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terça-feira, fevereiro 25, 2014

Saul Alinksy e o Império do Radicalismo Político

Saul Alinksy e o Império do Radicalismo Político



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terça-feira, setembro 04, 2007

A Hegemonia Petista explicada: Marxismo cultural anti-cristão

Texto baseado numa transcrição da palestra do Pe. Paulo Ricardo
(A transcrição não foi revisada pelo autor.)

MARXISMO CLÁSSICO VERSUS MARXISMO CULTURAL


O marxismo cultural faz questão de não ser identificado com o marxismo clássico.
O marxismo cultural não apenas é uma cultura anti-cristã, como também tenta ludibriar as pessoas fazendo passar idéias anti-cristãs como cristãs. Por exemplo, a idéia de paz mundial sem Cristo, simbolizada pelo logotipo da cruz invertida e com os braços quebrados.

A democracia precisa de uma base moral, de respeito mútuo onde possam conviver juntos a esquerda e a direita. Mas devido ao marxismo cultural, as coisas mudaram de tal maneira que o que antes era esquerda, virou centro; o que antes era a ultra-esquerda, virou a esquerda atual; e o que era direita, praticamente desapareceu do cenário político.

O manifesto comunista de Marx convocava os trabalhadores proletários de todo o mundo para que se unissem e se revoltassem contra os grandes proprietários. Sob esse perspectiva, Marx previa um grande conflito em toda a Europa em que os "trabalhadores oprimidos" atacariam os "patrões opressores" segundo os interesses de sua classe econômica.

Contudo, o conflito ocorreu mas não como fora previsto pelos marxistas. A Primeira Grande Guerra começou em 1914 e durou até 1919. O Kaiser alemão dizia "não há mais partidos, somos todos alemães" e trabalhadores se voltaram contra trabalhadores de outros países, cada um defendendo os "interesses de seus patrões".

Em 1917, a revolução bolchevique deu uma esperança aos marxistas, embora todas as outras tentativas de revolução comunista fracassaram.

Em 1919, a revolução Espartacista em Berlin, com Karl Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Spartacus, fracassou.

Também em 1919, houve o governo do Soviete de Munich, cujo governo provisório não conseguiu atrair o apoio dos trabalhadores.

Na Hungria, o governo provisório de Bela Kun, do qual participava o filósofo Georg Lucács, também fracassou.

Na Itália houve a revolta sindicalista em Turim, que também fracassou.

Esses fracassos consistiram num grande problema teórico para o marxismo: por que a realidade não segue a teoria? Um cérebro normal rejeitaria a teoria se ela não é compatível com a realidade, mas o cérebro marxista não é normal: se a realidade não confirma a teoria, pior para a realidade!

Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.

A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.

Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã.

No entanto, isto criou um cisma no marxismo. No Ocidente, começou-se a lutar por uma outra espécie de marxismo diferente do marxismo ortodoxo que era praticado no Oriente, por trás da Cortina de Ferro.

O MARXISMO CULTURAL


Maurice Merleau-Ponty, um filósofo francês, cunhou a expressão "marxismo ocidental" para designar esse outro marxismo heterodoxo e herético aos olhos dos comunistas russos. Stalin odiava os comunistas do Ocidente por não aceitarem as ordens de Moscow apesar de também serem marxistas.

Vários filósofos e escritores famosos no Ocidente pertenceram a esse marxismo ocidental. Ernst Bloch (importante influência na revolução estudantil européia), Walter Benjamin, Jean Paul Sartre, Louis Althusser, Jürgen Habermas (que uma vez debateu com o então cardeal Ratzinger).

Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise da teoria marxista (por que a realidade não estava seguindo a teoria?) que vinha desde 1919. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács. Felix Weil vinha de uma família rica e gastou o dinheiro do pai criando e sustentando financeiramente o Instituto Para a Pesquisa Social em Frankfurt em 1924: a famosa Escola de Frankfurt.

Esse grupo tinha como intenção inicial usar o nome "Instituto Marx-Engels", espelhando o instituto de mesmo nome em Moscow, mas decidiram que no Ocidente eles teriam maior vantagem em não se identificar como marxistas. Esse instituto editou o primeiro volume da Edição Geral das Obras de Marx e Engels (MEGA - Marx-Engels-Gesamtausgabe) simultaneamente ao instituto de Moscow.

