Pensadores Brasileiros       

Anúncios
Procure o livro dos seus pensadores favoritos na Livraria Cultura!

Add to Technorati Favorites


Arquivos
Posts anteriores
- Qual é o idiota mais chato?
- MST em poucas imagens
- Direitos humanos sob a ótica esquerdista
- Não são urnas que melhoram os governos. É o influx...
- Pensamentos/excrementos esquerdistas
- Cocômunistas ou bostinhas?
- Um mês faz uma enorme diferença para a Rússia e a ...
- O Gênio da Lâmpada Estatal
- Estado-babá no Brasil
- Cartun do Flatuff

Histórico
2002-11-10
2006-11-12
2006-11-19
2006-11-26
2006-12-03
2006-12-10
2006-12-17
2006-12-24
2006-12-31
2007-01-07
2007-01-14
2007-03-18
2007-03-25
2007-04-01
2007-04-08
2007-04-15
2007-04-22
2007-04-29
2007-05-06
2007-05-13
2007-05-20
2007-05-27
2007-06-03
2007-06-10
2007-06-17
2007-06-24
2007-07-01
2007-07-08
2007-07-15
2007-07-22
2007-07-29
2007-08-05
2007-08-12
2007-08-19
2007-08-26
2007-09-02
2007-09-09
2007-09-16
2007-09-23
2007-09-30
2007-10-07
2007-10-14
2007-10-21
2007-10-28
2007-11-04
2007-11-18
2007-11-25
2007-12-09
2007-12-16
2007-12-23
2007-12-30
2008-01-06
2008-01-20
2008-01-27
2008-02-03
2008-02-10
2008-03-02
2008-03-09
2008-04-06
2008-05-11
2008-05-18
2008-05-25
2008-06-08
2008-06-22
2008-07-13
2008-07-20
2008-07-27
2008-08-03
2008-08-10
2008-08-17
2008-08-24
2008-08-31
2008-09-07
2008-09-14
2008-09-28
2008-10-05
2008-10-12
2008-10-26
2008-11-09
2008-11-16
2009-01-04
2009-01-11
2009-01-18
2009-01-25
2009-02-01
2009-02-08
2009-02-15
2009-02-22
2009-03-01
2009-03-08
2009-03-15
2009-03-22
2009-03-29
2009-04-12
2009-04-19
2009-05-10
2009-11-08
2009-11-15
2009-11-22
2009-12-06
2009-12-13
2010-01-10
2010-04-04
2010-04-11
2010-04-18
2010-05-23
2010-05-30
2010-06-06
2010-06-20
2010-10-10
2010-10-17
2010-11-07
2010-11-21
2010-11-28
2011-02-06
2011-02-27
2011-03-06
2011-03-20
2011-07-17
2011-09-04
2011-09-25
2011-12-18
2014-02-09
2014-02-16
2014-02-23
2014-03-02
2014-03-09
2014-03-16


quarta-feira, maio 13, 2009

Como um ateu passou a crer por causa do Ahmadinejad

Um vídeo interessante do Pajamas TV: um agnóstico/ateu finalmente passou a crer em Deus depois de confrontado com a existência do mal durante a orgia de anti-semitismo que foi a conferência de Durban II da ONU com a participação do presidente iraniano Ahmadinejad.

http://www.pjtv.com/video/PJTV_Daily/How_Ahmadinejad_Made_Me_a_Believer/1859/6834/


Roger Simon é ex-esquerdista e autor de "Blacklisting Myself: Memoir of a Hollywood Apostate in the Age of Terror".

Marcadores: , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, agosto 09, 2008

A saber sobre a invasão da Rússia à Geórgia

O presidente da Georgia havia declarado um cessar-fogo unilateral e em termos bastante conciliatórios, em 7 de agosto.

Os rebeldes é que se aproveitaram disso para intensificar os ataques às vilas dos geórgios, atingindo os civis. A Georgia foi forçada a responder.

Há apenas 2.8% de russos na Ossetia do Sul, e mesmo assim, a maioria deles nasceu na Ossetia da Georgia e apenas adquiriram cidadania russa. A desculpa da Rússia é completamente esfarrapada.

A Ossetia é apenas um pretexto para o mau perdedor comunista tentar revidar a derrota que ele sofreu no início desse ano para o Ocidente: Kosovo ficou independente e Putin teve que engolir, não pode fazer nada até agora.

Óleo e Gás do Mar Cáspio

Mais um motivo material por trás dos ataques russos: petróleo e gás natural.

A Ossetia é uma região meramente agrícola com apenas 70 mil habitantes.

A importância estratégica dessa região é que há um oleoduto que passa pela Georgia vindo do Mar Cáspio no Azerbaijão (estimado ser a terceira maior reserva mundial).

http://en.wikipedia.org/wiki/Baku-Tbilisi-Ceyhan_pipeline

Esse oleoduto transporta 1 milhão de barris por dia (mais de 1% do total diário mundial) para a Europa.

É um oleoduto que permite ao mundo livre ocidental depender menos de dois países terroristas: Rússia e Irã.

A Georgia é o terceiro maior contribuinte com tropas de combate no Iraque, depois dos Estados Unidos e Inglaterra.

Esse ataque russo provavelmente foi calculado desde fevereiro desse ano, durante a reunião do CIS - comunidade que reúne 11 países do extinto bloco soviético - em resposta à independência de Kosovo.

Também há um gasoduto que passa pela Georgia no mesmo corredor que o oleoduto:
http://en.wikipedia.org/wiki/South_Caucasus_Pipeline

A Europa é servida atualmente por esse gasoduto através do terminal na Turquia e pelo gasoduto russo da Gazprom.
http://en.wikipedia.org/wiki/Central_Asia-Center_gas_pipeline_system

Como a Rússia demonstrou ser um regime traiçoeiro por ocasião do lock out de gás contra a Ucrânia, tem havido um interesse maior na construção de gasodutos em rotas alternativas que evitem o território russo.

Um dos projetos liga o gasoduto existente na Georgia/Turquia a até o Leste Europeu.

http://en.wikipedia.org/wiki/Trans-Caspian_Gas_Pipeline

http://en.wikipedia.org/wiki/Nabucco_Pipeline

Evidentemente, a Rússia vai fazer tudo para atrapalhar e manter um monopólio. Não está longe deles atacarem, infiltrarem ou subornarem outros países vizinhos, incluindo os produtores de petróleo do Mar Cáspio.


GasodutosOleodutosQueFornecemAEuropa

Marcadores: , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quinta-feira, junho 12, 2008

Propaganda na TV Israelense com Ahmadinejad

O presidente do Irã aparece ameaçando Israel em uma propaganda do canal israelense. A surpresa é a reação das multidões.

Marcadores: , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quinta-feira, janeiro 10, 2008

Bruce Bueno de Mesquita entrevistado: Democrata será eleito

Entrevista do Bruce Bueno de Mesquita no show do Riz Khan, da Al Jazeera. Bueno de Mesquita é autor do livro "The Logic of Political Survival", à venda no Submarino.



Ele fala dos seus acertos e seus erros (e o que ele aprendeu com eles).

Bruce Bueno de Mesquita prevê que qualquer que seja o candidato Democrata escolhido, ele será o próximo presidente (Obama ou Hillary).

Segundo ele, o único Republicano que ainda tem chances de ser eleito é McCain, por seu apelo maior entre os eleitores indepedentes.

Marcadores: , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







segunda-feira, novembro 19, 2007

Exemplos da teoria do Seleitorado e Coalizão Vitoriosa

Tomando como exemplo os ditadores Kim Jong Il, Robert Mugabe (Zimbabwe), Saddam Hussein e Ferdinand Marcos (Filipinas), Mesquita observou que todos eles conseguiram se manter no poder por vários anos e até décadas mesmo tendo contribuído para o empobrecimento de seus respectivos países porque eles e seus comparsas asseguraram seu próprio enriquecimento - o ditador extraía recursos públicos para si e para recompensar privadamente seus comparsas que o protegiam de ser derrubado.

O sistema político criado por Lênin - coalizão pequena em um seleitorado grande - era de eleições fraudulentas e uma pessoa tinha uma chance muito pequena de se filiar ao Partido (que compreendia 10% da população) e ganhar benefícios como o direito a entrar na fila para a compra de apartamento e carro (o sonho Soviético, em contraste com o American Dream). Esse sistema é o mais vantajoso para quem está no poder pois cada membro da coalizão é facilmente substituído e sai barato manter a lealdade. Por exemplo, quando Gorbachev chegou ao poder, ele substituiu cerca de 95% dos membros do Politburo em um ano, colocando os mais leais a ele.

Esse sistema permite que uma maior parte da receita fique à disposição do líder, que pode empregá-la em projetos beneficentes ou não. Lee Kuan Yew, da Singapura, foi um desses autocratas que teve boas idéias e que, mesmo com todas as intervenções governamentais, criou boas políticas e fez sua sociedade prosperar: atraiu investimentos externos com impostos baixos e educação e combateu a corrupção governamental (é o quarto país menos corrupto, atrás de Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia). Deng Xiaoping - outro desses autocratas - transformou a China em uma potência econômica.

Já Mao Zedong, com seu "Grande Salto para a Frente" (que foi para trás) foi tenebroso para a China e Nikita Khrushchev foi tão ruim que forçado pela KGB a se aposentar - suas políticas prejudicaram a economia Soviética, causaram vergonha internacional durante a crise dos mísseis em Cuba e o esfriamento nas relações com a China.




Uma das coisas que os autocratas parecem ter aprendido desde o fim da guerra fria é que eles podem usar a economia de mercado e o crescimento econômico que os mercados proporcionam como mecanismo para sua sustentação no poder. Os autocratas de hoje conseguem manter a aparência de democracia ao permitir eleições, porém controlando a mídia e impedindo a oposição de se reunir.

