo livre ocidental depender menos de dois países terroristas: Rússia e Irã.

A Georgia é o terceiro maior contribuinte com tropas de combate no Iraque, depois dos Estados Unidos e Inglaterra.

Esse ataque russo provavelmente foi calculado desde fevereiro desse ano, durante a reunião do CIS - comunidade que reúne 11 países do extinto bloco soviético - em resposta à independência de Kosovo.

Também há um gasoduto que passa pela Georgia no mesmo corredor que o oleoduto:
http://en.wikipedia.org/wiki/South_Caucasus_Pipeline

A Europa é servida atualmente por esse gasoduto através do terminal na Turquia e pelo gasoduto russo da Gazprom.
http://en.wikipedia.org/wiki/Central_Asia-Center_gas_pipeline_system

Como a Rússia demonstrou ser um regime traiçoeiro por ocasião do lock out de gás contra a Ucrânia, tem havido um interesse maior na construção de gasodutos em rotas alternativas que evitem o território russo.

Um dos projetos liga o gasoduto existente na Georgia/Turquia a até o Leste Europeu.

http://en.wikipedia.org/wiki/Trans-Caspian_Gas_Pipeline

http://en.wikipedia.org/wiki/Nabucco_Pipeline

Evidentemente, a Rússia vai fazer tudo para atrapalhar e manter um monopólio. Não está longe deles atacarem, infiltrarem ou subornarem outros países vizinhos, incluindo os produtores de petróleo do Mar Cáspio.


GasodutosOleodutosQueFornecemAEuropa

Marcadores: , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sexta-feira, novembro 30, 2007

O Mito da Renascença - parte I

Traduzido e condensado do artigo de James Franklin

A história das idéias está repleta de estorinhas fictícias, bem mais do que a maioria dos outros departamentos da história. Eis três delas que combinam a implausibilidade inicial com uma persistência à refutação:

- que na Idade Média se acreditava que a Terra era plana;
- que os filósofos medievais debatiam sobre quantos anjos podiam dançar na cabeça de um alfinete;
- que Galileo revolucionou a Física ao soltar pesos do alto da Torre Inclinada de Pisa.

Nenhuma dessas estórias é verdadeira, e nenhum historiador competente afirmou nenhuma delas, mas mesmo assim essas estórias não desaparecem da consciência pública.

A primeira é facilmente refutada. A obra de pensamento medieval mais conhecida, tanto em sua época como hoje, é a Summa Teologica de São Tomás de Aquino. No livro 1, questão 1, artigo 1 desse tratado, a curvatura da Terra é dada como exemplo padrão de uma verdade científica bem conhecida.

A acusação sobre os anjos na cabeça do alfinete parece ser uma invenção comparativamente recente. Não fui capaz de descobrí-la em nenhum autor antes de Erasmus Darwin, embora alguém possa suspeitar que os Enciclopedistas ou Rabelais como mais prováveis autores dessa idéia. Jamais foi demonstrado que algum escritor medieval tenha se engajado em tal disputa, pela boa razão de que ela era inexistente.

A estória sobre Galileo tem um pouco mais de fundamento, no sentido em que ela foi narrada a menos de cinquenta anos depois da morte de Galileo e por um contemporâno seu. Mas as investigações não descobriram nenhuma evidência que Galileo realmente executara tal experimento, seja em Pisa ou outro lugar.

Mas negar essas estórias não irá impedir sua difusão pois não impediu das outras vezes. Mesmo que se desminta a estória da terra plana, ela será provavelmente susbstituída pela estória de que Santo Agostinho acreditava que o hemisfério sul seria desabitado pois as pessoas que vivem lá não poderiam ver a Segunda Vinda de Cristo em Jerusalém. A única ameaça à imortalidade dessas estorinhas parece ser a possível derrubada de uma estória ainda mais inconsistente e bizarra.

As estorinhas sobre os pensadores medievais e Galileo são pequenas mentiras.
A grande mentira, da qual essas são apenas rodapés, é a Renascença.


Os principais elementos do mito da Renascença são familiares:

- o súbito surgimento de uma nova visão do mundo depois de mil anos de obscuridade,
- a redescoberta do conhecimento ancestral,
- a difusão de novas idéias de liberdade e curiosidade intelectual,
- a investigação do mundo real em lugar das disputas estéreis dos acadêmicos,
- a ampliação do mundo através do descobrimento do Novo Mundo,
- a reforma da religião e
- o avanço da ciência.

De fato, não há verdade em nenhuma dessas idéias. Ao contrário, como veremos, a "Renascença" foi um período em que o pensamento decaiu significativamente, dando fim a um período de avanço no final da Idade Média.

Os vários problemas de definição quanto ao que aconteceu na Renascença e a incapacidade do público em manter a memória dos fatos permitiram a Renascença sofrer mudanças dramáticas de escala como um King Kong. O consenso razoável estabelece o início por volta da queda de Constantinopla para os Turcos em 1453, dando fim a Idade Média em 1564. Naquele ano, por uma coincidência conveniente, Michelangelo e Calvin morreram e Shakespeare, Marlowe e Galileo nasceram.

Isso dá a Renascença cerca de 100 anos, o que parece ser o bastante para uma explosão de energia criativa. Esse consenso coloca a dispersão dos acadêmicos bizantinos e as viagens de descobrimento à América e às Índias bem cedo no período, para que sirvam como fatores causadores da difusão das novas idéias. Também inclui todas as pessoas que são vistas como figuras da Renascença - Leonardo da Vinci, Lorenzo de Medici, Botticelli, Rabelais, Erasmus, More, os Bórgias, Maquiavel e Lutero.

Mas o problema para um admirador do período é que ele produziu apenas uma conquista intelectual significativa - a teoria planetária de Copérnico, publicada no fim do período em 1543.

Esse dado embaraçoso tem sido resolvido com o esforço de borrar os limites da Renascença, sob o pretexto de que eles não poderiam ser precisamente definidos, e se admite tacitamente que eles podem variar o bastante para incluir Dante e Giotto em uma extremidade e Galileo na outra. Isso cria uma Renascença inchada de 300 anos e que inclui a Peste Negra, a Guerra dos 100 Anos e outras coisas que mancham o que seria uma época áurea. Mas há um bom motivo para desejar essa expansão: na Itália, o centro da Renascença, não houveram pensadores merecedores do nome entre esses dois limites.

Para comparar a Renascença com algo (de maneira desfavorável, como será revelado), lembremos a situação do mundo por volta de 1300, a época de Dante e Giotto. Não poderia existir uma figura mais medieval do que Dante, e nem uma expressão mais perfeita da visão de mundo medieval do que a Divina Comédia. A vida de Dante foi, da maioria dos pontos de vista (mas não necessariamente o dele), o ponto alto da Idade Média. Foi uma era de maravilhas tecnológicas, com os primeiros óculos, os primeiros espelhos de vidro, os primeiros relógios mecânicos, a introdução da contabilidade de registro duplo e os alto-fornos siderúrgicos.

A pintura de Giotto foi, em concordância universal, o começo da arte moderna, e deve ser considerado um avanço tanto tecnológico como artístico. Ele produziu, aparentemente por si próprio, o ideal de arte ilusionista que prevaleceu até 1870 - o objetivo da pintura era descobrir métodos que fariam a pintura "parecer exatamente igual à coisa mesma". O próprio Giotto descobriu alguns dos truques mais importantes, tais como grupar umas figuras com uma parte obscurecida de outras para indicar profundidade e o uso correto dos ângulos para representar linhas tridimensionais em uma superfície bidimensional.

Invenções nos outros campos ampliaram o alcance da Europa no mundo - em uma direção, a Groelândia ficou em contato mais ou menos regular e a China na outra direção. Havia um arcebispado em Peking e atividade missionária em vários outros países asiáticos. Os relatos de Marco Polo em suas viagens eram muito populares. Em 1291, os irmãos Vivaldi de Gênova foram para Marrocos numa tentativa de encontrar uma rota marítima contornando a África até a Índia. Infelizmente eles desapareceram sem deixar vestígios, mas seus parentes estabeleceram agências comerciais na Índia, alcançadas pela rota do Mar Vermelho. Uma admiração indiscriminada pela época pode, contudo, se omitir de citar outra de suas inovações, o canhão. Embora tenha sido uma grande época em vários aspectos, ela foi tão afligida por guerras, pragas, expurgos e misoginia quanto qualquer outra época anterior ou posterior.

O principal esforço intelectual da Idade Média foi gasto, evidentemente, não em assuntos tecnológicos mas em filosofia e teologia. Dos grandes escolásticos, dois dos mais famosos, Duns Scotus e William de Ockham, foram contemporâneos de Dante. Embora as conquistas da filosofia medieval não sejam fáceis de apreciar, podemos entender algo do que foi feito na ciência, que era então considerada um ramo da filosofia. A história da ciência medieval vem sendo tratada seriamente apenas em tempos comparativamente recentes, já que servia às teses da maioria dos historiadores a idéia de que os estudiosos medievais estivessem examinando livros antigos em vez de examinar o mundo real.

Um tanto menos culpável é o fato de que o interesse em ciência e a habilidade em entender o Latim medieval são, pela natureza das coisas, raramente encontradas ambas numa mesma pessoa. Mas com os textos selecionados hoje disponíveis na tradução de Edward Grant "Sourcebook in Medieval Science" (também autor de "A History of Natural Philosophy : From the Ancient World to the Nineteenth Century"), podemos ver realmente como era boa a ciência da época.