Esses jovens ricos estudavam a sociedade alemã para descobrir como funcionava o pensamento ocidental e descobrir como destruí-lo. Com a ascenção de Hitler ao poder e sua perseguição aos judeus e aos marxistas, eles fugiram para os Estados Unidos.

Uma das principais características dos marxistas culturais é que eles não querem saber de luta armada, mas querem ocupar espaços para pregar suas doutrinas em universidades, na mídia, nas igrejas ou em qualquer lugar onde haja discurso.

Vários destes pensadores, sem se identificarem como marxistas, se infiltraram e conseguiram lecionar em universidades americanas. Deles, merecem destaque Teodor Adorno, Herbert Marcuse e Max Horkheimer, que foram lecionar na Universidade de Columbia, em Nova York. Horkheimer e Adorno voltaram à Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial e fizeram muitos discípulos. Marcuse trabalhou para a CIA (então chamada de OSS) em projetos de propaganda anti-nazista e depois mudou-se para a Califórnia. Na época em que explodiu a revolução estudantil de 1968, ele lecionava na Universidade de San Diego.

Marcuse influenciou enormemente a cultura do Ocidente, mudando o pensamento marxista ocidental para uma espécie de casamento intelectual entre Marx e Freud. Os marxistas queriam uma revolução e para isso precisavam de gente revoltada. A revolta dos trabalhadores, explorada pelo marxismo clássico, era comprovadamente insuficiente. Era preciso encontrar mais gente revoltada. Marcuse descobriu a juventude e as pessoas reprimidas sexualmente.

O discurso então se tornou: "a sociedade capitalista" - isto é, ocidental - "é uma sociedade repressora. Ela oprime as pessoas, reprimindo-as sexualmente. Você não pode exercer sua sexualidade livremente. Revolte-se!" Eles queriam acabar com a moral cristã mas não confessavam suas intenções.

A pregação marxista passou a defender a liberação da sexualidade, aborto, homossexualismo e divórcio, chamando o casamento monogâmico de "moral burguesa" (codinome para moral cristã).

Erich Fromm, Cornelius Castoriadis (teve papel na revolução estudantil em Paris), Michel Foucault (uma das primeiras vítimas da AIDS por ser drogado e homossexual bastante promíscuo) e Herbert Marcuse foram as maiores influências nas universidades. Quando a revolução estudantil de 1968 eclodiu, Marcuse, Foucault, Castoriadis e outros estavam em Paris insuflando os estudantes.

Em Hollywood, os marxistas também trabalhavam para acabar com a "moral burguesa". Vinte e poucos deles foram denunciados pelo senador Joseph McCarthy mas ele acabou sendo vítima do patrulhamento ideológico.

Depois da queda do muro de Berlin, o Código Venona foi descoberto nos arquivos da KGB e foi revelado que haviam não apenas vinte, mas mais de cem marxistas trabalhando em Hollywood sob ordens da KGB. O livro "Venona Code" explica esses fatos históricos em detalhes.

Em 1955, Marcuse escreveu "Eros e Civilização", livro muito divulgado nas universidades e que se tornou a "bíblia" da revolução Hippie. Segundo seu discurso, a sociedade capitalista gera a guerra e a repressão sexual, portanto, "faça amor, não faça guerra".

"Paz e amor, bicho!" Para ter coragem de des-reprimir, os jovens, que ainda foram criados em famílias cristãs, precisaram tomar drogas para conseguirem praticar perversões sexuais (a "liberação sexual"). Com isso veio Woodstock e o protesto contra a guerra do Vietnã. Os jovens e os transviados serviriam como combustível para o motor da nova revolução marxista.

NO BRASIL...


Em 1964, o Brasil era um país muito conservador, com uma sociedade capaz de realizar a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em protesto contra a iminente revolução de João Goulart, que colocara o país rumo à uma ditadura comunista no estilo cubano.

Com a doutrinação através das novelas da Rede Globo - entre várias outras ocupações de espaços na mídia - isso mudou. Haviam muitos comunistas trabalhando nas Organizações Globo e outros órgãos da grande mídia brasileira. Roberto Marinho reagia contra o regime militar e protegia os comunistas da Globo: "Dos meus comunistas cuido eu." Deles, os mais notáveis - Dias Gomes e Janete Clair - dominaram a década de 70 com suas novelas.