Hosni Mubarak conseguiu se eleger com 70% dos votos no Egito controlando a coisa mais importante nas eleições: o direito de contar os votos.

A China bloqueou o acesso ao Google em inglês, forçou a Microsoft a bloquear o uso de palavras como "liberdade" e democracia" no seu serviço de blogs e vem restringindo toda a atividade na internet até o ponto de criar uma polícia especializada.

Na Rússia, Putin colocou todas as redes de televisão sob estrito controle governamental e arquitetou a prisão e processo de Mikhail Khodorkovsky, um de seus mais proeminentes críticos.

Na Venezuela, Hugo Chávez impôs uma nova lei que o permite banir notícias de violência contra protestos ou perseguição do governo e suspender as licensas de teledifusão de empresas de mídia que violem uma longa lista de regulamentos genéricos e vagos.

No Vietnã, o governo impôs controles estritos sobre organizações religiosas e rotulou os líderes de grupos religiosos não-autorizados (incluindo a Igreja Católica, os Menonitas, e alguns Budistas) como subversivos.

Para caracterizar um país como democrático, é preciso determinar 3 coisas. As pessoas estão livres para se reunir? Se a resposta é não, então não se trata de um processo democrático. A mídia é livre para divulgar o que quiser? Se a resposta é não, então não estamos observando um processo democrático. E se as urnas não são contadas por entidades imparciais apartidárias e mecanismos neutros, então não temos um processo democrático.

Grande porcentagem dos países que se dizem democráticos não atendem a um ou mais desses requisitos. A Rússia, por exemplo, pode ter uma contagem honesta dos votos, mas Putin controla a imprensa e os meios de informação. Nesse aspecto, nem o Japão é democrático porque sua mídia só obtém informações das mãos do governo, não há jornalismo independente.

Para compreender como os regimes autoritários conseguem esse controle, é necessário entender primeiro o conceito de coordenação estratégica. Esse conceito é o de um conjunto de atividades através das quais as pessoas adquirem poder político em uma determinada situação. Tais atividades incluem a disseminação de informação, o recrutamento e organização de membros da oposição, a escolha de líderes e o desenvolvimento de uma estratégia viável para aumentar o poder do grupo e influenciar a política.

Os bens públicos podem ser divididos em bens padrão e bens de coordenação. Os bens padrão são estradas, transporte, defesa nacional, ensino primário, casas populares, saúde e saneamento básicos, bens esses que não colocam os líderes autocratas em risco. Os bens de coordenação são a liberdade de se reunir, liberdade de imprensa e de expressão e a educação superior: bens que podem criar ameaças para a permanência de um líder autocrata porque permitem uma coordenação estratégica da oposição.

Bueno de Mesquita estima que a liberdade de reunião diminui em 86% a probabilidade de que o autocrata continue por mais um ano no poder, se o líder cometer o "erro" de permitir essa liberdade. Permitir a liberdade de imprensa e assegurando os direitos civis reduz as chances em 15 a 20% de que um governo autocrático sobreviva por mais um ano.

Cada um dos casos enumerados envolve a restrição dos bens de coordenação - os bens públicos que afetam criticamente a possibilidade de coordenação dos oponentes políticos, mas que têm impacto relativamente pequeno no crescimento econômico.

Cuba é um exemplo clássico disso. É muito comum apontar que em Cuba há medicina gratuita e alfabetização. Em consequência, Fidel Castro é o ditador com maior longevidade no poder (46 anos). Ele e seus comparsas vivem incomparavelmente melhor do que o cubano comum, como milionários.




Apesar das expectativas, a China não vem se liberalizando politicamente. Deng Xiaoping foi exilado politicamente por suas idéias de reforma econômica e foi chamado ao poder apenas quando as tragédias monumentais do "Grande Salto para a Frente" e a revolução cultural de Mao ameaçaram a sustentação da economia e do fluxo de receita necessário para manter o Partido Comunista no poder. Eles precisavam de algo novo para revitalizar seu domínio do poder e esse algo novo eram as idéias que foram desacreditadas quando Deng Xiaoping fora exilado dois anos antes.

Ele conseguiu um crescimento enorme na China, o que levou os intelectuais a pensarem que a China rapidamente evoluiria para um país democrático pois "o aumento da classe média a permitiria exigir participação no governo". Vinte e oito anos depois e o Partido Comunista continua sendo o único árbitro de todas as políticas; seus membros continuam a desfrutar de todos os privilégios; a corrupção continua à uma proporção crescente e por aí vai. As políticas econômicas proveram um mecanismo para evitar as pressões para democratização.

Nos próximos anos, o Partido pode ter que enfrentar alguns desafios à sua permanência no poder. Nas províncias costais, o custo trabalhista tem subido o suficiente para que algumas das fábricas se mudassem da China para outros países com maior vantagem nesse aspecto. A China tem tentado mudar a para uma produção de tecnologia mais alta, como automóveis, o que exige trabalhadores mais qualificados. Isso significa que um maior número de pessoas deverá ter acesso à educação superior, além dos filhos dos membros do Partido. Essas serão pessoas provavelmente com maior acesso à informação.

Os comunistas vêm tentando contornar isso com uma educação exclusivamente orientada à tecnologia e com um controle rígido dos mecanismos de busca e fluxo de informações na Internet. Eles já aprenderam com os eventos na Praça Tiananmen, há 18 anos atrás, que eles não têm muito a perder se partirem para a repressão. Houveram consequências econômicas duraram apenas umas poucas semanas pois os investidores estrangeiros preferem estabilidade mesmo que seja sob uma ditadura comunista - eles não têm interesse em mudar o governo para um regime democrático, eles só querem receber o retorno de seu investimento.




Nos últimos 2 anos, têm havido maiores hostilidades verbais contra os EUA partindo do Irã e da Venezuela. Ahmadinejad começou como prefeito de Teerã e não era visto como um político de destaque até então. A criação de armas nucleares passou a ser a forma com que ele subtrai a atenção do seleitorado à situação econômica precária do Irã e garante sua permanência no poder. O Irã vinha perdendo seu prestígio como exportador de fundamentalismo islâmico em parte pela ascensão da Al Qaeda, e uma bomba nuclear restauraria a proeminência do Irã na região.

Antes de ser eleito, Hugo Chávez foi um golpista que fracassou, mas passou alguns anos criando uma plataforma populista. Infelizmente, algumas pessoas confundem eleições com democracia. Chávez, assim como Putin na Rússia, entenderam que é possível ter eleições sem se preocupar em perdê-las desde que eles controlem o que a mídia divulga e impeçam as pessoas de se reunirem para protestar contra o que eles vêm fazendo.

Hugo Chávez tomou o controle da mídia na Venezuela e fez com que a publicidade que seus opositores têm seja zero ou negativa, e ao mesmo tempo vem garantindo a sua permanência no poder através de re-eleições fraudulentas. Se isso não der certo, Hugo Chávez reverterá para sua postura golpista inicial com o apoio dos militares de sua coalizão, como fizera o presidente do Turcomenistão que se declarou presidente vitalício.

Tanto Chávez como Ahmadinejad estão podendo fazer isso graças à renda do petróleo - eles podem aumentar a receita sem ter que aumentar os impostos sobre o trabalho. E como seus países ainda assim têm problemas, é melhor e mais fácil colocar a culpa em uma entidade externa - o alvo típico é os EUA. "Por que vivemos na miséria? Por causa das coisas terríveis que os EUA fazem." "Por que o povo na União Soviética é pobre? Por causa das políticas agressivas dos EUA." A culpa nunca é do próprio governo.

Chávez aponta a culpa para fora do país porque há bastante problemas na economia da Venezuela fora da economia do petróleo. Idem para o Irã - o padrão de vida tem declinado consideravelmente desde a revolução de Khomeini. Ahmadinejad não gostaria que os iranianos pensassem que a causa dos problemas é o jeito com que os mullahs têm governado - ele precisa do apoio desses mullahs (coalizão vitoriosa) para permanecer no poder. Como ele controla a mídia, ele consegue divulgar a idéia de que os EUA são uma ameaça e estão forçando o governo iraniano a desviar recursos para se defender.

Como as forças militares americanas estão sendo utilizadas no seu limite no Iraque e no Afeganistão, Ahmadinejad, como líder autocrata que é, propenso à guerra diante de riscos mais altos, crê que os EUA não são uma ameaça muito grande. Os EUA certamente poderão bombardear, o que provocará um ataque retaliatório provavelmente em pontos vulneráveis em Israel e no Iraque. Além disso, Ahmadinejad tem como exemplo a Coréia do Norte, que conseguiu fabricar um artefato nuclear impunemente. O único perigo que Ahmadinejad enxerga é seu rival Hashemi Rafsanjani, que caracteriza as políticas de Ahmadinejad como irresponsáveis para seu próprio benefício eleitoral.




A ajuda externa não funciona exatamente de acordo com seu alegado propósito: ajudar países a saírem da pobreza. O governo doador concede ajuda externa com o objetivo de comprar certas concessões políticas do país receptor. Por exemplo, a ditadura cleptocrata do Zaire (Mobutu Sese Seko) recebia ajuda externa para combater a ameaça comunista vinda da Angola em guerra civil, o Egito recebe ajuda externa para se amenizar com os EUA e o Paquistão recebe ajuda externa para colaborar na perseguição aos terroristas. Essa ajuda é usada pelo líder para manter a coalizão leal a ele e portanto contribui para a manutenção no poder de pessoas que não estão interessadas no bem nacional.