Uma coisa que se torna clara é que todas as melhores partes vêm do período 1250-1350, isto é, durante a vida de Dante, uns poucos anos antes e depois. Por essa época, o melhor da ciência Grega e Árabe fora traduzida e absorvida e novas descobertas estavam em andamento. Até 1300 a ciência mais ativamente cultivada era a ótica geométrica. Desta, os maiores pesquisadores eram associados com a corte papal de João XXI nos anos 1270. O próprio Papa foi autor de um livro sobre o assunto (além de escrever best-sellers em lógica e medicina), e ele de fato morreu na busca da ciência quando o teto de seu laboratório desabou.

No próximo século, foi a mecânica que atraiu a atenção dos estudiosos. A importância disso foi que a próxima fase da ciência e da matemática, representada por Galileo, Descartes e Newton, fez suas mais importantes descobertas em conexão com o movimento dos corpos. Mas isso foi um assunto notadamente ausente da ciência da antiguidade.

O movimento, e a variação contínua em geral, parece ter sido considerada muito confusa para ser tratada rigorosamente, e não há sugestão de que nenhum tipo de mensuramento pudesse se aplicar ao movimento. Não há nenhuma frase em Grego ou Latim primitivos equivalente a "quilômetros por hora". Mesmo o movimento dos planetas foi tratado em termos da geometria das esferas celestes, à qual os planetas estariam supostamente ligados. Para remediar essa situação, era necessária uma identificação da variação contínua como assunto e a projeção de distinções importantes entre os conceitos básicos.

Se havia uma coisa na qual a filosofia medieval era boa, era em fazer distinções. Os cientistas da escola Merton, em Oxford nos anos 1330 e 1340, escreveram extensivamente sobre o "significado e remissão das formas", isto é, as mudanças de quaisquer quantidades que pudessem variar continuamente. O tópico cobria o movimento dos corpos, a mudança gradual de quente para frio, a variação do brilho sobre uma superfície e, de acordo com um dos membros da escola, o "significado e remissão da certeza com respeito à dúvida". Sua conquista crucial foi distinguir entre velocidade e aceleração, e entre aceleração uniforme e variada. Eles foram capazes de desenvolver o que expressamos através de uma equação de movimento uniformemente acelerado. Tudo isso requer um talento matemático de alta ordem.

Os próximos passos (finais, como ficou provado) nessa direção foram as realizações do último e maior dos cientistas medievais, Nicole Oresme. Pensador de notável versatilidade, ele escreveu sobre vários assuntos como teologia e finanças, mas devotou muitos de seus esforços à ciência e à matemática. Ele inventou os gráficos, uma das poucas descobertas matemáticas desde a antiguidade que são familiares a todos os leitores de jornais. Ele foi o primeiro a realizar cálculos envolvendo probabilidade.

Oresme tinha um bom domínio da relatividade do movimento, e argumentou corretamente que não havia meio de distinguir pela observação entre a teoria então vigente de que os céus giram em torno da Terra em um dia, e a teoria de que os céus estão em repouso e a Terra gira em um dia. Aparentemente ele foi o primeiro a comparar o funcionamento do universo a um relógio, uma imagem que foi bastante repetida nas épocas seguintes. Várias de suas conquistas mais técnicas também têm sido admiradas pelos peritos.

De repente, tudo isso parou.

Conhecendo a obra científica e matemática de Descartes e Galileo, mas sem a informação cronológica, poderíamos supor que os autores foram estudantes de Oresme. A obra de Galileo acerca dos corpos em movimento é o próximo passo depois da física de Oresme; a geometria cartesiana segue-se imediatamente da obra de Oresme com gráficos.

Mas nós sabemos que o intervalo cronológico real foi de 250 anos, durante os quais nada aconteceu nesses campos. Nem tampouco aconteceu algo de importância em outros campos da ciência nos 2 séculos entre Oresme e Copernicus. Outros campos intelectuais nada tiveram que oferecer.

A história da filosofia é naturalmente capaz de listar filósofos entre 1350 e 1600, mas sua inclusão parece ser baseada no mesmo princípio que faz mapas globais incluírem Wyndham, em Washington, mas deixar de fora Wollongong - deixa grandes espaços em branco a preencher. Embora seja possível encontrar uma tradução em inglês de qualquer filósofo nos 300 anos entre Scotus e Descartes, eles não fariam tanta falta. A estagnação intelectual desses séculos é evidente também na falta de mudança das universidades: o currículo que entediava Locke em Oxford em 1650 era quase idêntico ao que Wyclif julgava incompleto em 1350.

Em 200 anos, por que a geração de Oresme foi a última capaz de pensar? Há uma sugestão óbvia: foi a última geração a crescer antes da Peste Negra. A praga de 1348 a 1350 matou um terço da população européia, e reincidências da praga e outros desastres causaram um decréscimo contínuo da população por um século. Sob várias maneiras, a ordem da sociedade gradualmente se desfez; esse processo foi assunto de um dos livros mais populares de história nos últimos anos, "Um Espelho Distante", de Barbara Tuchman (também autora de "A Torre do Orgulho").

Embora a violência não tenha sido pouca até então, ela atingiu proporções inéditas. Os anos da praga viram a incidência de vários massacres de Judeus, especialmente na Alemanha. França e Inglaterra sofreram severamente durante a Guerra dos Cem Anos. Embora as batalhas intensas fossem raras, a guerra proseguia em maior parte através de campanhas de pilhagem em extensas áreas rurais. O custo de expedições regulares foi mantido sob taxação opressiva, o que enfraqueceu a economia, e a guerra constante fez surgir os barões do latrocínio que vivam do terror local e do serviço mercenário.

A autoridade do governo central praticamente perdeu sua efetividade. Em épocas diferentes, revoluções das ordens mais baixas atingiam o poder em Roma, Florença, Paris, Flanders e Londres. Em todos os casos a supressão e o massacre se seguiram. A autoridade da Igreja, até então principal influência na unidade da Europa, e patronato da vida intelectual, sofreu ainda mais. O Grande Cisma e seus consequentes abusos desacreditaram a Igreja ao criar duas autoridades rivais, mutuamente excomungadas, e nenhuma delas com santidade o bastante para se legitimar.

Nada disso melhorou muito no século XV, mesmo que o Cisma tenha sido finalmente sarado e a Guerra dos Cem Anos tendo acabado. Especialmente na Inglaterra, as coisas foram de mau a pior quando a anarquia se tornou normal na Guerra das Rosas. Historiadores jurídicos registram esse como um período de degeneração das leis Inglêsas; não havia motivo para desenvolver a lei do Rei quando o Rei não mais tinha meios de fazer valer a lei.

O mundo se contraiu: uma revolução nacionalista na China eliminou todas as influências externas, perdeu-se o contato com a Groelândia, e o Cisma causou uma perda do interesse em missões ao Oriente. Um sinal dos tempos foi a preocupação do século XV com a morte na arte e literatura, e presumidamente, a vida diária. As paredes das igrejas foram preenchidas com danças macabras, a poesia repetia a lição da mortalidade quase em exclusão de tudo o mais, e o verme provavelmente tomou o lugar do pássaro como animal mais esculpido. As figuras do século que sobreviveram na imaginação popular foram Joana D'Arc, Barba Azul, Drácula e Torquemada, todos eles associados com a morte violenta de uma forma ou de outra.

O efeito desses desenvolvimentos na vida da mente foi ruim, como era de se esperar. Não é muito fácil entender o que aconteceu em detalhes, já que na superfície as coisas iam de maneira normal. As universidades continuaram a ensinar as mesmas coisas, e de fato várias universidades novas foram fundadas. Mas nada de novo ocorreu nelas - os filósofos e teólogos universitários do século XV, por exemplo, repetiram Ockham quase que palavra por palavra.

Em um nível mais popular de pensamento, algumas ocorrências estranhas se deram na concepção geral do mundo. O mundo se tornou coberto por uma rede elaborada de sinais. No campo secular, houve uma epidemia de heráldica. De todas as ciências, ela é talvez a mais degenerada intelectualmente, sendo um tipo de perversão do desejo genuinamente científico por um sistema e pela ordem, da mesma maneira que a filatelia é uma perversão do desejo de classificar. A heráldica é nada mais que um distanciamento do pensamento genuíno, no sentido em que a genealogia pelo menos estuda alguns fatos reais, enquanto a heráldica é um sistema completamente arbitrário de sinais parasitando a genealogia. Mesmo a Guerra das Rosas levou esse nome por causa dos símbolos dos lados oponentes.

Ao mesmo tempo a literatura contraiu uma doença que parece de alguma maneira ser um sintoma da mesma doença básica: a alegoria. O famoso exame que Huizinga fez do período em "O Outono da Idade Média" descreve como tudo chegou a ser considerado como material do qual se fabricava sinais de alguma outra coisa:

A noz significa o Cristo, o núcleo doce é Sua natureza divina, a casca verde e pulposa é Sua humanidade, a casca de madeira entre as duas é a Cruz... Cada uma das palavras da Ave significa uma das perfeições da Virgem, e ao mesmo tempo uma pedra preciosa, e é capaz de afastar um pecado, ou o animal que representa aquele pecado... o sete eleitores do Império significam as virtudes... os sapatos significam cuidado e diligência, as meias a perseverança, a banda elástica das meias a resolução, etc.

Esse hábito de pensamento era particularmente destrutivo do pensamento racional, já que de um lado um enorme esforço imaginativo era gasto em traçar paralelos cada vez mais surpreendentes entre as coisas, e por outro lado era essencial para o exercício fingir que esses paralelos não eram apenas coisas da imaginação, mas que seriam instrutivos porque as coisas comparadas realmente se espelhariam uma à outra.