Na biografia de Dias Gomes, "Apenas Um Subversivo" (à venda no Submarino), ele conta que pregou o divórcio - era tabu naquela época - na sua novela "Verão Vermelho" (1970). Na sua segunda novela, "Assim na Terra como no Céu" (1970), ele atacou o celibato clerical. Na novela "Roque Santeiro", em 1975 (mas que foi impedida pelo governo militar), ele atacou o Cristianismo.

Em "Roque Santeiro", o padre Albano (da teologia de libertação) e o padre Hipólito (supostamente conservador) discutem diante da estátua do Roque Santeiro, que havia morrido e se tornado mártir. Sob o protesto de padre Albano, o padre Hipólito vendia santinhos do Roque Santeiro e tentava encobrir o fato de que Roque Santeiro não havia morrido. Esta era a mensagem de Dias Gomes, traduzida: "O Cristianismo cria falsos mitos e é necessário denunciar esses mitos para impedí-los de se aproveitarem do povo."

O governo militar não tinha idéia do marxismo cultural. Mandavam revistar a casa de Dias Gomes em busca de armas e livros ensinando guerrilha e não encontravam nada. Só foram descobrir algo quando, sob escuta telefônica, Dias Gomes explicou o suas intenções ao amigo Nelson Werneck Sodré: "Mas a Censura vai deixar passar?" "... Assim passa. Esses militares são muito burros!" Essa conversa foi descrita no livro de Artur Xexéo, "Janete Clair, a Usineira de Sonhos". Assim que o governo soube da mutreta, a Censura baniu "Roque Santeiro" e justificou: "A novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja".

O general Golbery do Couto e Silva, com sua "teoria da panela de pressão", foi um dos maiores responsáveis pelas desgraças que acontecem nas universidades brasileiras. "Toda panela de pressão deve ter uma válvula." A válvula que ele deu de bandeja para os marxistas foram as universidades.

Embora houvessem agentes do governo militar assistindo as aulas dos marxistas nas universidades, estes podiam pregar tudo, desde que não tocassem em assunto de luta armada e reforma agrária. Eles tiveram toda a liberdade para falar de aborto, divórcio, sexo livre pois isso não era identificado como marxismo. Hoje as universidades estão completamente desmontadas em termos de cultura cristã, se tornando máquinas anti-cristãs disfarçadas, acusando os conservadores e denunciando sua "moral burguesa" (cristã) e seu "pensamento retrógrado" (cristão).

O politicamente correto é obra marxista. Ele foi criado por eles para tentar convencer as pessoas de que as convicções morais cristãs seriam viciadas e de que seria necessário tornar todo mundo igual.

No 7 de Setembro, uma data que deveria ser de comemoração de patriotismo, a CNBB, parte da igreja brasileira dominada pela Teologia da Libertação, criou o "Grito dos Excluídos". Os "excluídos" são uma categoria criada por Pierre Bourdieu para perpetuar a idéia do conflito de classes.

Em Ibiúna, em 1968, foi realizado um congresso da UNE, sob a liderança dos atuais políticos de esquerda que estão no governo e na oposição. Os marxistas Aldo Rebelo (PC do B), José Serra (PSDB) e José Dirceu (PT), todos eles dos partidos em atual hegemonia, estavam nesse congresso.

No Brasil atual, dominado por este marxismo cultural, praticamente só existem partidos de esquerda. Todos eles tentam impôr e favorecer a sexualidade promíscua, o aborto e o homossexualismo, bem como o conflito racial e a histeria ecológica.

O PT chama o PSDB de direita, mas o PSDB não é direita. Ele está à direita do PT mas ainda é de esquerda. O PSOL acusa o PT e o governo Lula de não serem mais de esquerda, mas isso significa apenas que o PSOL está ainda mais à esquerda do que o PT.

A direita brasileira já não existe mais sob a forma de partidos, mas como os marxistas precisam de um inimigo imaginário, por isso usam o DEM - o antigo PFL, um partido criado para se opor ao regime militar e que foi tomado por oportunistas - como espantalho e saco de pancadas, um partido de oposição medíocre, subserviente e facilmente manipulável.