Um déspota ou ditador tem maior probabilidade de ser deposto nos primeiros 2 anos de governo, quando ele ainda não teve tempo de aprender a manter o fluxo de receita e benefícios em favor dos seus comparsas da coalizão ou não teve tempo de persuadí-los de que ele é um líder capaz de beneficiá-los. Uma vez que esse prazo de 2 anos é ultrapassado, a vasta maioria dos ditadores se mantêm no cargo até seu falecimento.

As exceções a isso são os líderes autocratas sobre os quais se sabe que estão com uma doença terminal. Foi o que aconteceu com o xá do Irã (foi descoberto que ele tinha câncer), Mobutu Sese Seko do Zaire (câncer), Ferdinand Marcos das Filipinas (lupus). Uma vez que se descobre que um autocrata está com doença terminal, a coalizão que dependia dele para obter as benesses e a receita do país




Fonte:
Development and Democracy

Marcadores: , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







domingo, agosto 12, 2007

Al Gore reclamava que o Bush não fazia nada contra o Iraque... em 1992!

Em 1992, Al Gore criticava George H. W. Bush (o pai do atual presidente americano) por "ignorar o envolvimento do Iraque com o terrorismo e suas intenções de adquirir armas de destruição em massa".

Mais de 10 anos depois, os retamongos da esquerda copiam o discurso de hoje desse e de outros políticos - contra a invasão ao Iraque e deposição do Saddam Hussein - como se eles não tivessem dito nada diferente antes.

Marcadores: , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quinta-feira, agosto 09, 2007

Jornalismo independente no Iraque - I

Michael J. Totten, jornalista independente
Michael J. Totten,
jornalista independente.
Michael J. Totten é um jornalista independente que foi ao Iraque e tem acompanhado várias unidades do exército e dos fuzileiros americanos. Ele paga suas despesas do próprio bolso e com a ajuda dos leitores. Totten conta as realidades da guerra no Iraque que a maioria da grande mídia não ousa retratar, tanto por policiamento ideológico como por interesse ideológico próprio.

Abaixo está uma entrevista dele com um intérprete iraquiano (apelidado de Hammer), que trabalha para as tropas americanas da 82a divisão paraquedista em Bagdá. Intérpretes como ele e suas famílias são ameaçados de morte pelas milícias do Mahdi e terroristas da Al Qaeda, que os acusam de colaboração com o inimigo.

MJT: Por que você trabalha para os americanos?

Hammer: Quando eu tinha 14 anos de idade eu adorava carros e filmes americanos. Os Estados Unidos eram o meu sonho. Era um sonho que se tornou realidade quando o exército dos Estados Unidos veio ao Iraque. Foi um pesadelo em 1991 quando eles foram embora.

Talvez alguém pense que estou mentindo, mas estou apenas dizendo isso. Se meus amigos dissessem algo como armas russas são as melhores ou carros alemães são os melhores, eu diria, não, os americanos é que são. Todo mundo que me conhece sabe disso a meu respeito.

Se qualquer um disser que os árabes vão vencer os Estados Unidos, ele está errado. Os líderes não querem ser iguais ao Saddam. Mas se os Estados Unidos deixarem o Iraque vai ser um grande fracasso, especialmente para mim. Eu não quero ver isso acontecer. Nunca.

MJT: Você gosta de trabalhar com os americanos?

Hammer: Muito. Especialmente quando eu vou para fora da cerca. Eu me sinto um estrangeiro aqui. Quando eu volto para cá, estou em casa. Eu não tenho amigos do lado de fora. Fora, só a minha família. Quando eu vou para casa, eu fico em minha residência. Eu não vou à rua.

MJT: Por que você não tem amigos?

Hammer: Eu não sinto que pertenço a essa sociedade. Eles pensam uns como os outros, mas não pensam como eu. Eu não posso continuar com eles. Eu gosto de saber algo sobre tudo, de aprender o máximo que posso. No Iraque, se você sabe muito, eles vão rir de você e chamá-lo de mentiroso.

Quando eu tinha 20 anos, eu gostava de música americana. Eles não gostam. (risos) Eu não gosto do Saddam. Eu odeio sua família.

MJT: Por que você tem que cobrir o seu rosto?

Hammer: Para proteger minha família. Minha família vive no Iraque. Se eles forem para os Estados Unidos, eu não terei que fazer isso. Mas eu não quero que ninguém descubra quem eu sou, e me siga para ver onde eu moro e matar minha esposa e meu filho.


MJT: Como se sentiu quando os Estados Unidos invadiram o Iraque?

Hammer: Alegre. Era como eu estivesse vivendo numa prisão e alguém me libertasse. Eu não quero o Saddam me governando. Nunca. Eu estava só esperando e esperando por aquele momento.

MJT: O que você acha da possibilidade dos americanos irem embora?

Hammer: É como um sonho ruim. Sonho muito ruim. Um pesadelo. Pior que isso. É como me mandar de volta para a prisão. Como se me libertassem durante 4 anos e me mandassem de volta para a prisão ou me dessem sentença de morte.

MJT: Conte como era viver sob o Saddam Hussein.

Hammer: Era uma vida maluca, como se sentir seguro dentro de uma prisão. Se eles mandassem você para uma prisão de verdade, nada mudaria. Eles prendiam todo mundo, literalmente todo mundo, sem nenhum motivo e mandavam para a prisão por 2 semanas só para mostrarem como era lá dentro.

Eu fui lá 3 vezes. A primeira foi porque eu trabalhava para uma empresa de filmagem. Eles nos mandaram todos para a prisão. Não tinha nada a ver comigo.

Eu recebi uma sentença de 3 anos. Minha família tinha dinheiro, então eu paguei 50 mil dólares ao juiz. Eu entreguei diretamente ao juiz, mais 4 pneus novos para o carro dele e uma antena de satélite. Ele me deu uma sentença de 3 meses em vez de 3 anos. Ele rabiscou "3 anos" na minha sentença e escreveu em cima "3 meses" à mão mesmo.

Eles me mandaram para Abu Ghraib. Eu vi muitas coisas. Se você quer que eu conte como foi lá, eu precisaria de um jornal inteiro.

MJT: Conte um pouco sobre Abu Ghraib.

Hammer: No ônibus para a prisão, eu não fui algemado. Eu perguntei o porquê. O guarda disse "Olhe atrás de você". O primeiro cara atrás de mim tinha uma sentença de 600 anos. O segundo pegou 6 sentenças de enforcamento. O terceiro foi sentenciado a ser jogado de uma janela de segundo andar com os olhos vendados. Duas vezes. Um outro cara estuprou a própria mãe e as irmãs 3 vezes. Ele havia sido liberado no aniversário do Saddam. Um outro cara teve sua mão amputada.

E tinha esse último cara, que foi ao mercado com sua esposa e ficou no carro esperando enquanto ele comprava alguma coisa. Quando ele voltou ao carro, sua esposa estava gritando. Dois caras estavam no carro com ela: um segurava seus braços e o outro a estava estuprando. Ele pegou sua AK-47 e os perseguiu. Quando eles entraram num outro carro deles para fugir dele, ele atirou neles e o carro explodiu. Eles eram da mukhabarat (polícia secreta do Saddam). Ele pegou sentença de morte. Em seu segundo dia em Abu Ghraib eles o mataram e libertaram pela quarta vez o cara que estuprou a própria mãe e irmãs.

Dois guardas que gerenciavam Abu Ghraib vendiam drogas halucinógenas para os prisioneiros. Eles me forçaram a tomar essas drogas. Lá dentro, você precisa de proteção. Você encontra alguém e dá drogas e cigarros em troca. Você paga os guardas para apenas lhe dar um soco na cara e mudá-lo de cela em vez de matá-lo. Eu fui liberado 26 dias depois de chegar, no aniversário do Saddam, antes de completar os 3 meses. Eu não consigo viver mais com esse pesadelo.

MJT: Como ficaram as coisas para o iraquiano comum?

Hammer: Se você der eletricidade para o iraquiano comum agora será o bastante. Essa é a coisa mais importante. Dê energia elétrica que funcione 7 dias seguidos e não haverá mais luta. Depois que os Estados Unidos vieram e o Saddam caiu, eles ganhavam 3 dólares por mês. Agora ganham entre 100 e 700 dólares por mês.

Dar eletricidade reduziria a violência. Se você não acredita, pergunte-se o que aconteceria com essa base do Exército se a energia fosse cortada para sempre e os soldados tivessem que passar o resto de sua vida no Iraque. Você pensa que esses soldados ainda se comportariam de maneira normal?

Os iraquianos estão sendo pagos para armar bombas improvisadas. Eles o fazem para poder comprar gasolina pro seu gerador e esfriar suas casas ou deixar o país. Suas mãos fazem isso, mas não suas mentes.

A TV é uma coisa muito interessante para os iraquianos. Eles aprendem tudo da TV. Agora mesmo eles só têm 1 hora de eletricidade todos os dias. E você sabe o que eles assistem? Al Jazeera. O Al Jazeera os impele a lutar. Se eles tivessem TV o dia inteiro, eles assistiriam muitas coisas. Suas mentes seriam influenciadas por algo além da propaganda terrorista.

Agora mesmo eles não têm eletricidade. Eles não têm sonhos. Nada. E o Saddam bagunçou suas mentes. Por mais de 30 anos ele envenenou suas mentes. Vocês não podem entender o Iraque porque vocês não conseguem entrar em suas mentes. Quando você entra em suas mentes - são mentes loucas.

MJT: Por que o Iraque está tão bagunçado? É culpa dos americanos?

Hammer, intérprete iraquiano
Hammer, intérprete iraquiano
ameaçado de morte pelas
milícias e pelos terroristas.
Hammer: Não. Você não pode culpar os americanos. Os iraquianos são o culpado número um por essa bagunça. Eles são gananciosos e fazem tudo por dinheiro. Eles são como pessoas que ficaram na prisão durante 30 anos, e foram liberadas subitamente, receberam dinheiro, e então tiveram seu dinheiro roubado. O que eles poderiam fazer? Eles matam por dinheiro. Eles são egoístas.