Não é muito despropositado, na minha opinião, comparar isso com o marxismo. A tendência do pensamento marxista quando se depara, por exemplo, com um resultado científico, é relacionar a ideologia da ciência burguesa com a consciência histórica dos cientistas e sua comunidade. À parte da questão de essa idéia ser verdadeira ou não, o efeito resultante é o desvio da atenção do fato original. O mesmo é verdade para a alegoria. Os fatos sobre uma coisa e suas relações reais com outras coisas serão ignorados se a mente que a observa estiver treinada para buscar imediatamente maneiras engenhosas de ver uma coisa como sinal de alguma outra coisa. A construção de similaridades alegóricas substituiu a busca pelas conexões causais.

A enumeração dos sistemas patológicos de sinais, infelizmente, não termina com a heráldica e a alegoria. A astrologia, embora combatida vigorosamente por Oresme e outros, aumentou sua influência, produzindo sua própria divisão do céu em signos governando os destinos dos homens. A cabala judaica sugou ainda mais energia intelectual criando um sistema de significação rival.

Esses sistemas pelo menos tinham poucos deméritos. Alguns eventos relacionados a esses sistemas foram mais sinistros. O hábito de pensamento pelo qual tudo pode significar e afetar alguma outra coisa levaram à busca pelas influências ocultas. A astrologia, é claro, buscava um conjunto de causas ocultas das ações. A alquimia desfrutou seu auge na Renascença, atendendo a um mercado similar. Assim também foi com a bruxaria.

Naturalmente, a existência de pessoas em busca de poderes ocultos gerou o medo nos outros de que essas pessoas pudessem ser bem sucedidas. A repressão aumentou em proporção. A queima das bruxas e a Inquisição tendem a serem vistas hoje como pertencentes à Idade Média, sendo incompatíveis com o mito da Renascença do aumento do esclarecimento.

Embora na Idade Média esses fenômenos ocorressem de vez em quando, o grande surto de ódio contra bruxas e heréticos explodiu à medida que o século XV progredia (ou regredia). A Inquisição espanhola esteve no seu pior por volta das viagens de Colombo, época em que ela já havia sido vinculada à repressão política e provou estar além do controle do Papa. A caça e queima das bruxas em larga escala pertence principalmente ao século XVI.

Por volta de 1500, haviam aparentemente poucos pensadores restantes que fossem capazes de dizer a diferença entre sinais e coisas. Religião, de acordo com os Reformadores, não era tanto acerca do homem, de Deus ou da comunidade cristã, quanto era sobre a escritura, os sinais escritos por Deus. A concentração excessiva no texto pelos primeiros reformadores ameaçou eliminar como irrelevante tudo o que não fosse fé nos signos, incluindo a moralidade pessoal e a ciência. Felizmente as coisas não funcionaram bem dessa forma na maioria dos lugares, e a teologia fundamentalista não empederniu e matou o pensamento como o fez no Islã.

Calvin desenvolveu ainda um outro sistema de signos. Como ele quis estabelecer estados nos quais os eleitos de Deus poderiam louvá-Lo por tê-los escolhidos, era essencial ser capaz de reconhecer os sinais pelos quais alguém pudesse distinguir os eleitos dos condenados. No início, Calvin teve certeza de que os conhecia, mas seus planos enfrentaram dificuldades quando alguns dos seus associados que pareciam possuir todos os sinais mais tarde discordaram dele. Ele finalmente admitiu que embora alguém pudesse ter certeza da própria eleição, não haviam sinais infalíveis para dizer se alguém estava salvo.

A menção à Calvin serve para nos lembrar que a Renascença pode ser considerada, entre outras coisas, como a era dos vendedores de panacéias lunáticas: Torquemada, Savonarola, Paracelsus, Nostradamus, John Knox. Alguns desses conseguiram poder sobre países inteiros. "O sono da razão faz surgirem monstros", como disse Goya. Entre eles, essas pessoas também puseram por terra quaisquer sugestões de que a Renascença teve alguma coisa a ver com liberdade e tolerância.

Marcadores: , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, novembro 24, 2007

Hitler era um esquerdista

Hitler era um esquerdista


Hitler era de esquerda. "Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições." Adolf Hitler (discurso de Primeiro de Maio de 1927, citado por Toland, 1976)

Como todo esquerdista, Hitler não tinha nenhum interesse em teoria econômica e, assim que foi eleito, apagou todo o vestígio de liberalismo destruindo o federalismo e aumentando o alcance do estado. Emitiu decretos abolindo as assembléias estaduais, seus símbolos e bandeiras e reduzindo os estados à meras divisões administrativas do governo central e criou cerca de 42 agências para regular a vida da sociedade: Ministério da Educação, Gabinetes regular e secreto, Conselho de Defesa do Reich, Ministério das Finanças, Ministério dos Alimentos, Ministério da Economia, etc.

Em 1935, Hitler já havia colocado todos os empregos sob o controle exclusivo do governo, determinando o salário e quem iria trabalhar e impedindo demissões e mudanças de emprego. Sob o slogan "O interesse comum antes de si!", os trabalhadores eram punidos com multas e prisão por faltas.

Só isso já bastaria para desmentir a propaganda mentirosa da esquerda que diz que Hitler teria alguma coisa a ver com capitalismo ou liberalismo, mas há muitas outras evidências esmagadoras.

O socialista Keynes expressou seu endosso ao método nacional-socialista na introdução da edição alemã de seu livro "Teoria Geral do Emprego, Juro e Moeda" em 1936: "A teoria da produção agregada, que é o ponto deste livro, pode ser muito mais facilmente adaptada às condições de um estado totalitário do que a teoria de produção e distribuição colocadas sob condições de livre competição e um alto grau de laissez-faire."

Políticas ao estilo keynesiano foram implantadas pelo governo nacional-socialista para inflacionar a moeda e financiar obras públicas. Bancos foram obrigados a aceitar os títulos emitidos pelo governo e a vasta burocracia de Hitler criou programas de agricultura tabelando os preços e isolando os produtores do mercado, além de impedir a venda de fazendas.

Similar ao socialismo soviético, foi inaugurado o Plano Quadrienal de Goering, decretando protecionismo, controle de importações, congelamento de preços e salários e grandes projetos estatais para a obtenção de matéria-prima de guerra. Com a emissão abundante de Reichmarks e a manipulação do câmbio oficial, Hitler construiu sua máquina de guerra.

Empresários foram afogados em papelada burocrática e eram obrigados a produzir e aceitar preços conforme as ordens do estado, além de arcarem com impostos extorsivos e serem forçados às "contribuições especiais" para o partido. Empresas com capitalização abaixo de $40 mil foram extintas e o governo nacional-socialista proibiu a criação de qualquer empresa com capital abaixo de $2 milhões, o que acabou com um quinto de todas as empresas alemãs.

A cartelização da indústria foi tornada obrigatória e o Ministério da Economia tinha o poder de formar novos cartéis e forçar duas firmas a se juntarem. A Câmara de Comércio do Reich promoveu um labirinto legal e a corrupção sistemática, comandando centenas de associações, que por sua vez distribuíam um dilúvio de decretos e leis.

O governo nacional-socialista baniu a posse de armas pelo cidadão comum e confiscou-as; tentou eliminar os símbolos cristãos das escolas e lugares públicos; atacou e eliminou tradições locais conservadoras; arregimentou a diversão pública supervisionando desde o futebol até os concertos de ópera; e decidiu o currículo e os livros oficiais e os professores só podiam lecionar com licença estatal.

Talvez o maior legado que o nacional-socialismo deixou para a esquerda caviar tenha sido a doutrina de "culpa coletiva", através da qual, a esquerda exige indenizações raciais e difama cristãos, judeus e tantos outros. A política de culpa coletiva está de volta com a ação afirmativa, essa característica principal dos debates atuais de ética política e que favorece um grupo de "vítimas declaradas oficiais" contra o grupo de alegados algozes.

Hitler se reuniu com o Mufti para combinar uma forma de aniquilar os judeus.
Acima: Hitler se reuniu com o Mufti de Jerusalém (tio de
Yasser Arafat) em 1941 para combinar o aniquilamento
dos judeus.
Em todos os países do mundo, os movimentos esquerdistas exigem protecionismo em nome do nacionalismo e desenvolvimento, exigem controles de preços e subsídios, exigem maior controle central sobre a educação e esquemas de redistribuição de riquezas. Essas assim chamadas "causas progressistas" não passam de políticas anti-liberais e anti-capitalistas que foram postas em prática na década de 30 por parte de governos socialistas fracassados e que causaram tirania, guerra, genocídio, atraso e ressentimento.

Ludwig von Mises, em seu livro "Human Action", nos lembra que os nacional-socialistas usavam a palavra "judeu" como sinônimo de "capitalista". Infelizmente, são bem poucos os que consideram necessário aprender lições com o passado.

Abaixo estão as 25 propostas do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães - que compunha a plataforma nazista. Ela inclui medidas que efetivamente redistribuem renda e confiscos de guerra, distribuição (obrigatória) de lucros em grandes indústrias, nacionalização de trustes, criação das pensões de seguro social estatais (conforme Roosevelt e Getúlio Vargas fizeram em seus respectivos países), e educação estatal. Essa é uma prova que demonstra claramente que Hitler era um esquerdista.

As 25 propostas do programa do Partido Nacional SOCIALISTA foram compostos por Adolf Hitler e Anton Drexler e foram divulgadas publicamente em 24 de fevereiro de 1920 "para uma multidão de quase 2 mil e cada uma das propostas foi aceita com aprovação jubilante." ("Mein Kampf", volume II, capítulo I). Hitler explicou seus propósitos no quinto capítulo do segundo volume de Mein Kampf.