Essa hegemonia esquerdista é mantida em grande parte graças ao patrulhamento ideológico.

Se alguém ousar denunciar as trapaças dos marxistas, eles usam a tática proposta por Lênin: cair em cima da vítima coletivamente, fazendo inúmeras acusações.

"Você é agente da CIA, você é burguês, você é da elite branca, você é homofóbico, você é um louco" - todas as acusações e calúnias possíveis e imagináveis são usadas tendo como objetivo intimidar as demais pessoas para que elas não ousem concordar com quem denunciou as trapaças dos marxistas culturais.


A meta é fazer com que os outros tenham medo e pensem duas vezes antes de falar ou denunciar as mesmas coisas - esse é o patrulhamento ideológico.




Ver também:
O figurino de Dona Marta

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sexta-feira, julho 13, 2007

Texto Recomendado: Decifrando a nova direita

Ótimo artigo do Eduardo Levy sobre a difusão recente de idéias conservadoras apesar da hegemonia esquerdista.

Eduardo Levy defende a idéia de que os valores dominantes de uma época tendem a serem contestados por pessoas de nível cultural superior pois para esses valores serem contestados é necessária certa inteligência, cultura e superioridade intelectual. Com o tempo e em resultado dessa superioridade, os valores esquerdistas foram se tornando dominantes.

Hoje em dia, essa tendência está se revertendo porque "tudo que é idiota e acomodado intelectual foi para a esquerda. ... Como os valores dominantes e idiotas eram os esquerdistas, as melhores cabeças começaram a ir para o outro lado, um processo muito acelerado pelo advento da internet e dos blogs."

Eduardo Levy fala a verdade! Hoje em dia qualquer bestalhão e indigente intelectual é esquerdista e vive com discurso de que tudo é culpa do "Búchi", dos "americânu", do "pudê econômicu".

"... a maioria dos blogueiros direitistas é culta, tem uma gama de interesses variados muito além da política, lê muito e outras coisas e outros campos, enquanto a blogosfera de esquerda só traz os militantes mais imbecilizados e mais estreitos, que só têm olhos para a mais mesquinha política do dia, mais rasos impossível. Há algum blogueiro na esquerda que se possa comparar aos citados? Há algum que se compare a Eduardo Carvalho, Bruno Garschagen, Pedro Sette Câmara, Martim Vasques da Cunha, E. Santiago? Não, não há.

A “nova direita”, portanto, é um fenômeno muito maior e mais profundo do que toda essa gente nojentinha pretende. E, posto ter alguma influência americana, é inteiramente brasileiro. Em suas razões menos visíveis, é muito mais cultural que político. Não é que um bando de militantes direitistas começou a se expressar. É que as melhores cabeças, algumas com pouquíssimos interesses políticos, passaram a volver à direita. É a dialética da História."

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quinta-feira, julho 12, 2007

A Raiz do Mal

[Baseado na crítica "The Secret Teachings of Ayn Rand, artigo de Bob Wallace", um ex-repórter e editor em St. Louis. 13/3/02]

Todos conhecem mais ou menos a história do Jardim do Éden. Nela, quando Deus flagra Adão e Eva violando as regras, Adão aponta seu dedo para Eva e diz "Ela é culpada de eu ter feito isso!", e Eva
aponta seu dedo para a serpente e diz "Bem, foi ele que me fez fazer isso."

O que Adão e Eva fizeram foi usar de bode expiatório; Adão usou Eva como bode expiatório e Eva usou a serpente como bode expiatório. É como dizer "Eu não tenho culpa nenhuma; é tudo culpa sua." E em algumas versões da história, o ato de usar bodes expiatórios é o que faz com que eles sejam expulsos do Jardim do Éden e faz com que surja o mal no mundo.

O psiquiatra M. Scott Peck, em seu livro, "The People of the Lie", escreve que o uso de bodes expiatórios está relacionado à "origem da maldade humana ... o uso de bodes expiatórios funciona através de um mecanismo que os psiquiatras chamam de projeção [as pessoas] projetam o mal no mundo," ele conta.

Os militantes nazistas e socialistas foram os que mais usaram bodes expiatórios no século 20. Eles colocaram a culpa de todos os seus problemas nos judeus, cristãos, europeus do leste, capitalistas, kulaks... a lista é grande. As estimativas das mortes no século 20 atingem 200 milhões.