Eles se tornaram egoístas a partir do Saddam. O povo iraquiano costumava ser diferente. Eu sou a mesma pessoa que sempre fui, mas a maioria do povo iraquiano está diferente agora. Eles sentem que ninguém vai ajudá-los então eles se ajudam a si próprios.

MJT: Há solução para o problema nesse país?

Hammer: Joguem uma bomba atômica no Iraque.

MJT: Fale sério.

Hammer: Eu estou sério. Se vocês selecionarem de todos os iraquianos, 5 milhões deles serão de boas pessoas. Livre-os e matem todo o resto. Síria e Irã se renderiam. [risos]

Agora mesmo eles vêem 100 cadáveres por dia nas ruas. Não seria bom matar as pessoas ruins que fazem isso?

Ok, se vocês querem uma solução séria, tentem isso:

Cobre uma multa das famílias dos insurgentes. Multe eles em vastas quantias de dinheiro se alguém de suas famílias for capturado ou morto e identificado como insurgente. Faça-os pagar. Vocês podem colocar isso em lei. Dentro de uma semana, eles já não fariam mais nada porque eles querem dinheiro. Suas famílias os fariam parar.

As milícias pagam 100 dólares para armar uma bomba improvisada. Multe-os em milhares de dólares se eles forem pegos e suas famílias os farão parar. Ponha uma lei dessas sobre eles. Vão em frente! Tentem!

MJT: O que acontecerá se os americanos deixarem o país no ano que vem?

Hammer: Rios de sangue por toda a parte. Síria e Irã vão tomar pedaços do Iraque. Os governos anti-americanos vão rir. Vocês serão a piada do país que ninguém levará à sério.

Eu vou me suicidar se isso acontecer. Estou completamente sério. As milícias vão me caçar e matar a mim e minha família. Eu vou antes deles e me mato.

Eu trabalhei para o governo americano por 4 anos. Todos que trabalham como intérpretes por 4 anos e conseguem uma assinatura de um general ou senador ganha um Green Card. Minha esperança é conseguir um de alguma maneira. Eu faria qualquer coisa para isso.

Estou fazendo isso pelo meu filho. Tudo pelo meu filho. Eu não quero meu filho vivendo aqui, se envolvendo com religião e milícias e Al Qaeda. Eu quero que meu filho seja livre, tenha uma namorada, se case e seja um bom cidadão.

MJT: Quão frequentemente você o vê?

Hammer: 2 dias por mês. Ás vezes 2 dias a cada 2 meses. Eu deixo a base sem meu uniforme e me visto como eles, com camisa e jeans sujos, de modo que eles não saibam que eu trabalho aqui. Então eu dirijo para minha casa e abraço minha esposa e meu filho.

MJT: O que ele quer ser quando crescer?

Hammer: Ele quer ser um soldado americano. Ele tem sua cadeira em seu quarto com a bandeira americana nela. Ele tem uma M-4 de brinquedo e tem um pequeno uniforme que eu ganhei no P/X.

Quando ele vê o Saddam, ele amaldiçoa o Saddam. Eu nunca disse para ele fazer isso. Ele faz por si próprio. Quando ele segura sua arma de brinquedo, ele diz que vai matar os insurgentes. Ele quer ir à Disneylândia. Seu herói é o Arnold Schwartznegger - não o Terminator, mas o Arnold Schwartznegger. Ele tem todos os seus filmes.

O meu herói é o Bill Gates. [risos]

MJT: Você já foi ameaçado de morte?

Hammer: 7 vezes. Uma vez eu tive que vender o meu carro por causa disso. Algumas ameaças vêm das milícias Shia, outras da Al Qaeda. Eu tive duas bombas improvisadas na frente do meu carro e atiraram em mim com uma lançador de granadas quando eu estava trabalhando em Kirkuk para Bechtel em uma usina de petróleo.

MJT: Por que há paz no Curdistão mas não nessa parte do Iraque?

Hammer: Os curdos se livraram do Saddam antes. Eles lutaram contra o Saddam igual aos Shia lutaram contra o Saddam, mas os curdos venceram sua guerra e os Shia perderam. Em 1991, os americanos se tornaram heróis para os curdos, mas desapontaram os Shia e os deixaram para o Saddam. Eles não foram confiáveis. Então na outra vez, em 2003, alguns Shia pensaram em pedir ajuda ao Irã. Eles sabem que o Irã não vai embora. O Irã é mais confiável como aliado do que os americanos.

Os Shia nunca se esquecerão de terem sido abandonados pelos americanos. Eles falam disso o tempo todo ainda hoje. Eles sabem que os Estados Unidos vão deixar o Iraque e que eles vão enfrentar o Al Qaeda sozinhos.

O povo Shia é muito simples, muito fácil. São fáceis de controlar. Não têm que fazer muitas coisas. Só eletricidade, direitos, uma vida decente, uma boa oportunidade de ter um emprego.

MJT: Seria possível mudar os Shia apoiarem os americanos em vez do Moqtada al Sadr?

Hammer: Sim, é fácil. Basta dar a eles essas coisas. Vocês iriam afastar todas as causas desse problema. 16% dos Shia apóiam Moqtada al Sadr. Eles não têm educação. Eles não sabem o que fazer. Eu sei como esse povo pensa. Dê a eles um bom motivo para se unir ao nosso lado e eles o farão.

MJT: Qual é a pior coisa que você já viu nesse país?

Hammer: 60 caras do Al Qaeda sequestraram a irmã de um intérprete. Ela tinha um bebê de 6 meses. Eles a estupraram, todos os 60 caras. Então eles a cortaram em pedaços e jogaram no rio. Eles largaram seu bebê de 6 meses na poça de sangue da mãe.

Nós o encontramos numa fazenda grande ao sul de Bagdá. Tudo o que restava eram suas perninhas e seus sapatos. Os cães o devoraram.

Eu não quero isso para minha família.

Essa gente são como animais que vieram de outro planeta.

MJT: O que foi a coisa mais bonita que você já viu nesse país?

Hammer: Em toda a minha vida? Quando eu tinha 7 anos de idade, eu ouvia o barulho de pombos selvagens de manhã. Então algo aconteceu e eu nunca mais os ouvi.

Então, na manhã da invasão dos Estados Unidos ao Iraque, eu ouvi os pombos de novo.

De verdade, eu não estou brincando. Eu vejo que você não acredita em mim, mas eu não estou fingindo.

MJT: Qual a coisa mais importante sobre o Iraque que os americanos não entendem?

Hammer: Não abram as portas da prisão de uma vez depois de 25 anos. Deixem as pessoas sair passo-a-passo. Os iraquianos precisam de reabilitação. Dê a eles liberdade direta e instantânea e eles ficarão malucos. Isso foi o que os Estados Unidos fizeram.

MJT: Os americanos vão vencer essa guerra?

Hammer: Eu espero que isso aconteça. Mas não vai acontecer se os americanos continuarem a fazer o que estão fazendo, a não ser que tenham muito mais paciência.

MJT: Alguma coisa que você queira dizer que eu não tenha lhe perguntado?

Hammer: Por causa de alguns poucos maus iraquianos que trabalharam de intérprete para os Estados Unidos, ninguém confia em nós. Mas se me dessem uma arma, eu lutaria mais do que os americanos. Vocês podem ir para casa. Eu não posso. Eu sou obrigado a viver nesse país. Se os americanos não derem um Green Card para mim e minha família, eu vou ter que ficar nessa prisão.

No campo Taji, a primeira divisão de cavalaria pensa que os intérpretes são o inimigo. Eles decidiram que os intérpretes que não são cidadãos americanos têm que tirar a bandeira americana de seus uniformes antes de poderem entrar no refeitório.

Eu chorei aquele dia.

Eu não podia, mas eu reclamei. Eu disse que estava tudo bem eu morrer lá fora vestindo a bandeira americana, mas que não podia comer com americanos vestindo a bandeira americana?

Aquele foi o pior dia da minha vida com o exército americano.

Eu digo a você o que eu disse à minha família. Se eu morrer aqui, me enrole na bandeira americana quando me enterrar. Eu não quero ser enterrado com a bandeira do Iraque.

Marcadores: , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                3 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quarta-feira, maio 09, 2007

Documentário sobre o Irã - Exemplo de comportamento sob o totalitarismo

Sob um regime totalitário (completo ou parcial), a própria mídia se encarrega de se auto-censurar para evitar qualquer confronto com as autoridades, como é mostrado nesse documentário muito interessante da BBC sobre o Irã exibido em Fevereiro de 2007.

O documentário mostra os iranianos comuns como um povo amistoso e sem preconceito anti-ocidental, especialmente nas classes mais altas do norte de Teerã (cujo estilo de vida está mais para ocidental), mas também mostra as manifestações anti-Israel e anti-americanismo, que são promovidas pelo governo (aos 25:12 e aos 1:18:00 no vídeo). Em uma manifestação, um cartaz com a estrela de Davi é apedrejado aos gritos de "Hezbollah!".

O jornalista Rageh Omaar escreveu um artigo sobre mulheres jovens sob regime iraniano (aos 35 minutos do vídeo) e o submeteu ao crivo de um editor iraniano para que tornasse o artigo "publicável" em uma revista para jovens.

No Irã, um jornalista não pode escrever um artigo sobre cães por serem considerados imundos, não pode mencionar um casal de namorados de mãos dadas e não pode mencionar que os iranianos assistem programas de televisão estrangeiros via satélite (a menos que seja para condenar tal prática).