O programa do novo movimento foi sumarizado em uns poucos princípios diretivos, vinte e cinco ao todo. Eles foram criados para dar, primariamente ao homem do povo, um esboço dos objetivos do movimento. Eles são um credo político, o qual de um lado serve para recrutar para o movimento e por outro lado une e mantém os recrutados unidos por uma obrigação reconhecida por todos.
Hitler queria ter uma comunidade de interesses mútuos que desejasse sucesso mútuo em vez de uma que fosse dividida pelo controle do dinheiro ou por valores diferentes.

O INTERESSE COMUM ANTES DO INTERESSE PRÓPRIO - ESSE É O ESPÍRITO DO PROGRAMA.
QUEBRANDO A ESCRAVIDÃO DO INTERESSE - ESSE É O NÚCLEO DO NACIONAL SOCIALISMO.
Com essa declaração de intenções, Hitler traduziu sua ideologia em um plano de ação que provaria sua popularidade junto ao povo alemão nos anos seguintes. Para muitos, o rompimento abrupto com a tradição da política como era praticada no mundo ocidental foi um grande choque por sua natureza anti-conservadora e sua visão dos problemas emergentes nas democracias ocidentais.

"O programa do Partido dos Trabalhadores Alemães é projetado para ser de curta duração. Os líderes não têm intenção de, uma vez que os objetivos tivessem sido alcançados, estabelecer novos objetivos, meramente para artificialmente aumentar o descontentamento das massas e assim garantir a continuação do Partido.

  • 1) Exigimos a união de toda a Alemanha em uma Grande Alemanha com base no direito de auto-determinação nacional.

  • Esquerda explora o chauvinismo nacionalista.
    Acima: Esquerda explora o chauvinismo nacionalista.

  • 2) Exigimos a igualdade de direitos do povo alemão em transações com outros países, e a revogação do tratado de Versailles e Saint-Germain.
    [Os esquerdistas também querem revogar acordos de comércio internacional e dívidas não pagas com o FMI.]


  • 3) Exigimos terra e território (colônias) para alimentar nosso povo e colonizar com nosso excedente de população.


  • 4) Apenas membros da nação podem ser cidadãos do Estado. Apenas aqueles de sangue alemão, qualquer que seja seu credo, podem ser membros da nação. De conformidade, nenhum judeu pode ser membro da nação.
    [Os atuais militantes de esquerda ampliaram o antigo ódio aos judeus para incluir os americanos também.]


  • 5) Os não-cidadãos podem viver na Alemanha apenas como visitantes e devem se sujeitar às leis para estrangeiros.
    [Isso lembra o chauvinismo nacionalista recentemente fomentado pelos esquerdistas com relação ao aluguel da base de Alcântara.]


  • 6) O direito ao voto no governo e legislação do Estado deve ser desfrutado apenas por cidadãos do Estado. Nós portanto, exigimos que todas as posições oficiais, de qualquer tipo, seja no Reich, ou nos estados ou nas menores localidades, deve ser ocupado por ninguém mais do que cidadãos. Nós nos opomos ao costume parlamentar corrompedor de preencher os postos meramente de acordo com considerações partidárias, e sem referência ao caráter das habilidades.


  • 7) Nós exigimos que o Estado tenha como principal dever prover o sustento de seus cidadãos. Se não for possível alimentar toda a população, estrangeiros (não-cidadãos) devem ser deportados do Reich.
    [Similarmente, o presidente Lula afirmou que o Brasil deveria parar de exportar alimentos para apenas alimentar a população local.]


  • 8) Toda a imigração não-alemã deve ser impedida. Nós exigimos que todos os não-alemãos que entrarem na Alemanha após 2 de agosto de 1914 sejam ordenados que saiam do Reich doravante.


  • 9) Todos os cidadãos devem ter direitos e deveres iguais.


  • 10) Deve ser o primeiro dever de todo cidadão realizar trabalho mental ou físico. As atividades do indivíduo não devem colidir com o interesse geral, mas devem proceder da estrutura da comunidade e ser para o bem geral.
    [... a típica supremacia do coletivo sobre o indivíduo tão pregada pelos socialistas.]


  • Getúlio Vargas, tal qual Hitler, com sua mão<br />imunda. Foi ditador fascista, criou leis <br />trabalhistas e encargos sociais que <br />atrasaram o desenvolvimento do país e depois <br />se suicidou.
    Acima: Getúlio Vargas, tal qual Hitler, com sua mão
    imunda, foi ditador, criou leis trabalhistas e encargos
    sociais que atrasaram o desenvolvimento do país e
    depois se suicidou.
    Portanto exigimos:

  • 11) A abolição da renda que não for obtida por trabalho. A quebra da escravidão dos juros.
    [Organizações "Não-Governamentais" (hein?) como a ATTAC e propostas como a taxa Tobin são direcionadas contra todos os proprietários que fazem operações financeiras e são oriundos da velha implicância esquerdista movida por inveja contra os que trabalham e obtêm sua renda através de finanças.]


  • 12) Em vista dos enormes sacrifícios de vida e da propriedade exigida de uma nação durante guerras, o enriquecimento pessoal obtido através da guerra deve ser considerado crime contra a nação. Portanto exigimos o confisco implacável de todos os lucros de guerra.


  • 13) Exigimos a nacionalização de todas as empresas que se formaram em corporações (trustes).
    [Estatização sempre foi uma proposta da esquerda. Todos os regimes esquerdistas "nacionalizam" (confisca) a propriedade alheia, especialmente as empresas estrangeiras.]


  • 14) Exigimos participação nos lucros para os trabalhadores em grandes empresas industriais.
    [Outra idéia de cunho socialista. Ou seja, o empreendedor capitalista deixa de ter sua justa recompensa por ter assumido os riscos do empreendimento (pois obviamente não há a correspondente participação nos prejuízos).]


  • 15) Exigimos o desenvolvimento extensivo da seguridade para a velhice.
    [Programas estatais de aposentadoria acarretam corrupção, confisco do trabalhador e encargos sociais que desestimulam a criação de empregos e são propostas socialistas. No Brasil, foram implementadas pelo ditador Getúlio Vargas e até hoje são defendidas pelos esquerdistas.]


  • 16) Exigimos a criação e manutenção de uma classe média segura, a comunalização imediata das grandes lojas de departamentos e seu aluguel à preços baratos para pequenos comerciantes, e que a última consideração seja dada para todos os pequenos comerciantes nas ordens do Estado e dos municípios.
    [O confisco da propriedade das grandes empresas para redistribuição "comunal" e tabelamento de preços de aluguel são propostas socialistas. Ao mencionar "classe média", Hitler visava uma nomenklatura ligada ao estado.]

  • MST, o braço armado do PT, exige reforma agrária.
    Acima: MST, o braço armado do PT, exige reforma agrária.

  • 17) Exigimos reforma agrária adequada às nossas necessidades nacionais, a aprovação de uma lei para a expropriação de terras para fins comunitários sem compensação; a abolição do arrendamento de terras, e a proibição da especulação com terras.
    [Reforma agrária com expropriação e severa limitação do direito de propriedade - isso é socialismo puro.]


  • 18) Exigimos a condenação implacável às atividades contrárias ao interesse comum. Criminosos comuns, usurários, especuladores, exploradores, etc., devem ser punidos com morte, qualquer que seja seu credo ou raça.
    [Propor pena de morte para especuladores e pessoas que cobram mais caro por seus serviços é outra demonstração cabal de socialismo.]


  • 19) Exigimos que o direito romano, que serve a uma ordem mundial materialista, seja substituída pela lei comum alemã.
    [Todo socialista é inimigo do cumprimento das leis segundo a tradição dos direitos individuais. Na lei alemã a que Hitler se refere, o povo como um todo estava acima do indivíduo e da propriedade, que eram protegidos pelo sistema que vige sob os governos liberais. Sob o sistema jurídico proposto por Hitler de "bem estar coletivo acima do ganho individual", as leis já não eram seguidas estritamente conforme escritas, mas eram "interpretadas" pelos juízes segundo a "função social". A semelhança com as propostas e vereditos recentes segundo a "função social" não é mera coincidência.]


  • 20) O Estado deve considerar uma reconstrução abrangente do nosso sistema nacional de educação (com o objetivo de abrir a possibilidade de educação superior e consequente obtenção de avanço para todos alemães capazes). O currículo de todos os estabelecimentos educacionais devem ser dispostos de acordo com as necessidades da vida prática. O objetivo da escola deve ser dar ao aluno, começando com o primeiro sinal de inteligência, a compreensão da nação do Estado (através do estudo dos assuntos cívicos). Nós exigimos a educação das crianças bem dotadas de pais pobres, qualquer que seja sua classe ou ocupação, sob as custas do Estado.
    [O socialismo sempre buscou currículos impostos pelo estado em vez de decididos pela população através do mercado.]


  • 21) O Estado deve assegurar que os padrões de saúde sejam elevados protegendo as mães e os filhos, proibindo trabalho infantil, promovendo força física através de legislação tornando compulsória a prática de esporte e ginástica, e pelo apoio extensivo aos clubes de treino físico da juventude.
    [Para a alegria dos esquerdinhas naturebas!]


  • 22) Exigimos a abolição do exército mercenário e a fundação de um exército do povo.
    [Serviço militar obrigatório é uma tradição socialista desde a revolução francesa.]


  • Esquerdistas do MST apóiam o extermínio de judeus civis inocentes.
    Acima: Esquerdistas do MST apóiam o extermínio de judeus civis inocentes.
  • 23) Exigimos guerra legal à mendacidade política deliberada e sua disseminação na imprensa. Para facilitar a criação de uma imprensa nacional alemã, nós exigimos:

    • a) que todos os editores e colaboradores dos jornais em linguagem alemã devem ser membros da nação;

    • b) que nenhum jornal estrangeiro seja veiculado sem expressa autorização do Estado. Eles não devem ser impressos em língua alemã;

    • c) que os não-alemães sejam proibidos por lei de participarem financeiramente ou de influenciar os jornais alemães, e que a penalidade por descumprimento dessa lei seja a supressão do jornal, e a deportação imediata dos não-alemães envolvidos. A publicação de jornais que não for conduciva ao bem estar nacional deve ser proibida. Nós exigimos a condenação legal de todos cujas tendências na arte e na literatura corrompam a vida nacional, e a supressão dos eventos culturais que violam essa exigência.