Quando você projeta todos os seus problemas nos outros - transformando-os em "más pessoas" - qual é a solução mais extrema? Persegui-los e matá-los, é claro. Os psiquiatras Melanie Klein e Joan Riviere escreveram sobre a projeção dizendo que "o primeiro e mais fundamental mecanismo de proteção contra a dor, o perigo de ser atacado, ou a sensação de estar desprotegido - o mecanismo de onde se originam todos os outros - é o dispositivo que chamamos projeção.

Todos os sentimentos e sensações desagradáveis e dolorosas na mente são automaticamente relegadas para fora de si automaticamente por esse mecanismo... Nós colocamos a culpa dessas sensações em alguma outra pessoa. Quando essas forças tão destrutivas são reconhecidas dentro de nós, nós alegamos que elas surgiram arbitrariamente e por algum agente externo... A projeção é a primeira reação dos bebês à dor e ela provavelmente permanece como a reação mais espontânea em
todos nós diante de qualquer sofrimento durante todas as nossas vidas."

Quando você projeta o mal nos outros, você não mais os vê como pessoas; você os vê como coisas. Isso torna mais fácil de matar. No fundo, se trata de sacrifício humano. O militante diz "temos que matar toda essa escória e todos esses vermes para nos salvar!" e usa essas palavras se referindo a seres humanos. E aqueles que são sacrificados são sempre inocentes. O pior sacrifício humano é a guerra, seja convencional ou terrorista, com suas vítimas servindo de alimento para ídolos pagãos como o Estado, a Nação, a Natureza, ou qualquer outra coisa material ou humana que é divinizada.

Ver pessoas como coisas é a essência do narcisismo. Peck escreveu o seguinte sobre o narcisismo: "Já que os narcisistas, no fundo, sentem que são perfeitos, é inevitável que quando eles entrem em conflito com o mundo eles invariavelmente percebem o conflito como sendo culpa do mundo. Como eles se obrigam a negar sua própria maldade, eles passam a perceber os outros como ruins. Eles projetam seu próprio mal no mundo. Eles nunca pensam em si próprios como maus, mas ao contrário, vêm muito mal nos outros, consequentemente."

Peck se referiu àqueles que são clinicamente narcisistas, mas todos nós somos narcisistas, em maior ou menor grau. Todos nós somos imperfeitos. Quando uma pessoa fica irritada com as outras, ela sempre, não importa quão brevemente, vê os outros como maus - "aquele ali que me deixou irritada".

Nosso narcisismo é o que nos torna suscetível aos três principais fatores da propaganda política e ideológica: apelo às emoções (mas iludindo as pessoas de forma que pensem ser um apelo à razão); demonização do inimigo (ou uso dele como bode expiatório); e ilusão das pessoas para que pensem que uma vez que o inimigo seja destruído, as coisas vão ficar boas.

A serpente do Éden é o símbolo da inveja. Ela queria fazer Adão e Eva caírem porque eles eram preferidos por Deus. O que isso significa é que o uso de bodes expiatórios é baseado na inveja (e a inveja é tão intimamente relacionada ao ódio que ambos não podem ser separados).

A inveja é tão primitiva que não é simbolizada por um mamífero, mas sim por uma serpente, animal de sangue frio. A história aponta claramente que o uso de bodes expiatórios é infantilidade (como Thomas Hobbes tão perceptivamente notou, "o homem mau é a criança que se tornou poderosa"). O uso de bodes expiatórios é o que traz o mal ao mundo.

Esse relato bíblico explica, em poucos parágrafos, a causa da maldade humana no planeta: o narcisismo que leva ao uso de bodes expiatórios e que é causado pela inveja e pelo ódio. Assim é explicado o sacrifício humano. E tudo isso começa quando somos bem jovens, até mesmo antes que sejamos conscientes de tudo isso. Isso tem sido confirmado pela psicologia moderna, embora sua explicação tenha chegado com cerca de 4 mil anos de atraso.

Assim, os discursos que usam alguém como bode expiatório são, muito provavelmente, uma pregação de um sacrifício humano e a projeção infantil das mazelas que a pessoa encontra em si própria ou em seu próprio país.