Em todas as iniciativas dos indivíduos sob um governo totalitário, uma parte dos esforços é necessária para contornar as restrições. Muitos já até se acostumaram, pois sob 28 anos de regime a maioria da população era muito pequena para se lembrar de como era na época do Shah Reza Pahlavi. As restrições se tornaram praticamente invisíveis para alguns iranianos até o momento em que o repórter os questiona a respeito delas e eles reconhecem estar insatisfeitos.

Mulheres são importunadas por dirigirem automóveis e são proibidas de andar de motocicleta. Até mesmo empresárias de sucesso têm que tomar cuidado com a maneira de falar dependendo do tipo de homem com quem fala (48 minutos do vídeo). Nem mesmo homens estão livres da opressão pervasiva, conforme o depoimento de um rapaz aos 56 minutos do vídeo.

Numa banda de música, o vocalista deve ser homem. Um produtor de bandas planeja contornar essa restrição fazendo uma banda só de garotas onde todas cantam (1:13:00 no vídeo).

À 1h 20m, o vídeo mostra as várias censuras sofridas pelo artigo escrito por Rageh sobre jovens iranianas:

- a sentença "Hijab é uma máscara", em referência ao fato das mulheres não poderem sair em público sem o hijab, foi cortada para não pegar mal com as autoridades.
- a sentença "no Irã... mulheres não podem dirigir motocicletas" foi mudada para "o Irã é um país onde todo motociclista é homem" (não se pode falar das restrições).
- a sentença "iranianos estão bem mais irritados a respeito da situação política do país" foi mudada para "iranianos que não estão satisfeitos com algumas situações na sociedade" (não se pode falar que há pessoas contra o governo).
- uma ocorrência da palavra "governo" só não foi censurada porque logo em seguida o artigo falava "potências estrangeiras não poderão impor nada neste país" (um ponto positivo anulou um ponto negativo).

Se o artigo passasse sem os cortes, o ministério da cultura exigiria provas de que o texto não foi para atacar o governo e, se não fossem satisfatórias, a publicação seria banida.

À 1h 20m, o vídeo mostra que as fotos do artigo sofreram retoques para esconder o antebraço de uma empresária, e um hijab foi aumentado para esconder os cabelos de uma moça. Os jornalistas não devem apenas ter cuidado com as palavras, mas devem examinar todas as imagens minuciosamente.



Em seu artigo à New Statesman, o jornalista Rageh Omaar manifesta sua preocupação com a possibilidade de um ataque contra o Irã. Ao ver a amabilidade dos iranianos comuns nesse documentário é difícil não ficar preocupado pela segurança deles.

Marcadores: , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







sábado, abril 21, 2007

Artigo Recomendado: O Desafio Islâmico - Cruzada e Jihad

O Desafio Islâmico - Cruzada e Jihad

Conferência do pensador liberal J. O. de Meira Penna, realizada no Conselho Técnico, Confederação Nacional do Comércio Rio de Janeiro/RJ em Maio de 2003.

Marcadores: , , , , , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







quarta-feira, março 21, 2007

Transcrição do Podcast Truth Outspeak - 19 de março de 2007

Podcast Truth Outspeak de Olavo de Carvalho 19/3/2007
(transcrição/resumo/condensado)

ATENÇÃO: esta transcrição não foi revista por Olavo de Carvalho.

A nova legislação anti-homofóbica no Brasil, que possibilitará casais homossexuais ficarem de amasso dentro dos templos cristãos - e que se, por exemplo, um padre tentar impedir, pode ir em cana - vai contra o artigo 208 do código penal, que pune o ultraje a culto. Nos EUA, o deputado John Conyers, que é chefe do comitê judiciário, está propondo lei bastante semelhante.

*


Quando houve a medida presidencial que permitia que pessoas suspeitas de terrorismo tivessem seus telefones grampeados e sua correspondência e sigilo bancário suspensos - lei que atingia um total de cerca de 200 pessoas - houve uma gritaria mundial contra a "violação dos direitos" dos coitadinhos e de que aquilo ia acabar com a democracia americana.

Esses mesmos que fizeram a gritaria, agora que eles dominam o senado e a câmara, estão propondo que qualquer residente dos EUA que contribua para qualquer entidade que faça campanhas do que quer que seja vai ter que ser cadastrado pelo governo federal. Assim o governo vai obter o perfil ideológico de cada residente - o maior atentado contra os direitos civis da história americana.

*


Robert F. Kennedy Jr., um ecologista advogado da Natural Resources Defense Council, deu uma conferência na Virginia Tech sobre o aquecimento global e disse que a liberdade de imprensa acabou nos EUA e que a imprensa americana não é mais o que era antes porque agora a imprensa publica notícias direitistas. A liberdade de imprensa para ele consiste em vetar todas as notícias direitistas.

O Brasil está cheio de gente que pensa assim: um professor universitário e um jornalista disseram que foi um atentado contra a liberdade de imprensa a Playboy ter publicado uma entrevista de Olavo de Carvalho. O conceito de liberdade de imprensa deles é exatamente tapar a boca de todo mundo que não concorda com eles.

Essas pessoas são perigosas: não exatamente fanáticas, mas sociopatas. O fanático pelo menos sabe que há uma doutrina em que ele crê e sabe que é uma questão de fé, mas essas pessoas são "tranquilas" e não falam essas coisas no entusiasmo da fé, falam como se fosse uma coisa normal - a liberdade de imprensa significa calar a boca de todos os adversários. É um novo tipo de prepotência: a prepotência tranquila, bem educada, que não arreganha os dentes, uma prepotência sorridente, que quer se livrar de todos os adversários usando o governo como instrumento de censura e repressão, mas chamando isto exatamente de seu contrário - "a liberdade de imprensa".

Com isto dá para perceber que o mundo "brasilianiza-se" muito rapidamente. Nos EUA estão acontecendo coisas que no Brasil a gente já está acostumado.

*


Rosine Collin, do Memphis, Tennessee, se casou com um árabe e tiveram filhos. Passado um tempo, o árabe batia na esposa, então o casamento deu errado e acabou em divórcio. Agora, uma corte norte-americana, considerando que um muçulmano tem o direito de educar os seus filhos na religião islâmica, está entregando a guarda dos filhos ao árabe, que é um sujeito que está, ao mesmo tempo, sendo processado por atos de terrorismo. Uma corte americana toma as crianças de uma mãe americana para entregá-las a um terrorista árabe.

*


Keith Allison, o primeiro muçulmano eleito para o congresso americano, fez questão de fazer o juramento da posse em cima do Corão e não da Bíblia, rompendo uma tradição de mais de 200 anos. Imagine num país muçulmano alguém exigir fazer o juramento em cima da Bíblia: lhe será cortada a cabeça. No Irã, por exemplo, a prática das religiões não-muçulmanas é permitida somente dentro de casa, não se pode praticá-las na rua sob pena de cadeia e isso faz parte da constituição iraniana.

Agora se descobriu que Keith Allison está de um certo modo ligado à organizações terroristas: ele é amigo e advogado de uma terrorista que uma vez tentou assassinar uma senadora americana, que escapou por pouco.

Outra estória é a do Barack Hussein Obama, que é filho de pai muçulmano e mãe cristã. Ele morou na Indonésia quando criança e estudou numa escola islâmica, mas disse que sempre foi cristão e ia na igreja. Agora acabou de aparecer a mentira: colegas de escola dele estão confirmando que ele era muçulmano, ia na mesquita, tudo isso durante vários anos em duas escolas diferentes. Mesmo no tempo em que ele estudava na escola católica, ele ia na mesquita. Então, ele é um mentiroso, mas no dia em que os americanos elegerem para presidente um sujeito chamado Hussein, será mesmo a hora de acabar o país.

*


Respondendo à pergunta do ouvinte Paulo Karam: "você conhece suficientemente as várias linhas do Islã e, se sim, coloca todas elas no mesmo saco?"

Primeiro, não se pode julgar uma civilização como um todo. O brasileiro tem opinião sobre tudo e gosta de julgar, gosta de absolver ou condenar. Isso é o complexo de deus, um complexo teomórfico. Todo brasileiro quer ter opinião final, taxativa e absolutória ou condenatória sobre tudo. Então "o que que você acha do Islã?" é como se o mundo fosse um imenso programa de auditório, ou do Chacrinha ou do Faustão ou coisa assim. Na verdade, a pergunta nem faz sentido.

O que a gente tenta é analisar a situação e vê-la tal como aparece sem esconder as ambivalências e contradições. Eu seria o último a negar que existem valores espirituais absolutamente essenciais para a humanidade dentro do Islã. Mas por outro lado, existe realmente um plano islâmico de ocupação e de uso da imigração como arma de guerra cultural e de dominar o mundo - isto não é interpretação minha, isto é um fato declarado explicitamente por líderes islâmicos.

Em tudo quanto é passeata islâmica você vê cartazes dizendo que o Islã vai dominar o mundo. São eles que o dizem e eu tenho várias fotografias disto. Mais ainda, isto faz parte da própria tradição islâmica, de que o Islã vai ser a última religião e de que vai tomar tudo. Quando um muçulmano se esforça para derrubar o governo de um país não-islâmico para implantar ali um governo islâmico, ele está certo segundo a doutrina islâmica.

Leia, por exemplo, os livros do Said Qutb. O famoso comentário dele ao Corão se chama "À Sombra do Corão" - e eu sempre achei significativo que o livro se chamasse "À Sombra do Corão" e não "À Luz do Corão". O Said Qutb é o teórico da fraternidade muçulmana, uma das correntes radicais que há lá, e que na época foi até enforcado pelo governo egípcio por tentar derrubar o governo, e é um dos autores mais influentes hoje entre não apenas os radicais islâmicos e terroristas mas entre o pessoal, digamos, radical "soft".