  • 24) Exigimos liberdade para todas as denominações religiosas no Estado, desde que elas não ameacem sua existência e não ofendam os sentidos morais da raça alemã. O Partido, como tal, defende o Cristianismo positivo, mas não se compromete com nenhuma denominação particular. Ele combate o espírito judaico-materialista dentro e fora e está convencido de que nossa nação pode atingir saúde permanente apenas com base no princípio: o interesse comum antes do interesse próprio.
    [Longe de pregar a caridade cristã, Hitler defendia o coletivismo.]


  • 25) Para colocar esse programa em execução integral, nós exigimos a criação de um poder estatal central forte para o Reich; a autoridade incondicional do Parlamento político central sobre o Reich inteiro e suas organizações; e a formação de Corporações baseadas no território e na ocupação para o propósito de executar a legislação geral aprovada pelo Reich nos vários estados alemães.
    [Poder estatal centralizado, estado forte, anti-federalização, "comissários do povo" - tudo isso pertence ao socialismo.]

Os líderes do Partido prometem trabalhar implacavelmente - sacrificando suas próprias vidas se necessário - para traduzir esse programa em ações.

- traduzido do programa do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães e da página Hitler was a Leftist.

Marcadores: , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







terça-feira, setembro 04, 2007

A Hegemonia Petista explicada: Marxismo cultural anti-cristão

Texto baseado numa transcrição da palestra do Pe. Paulo Ricardo
(A transcrição não foi revisada pelo autor.)

MARXISMO CLÁSSICO VERSUS MARXISMO CULTURAL


O marxismo cultural faz questão de não ser identificado com o marxismo clássico.
O marxismo cultural não apenas é uma cultura anti-cristã, como também tenta ludibriar as pessoas fazendo passar idéias anti-cristãs como cristãs. Por exemplo, a idéia de paz mundial sem Cristo, simbolizada pelo logotipo da cruz invertida e com os braços quebrados.

A democracia precisa de uma base moral, de respeito mútuo onde possam conviver juntos a esquerda e a direita. Mas devido ao marxismo cultural, as coisas mudaram de tal maneira que o que antes era esquerda, virou centro; o que antes era a ultra-esquerda, virou a esquerda atual; e o que era direita, praticamente desapareceu do cenário político.

O manifesto comunista de Marx convocava os trabalhadores proletários de todo o mundo para que se unissem e se revoltassem contra os grandes proprietários. Sob esse perspectiva, Marx previa um grande conflito em toda a Europa em que os "trabalhadores oprimidos" atacariam os "patrões opressores" segundo os interesses de sua classe econômica.

Contudo, o conflito ocorreu mas não como fora previsto pelos marxistas. A Primeira Grande Guerra começou em 1914 e durou até 1919. O Kaiser alemão dizia "não há mais partidos, somos todos alemães" e trabalhadores se voltaram contra trabalhadores de outros países, cada um defendendo os "interesses de seus patrões".

Em 1917, a revolução bolchevique deu uma esperança aos marxistas, embora todas as outras tentativas de revolução comunista fracassaram.

Em 1919, a revolução Espartacista em Berlin, com Karl Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Spartacus, fracassou.

Também em 1919, houve o governo do Soviete de Munich, cujo governo provisório não conseguiu atrair o apoio dos trabalhadores.

Na Hungria, o governo provisório de Bela Kun, do qual participava o filósofo Georg Lucács, também fracassou.

Na Itália houve a revolta sindicalista em Turim, que também fracassou.

Esses fracassos consistiram num grande problema teórico para o marxismo: por que a realidade não segue a teoria? Um cérebro normal rejeitaria a teoria se ela não é compatível com a realidade, mas o cérebro marxista não é normal: se a realidade não confirma a teoria, pior para a realidade!

Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.

A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.

Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã.

No entanto, isto criou um cisma no marxismo. No Ocidente, começou-se a lutar por uma outra espécie de marxismo diferente do marxismo ortodoxo que era praticado no Oriente, por trás da Cortina de Ferro.

O MARXISMO CULTURAL


Maurice Merleau-Ponty, um filósofo francês, cunhou a expressão "marxismo ocidental" para designar esse outro marxismo heterodoxo e herético aos olhos dos comunistas russos. Stalin odiava os comunistas do Ocidente por não aceitarem as ordens de Moscow apesar de também serem marxistas.

Vários filósofos e escritores famosos no Ocidente pertenceram a esse marxismo ocidental. Ernst Bloch (importante influência na revolução estudantil européia), Walter Benjamin, Jean Paul Sartre, Louis Althusser, Jürgen Habermas (que uma vez debateu com o então cardeal Ratzinger).

Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise da teoria marxista (por que a realidade não estava seguindo a teoria?) que vinha desde 1919. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács. Felix Weil vinha de uma família rica e gastou o dinheiro do pai criando e sustentando financeiramente o Instituto Para a Pesquisa Social em Frankfurt em 1924: a famosa Escola de Frankfurt.

Esse grupo tinha como intenção inicial usar o nome "Instituto Marx-Engels", espelhando o instituto de mesmo nome em Moscow, mas decidiram que no Ocidente eles teriam maior vantagem em não se identificar como marxistas. Esse instituto editou o primeiro volume da Edição Geral das Obras de Marx e Engels (MEGA - Marx-Engels-Gesamtausgabe) simultaneamente ao instituto de Moscow.

Esses jovens ricos estudavam a sociedade alemã para descobrir como funcionava o pensamento ocidental e descobrir como destruí-lo. Com a ascenção de Hitler ao poder e sua perseguição aos judeus e aos marxistas, eles fugiram para os Estados Unidos.

Uma das principais características dos marxistas culturais é que eles não querem saber de luta armada, mas querem ocupar espaços para pregar suas doutrinas em universidades, na mídia, nas igrejas ou em qualquer lugar onde haja discurso.

Vários destes pensadores, sem se identificarem como marxistas, se infiltraram e conseguiram lecionar em universidades americanas. Deles, merecem destaque Teodor Adorno, Herbert Marcuse e Max Horkheimer, que foram lecionar na Universidade de Columbia, em Nova York. Horkheimer e Adorno voltaram à Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial e fizeram muitos discípulos. Marcuse trabalhou para a CIA (então chamada de OSS) em projetos de propaganda anti-nazista e depois mudou-se para a Califórnia. Na época em que explodiu a revolução estudantil de 1968, ele lecionava na Universidade de San Diego.

Marcuse influenciou enormemente a cultura do Ocidente, mudando o pensamento marxista ocidental para uma espécie de casamento intelectual entre Marx e Freud. Os marxistas queriam uma revolução e para isso precisavam de gente revoltada. A revolta dos trabalhadores, explorada pelo marxismo clássico, era comprovadamente insuficiente. Era preciso encontrar mais gente revoltada. Marcuse descobriu a juventude e as pessoas reprimidas sexualmente.

O discurso então se tornou: "a sociedade capitalista" - isto é, ocidental - "é uma sociedade repressora. Ela oprime as pessoas, reprimindo-as sexualmente. Você não pode exercer sua sexualidade livremente. Revolte-se!" Eles queriam acabar com a moral cristã mas não confessavam suas intenções.

A pregação marxista passou a defender a liberação da sexualidade, aborto, homossexualismo e divórcio, chamando o casamento monogâmico de "moral burguesa" (codinome para moral cristã).

Erich Fromm, Cornelius Castoriadis (teve papel na revolução estudantil em Paris), Michel Foucault (uma das primeiras vítimas da AIDS por ser drogado e homossexual bastante promíscuo) e Herbert Marcuse foram as maiores influências nas universidades. Quando a revolução estudantil de 1968 eclodiu, Marcuse, Foucault, Castoriadis e outros estavam em Paris insuflando os estudantes.

Em Hollywood, os marxistas também trabalhavam para acabar com a "moral burguesa". Vinte e poucos deles foram denunciados pelo senador Joseph McCarthy mas ele acabou sendo vítima do patrulhamento ideológico.

Depois da queda do muro de Berlin, o Código Venona foi descoberto nos arquivos da KGB e foi revelado que haviam não apenas vinte, mas mais de cem marxistas trabalhando em Hollywood sob ordens da KGB. O livro "Venona Code" explica esses fatos históricos em detalhes.

Em 1955, Marcuse escreveu "Eros e Civilização", livro muito divulgado nas universidades e que se tornou a "bíblia" da revolução Hippie. Segundo seu discurso, a sociedade capitalista gera a guerra e a repressão sexual, portanto, "faça amor, não faça guerra".

"Paz e amor, bicho!" Para ter coragem de des-reprimir, os jovens, que ainda foram criados em famílias cristãs, precisaram tomar drogas para conseguirem praticar perversões sexuais (a "liberação sexual"). Com isso veio Woodstock e o protesto contra a guerra do Vietnã. Os jovens e os transviados serviriam como combustível para o motor da nova revolução marxista.

NO BRASIL...


Em 1964, o Brasil era um país muito conservador, com uma sociedade capaz de realizar a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em protesto contra a iminente revolução de João Goulart, que colocara o país rumo à uma ditadura comunista no estilo cubano.