Quando alguém xinga outra pessoa ou grupo de pessoas de "escória", "verme", "sanguessuga" - e se vê isso comumente em militantes de esquerda, esse alguém está se preparando para justificar o genocídio, de forma consciente ou não. Ela projeta todo ódio, ira e inveja sobre os outros, usa-os como bode expiatórios, e então antecipa uma orgia sadística Hitleriana/Stalinista de ódio e destruição e vibra, por exemplo, com ataques terroristas a uma multidão de inocentes.

Isso é exatamente o que os nazistas e socialistas têm feito e tentado fazer com todos os que eles rotulam como maus: consideram-se como perfeitos, culpam todo o mal nos outros e apóiam a matança dos outros para se salvarem, esperando que isso resulte numa "utopia". Matam os "maus" e esperam que o "bem" reine.

Quando uma pessoa passa a transmitir por escrito o seu ódio, é porque há um problema muito sério com essa pessoa e que ela tenta inconscientemente corrigir esse problema, numa espécie de auto-terapia. O psiquiatra Richard Restak, em seu livro, "The Self Seekers", sabia que o problema era: "A ira homicida é o último recurso no esforço de corrigir um sentido de individualidade que foi prejudicado."

Pessoas assim se tornam progressivamente mais lunáticas e hostis, e muitas se tornam militantes de alguma causa. Para essas pessoas, o lado deles é completamente bom e o outro completamente mau. Toda a maldade é projetada nos outros e assim justificam seu extermínio. Para o militante, seus oponentes não estão simplesmente equivocados; eles são maus e são menos que pessoas.

O autor Russell Kirk uma vez escreveu que o mal é causado pelo "ego monstruoso", isto é, o ego inchado, que se absorve e se concentra em si mesmo, narcisístico, que vê os outros como coisas, e que leva direto ao sacrifício humano e ao uso de bodes expiatórios. É por isso que no mito grego de Narciso, ele não consegue ver mais ninguém além de si mesmo e é também por isso que ele morre no final da estória.

Assim, não é nada surpreendente que os militantes defendam o terrorismo; afinal de contas, as vítimas dos ataques não são exatamente humanos para eles.

Já que o uso de bodes expiatórios é uma coisa feita inconscientemente, é necessário se tornar consciente dele. Isso ajuda a nos defender contra propagandas políticas e ideológicas.

Diante de todo o discurso, a primeira coisa a questionar é: se trata de um uso de bode expiatório? Nazismo, comunismo, socialismo, puritanismo, naturalismo, objetivismo, enfim, militâncias, todas elas usam bodes expiatórios. Todas acreditam em sacrifício humano, embora não confessem e muitas vezes nem percebam. Os adoradores de Gaia que vêm humanos como uma praga na Terra compreendem que eles estão adorando um princípio material (pagão) e querem sacrificar pessoas? Provavelmente não são todos que percebem isto.

A religião tem tradicionalmente considerado a tentativa de criar um mundo "perfeito" como uma blasfêmia e é fácil compreender o motivo.

Tentar tornar o mundo "perfeito" sempre envolve considerar os outros como bodes expiatórios e sacrificá-los aos piores aspectos da natureza humana. Tornar o mundo perfeito sempre significa eliminar as pessoas que são consideradas imperfeitas. Antes que Adolph Eichmann fosse enforcado em condenação pela sua atividade nos campos de extermínio nazistas, ele explicou "Eu era um idealista."

Isso significa que toda tentativa de atingir um mundo perfeito, cedo ou tarde, resulta em genocídio. É perigoso ignorar as lições da história e o episódio do Jardim do Éden.




Livros de Richard Restak:
Seu Cérebro Nunca Envelhece
A Idade da Renovação
Mozart's Brain and The Fighter Pilot: Unleashing Your Brain Potential
The Naked Brain: How the Emerging Neurosociety Is Changing How We Live, Work, And Love
On The Sea Of Memory : A Journey From Forgetting To Remembering

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quinta-feira, novembro 23, 2006

A proposta do senador Eduardo Azeredo em Quadrinhos

Há leis que só servem para rir mesmo: instruções em quadrinhos de como postar um comentário na nova Internet brasileira do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Legislando a internet
continua...

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postado por Fernando às      
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