O Said Qutb diz explicitamente o seguinte: se você é um muçulmano e mora num país não-islâmico, você tem a obrigação islâmica de tentar derrubar o governo. Se você não fizer isso estará descumprindo o mandamento islâmico.

Claro que alguém dirá que essa é apenas uma interpretação e que há outras interpretações. Mas o fato de que essa interpretação entre outras seja considerada legítima mostra que não é possível delimitar onde termina o Islã "bonzinho" e começa o Islã "malvado". Primeiro que "malvado e bonzinho" não se aplicam em relação à uma civilização inteira, mas digamos assim, um Islã com o qual os países ocidentais possam conviver e outro que é seu inimigo radical.

Se considerarmos a população islâmica dos EUA, a maioria declara que é contra o terrorismo, mas não fazem nada contra o terrorismo e quando um terrorista é preso, todos eles o defendem. Então o fato é que existe uma guerra de civilizações e não se pode negar que a iniciativa invasora começou com o próprio Islã.

Os muçulmanos ocuparam a Europa durante oito séculos e saíram de lá à duras penas: essa primeira tentativa de dominar o mundo historicamente conhecido falhou. Depois houve outra e agora estamos vendo a maior de todas, só que agora não é diretamente pela guerra - eles descobriram que na guerra eles não são muito bons, eles são bons na guerra cultural e na ocupação passiva através da imigração - eles tomam os países à pé, vão entrando, ficam lá e daí a pouco eles são maioria. Isso pode ser feito até em Israel e existe mesmo um plano de fazer isso.

As outras sociedades e culturas têm que reagir pois têm o direito a conservar sua identidade. Não é possível um país que tenha milênios de formação cristã, como a França, conservar sua identidade se virar um país islâmico - essa identidade acaba. É uma espécie de genocídio cultural.

Outra coisa: eu não vejo porque nenhum país ocidental não-islâmico deva conceder aos muçulmanos direitos que os religiosos não-islâmicos não têm nos países muçulmanos. Ao entrar num país, o muçulmano deveria ter apenas os direitos que os cristãos têm no país de origem dele. Há países mais tolerantes como a Malásia mas há outros onde não se pode botar o nariz na rua. Se for um iraniano, deveria só ser permitido praticar o Islã dentro de sua própria casa porque no Irã são tratados assim os cristãos, os judeus e os budistas.

Isso é uma mera questão de justiça, não é questão de ser anti-islâmico. Não gosto de ouvir falar mal de nenhuma das grandes religiões. Nas polêmicas anti-religiosas se pode dizer mais ou menos o mesmo que Leibniz dizia das grandes filosofias: cada uma está certa naquilo que afirma e está errada naquilo que nega. Noventa e nove por cento dos casos em que alguém fala mal da religião do outro se trata de besteira. Pregue sua religião, pratique, cultive as virtudes dela e quanto à religião do vizinho, fique quieto. Não sei se isso respondeu à pergunta, mas se não respondeu, pelo menos justificou o porque de não responder.

Uma outra pergunta foi a de "se eu mudei de idéia quanto ao Islã": não é uma questão de mudar de opinião. Às vezes a pessoa vê a gente falando sobre um aspecto e pensa que aquilo é um julgamento definitivo e depois eu vou a outro aspecto e ela pensa "Ah ele mudou de opinião!" Eu não sou uma fábrica de julgamentos, ou um juiz que estaria ditando o que é certo e o que é errado. Eu sou um investigador e tento esclarecer o que está acontecendo e, sobretudo, não fujo das ambiguidades e contradições. Tampouco tenho ilusão de chegar a uma conclusão geral sobre tudo, de fazer um julgamento integral de coisas do porte ou do Islã, ou, digamos, dos Estados Unidos.

Todo brasileiro tem a ilusão de que poderá chegar a um julgamento final sobre as coisas que o tranquilize. Isso é a maior besteira, tranquilidade só existe no paraíso. Quando você morrer e for para o Juízo Final e se você passar no exame, você vai ficar tranquilo. Até lá você vai ficar "nervosinho" e cheio das contradições da própria realidade, exatamente como eu.

Problema, segundo Ortega y Gasset, é a consciência de uma contradição. Estou investigando problemas todo dia, portanto estou lidando com contradições o tempo todo e só consigo resolver uma parte infinitesimal delas.

*


Uma matéria na revista BrazzilMag.com divulgou que várias comunidades anti-petistas do Orkut estão desaparecendo - uma dessas foi o Fora Lula 2006 que tinha 180 mil membros. Havia outra comunidade de discussões sobre a minha pessoa que também desapareceu lá. Se isso pode ser coisa do governo, eu acredito, mas o governo não precisa fazer essas coisas porque o governo tem um monte de puxa-sacos petistas que estão dispostos a fazer isso o tempo todo.

É o que eu disse no começo do programa: calar a boca dos adversários, calar a boca dos inconvenientes, para esquerdista é uma coisa tão natural quanto respirar. Eles fazem isso e não sentem que isso é censura, não sentem nada porque têm a consciência moral deformada. Eles não consideram que as pessoas que têm outras idéias sejam gente. Eles as excluem da espécie humana. Para eles, se você é um direitista, você é um anormal, uma pessoa que não tem o direito de existir. Não é nem pessoa, você é uma coisa. Eles sempre tratam a gente assim. Mas se você devolve a eles na mesma moeda, daí eles dizem que você é um monstro e começam a chorar e se fazerem de vítimas. Esses caras são nojentos demais, estou de saco cheio de esquerdista, é a pior gente que já existiu.

*


Respondendo à carta do Xavier Peixoto: (procuro pelos podcasts gravados pois) "sou disléxico e para mim é mais fácil ouvir do que ler, mas não me compare com o Lula, pelo amor de Deus". Não comparo não, você escreve muito bem. Há uma diferença: você é disléxico e esses caras do governo federal, começando pelo presidente da república, são anti-léxicos - é uma coisa completamente diferente. Quanto a essas gravações que você está pedindo, já estão todas na página http://www.olavodecarvalho.org/midia/index_midia.html

*


Respondendo à carta do Ulisses Papa: "em um dos teus últimos artigos comentaste a respeito da influência de Gurdjieff sobre a cultura americana e européia, especialmente, citaste o exemplo do arquiteto Frank Lloyd Wright. As concepções de Wright, à miúde, extrapolam o âmbito arquitetônico e raiam o pensamento utópico com grandes idéias futuristas das relações urbanas e dos indivíduos que dão realidade à estas últimas.

Além disso chegou a propor experimentar com seus discípulos um modo de vida dito alternativo, um laboratório humano onde o projetar da arquitetura e das vidas seria o foco do aprendizado mas onde também haveria total remodelação de hábitos e pensamentos que tenderia a fugir dos espécimes antiquados localizados extra-muros" (e continua, pedindo informação sobre a estória secreta da comunidade experimental Taliesin).

Eu estava desconfiado por muito tempo mas não tinha certeza. Quando se vê surgir esses movimentos que juntam, por exemplo, uma teoria estética com uma teoria social nova, utopista, etc, e forma comunidades onde todo mundo vive um novo estilo de vida mais ou menos uniforme, onde as pessoas não imitam uma pessoa porque a admiram, mas porque existe uma disciplina expressa que o sujeito tem que manter, aí sempre há algo por detrás.

Quando você vai procurar, há uma organização ocultista e muitas vezes o dedo islâmico por trás. É um dedo islâmico remoto porque o Gurdjieff é um agente remoto da penetração islâmica no Ocidente.

Eu tinha essa dúvida mas achei um livro que matou essa charada. É o único livro que existe à respeito e é tão bem documentado que não há como escapar: The Fellowship: The Untold Story of Frank Lloyd Wright and the Taliesin Fellowship, seus autores chamam-se Roger Friedland e Harold Zellman. Não perca, o livro é espetacular e inclusive começa com uma entrevista com uma filha de Wright que há mais de 20 anos havia sido internada num hospício - ela não estava louca coisa nenhuma e conta muita coisa de lá de dentro (do Taliesin). É algo espantoso: a mão desse Gurdjieff aparece nos lugares mais inesperados.

*


Respondendo à carta de um ouvinte pedindo informação sobre o que eu tinha dito sobre o Conselho Mundial das Igrejas e o Conselho Nacional das Igrejas, que eu havia dito serem entidades pró-comunistas que até financiam movimentos terroristas: há um livro chamado The Fraudulent Gospel: Politics and The World Council of Churches, de Bernard Smith.

Também há outro livro, cujo autor eu não lembro mas que está no site do Gary North, chamado The Unholy Alliance. Há 3 ou 4 livros com o mesmo título sobre assuntos diferentes, mas um deles se refere ao Conselho Nacional das Igrejas, que é o braço americano do Conselho Mundial das Igrejas.

(Nota do transcritor: o livro parece ser Unholy Alliance: The History of the National Council of Churches, do autor C. Gregg Singer, e que de fato foi encontrado no site do Gary North: http://www.garynorth.com/public/1034.cfm e está disponível gratuitamente no formato DjVu - similar ao PDF)

*


Não é bonito o que me informa Kleber Silva sobre o que se passou na Universidade Federal de Pernambuco: "Vi uma questão da prova de filosofia onde citam o seu nome. Em um processo de seleção de extra-vestibular para o curso de graduação em filosofia da UFPE no último domingo percebi a seguinte questão de número 22 na prova escrita de múltipla escolha.

Aponte os seguintes exemplos de homens éticos com visão filosófica engajada para além da hipocrisia:

a) George Bush, Olavo de Carvalho, Editora Abril, Inocêncio de Oliveira e Roberto Marinho
b) Dalai Lama, Gandhi, Marina da Silva, Frei Betto e Dom Hélder"

Imaginem qual é a resposta certa: é claro que é a "B". Porque o Bush, eu, a Editora Abril, o Culpêncio de Oliveira e o Roberto Marinho, nós não prestamos absolutamente.