Com a doutrinação através das novelas da Rede Globo - entre várias outras ocupações de espaços na mídia - isso mudou. Haviam muitos comunistas trabalhando nas Organizações Globo e outros órgãos da grande mídia brasileira. Roberto Marinho reagia contra o regime militar e protegia os comunistas da Globo: "Dos meus comunistas cuido eu." Deles, os mais notáveis - Dias Gomes e Janete Clair - dominaram a década de 70 com suas novelas.

Na biografia de Dias Gomes, "Apenas Um Subversivo" (à venda no Submarino), ele conta que pregou o divórcio - era tabu naquela época - na sua novela "Verão Vermelho" (1970). Na sua segunda novela, "Assim na Terra como no Céu" (1970), ele atacou o celibato clerical. Na novela "Roque Santeiro", em 1975 (mas que foi impedida pelo governo militar), ele atacou o Cristianismo.

Em "Roque Santeiro", o padre Albano (da teologia de libertação) e o padre Hipólito (supostamente conservador) discutem diante da estátua do Roque Santeiro, que havia morrido e se tornado mártir. Sob o protesto de padre Albano, o padre Hipólito vendia santinhos do Roque Santeiro e tentava encobrir o fato de que Roque Santeiro não havia morrido. Esta era a mensagem de Dias Gomes, traduzida: "O Cristianismo cria falsos mitos e é necessário denunciar esses mitos para impedí-los de se aproveitarem do povo."

O governo militar não tinha idéia do marxismo cultural. Mandavam revistar a casa de Dias Gomes em busca de armas e livros ensinando guerrilha e não encontravam nada. Só foram descobrir algo quando, sob escuta telefônica, Dias Gomes explicou o suas intenções ao amigo Nelson Werneck Sodré: "Mas a Censura vai deixar passar?" "... Assim passa. Esses militares são muito burros!" Essa conversa foi descrita no livro de Artur Xexéo, "Janete Clair, a Usineira de Sonhos". Assim que o governo soube da mutreta, a Censura baniu "Roque Santeiro" e justificou: "A novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja".

O general Golbery do Couto e Silva, com sua "teoria da panela de pressão", foi um dos maiores responsáveis pelas desgraças que acontecem nas universidades brasileiras. "Toda panela de pressão deve ter uma válvula." A válvula que ele deu de bandeja para os marxistas foram as universidades.

Embora houvessem agentes do governo militar assistindo as aulas dos marxistas nas universidades, estes podiam pregar tudo, desde que não tocassem em assunto de luta armada e reforma agrária. Eles tiveram toda a liberdade para falar de aborto, divórcio, sexo livre pois isso não era identificado como marxismo. Hoje as universidades estão completamente desmontadas em termos de cultura cristã, se tornando máquinas anti-cristãs disfarçadas, acusando os conservadores e denunciando sua "moral burguesa" (cristã) e seu "pensamento retrógrado" (cristão).

O politicamente correto é obra marxista. Ele foi criado por eles para tentar convencer as pessoas de que as convicções morais cristãs seriam viciadas e de que seria necessário tornar todo mundo igual.

No 7 de Setembro, uma data que deveria ser de comemoração de patriotismo, a CNBB, parte da igreja brasileira dominada pela Teologia da Libertação, criou o "Grito dos Excluídos". Os "excluídos" são uma categoria criada por Pierre Bourdieu para perpetuar a idéia do conflito de classes.

Em Ibiúna, em 1968, foi realizado um congresso da UNE, sob a liderança dos atuais políticos de esquerda que estão no governo e na oposição. Os marxistas Aldo Rebelo (PC do B), José Serra (PSDB) e José Dirceu (PT), todos eles dos partidos em atual hegemonia, estavam nesse congresso.

No Brasil atual, dominado por este marxismo cultural, praticamente só existem partidos de esquerda. Todos eles tentam impôr e favorecer a sexualidade promíscua, o aborto e o homossexualismo, bem como o conflito racial e a histeria ecológica.

O PT chama o PSDB de direita, mas o PSDB não é direita. Ele está à direita do PT mas ainda é de esquerda. O PSOL acusa o PT e o governo Lula de não serem mais de esquerda, mas isso significa apenas que o PSOL está ainda mais à esquerda do que o PT.

A direita brasileira já não existe mais sob a forma de partidos, mas como os marxistas precisam de um inimigo imaginário, por isso usam o DEM - o antigo PFL, um partido criado para se opor ao regime militar e que foi tomado por oportunistas - como espantalho e saco de pancadas, um partido de oposição medíocre, subserviente e facilmente manipulável.

Essa hegemonia esquerdista é mantida em grande parte graças ao patrulhamento ideológico.

Se alguém ousar denunciar as trapaças dos marxistas, eles usam a tática proposta por Lênin: cair em cima da vítima coletivamente, fazendo inúmeras acusações.

"Você é agente da CIA, você é burguês, você é da elite branca, você é homofóbico, você é um louco" - todas as acusações e calúnias possíveis e imagináveis são usadas tendo como objetivo intimidar as demais pessoas para que elas não ousem concordar com quem denunciou as trapaças dos marxistas culturais.


A meta é fazer com que os outros tenham medo e pensem duas vezes antes de falar ou denunciar as mesmas coisas - esse é o patrulhamento ideológico.




Ver também:
O figurino de Dona Marta

Marcadores: , , , , , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                3 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, junho 30, 2007

A Busca do Milênio - A continuidade histórica do movimento revolucionário

[O texto abaixo foi baseado numa palestra de Murray Rothbard sobre o surgimento do comunismo.]

The Pursuit of the Millennium, Norman Cohn
O livro magistral de Norman Cohn, "The Pursuit of the Millenium, Revolutionary messianism in medieval and Reformation Europe and its bearing on modern totalitarian movements" (1957, reimpresso em edição expandida em 1961), que foi resultado de 10 anos de estudos, descreve com detalhes sardônicos a emergência dos movimentos revolucionários no fim do século XII.

Se referindo aos primeiros movimentos comunistas, Cohn afirma que "É característico desse tipo de movimento que seus objetivos e premissas não tenham limite... Qualquer que sejam suas histórias individuais, coletivamente essas pessoas formam um estrato social reconhecível - uma intelligentsia inconformada e de bastante baixo nível... e o que se seguia a elas foi a formação de um grupo de um tipo peculiar, um verdadeiro protótipo do partido totalitário moderno."

"Um grupo incansavelmente dinâmico e totalmente implacável que, obcecado pela fantasia apocalíptica e cheio de convicção sobre sua própria infalibilidade, se coloca acima do resto da humanidade e não reconhece nenhum outro valor que não seja a sua própria missão... Uma promessa milenar desmedida feita com convicção desmedida similar à de um profeta para um número de homens erráticos e desesperados no meio de uma sociedade onde as normas e relacionamentos tradicionais estão se desintegrando - aqui, como parece, está a fonte daquele fanatismo subterrâneo peculiar."

Como disse Olavo de Carvalho, se referindo aos ícones revolucionários Che Guevara e Bin Laden, "[ambos] acreditam-se tão profundamente, tão essencialmente identificados a uma causa superiormente justa e nobre, que mesmo seus pecados mais flagrantes e seus crimes mais hediondos lhes parecem resgatados, de antemão, pela unção incondicional de uma divindade legitimadora. Pouco importa que essa divindade seja, num deles, só informalmente teológica (a História, o Progresso, a Revolução), e só no outro expressamente teológica. Em ambos os casos há o apelo a uma fonte suprema da autoridade, que consagra o mal como bem."

Joaquim de Flora (Gioacchino da Fiore)
Joaquim de Flora
Uma das fontes iniciais de inspiração dos movimentos revolucionários foram as idéias do místico italiano Joaquim de Flora (Gioacchino da Fiore), que nasceu e viveu em Calábria, no sul da Itália. O abade e eremita se tornou extremamente influente - ele quase converteu dois papas às suas idéias, chegando muito perto de transformá-las em doutrina católica ortodoxa.

Lendo as profecias da Bíblia, concentrando-se no Livro da Revelação, Joaquim chegou à conclusão de que a história estava destinada a passar por 3 estágios sucessivos. O primeiro estágio foi a era do Velho Testamento, a era do Pai (na Santíssima Trindade), a idade da Lei que seria governada pelo temor. O segundo estágio seria iniciado por Jesus, a era do Filho, do Novo Testamento, a era Cristã, a idade da Fé e Submissão.

Então, inevitavelmente, chegaríamos à terceira etapa: a era do Espírito Santo, que seria quando a "confusão" começaria, por assim dizer. Seria uma era de alegria e liberdade perfeitas e o fim da história humana. Essa era de perfeição, segundo Joaquim de Flora, seria o fim da propriedade privada, onde ninguém possuiria nada e ninguém trabalharia porque todos seriam espíritos puros e sem corpo.

"A Era do Espírito será o sabbath ou período de descanso para a humanidade. Nela não haverá riqueza e nem sequer propriedade, pois todos viverão em pobreza voluntária; não haverá trabalho, pois seres humanos possuirão apenas corpos espirituais e não precisarão de alimento; não haverá autoridade institucional de nenhum tipo. ... O mundo vai se tornar um único e vasto monastério onde os homens serão monges comtemplativos envolvidos continuamente em êxtase místico até o dia do Juízo Final."

Como muitos tipos messiânicos, Joaquim estava certo de que essa era chegaria em breve, mas não muito breve: cerca de 1260. Essa era seria inaugurada por uma vanguarda. Quando a Ordem Franciscana começou por volta de 1213, os franciscanos mais rigorosos, que eram anti-propriedade, se consideravam Joaquimitas.

No entanto, os Joaquimitas foram muito além do que o abade pregara. Eles chegaram a abolir a Bíblia e adotar os 3 livros de Joaquim como "evangelho eterno", considerando-o superior ao evangelho do Cristo, já que a era do Espírito chegaria em breve.