Olha aqui seu Amaro Lins (reitor da UFPE). Vocês estão induzindo ódio a seus inimigos políticos através desse exame aplicado a estudantes inocentes que não estão nem sabendo quais são as suas intenções. Você dá a pergunta e já diz para eles quem são os homens éticos. Eu não sei quem são os homens éticos mas sei que você é que não é. Você é um grande sem-vergonha, manipulador, vigarista intelectual.

Eu conheço vocês muito bem e sei até porque têm raiva de mim. Há muito tempo atrás eu estive aí e fiz uma conferência e o pessoal do seu departamento de matemática puxou uma discussão comigo a respeito de Georg Cantor.

Ficaram com raiva e me disseram "você nos expulsou do paraíso Cantoriano" porque eu contestei não matematicamente o conceito Cantoriano dos transfinitos e mostrei que aquilo era uma impossibilidade lógica pura e simples. Eles ficaram roendo o pé da mesa e desde essa época não gostam de mim e agora estão de vingancinha. Vocês não têm vergonha, Amaro Lins? Ainda se fosse sua universidade particular estaria certo você falar o que você quiser, mas esta universidade paga você com o dinheiro do contribuinte e você a fica usando para o que você quer.

*


Respondendo à pergunta do Luis Fernando Maikot: "qual a sua opinião a respeito de Mitt Romney, candidato conservador à presidência dos Estados Unidos?"

Terei uma opinião a respeito de Mitt Romney quando eu souber a opinião dele a respeito de qualquer coisa porque ele muda todo dia. Um dia ele diz uma coisa, outro dia ele diz outra. Estou esperando ele chegar à uma conclusão para ver o que eu acho. Eu não tenho nenhuma opinião a respeito dos candidatos no sentido de ser a favor ou contra.

O Mitt Romney é um sujeito muito popular, parece que fez um bom governo no estado dele e é Mórmon - eu acho que não querer um candidato por ser Mórmon é uma frescura - e a religião Mórmon, que começou aqui, é um tipo de Protestantismo, um tipo de Cristianismo interpretado ao modo deles. Eu gosto de todas as igrejas cristãs inclusive Mórmon.

A objeção que existe contra ele é que ele é o John Kerry da direita: cada dia fala uma coisa. Então vamos esperar o homem estabilizar para ver se ele consegue dizer alguma coisa.

Mas não pense que os outros candidatos sejam muito melhores. O Giuliani, por exemplo, disse que se for eleito presidente ele vai nomear somente juízes conservadores para a Suprema Corte, mas o fato é que ele, quando prefeito, de todos os caras que ele indicou para altos cargos judiciários eram esquerdistas. Então também não sabemos se o Giuliani está para lá ou para cá.

Parece que no negócio de segurança ele é durão mesmo mas tem outras coisas: por exemplo, ele é meio abortista, meio pró-gay. Também não quero que ninguém faça mal nenhum para os gays, nem que encham o saco deles e nem que os humilhe por nada, eu só não quero é que eles tapem a nossa boca.

*


Respondendo à carta de Tález N., que sugeriu o livro "Do liberalismo à apostasia: A tragédia conciliar", do grande Monsenhor Marcel Lefebvre, que pode ser obtido gratuitamente no site Permanencia.org.br.

Eu conheço esse livro, li muita coisa à respeito e acabei de ler uma documentação feita pelo pessoal da editora Permanência e pelo Dom Lourenço Fleichman sobre toda a confusão que houve entre o Dom Marcel Lefebvre e o Vaticano na época. Tudo o que o Dom Marcel disse é verdade e o que ele preveu para o futuro aconteceu exatamente do jeito que ele disse.

O homem estava inspirado. Com relação à doutrina e à conduta religiosa, ele era impecável, ao passo que o pessoal do Vaticano estavam todos com meias-palavras, inclusive o Ratzinger. O Ratzinger tratou do caso do Dom Marcel exatamente no estilo Mitt Romney: nem sim, nem não, muito antes pelo contrário. Eu sei que ele fez de conta que abriu as portas para o Dom Marcel na época e no dia seguinte o homem estava excomungado.

Agora parece que o papa Bento XVI está se saindo um pouco melhor do que o cardeal Ratzinger. Do Ratzinger eu nunca gostei, espero que depois de eleito papa ele tenha a inspiração da Divina Providência e seja guiado pelo Espírito Santo e que Deus o proteja.

O Dom Marcel pode até ter errado politicamente ou estrategicamente ou taticamente, no negócio de forçar aquela sagração dos bispos e apressar uma ruptura, mas isso não é pecado. Ninguém é obrigado a ser um gênio estratégico ou tático, mas na essência do problema o Dom Marcel tinha razão em tudo.

Considero-o um dos grandes homens do século XX porque ele entendeu o que estava acontecendo de ruim no concílio e entendeu o que vinha por aí e com grande clarividência, inspirado mesmo por Deus, ele tomou a posição dele não só em função do que estava acontecendo mas do que ele sabia que iria acontecer para a Igreja depois. Então espero que Deus tenha dado a Dom Marcel a recompensa eterna que ele mereceu.

*


Junto com este livro que mencionei do Dom Lourenço Fleichman, há um livro do Doutor Julio Fleichman chamado "O Itinerário Espiritual da Igreja Católica". É um grande livro, se puderem, comprem-no na Editora Permanência.

Eu ainda não acabei de lê-lo, mas, inclusive, com grande tristeza fiquei sabendo com muito atraso da morte do Dr. Julio Fleichman, ocorrida há uns 2 ou 3 anos atrás. Eu tinha uma grande apreciação pelo Dr. Julio: foi um homem que nasceu no Judaísmo e se converteu ao Catolicismo por influência do Gustavo Corção, que era vizinho e amigo dele, e se tornou o homem mais católico que eu conheci no Brasil, talvez no mundo. Um homem de uma fidelidade, de uma devoção e, também, de uma coragem porque ele tomou partido do Dom Marcel, ficou até o último dia e permaneceu fiel à sua opção. Quando eu mudei para a Romênia, eu perdi o contato com o Dr. Julio. Podem acreditar, foi um autêntico homem de Deus.

*


Respondendo à carta de Paulo Soriano, que escreveu pedindo alguma dica sobre a relação entre o filósofo Spinoza e os pensadores portuguêses da época: é claro que esta relação existe. O assunto é muito complicado e longo demais, mas só para abreviar, eu recomendo o livro "História do Pensamento Filosófico Português". É uma obra coletiva em 6 volumes contendo obras de vários autores de muito interesse, sob a direção de Pedro Calafate, publicado pela Editorial Caminho, de Lisboa.

Por uma coincidência, o José Paulo Soriano de Souza é um descendente do filósofo brasileiro José Soriano de Souza, que é um desses muitos intelectuais brasileiros injustiçados pelo público que o esqueceu completamente. A edição mais recente de um livro do Soriano de Souza foi no começo do século XX e depois não saiu mais nada.

*


Respondendo ao telefonema do ouvinte Artur, de Recife (que começa pedindo desculpas pelo reitor da UFPE): Esse cara desonra o estado de Pernambuco. Eu adoro Recife e acho que é um dos poucos lugares onde ainda tem um resto de cultura nesse país: há o Alberto da Cunha Melo, o Angelo Monteiro e um monte de gente bacana.

(Artur comenta que estava assistindo ao programa Sem Fronteiras na Globo News sobre o custo da entrada da Turquia na União Européia e que argumentava que talvez sairía mais caro para a União Européia se negar a entrada da Turquia devido ao risco de ela ser cooptada pela Rússia ou pelo modelo fundamentalista islâmico. Artur pergunta se seria mais vantajoso absorver a Turquia no secularismo europeu ou arcar com o preço de uma Turquia alinhada com a Rússia ou o Irã.)

Isso aí é uma assembléia de diabos, porque você falou da comunidade européia, o bloco russo-chinês, que é o famoso pacto de solidariedade de Shangai, e o bloco islâmico: um monte de capeta. A comunidade européia é um coletivo no sentido comunista da coisa. É um pessoal totalmente coletivista, metido na idéia de governo mundial também, porque a comunidade européia é um passo, uma etapa para o governo mundial e tem uma fúria regulatória.

Querem regular tudo - esse pessoal da esquerda acha que eles sabem o que é bom para todo mundo e quem não concorda com eles tem que ir pra cana - e tudo é decidido em comissões técnicas sem participação da sociedade. Aqui, no tal do NAFTA, que é o tratado de livre comércio da América do Norte, ninguém decidiu nada, o parlamento não dá palpite: é meia dúzia de técnicos que decidem e está acabado.

Esse palhaço desse Norberto Bobbio fica dizendo que é um avanço da democracia, mas está avançando coisíssima nenhuma. Cada vez mais assuntos importantíssimos estão sendo decididos e o povo nem fica sabendo. A Inglaterra, por exemplo, transferiu boa parte da administração de sua segurança nacional para a comunidade européia sem que o povo ficasse sabendo. Em uma pesquisa lá, descobriram que 85% dos súditos da rainha ignoravam o negócio. Aqui em relação ao NAFTA também é assim e agora querem fazer a super-estrada que vai atravessar tudo para unificar rodoviariamente a América do Norte ao mesmo tempo em que os caras vão unificando administrativamente e isso nem é discutido no parlamento - é tudo por comissão técnica.

Então tanto faz para mim a Turquia ficar com um dos três: comunidade européia, pacto de solidariedade de Shangai ou bloco islâmico. No momento estão todos eles só prejudicando a humanidade, então em qualquer dos três que a Turquia entre, vai ser ruim para a Turquia.