Na mesma época, na Universidade de Paris, que era um grande centro de estudos teológicos, um professor de teologia e favorito da corte francesa, Amaury (Amalric) de Bena, se inspirou no Joaquimismo e ganhou adeptos para suas idéias mas sua doutrina foi condenada pelo papa. Ele foi forçado a renegar sua doutrina, morrendo logo em seguida, enquanto os Amaurianos foram perseguidos até a extinção do movimento.

A tese de Amaury era a de que todos os cristãos seriam "membros de Cristo" e teriam sofrido com Ele na cruz. Os Amaurianos acreditavam que tudo era permitido porque Deus teria criado tudo, incluindo o bem e o mal, e que se Deus estava em todas as pessoas (panteísmo), eles podiam se comportar como bem quisessem (antinomismo).

Pierre, o Pródigo, uma vez comentou sobre os estudantes contemporâneos de Amaury: "No comer e no beber eles não têm igual. Eles são devoradores à mesa, mas não se devotam à Missa. No trabalho, eles bocejavam; e num banquete eles não temiam a ninguém. Eles abominavam a meditação sobre os livros sagrados, mas amavam ver o vinho cintilar em seus copos e o engoliam intrepidamente."

Cada era, conforme explicada pelos Amaurianos, tinha uma encarnação de Deus: a do Pai teria como encarnação Abraão, a era do Filho teria como encarnação Jesus. E quem seria a encarnação de Deus na terceira era? Obviamente, os próprios Amaurianos! Isso acontece com todas as doutrinas de "terceira era": seus adeptos ocupam o papel de Messias em seus próprios olhos, aqueles que vão dar cumprimento à história humana. Os Amaurianos se proclamavam Deuses Vivos, os Eleitos, a concretização do Espírito Santo. Segundo sua crença todos se tornariam Espírito Santo eventualmente.

Hieronymus Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas
Detalhe da pintura "Jardim das Delícias
Terrenas" de Hieronymous Bosch, sobre o qual
se especula que tenha sido simpatizante da
seita Irmandade do Livre Espírito.
No início do século XIV, surgem vários grupos descentralizados, cada um com seu próprio messias e artigos de fé, que continuam essa tradição revolucionária e ficaram conhecidos como "Irmandade do Espírito Livre". Essa irmandade se espalhou por Champanhe, Thüringen, Bruxelas, Colonia, Bavaria e outras regiões. Os alemães os chamavam de Luftmenschen (homens do vento) e eles eram como um movimento nômade no estilo hippie. Os Luftmenschen acrescentaram uma idéia derivada da obra de Plotinus: a reabsorção em Deus, que viria depois do período comunista. Eles também acrescentaram um viés elitista - haveriam dois tipos de pessoa na Irmandade do Espírito Livre: os crus em espírito, que tinham que morrer primeiro, e os sutis em espírito, a gloriosa minoria que exerceria o papel de liderança.

Estes se tornariam Deus Vivo no tempo de sua existência terrena. Essa liderança alcançaria a divindade através de anos de treinamento, com tortura auto-imposta, visões, etc. Eles se diziam mais perfeitos e mais divinos que o próprio Cristo porque estariam na terceira era e proclamavam autoridade sobre a Trindade. "Deus criou todas as coisas e eu criei todas as coisas com Ele." E se eles eram como Deus, seria impossível para eles pecar. Por definição, qualquer coisa que eles fizessem não poderia ser pecado, incluindo roubo, estupro, incesto e assassinato.

Também se aplica aí o que Olavo de Carvalho disse à respeito dos revolucionários modernos, "... identificaram-se de tal modo com o que lhes parece o bem, que mesmo o mal que praticam se transfigura, a seus olhos, automaticamente em bem. Atingiram, enfim, a seus próprios olhos, o estágio divino da impecância essencial. Daí que, neles, a total falta de escrúpulos e a prática costumeira da violência criminosa coexistam sem maiores problemas com uma fé perfeitamente sincera na própria bondade, santidade até ..."

Segundo Nicolas de Basel, só haveria um único pecado: desobedecer Nicolas de Basel. Ele liderava seu próprio movimento de Espírito Livre, os Beghards, que praticavam a nudez durante as missas. Cada discípulo devia obediência absoluta à Nicolas de Basel, e qualquer desvio recebia punição sumária.

Como era impossível eles pecarem, eles podiam fazer qualquer coisa, incluindo roubar a propriedade alheia, afinal, eles eram os eleitos. O bispo de Strasburg resumiu dizendo "eles acreditavam que tudo era em comum, portanto o roubo era legal para eles."

Johann Hartman, um abade do Espírito Livre em Erfurt, Alemanha, dizia "o verdadeiro homem livre é soberano e senhor de todas as criaturas, portanto tudo pertence à ele e ele tem o direito de usar tudo como lhe convém. Se alguém se opor, ele tem o direito de matá-lo e tomar seus bens."

Outro provérbio favorito da Irmandade do Espírito Livre era "qualquer coisa que os olhos vejam e cobicem, seja tomada pelas mãos." Que grande teoria moral!

Um dos primeiros grupos comunistas foram os Adamitas da Bohemia, nos séculos II, III e IV, e mais tarde revivido pelos Neo-Adamitas nos séculos XV e XVIII. Nesse movimento os bens eram propriedade coletiva e qualquer homem podia escolher a mulher que desejasse e ela teria que obedecer - o casamento era "pecado". Cada um desses grupos deu sua própria contribuição ao movimento revolucionário e a dos Adamitas foi a de que eles andavam nus na maior parte do tempo - a nudez santificada, onde eles alegavam recuperar a inocência primordial de Adão e Eva. A promiscuidade era obrigatória e decidida pelo líder Adamita. O movimento Adamita foi o primeiro a adotar a foice como símbolo. Eles se consideravam a foice divina que ceifaria as vidas dos não-Adamitas.

No início do século XV, aparece o ingrediente final de tudo isso com o movimento dos Taboritas, um grupo que é considerado pré-protestante e que viveu na cidade de Tabor no norte da Bohemia durante as guerras hussitas (mesma região da República Tcheca contemporânea). Esse movimento trouxe o conflito de classes entre Tchecos e Alemães, não-católicos e católicos e patrícios e plebeus. Os Taboritas acreditavam no dever divino de acabar com o pecado exterminando todos os hereges e pecadores, isto é, todos os não-Taboritas. "Todo crente deve lavar suas mãos no sangue dos inimigos do Cristo."

Os Taboritas não apenas perseguiam os não-Taboritas como também queimavam livros, imagens, pinturas e bibliotecas. Com a chegada do reino de Deus na Terra, não haveria necessidade de ensino. Os Taboritas também pregavam o retorno à uma "idade perdida" do comunismo, isto é, a crença de que em algum ponto da história não houvera propriedade privada e tudo era perfeito.

Obviamente, para os Taboritas era necessário exterminar os centros urbanos, que seriam centros de pecado, avareza, luxúria e cobiça, assassinando os senhorios e as demais pessoas. E assim que os Taboritas implantassem seu reino comunista na Bohemia, eles o espalhariam para o resto do mundo. "Quem quer que possua propriedade privada comete pecado mortal."

Uma das características do movimento comunista em geral, e que ficou retratado nos Taboritas, é o "comunismo das mulheres". Os padres/pastores Taboritas pregavam que todo corpo, incluindo o das mulheres Taboritas, seria propriedade comum - não haveria casamento e nem esposas - todas as mulheres seriam possuídas em comum. Se um marido e uma mulher fossem vistos juntos, eles seriam espancados ou executados de várias formas.

Eles tinham um armazém central de onde todos podiam consumir o que precisassem. Ao mesmo tempo, os Taboritas eram isentos de trabalhar, pois se diziam divinos. O resultado foi que poucos trabalhavam, todos pegavam os alimentos do armazém central e não sobrava nada - um típico problema do comunismo. Então eles passaram a roubar e exterminar todo mundo em volta de Tabor, embora houvessem Taboritas moderados que foram contra essa prática de viver do trabalho alheio. O experimento entrou em colapso, mas continuou de forma intermitente à medida que a idéia foi adotada por outros grupos.

Mapa do Protestantismo
Com a Reforma Protestante, mais desses grupos surgiram. Um deles, os Anabatistas (não confundir com os Batistas suiços Menonitas) ficaram notórios e muito se poderia relatar sobre eles. O grupo de anabatistas liderado por Thomas Müntzer foram os primeiros anabatistas comunistas. Müntzer começou como padre e se tornou luterano. Lutero o recomendou para um dos maiores pastorados em Zwickau na Saxônia em 1520, e em breve se arrependeria. Müntzer então encontrou Nicholas Storch, que com a antiga doutrina dos Taboritas, o influenciou na direção do radicalismo.

Müntzer passou a ir de cidade em cidade - normalmente sendo expulso de cada uma delas - mas conseguiu mais e mais adeptos. Diz-se que uma vez ele foi à Tchecoslováquia e começou a pregar para os tchecos. Infelizmente ele não sabia falar tcheco e eles não sabiam falar alemão. Como se pode imaginar, a pregação foi um fracasso!

Com o tempo, Müntzer formou uma organização revolucionária chamada "Liga dos Eleitos" com o objetivo de transferir o poder político da nobreza para as pessoas comuns. Os nobres deveriam abdicar de seus títulos e se juntar aos camponeses - Müntzer os ameaçou dizendo que se não concordassem, todos os duques e príncipes seriam exterminados. Müntzer então se envolveu na guerra dos camponeses em 1524-25.

A Liga dos Eleitos tomou a cidade de Muehlhausen e lá implantou um regime comunista onde tudo era tirado das pessoas de acordo com suas habilidades e tudo era dado a elas de acordo com suas necessidades. No auge da guerra dos camponeses, Müntzer liderou 6 mil habitantes de Muehlhausen num ataque à Langensalza, na batalha de Frankenhausen, que foi um fracasso total (5 mil mortos) pois os camponeses estavam praticamente desarmados. No céu havia um arco-íris e isso foi interpretado com sinal divino. Müntzer havia dito aos camponeses que Deus lhe prometera a vitória e que as bolas de canhão seriam detidas com sua capa.

Por volta de 1531, um outro experimento comunista foi realizado na cidade de Münster (Müntzer já estava morto mas vários de seus discípulos continuaram a espalhar suas idéias). A cidade foi governada pelo líder religioso Jan Bockelson (João de Leyden) com o auxílio de Bernt Rothmann. Ao contrário dos movimentos anteriores, Bockelson evitou o assassinato das populações vizinhas, preferindo apenas expulsá-los com somente a roupa do corpo durante tempestades de neve, forçando-os a abandonar seu dinheiro e propriedade - prática que foi copiada pelo regime do Pol Pot na Cambodia mais tarde. Católicos, luteranos e pessoas neutras que queriam evitar problemas - mais da metade da população - começaram a fugir da cidade mas, ao mesmo tempo, vários grupos anabatistas sob perseguição feroz conseguiram migrar para Münster pois a consideravam a Nova Jerusalém e suas tentativas de tomada de poder em outros lugares foram mal-sucedidas.

Depois de correr nu pelas ruas em frenesi, alegadamente depois de um êxtase espiritual que durou 3 dias, Bockelson se proclamou Rei do Povo de Deus e Governante da Nova Sião. Bockelson confiscou e baniu o uso de dinheiro - todos foram forçados a trabalhar sem salário e receberiam rações concedidas de acordo com a bondade dos governantes. Bockelson usou esse dinheiro confiscado para comprar coisas fora de Münster e viver com sua corte na luxúria. Ao mesmo tempo, a população passou a viver em extrema penúria.

Bockelson também inaugurou a grande era da pena de morte, implantando um novo código de leis que prescrevia punição capital para todos os crimes, contravenções, falhas e defeitos de caráter. Desde traição e adultério até queixumes, bate-bocas e ser mal-criado com os pais - tudo isso era punido com pena de morte imediata. Depois Bockelson instituiu a poligamia e adquiriu 15 esposas e Rothmann ficou com 9. Também foi praticado o "comunismo das mulheres" - a promiscuidade compulsória - em Münster.

Em 1535, a cidade passava fome e, com uma mal-sucedida investida contra as forças do príncipe e bispo católico Franz von Waldek, que estava sitiando a cidade, o movimento acabou e a população foi exterminada.

Houveram grupos comunistas no século XVII, na guerra civil na Inglaterra: dois dos mais notáveis foram os Quinto-Monarquistas e os Diggers. O primeiro foi um movimento religioso quase político proeminente de 1649 a 1661 que quis reformar o parlamento e o governo para a chegada iminente do Reino de Cristo na Terra e o último foi um grupo religioso puritano que defendia a abolição da propriedade privada da terra.

Enquanto uma pessoa normal reage ao movimento Bockelsoniano e a Liga dos Eleitos com horror, os historiadores liberais e marxistas adoram os experimentos de Müntzer e Münster pois foram, sem dúvida, comunistas e apoiados pelas camadas mais baixas e marginais da população.

(No próprio site Marxists.org há o livro de Karl Kautsky, "Communism in Central Europe in the Time of the Reformation", em que ele defende praticamente todos esses movimentos. Um outro livro do esquerdista Kenneth Rexroth também faz apologia desses movimentos.)

Diz Cohn, "Desde Engels até os historiadores comunistas de hoje - russos bem como alemães - os marxistas têm inflado Müntzer em um símbolo gigante, um herói prodigioso na história do conflito de classes." Os comunistas estão certos em tomar o profeta medieval Müntzer como ídolo, mas não do jeito que eles pensam. Os marxistas, como Müntzer, não fazem nada além de explorar o descontentamento social e estão totalmente despreocupados - apesar de suas alegações - com a erradicação de suas causas. De fato, os marxistas necessitam de descontentamento social para continuar ininterruptamente, pois, sem esse descontentamento, não há nada que se possa mostrar a favor de seu comunismo, seu "paraíso terrestre".

O comunismo surgiria novamente pouco antes da revolução francesa, um pouco mais secularizado, e houve disputa entre secularistas e pós-milenialistas até 1848. Ambos cristãos-hereges comunistas e ateus comunistas concordam em tudo exceto no trabalho preparatório. Um problema que os ateus comunistas tiveram foi como chegar à uma era de mudanças sociais. Para os pós-milenialistas, Deus traria essa era histórica e seria inevitável: o Messias ou o profeta retorna e inaugura a nova era. Os ateus, não querendo contar com Deus, Messias ou profetas da terceira era, primeiro propuseram que essa era seria trazida com a educação do público, mas Marx queria retratar como algo inevitável e "científico", e encontrou essa alegada inevitabilidade com a alienação e a dialética Hegeliana.

Cohn observou que a "busca do milênio" tem a ver tanto com as heresias medievais quanto com o comunismo e o nazismo. "Da mesma forma que nessas obras [marxistas] os profetas de um mundo pregresso são mostrados como homens nascidos séculos antes de seu tempo, é perfeitamente possível demonstrar o oposto moral - que, apesar de todo o uso que fizeram da tecnologia mais moderna, o nazismo e o comunismo foram inspirados por fantasias que são inequivocamente arcaicas. E tal é, de fato, o caso. É possível demonstrar (embora para fazê-lo em detalhe seria necessário outro volume) que as ideologias do comunismo e nazismo, dissimilares que sejam em vários aspectos, ambas devem muito àquele velho conjunto de crenças que constituíram o folclore apocalíptico popular da Europa."

Nas palavras de Olavo de Carvalho, "O movimento revolucionário é um fenômeno único e contínuo ao longo do tempo, pelo menos desde o século XV. ... É, desde suas origens, um esforço para tomar o lugar do Cristo anunciado no Apocalipse e substituí-lo por um agente terrestre no papel de salvador da humanidade. ...

Tudo o que Karl Marx viria a pensar e dizer - com exceção do pretexto materialista-dialético e das estatísticas que ele falsificou dos célebres Blue Books do parlamento britânico - já estava nas doutrinas dos heresiarcas messiânicos desde o século XIV. Tudo: a luta de classes, a revolução, a socialização dos meios de produção, a ditadura do proletariado, a missão da vanguarda revolucionária. Até as idéias de Lênin e de Gramsci já estão ali claramente antecipadas.

John Knox, John Huss, Thomas Münzer e outros "profetas" das origens da modernidade não são apenas precursores do movimento revolucionário mundial: são seus criadores. ... A idéia central da revolução messiânica pode-se resumir em quatro pontos:

(I) a humanidade pecadora não será salva por Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por ela mesma;
(II) o método para alcançar a redenção consiste em matar ou pelo menos subjugar todos os maus, isto é, os ricos;
(III) os pobres são inocentes e puros, mas não entendem seu lugar no projeto da salvação e por isso têm de colocar-se sob as ordens de uma elite dirigente, os "santos";
(IV) o morticínio redentor gerará não somente a melhor distribuição das riquezas, mas a eliminação do mal e do pecado, o advento de uma nova humanidade. ...

A evolução subseqüente do movimento revolucionário [foi] marcada por uma permanente tensão entre a fé herética e a negação de toda fé, entre o pseudocristianismo e o anticristianismo, entre a ambição de destruir o cristianismo e o desejo de conservar algo dele para poder parasitar a sua autoridade."


O matemático russo Igor Shafarevich também reconhece a continuidade histórica do movimento revolucionário. Shafarevich, em seu livro "The Socialist Phenomenon" (1980) , afirmou que o impulso utópico esquerdista é uma renascimento da religião gnóstica, que é enraizada na rebeldia. Esse ímpeto anti-Cristão luta obsessivamente contra o estado normal do mundo, exigindo igualdade material e a erradicação de distinções individuais e de gênero. Shafarevich concluiu que "a morte da humanidade não é apenas o resultado concebível do triunfo do socialismo - ela constitui o objetivo do socialismo."

Nesse livro, Shafarevich estudou as manifestações de tendências socialistas em várias civilizações, incluindo o império inca, a Grécia clássica,
Mesopotâmia, China antiga e Egito dos faraós. Ele afirmou que o socialismo tem 2 arquétipos: o despotismo da idade antiga (ex.: Suméria, Babilônia e Egito) e as seitas e movimentos milenaristas da Europa medieval, bem como um instinto de morte Freudiano. Dessa combinação, essa ideologia tenta adquirir o prestígio da ciência e da fé no progresso.

Artigos de Olavo de Carvalho relacionados à continuidade do movimento revolucionário:
Educando para a boiolice
Para compreender a revolução mundial
O inimigo é um só
Existem semelhanças entre Osama Bin Laden e Che Guevara?


Artigos de Murray Rothbard sobre a "esquerda religiosa":
The Menace of the Religious Left
Saint Hillary and the Religious Left





Eis uma amostra da profunda desonestidade, patifaria dos esquerdistas: este artigo do site Marxist.com faz uma citação do livro de Norman Cohn. O artigo inteiro é uma difamação aos cristãos medievais para tentar avançar suas idéias comunistas e ao mesmo tempo cita "The Pursuit of the Millennium", um livro que sobretudo mostra que as utopias comunistas são fruto do mesmo fanatismo que o artigo critica.

Marcadores: , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                3 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Voltar a Pensadores Brasileiros