Eu vi os efeitos que houveram na Romênia quando da entrada na comunidade européia. Eles entram porque precisam de dinheiro e em troca eles recebem a obrigação de baixarem leis determinando como deve ser o ensino, a saúde pública, a segurança e a polícia, as palavras que podem ou não podem ser ditas e o país tem de ficar de joelho diante desses caras. E são esses mesmos que incentivam o Terceiro Mundo contra os Estados Unidos falando "vocês têm que defender sua soberania nacional", que quer dizer ficar de joelho ou de quatro dentro da ONU e da comunidade européia ou diante desta porcaria de unidade latino-americana que estão fazendo agora. Eles estão acabando com a soberania usando a palavra "soberania": é um cinismo que não acaba mais.

*


Respondendo à carta de Felipe Cury, que estava procurando o livro "Dialética do Conhecimento" e pede sugestões de livros da história da revolução francêsa: O livro não se chama "Dialética do Conhecimento", se chama "Dialética da Afirmação", do autor Andre Marc. Uma tradução muito boa em espanhol pode ser encontrada na Editorial Gredos.

Existe o historiador francês Pierre Chaunu, que escreveu vários livros interessantes que podem ser encontrados no BookFinder. Há um outro livro que todo mundo deve ler que é o livro do Hippolyte Taine, que é um clássico do século XIX: "Origines de la France contemporaine". Este livro para mim é o maior livro de história que alguém já escreveu. O homem fez o impossível ali.

Diz o Felipe Cury: "quanto aos livros já indicados de Huizinga e Modris Eksteins são praticamente impossíveis (de encontrar)".

Não são não, o do Huizinga pode ser encontrado no Mediabooks.pt. Existe uma edição portuguêsa do Huizinga muito boa. Quanto ao Modris Eksteins eu sei que estão vendendo aí no Brasil por 480 reais o exemplar - é um absurdo - e aqui nos Estados Unidos você compra por 2 ou 3 dólares no BookFinder.

Quanto mais tempo eu moro aqui, mais eu fico com dó de mim mesmo do tempo em que eu morava no Brasil porque às vezes eu queria um livro aí e tinha que esperar 20 anos para obter o livro. Aqui, o livro, como qualquer coisa pode custar qualquer preço. O mesmo livro pode custar de 2 dólares até 200 ou 300 dólares dependendo de você querer uma edição mais luxuosa, mais moderna ou mais antiga, e tudo aqui, passa um ano, já vale a metade do preço.

*


Respondendo à carta de um oficial cujo nome será omitido para não comprometê-lo, que diz: "Servi na segurança presidencial durante o governo Itamar Franco e pude comprovar que as despesas eram realizadas com parcimônia, tudo era licitado, do hotel ao aluguel de viaturas. Hoje, o Lula e sua família gastam quase 5 milhões de reais em compras nos cartões de crédito corporativos. As despesas da família Lula em São Bernardo do Campo são pagas pela presidência. Isto é que é uma baita bolsa-família."

Do Itamar pode-se dizer o que quiser, que ele é burro, mas que ladrão ele nunca foi. Está aí o exemplo. Isto é uma pouca vergonha mesmo.

*


Respondendo ao telefonema do ouvinte Flávio, que divulga o artigo "A Última Cruzada dos Templários" na revista História de fevereiro de 2005, que é sobre um perdão que os Templários estariam esperando, que vai vencer 13 de outubro de 2007 e que teria de ser concedido pelo papa.

Estou por fora, se puder me mandar informação me mande, porque isto é muito interessante, para olavo@olavodecarvalho.org.

O ouvinte também pergunta "Um católico pode ser maçon?"

Não. Existe uma bula papal de cerca de 1780 que depois foi confirmada pelos papas seguintes. Se o sujeito entra na Maçonaria, ele está automaticamente excomungado. A Igreja não acertou as dificuldades dela com a Maçonaria até hoje. Já tentaram, já houveram vários encontros e congressos, mas não acertaram até hoje e não seremos nós que vamos acertar.

Vamos rezar para que tudo dê certo. Eu acho que essa briga é um negócio altamente destrutivo. Nas igrejas protestantes, algumas têm objeção contra a Maçonaria e outras não têm. E também existem milhões de direções diferentes na Maçonaria. Há uns idiotas teóricos da conspiração que pensam que isso tudo é como se fosse uma pirâmide, que teria alguém lá em cima que manda e todo mundo obedece e que seria um bloco monolítico.

Isso é uma loucura, a Maçonaria é um saco de gatos, existem milhões de correntes lá dentro. Tanto é que se você ver ao longo da história, apareceram dentro da Maçonaria, outras organizações secretas que penetravam dentro da Maçonaria e dominavam umas quantas lojas fazendo bagunça lá dentro.

Há o famoso livro do John Robinson, "Proofs of a Conspiracy", um livro do tempo do George Washington que mostra que o pessoal dos Illuminati tinham infiltrado umas quantas lojas. Se a Maçonaria fosse um bloco monolítico, isso jamais poderia acontecer.

Esse negócio de que os caras mandam no mundo, tudo isso é besteira. Ninguém manda no mundo, tem gente querendo mandar. Por exemplo, o pessoal do Council of Foreign Relations, que são os caras mais poderosos que há nos Estados Unidos. Eles tentam mandar mas dão com os burros n'água. Quem manda no mundo é Deus. Organizações humanas simplesmente tentam mandar.

Esse negócio de governo secreto, do Armindo Abreu - que de tão burro diz que os meus artigos de 1999 foram plagiados de um livro que ele publicou em 2005, além de o que eu disse ser totalmente diferente do que ele diz - ele acredita que existe o poder secreto que manda no mundo. O que existe é uma competição, uma briga de foice no escuro.

As grandes brigas se dão dentro da Maçonaria. Se você ver, por exemplo, a nossa proclamação da república foi uma briga interna da Maçonaria: uma parte queria isso, a outra parte queria aquilo, e partiram para o pau. Maçonaria não é um bloco monolítico e é como o Islã: há mil e uma correntes lá dentro.

A Igreja Católica que tem um papa também é um saco de gatos, cada um fala o que quer. A Igreja brasileira inteira é esquerdista. Você entra em uma igreja aqui nos Estados Unidos e entra em uma igreja no Brasil e parece que são diferentes mas é a mesma Igreja Católica Apostólica Romana, só que aqui é bem parecida ainda com a pré-conciliar e aí no Brasil é todo mundo pela teologia da libertação - é a CNB do B como diz o Meira Penna.

*


Muito obrigado a todos e até semana que vem.

Marcadores: , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







terça-feira, janeiro 16, 2007

Presidente usa Yahoo Respostas

O presidente da Índia e cientista com doutorado em mais de 30 universidades e instituições, Dr. APJ Abdul Kalam, colocou uma pergunta no Yahoo Answers: O que deveríamos fazer para livrar o nosso planeta do terrorismo?

"... Quando mentes malignas conspiram, as mentes benévolas devem trabalhar juntas e combater. Nesse contexto, quais são as soluções existentes para livrar o planeta Terra do terrorismo?"

Marcadores: , , , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







domingo, janeiro 14, 2007

O Jihad mudou de alvo no Iraque

A insurgência Sunni no Iraque mudou de alvo. Agora os americanos não são mais o alvo preferencial. Agora o Jihad é contra os Shias (xiitas).

Eis um pequeno guia rápido de referência:


Xiitas (shias)Sunni
"partido de Ali"
Irã
Hezbollah
Hamas
60% do Iraque
"povo da tradição do profeta"
Al-Qaeda
Taliban
Arábia Saudita
40% do Iraque
(Saddam Hussein quando vivo)
85% do total de muçulmanos


Sunnis vêem os xiitas como hereges que divulgam uma falsa versão do Islam.

Depois da morte de Mohammed, a maioria dos muçulmanos quiseram eleger os líderes mais capazes e escolheram Abu Bakr como primeiro califa da nação islâmica - estes eram os primeiros sunnis. Eles não acreditam na hereditariedade da liderança espiritual.

Os que discordavam queriam que a liderança continuasse com os descendentes de Mohammed e escolheram seu primo/genro Ali para liderá-los e não reconheceram os líderes eleitos - estes eram os primeiros shias. Os shias (xiitas) acreditam na hereditariedade da liderança espiritual e seguem outros imans que seria indicados por Allah e que seriam infalíveis.

Os xiitas acreditam que há um iman escondido num poço no Irã que a qualquer momento emergirá para executar justiça sobre o mundo. No "Matam", um costume xiita, os fiéis se cortam na cabeça com espadas e facas para que o sangue escorra pelo rosto e se chicoteiam nas costas e nos ombros com correntes durante o Ashura para manifestar devoção e lembrar o martírio do neto de Mohammed, Hussein bin Ali. Tal costume sangrento ofende a maioria sunni.

Durante o estabelecimento de um governo iraquiano, os americanos ofereceram aos sunni uma participação no governo, mas as lideranças sunni boicotaram.

Marcadores: , , , , , , , ,



postado por Fernando às      
                0 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







segunda-feira, novembro 20, 2006

"Presidente Iraniano" é comparado com Borat

O "presidente iraniano" Mahmoud Ahmadinejad é comparado com o personagem Borat, um repórter matuto e anti-semita do Kazaquistão, cujo filme de mesmo nome é sucesso de bilheteria nos Estados Unidos.

Encontrado no The People's Cube. O site inteiro faz uma tremenda chacota com o socialismo e o partido Democrata.

Mad Ahmadinejad

Marcadores: , , ,



postado por Fernando às      
                2 Comentários

Onde comprar livros:
Submarino  Livraria Cultura







Voltar a Pensadores Brasileiros